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Posts de abril 2009

O que a rivalidade gaúcha faz com um corintiano

30 de abril de 2009 35

Ronaldo (D) – com Boquita e Elias (E) – fez do Corinthians, que pode ser campeão paulista domingo, um novo time, uma equipe mais competitiva e enche de orgulho o segundo clube mais popular do país./Andre Penner, AP
Paulista, casado com gaúcha, passou uma semana entre Porto Alegre, Gramado e Atlântida, marinheiro de primeira viagem ao extremo sul. Corintiano, habituê do Parque São Jorge, sua primeira lembrança de infância é o chute-foguete de Rivelino. O futebol sempre o envolveu. Faz parte do seu dia, todo o dia.

Seu rápido contato com os gaúchos, amigos, familiares da patroa, o envolveram na realidade local, cercado que estava de gremistas e colorados. O que mais o impressionou foi a rivalidade entre os locais.

Nunca viu nada igual, parecido, exceto, talvez, o clima que tira do prumo os escoceses do Celtic e do Rangers. Mas na briga das ilhas britânica entra religião e um ódio secular. Aí, a análise é outra.

O que mais o impressionou foi o desdém que um azul tem por outro vermelho e a recíproca é verdadeira. Notou que mesmo vencendo de forma invicta o Gauchão, os gremistas só colocaram defeitos nos adversários. Não ouviu um só elogio ao futebol do Colorado.

Do outro lado, notou a ciumeira para com a Libertadores e uma certeza que os inimigos do Tricolor eram os três piores times do mundo. Nada prestava. A melhor campanha no torneio não significava absolutamente nada.

Com alguns tentou conversar, ponderar, apontar os elogios que os dois estavam recebendo da mídia do centro do país, mas não conseguiu atenção.

Voou de volta nesta quinta, impressionando com a fama dos argentinos da Dupla, com a força das duas torcidas nos dois jogos que acompanhou (Guarani e Boyacá), com o desrespeito aos pedestres nas proximidades do Olímpico e do Beira-Rio em dias de jogos.

Voltou sem atender os pedidos dos parentes de assumir o lado azul ou o vermelho, mesmo com torcedor distante.

Levou duas camisas, uma de cada time de presente e embarcou sem entender os reais motivos que levam o gaúcho a não admirar o seu futebol das suas equipes como um todo.

Viajou crente que o futebol gaúcho não existe. O que vale é o futebol de Grêmio ou de Inter. Nunca os dois, juntos, somados. Só um, um só, o outro é zero, nada, lixo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Comebol pode suspender Libertadores 2009

30 de abril de 2009 87

A gripe suína se espalha, afeta diferentes países e proíbe deslocamentos. Com dois times na Libertadores, o México é o mais afetado e a Comebol admite suspender a Libertadores, talvez empurrar o torneio para o segundo semestre/Gregory Bull, AP

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) está lotada de dúvidas, preocupada com o ar que os seus filiados respiram ao nível do mar, nos centros urbanos, nas montanhas. Usa máscara, vê a epidemia de gripe por perto, mas ainda não sabe o que fazer, que decisão tomar. 

Pode, e já deixou claro que sim, suspender a Libertadores 2009, o mais importante torneio de todas as Américas que tratam a bola com o pé.

Pode, assim, segurar a competição, talvez empurrá-la para o segundo semestre, esperar a gripe encontrar seu último espirro.

A entidade está consultado as associações de cada país, CBF no caso verde-amarelo, e espera as respostas. Vai somar todas e decidir. Pode ser nesta quinta, no mais tardar na sexta. A decisão vem do Paraguai, sede da Comebol.

San Luis Potosí e Chivas são as duas equipes mexicanas do torneio. Os jogos no México serão disputados sem uma só alma nas arquibancadas. Sem público, qual a razão do futebol? Zero, né. A Comebol deverá colocar os jogos dos mexicanos pelas oitavas-de-final em Bogotá, na Colômbia.

Viagens entre um país e outro, o vai-e-vem das delegações dos clubes que disputam a Libertadores, é um risco. Quem quer jogar no México? Ninguém. Quem quer enfrentar mexicaos em outro país? Ninguém também.

Que fazer, afastar os dois clubes do México? Cruel, eles não são os culpados pela gripe, nem pela viagem intercontinental do vírus.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona poderia ver D`Alessandro no Maracanã

30 de abril de 2009 42

O Inter encerrou no Nordeste seu abril perfeito. Sete jogos, sete vitórias consecutivas, um título regional no meio. A vítima mais recente, anunciada, foi o Náutico. Levou 3 a 0 ao natural. Bateu como time de Série D, jogou como equipe de Série C. Pudera. Enfrentou o melhor time da Série A.

 

O Inter está nas quartas-de-final. Pode perder por dois no encontro de volta, quarta-feira. Não vai.

