Quem sai caminhando do Olímpico ou do Beira-Rio em dias ou noites de jogo é um ser solitário contra o resto do mundo que anda de carro. Vive encurralado, imprensado, arriscando a vida em cada cruzamento.
Os automóveis mandam, sobem em calçadas, passam sinais vermelhos, não respeitam faixas de segurança e correm, correm de mais. Vivemos na ditadura das quatro rodas.
A EPTC, que existe para dar segurança ao pedestre, controlar o trânsito, entre outras funções, deve exigir que seu pessoal se comporte como estátuas. Eles não ouvem, não atendem. São seres superiores. Transitam em outro planeta.
Eles não estão nem aí com os pedestres. Ficam apenas observando os infratores. Não tem ação, não ajudam quem caminha. Coolaboram apenas para fazer o automóvel mandar nas ruas e andar mais rápido.
Na saída do jogo da Libertadores, terça, um jovem foi atropelado na faixa destinadas aos ônibus por um carro que andavam em alta velocidade na Avenida Erico Verissimo. Um crime de trânsito. Só cometido porque a EPTC não cumpre seu dever.
O que falta a EPTC é gestão, talvez conhecimento, plano de ação na saída de um jogo de futebol. O prefeito e os seus estão em casa, com certeza. Não frequentam estádios de futebol. Vivem outra realidade.
Se uma vez na vida eles se dignassem a sair caminhando pelas calçadas esburacadas (ou trechos sem calçada e escuros como o vento negro) depois de uma partida de futebol nos dois maiores estádios de Porto Alegre, com certeza, chamariam os responsáveis pela EPTC e os mandariam de volta aos bancos escolares da gestão de trânsito.
Postado por Zini, Porto Alegre




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