Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 28 abril 2009

Por que a EPTC é omissa em noites de futebol?

28 de abril de 2009 24

Quem sai caminhando do Olímpico ou do Beira-Rio em dias ou noites de jogo é um ser solitário contra o resto do mundo que anda de carro. Vive encurralado, imprensado, arriscando a vida em cada cruzamento.

Os automóveis mandam, sobem em calçadas, passam sinais vermelhos, não respeitam faixas de segurança e correm, correm de mais. Vivemos na ditadura das quatro rodas.

 A EPTC, que existe para dar segurança ao pedestre, controlar o trânsito, entre outras funções, deve exigir que seu pessoal se comporte como estátuas. Eles não ouvem, não atendem. São seres superiores. Transitam em outro planeta.

Eles não estão nem aí com os pedestres. Ficam apenas observando os infratores. Não tem ação, não ajudam quem caminha. Coolaboram apenas para fazer o automóvel mandar nas ruas e andar mais rápido.

Na saída do jogo da Libertadores, terça, um jovem foi atropelado na faixa destinadas aos ônibus por um carro que andavam em alta velocidade na Avenida Erico Verissimo. Um crime de trânsito. Só cometido porque a EPTC não cumpre seu dever.

O que falta a EPTC é gestão, talvez conhecimento, plano de ação na saída de um jogo de futebol. O prefeito e os seus estão em casa, com certeza. Não frequentam estádios de futebol. Vivem outra realidade.

Se uma vez na vida eles se dignassem a sair caminhando pelas calçadas esburacadas (ou trechos sem calçada e escuros como o vento negro) depois de uma partida de futebol nos dois maiores estádios de Porto Alegre, com certeza, chamariam os responsáveis pela EPTC e os mandariam de volta aos bancos escolares da gestão de trânsito.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Grêmio curte o paraíso de melhor da América

28 de abril de 2009 37

Souza fez um gol que orgulha um jogador de qualidade, marcou outro como se fosse um atacante, foi o melhor em campo e ajudou a fazer do Grêmio o time de melhor retrospecto na Copa Libertadores 2009/Nabor Goulart, AP
Um, dois, três, 3 a 0. O Grêmio voou durante 30 minutos, jogou realmente como o time de melhor campanha entre os 32 da Libertadores, melhor ataque, melhor defesa e ganhou como quis do atarantado Boyacá Chicó. Deu show. O título da Libertadores, se o Grêmio encontrar a final, será obrigatoriamente disputado no Olímpico.

 Souza fez um gol de Ronaldo, que fez um de Pelé, domingo passado, que inventou os gols mais fantásticos da grama verde. Adilson deu um gancho (cavada) na bola, que caiu nas proximidades de Souza aos 12 minutos. Ele dominou em velocidade, correu em direção a área adversária e, com o lado de fora do pé, usando mais a parte de cima, encobriu o pobre goleiro colombiano. Galaço.

Souza foi o melhor em campo. Foi o Souza que o Grêmio imaginou e buscou em Paris. Jogou como um atleta de competição, ao menos nos primeiros 45 minutos. Esqueceu a firula, o toque para o lado, o terceiro drible. Foi objetivo, aplicado. Decisivo.

Quem olhou o relógio depois dos primeiros 29 minutos, quando Léo marcou, Souza fez dois antes, imaginou 6 a 0 logo, logo mesmo.

Depois, o Grêmio colocou o pé no freio, se segurou e deixou que os 3 a 0 definissem a partida. Víctor ainda defendeu um pênalti num vôo de alta precisão. O Chicó cresceu na parte final do jogo.

Quem viu os 3 a 0 saiu lotado de sorrisos. Os 35 mil fãs do Olímpico cantaram os 90 minutos, saudaram os jogadores, festejaram a melhor campanha da América. Foi uma noite azul de céu escuro, morna como na primavera. O frio de outono sumiu.

Quem tentou ver mais, acima da torcida, observou alguns problemas antigos e que podem trazer complicações mais tarde. Por exemplo, a falta de toque de bola, a ausência de jogadas de linha de fundo, a inconsistência dos alas (especialmente do lado esquerdo com zero de participação ofensiva e passes errados), os gols perdidos de Jonas (exatamente como escrevi alguns blogs atrás), o isolamento de Maxi López, a carência no banco de reservas (Orteman entrou outra vez, outra vez errou a maioria dos passes de novo).

