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Posts do dia 30 abril 2009

O que a rivalidade gaúcha faz com um corintiano

30 de abril de 2009 35

Ronaldo (D) – com Boquita e Elias (E) – fez do Corinthians, que pode ser campeão paulista domingo, um novo time, uma equipe mais competitiva e enche de orgulho o segundo clube mais popular do país./Andre Penner, AP
Paulista, casado com gaúcha, passou uma semana entre Porto Alegre, Gramado e Atlântida, marinheiro de primeira viagem ao extremo sul. Corintiano, habituê do Parque São Jorge, sua primeira lembrança de infância é o chute-foguete de Rivelino. O futebol sempre o envolveu. Faz parte do seu dia, todo o dia.

Seu rápido contato com os gaúchos, amigos, familiares da patroa, o envolveram na realidade local, cercado que estava de gremistas e colorados. O que mais o impressionou foi a rivalidade entre os locais.

Nunca viu nada igual, parecido, exceto, talvez, o clima que tira do prumo os escoceses do Celtic e do Rangers. Mas na briga das ilhas britânica entra religião e um ódio secular. Aí, a análise é outra.

O que mais o impressionou foi o desdém que um azul tem por outro vermelho e a recíproca é verdadeira. Notou que mesmo vencendo de forma invicta o Gauchão, os gremistas só colocaram defeitos nos adversários. Não ouviu um só elogio ao futebol do Colorado.

Do outro lado, notou a ciumeira para com a Libertadores e uma certeza que os inimigos do Tricolor eram os três piores times do mundo. Nada prestava. A melhor campanha no torneio não significava absolutamente nada.

Com alguns tentou conversar, ponderar, apontar os elogios que os dois estavam recebendo da mídia do centro do país, mas não conseguiu atenção.

Voou de volta nesta quinta, impressionando com a fama dos argentinos da Dupla, com a força das duas torcidas nos dois jogos que acompanhou (Guarani e Boyacá), com o desrespeito aos pedestres nas proximidades do Olímpico e do Beira-Rio em dias de jogos.

Voltou sem atender os pedidos dos parentes de assumir o lado azul ou o vermelho, mesmo com torcedor distante.

Levou duas camisas, uma de cada time de presente e embarcou sem entender os reais motivos que levam o gaúcho a não admirar o seu futebol das suas equipes como um todo.

Viajou crente que o futebol gaúcho não existe. O que vale é o futebol de Grêmio ou de Inter. Nunca os dois, juntos, somados. Só um, um só, o outro é zero, nada, lixo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Comebol pode suspender Libertadores 2009

30 de abril de 2009 87

A gripe suína se espalha, afeta diferentes países e proíbe deslocamentos. Com dois times na Libertadores, o México é o mais afetado e a Comebol admite suspender a Libertadores, talvez empurrar o torneio para o segundo semestre/Gregory Bull, AP

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) está lotada de dúvidas, preocupada com o ar que os seus filiados respiram ao nível do mar, nos centros urbanos, nas montanhas. Usa máscara, vê a epidemia de gripe por perto, mas ainda não sabe o que fazer, que decisão tomar. 

Pode, e já deixou claro que sim, suspender a Libertadores 2009, o mais importante torneio de todas as Américas que tratam a bola com o pé.

Pode, assim, segurar a competição, talvez empurrá-la para o segundo semestre, esperar a gripe encontrar seu último espirro.

A entidade está consultado as associações de cada país, CBF no caso verde-amarelo, e espera as respostas. Vai somar todas e decidir. Pode ser nesta quinta, no mais tardar na sexta. A decisão vem do Paraguai, sede da Comebol.

San Luis Potosí e Chivas são as duas equipes mexicanas do torneio. Os jogos no México serão disputados sem uma só alma nas arquibancadas. Sem público, qual a razão do futebol? Zero, né. A Comebol deverá colocar os jogos dos mexicanos pelas oitavas-de-final em Bogotá, na Colômbia.

Viagens entre um país e outro, o vai-e-vem das delegações dos clubes que disputam a Libertadores, é um risco. Quem quer jogar no México? Ninguém. Quem quer enfrentar mexicaos em outro país? Ninguém também.

Que fazer, afastar os dois clubes do México? Cruel, eles não são os culpados pela gripe, nem pela viagem intercontinental do vírus.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona poderia ver D`Alessandro no Maracanã

30 de abril de 2009 42

O Inter encerrou no Nordeste seu abril perfeito. Sete jogos, sete vitórias consecutivas, um título regional no meio. A vítima mais recente, anunciada, foi o Náutico. Levou 3 a 0 ao natural. Bateu como time de Série D, jogou como equipe de Série C. Pudera. Enfrentou o melhor time da Série A.

 

O Inter está nas quartas-de-final. Pode perder por dois no encontro de volta, quarta-feira. Não vai.

O adversário não tem time, bola, individualidades para fazer quatro gols em Porto Alegre. Seria mais fácil o Beira-Rio falar. O que move a viagem dos visitantes é só um bom churrasco, imagino. No futebol, o Náutico dançou.

Taison e Nilmar voltaram ao gol, sempre eles, a melhor dupla de ataque do país. D’Alessandro joga cada vez mais. Não escolhe terreno, nem lugar. Seu futebol cresce mesmo em condições adversas. Seus dribles escancaram uma defesa. Seu passe, como o do terceiro gol de Marcelo Cordeiro, é cartão de visita. Maradona está sabendo. Vai chamá-lo.

O Internacional se consolida cada vez mais na temporada. Chega ao quinto mês do ano com um time definido, sólido, com uma idéia de futebol e com individualidades que fazem a diferença. Tite encontrou a fórmula.

Os mais críticos imaginam que as vitórias aparecem porque os adversários são de qualidade duvidosa. Correto, mas os escores elevados mostram que o vitorioso é qualificado.

O Flamengo (que passa certo pelo Fortaleza) deseja ser nomeado o inimigo da próxima vez. Os dois encontros no Rio e no Sul serão entre iguais, entre dois clubes de projeção, mas dois times completamente diferentes.

O Inter dos nossos dias é superior aos cariocas, mesmo de olhos fechados. Basta examinar os times e o retrospecto das equipes nos últimos seis meses, por exemplo.

O Mengão é fraco na bola e no bolso. Não paga nem os salários dos seus jogadores. É um clube endividado, sem patrocinador, em crise. O Inter viaja e treina com os cariocas na cabeça. Sabe que pode vencê-los sem suar sangue.

O Inter merece o Maracanã. É no Rio a grande passarela do Brasil. Todo mundo vê quando o clube mais popular do Brasil desafia alguém em casa. Maradora poderia marcar passagem e observar D`Alessandro no estádio mais emblemático do Planeta. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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