Marcelo Rospide errou ao substituir o Maxi. Jonas era o alvo correto. Ele jamais conseguiu cumprir a função do segundo atacante. Quando tentou ser o primeiro, tropeçou nos gols de sempre. Herrera é o cara.

Com 3 a 0, Rospide poderia ter testado outra formação, algumas variações táticas. Seu banco, porém, só lhe oferecia boas opções no ataque. O meio-campo estava vazio de sugestões.

Mas em noite de 3 a 0, em jogo de decisão, em vitória que oferece ao Grêmio a melhor campanha da Libertadores e o direito de disputar o segundo jogo no Olímpico, quem manda é a classificação e a sua festa. O Grêmio está nas oitavas-de-final do torneio. O cruel mata-mata é seu novo desafio. Falta o adversário. Até a semana que vem o Grêmio curte o paraíso de melhor da América.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

Com quantos gols se faz um Jonas

28 de abril de 2009 55

O Grêmio troca de canal. Usa o controle remoto. Sai da discussão do técnico, coloca foco na bola. Usa seus 11 titulares porque esta terça é dia de jogo. O torcedor corre ao Olímpico porque a noite pode colocar o Tricolor no posto de número 1 da fase de classificação da Copa Libertadores.

 

Com uma vitória embaixo do braço, o Boyacá Chicó prostrado na grama, os gaúchos escolhem o adversário mais fraco entre os outros 31 participantes da Copa na próxima fase e ainda marcam o segundo jogo do sempre imprevisível mata-mata para Porto Alegre.

O Grêmio faz uma das partidas mais importantes de 2009. Não pela qualidade do adversário. Pelo simbolismo da partida do Grupo 7. O Olímpico vai sacudir.

Uma das chaves da vitória é Maxi López, o novo ídolo tricolor. Seu futebol apareceu, seus gols estão vivos. Uma das interrogações da partida é seu companheiro Jonas. Sou mais Herrera, mas Jonas ganhou a vaga, foi a escolha de Marcelo Rospide.

Jonas é um jogador estranho. Sabe jogar, se movimenta bem, entra na grande área, aparece na pequena, faz a jogada de flanco, mas tem sérios dificuldades na hora da conclusão. Seu chute sai torto, desviado, alto. Bate no poste, roça o travessa, toca no goleiro. Ele anda perdendo os gols mais incríveis da temporada.

Jonas, 24 anos, 1m81cm de altura, é um atacante azarado em momentos decisivos. Faz gols contra times fracos. Foi um dos goleadores gremistas do Gauchão. Não consegue balançar as redes no torneio continental. Quando o adversário aperta, Jonas salta.

Que mistérios rondam as performances do paulista Jonas Gonçalves Oliveira? Ele não consegue manter uma média de goleador na Libertadores. A bola não entra. Seria azar, fase ou uma natural inaptidão ao cargo?

Jonas precisa entender o que os gremistas já sabem. Que o segundo atacante gremista precisa ser definitivamente mortal em jogos importantes. Seus gols são uma necessidade, caso contrário o banco de reservas, se tanto, é o seu lugar.

Jonas precisa mirar a pesada e exemplar tranquilidade de Ronaldo na hora decisiva do gol na frente do goleiro. Calma, paz e certeza. Ele não tem o futebol de Ronaldo, óbvio, mas pode espelhar-se na serenidade do colega de profissão.

O gol é dom de atacante, mas é também obra da inteligência. Jonas ainda precisa dizer quem é. Herrera já disse e só precisa de uma boa sequência de jogos para recuperar a posição.

Não sei se Alex Mineiro e Maxi López pode dar certo juntos. Eu acho que não. Mas só três, quatro, cinco jogos, vão mostrar algo. O que sei é que chegou a hora de Jonas mostrar seu valor.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

VÍDEO: dupla Gre-Nal em jogos decisivos

28 de abril de 2009 1

Em debate, Luís Henrique Benfica e eu projetamos a importante partida do Grêmio contra o Boyacá Chicó, nesta terça-feira pela Libertadores, e o desafio do Inter na Copa do Brasil, diante do Naútico e do complicado estádio dos Aflitos, na quarta.

Confira o vídeo abaixo:

 

Postado por Zini

Bookmark and Share