O adversário não tem time, bola, individualidades para fazer quatro gols em Porto Alegre. Seria mais fácil o Beira-Rio falar. O que move a viagem dos visitantes é só um bom churrasco, imagino. No futebol, o Náutico dançou.

Taison e Nilmar voltaram ao gol, sempre eles, a melhor dupla de ataque do país. D’Alessandro joga cada vez mais. Não escolhe terreno, nem lugar. Seu futebol cresce mesmo em condições adversas. Seus dribles escancaram uma defesa. Seu passe, como o do terceiro gol de Marcelo Cordeiro, é cartão de visita. Maradona está sabendo. Vai chamá-lo.

O Internacional se consolida cada vez mais na temporada. Chega ao quinto mês do ano com um time definido, sólido, com uma idéia de futebol e com individualidades que fazem a diferença. Tite encontrou a fórmula.

Os mais críticos imaginam que as vitórias aparecem porque os adversários são de qualidade duvidosa. Correto, mas os escores elevados mostram que o vitorioso é qualificado.

O Flamengo (que passa certo pelo Fortaleza) deseja ser nomeado o inimigo da próxima vez. Os dois encontros no Rio e no Sul serão entre iguais, entre dois clubes de projeção, mas dois times completamente diferentes.

O Inter dos nossos dias é superior aos cariocas, mesmo de olhos fechados. Basta examinar os times e o retrospecto das equipes nos últimos seis meses, por exemplo.

O Mengão é fraco na bola e no bolso. Não paga nem os salários dos seus jogadores. É um clube endividado, sem patrocinador, em crise. O Inter viaja e treina com os cariocas na cabeça. Sabe que pode vencê-los sem suar sangue.

O Inter merece o Maracanã. É no Rio a grande passarela do Brasil. Todo mundo vê quando o clube mais popular do Brasil desafia alguém em casa. Maradora poderia marcar passagem e observar D`Alessandro no estádio mais emblemático do Planeta. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Champions League: Europa esquece os gols nas semis

29 de abril de 2009 11

Depois do 0 a 0 entre Barcelona e Chelsea, o Manchester United fez 1 a 0 no Arsenal nas semifinais da Champions League. Eto`o, Messi, Drogba, Tevez, Cristiano Ronaldo e Adebayor não alcançaram as redes. O torneio está aberto, embora o United seja o favorito/Jon Super, AP
Quase 200 minutos de futebol na Europa, um gol só, obra de um homem de defesa, John O`Shea. Só o Manchester United carregou três pontos, levou uma boa vantagem ao Emirates Stadium, casa do Arsenal, depois de vencê-lo por magro 1 a 0. Goleador da Champions League, oito gols, Messi ficou no 0 a 0 contra a defesa de ferro do Chelsea, 24 horas antes.

Os três ingleses continuam na parada. O Barcelona, que não gosta de ser classficiado como espanhol, precisa sair da Catalunha para decidir a sua agora complicada vida em Londres.

A Liga dos Campeões está aberta, escancarada, mas as finais devem receber os mesmos nomes de 2008, United e Chelsea. Minha projeção, embora o Barcelona possa ganhar na capital inglesa pelo time organizado que tem, pelo instinto matador de Eto`o, pela genialidade do canhoto de ouro Messi.

A partida desta quarta, em Old Trafford, foi de uma velocidade impressionante. O United tocou a bola, colocou o Arsenal na roda e só não fez mais do que 1 a 0 porque Manuel Almunia fez defesas de goleiro de Primeiro Mundo.

O goleiro do Arsenal segurou os estrondos de Tevez. Viu, olhos pulando das órbitas, um tiro de longa distância de Cristiano Ronaldo explodir no travessão. Edwin van der Sar foi o goleiro do outro lado e nunca passou 90 minutos tão tranquilo. Viu o jogo da grande área, um posto especial.

A jornada de volta das semifinais, Chelsea e Barcelona e United e Arsenal, escolhe os dois finalistas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Lesões, atritos, futebol ruim: Boca é só tensão

29 de abril de 2009 29

Os torcedores do Boca estão desconfiados com o time, lamentam a lesão do maestro Riquelme, critica o técnico Ischia e temem pelo futuro de todos na Copa Libertadores da América/Eduardo Di Baia, AP

O Boca afunda aos poucos. Não é mais nem o primeiro da primeira fase de 32 da Libertadores, está distante do título nacional, seu melhor jogador é número 1 no hospital do time mais vencedor da América.

Não bastasse as severas críticas da torcida, o manager Carlos Bianchi e o técnico Carlos Ischia se batem nas curvas dos corredores da Bombonera em nome de suas idéias, suas convicções. O clima é tenso. É um dos piores em anos.

Com quatro títulos nacionais e cinco internacionais (Libertadores de 2000/01/03) e Mundial (2000 e 2003), Bianchi é um técnico vencedor. Mas ele não deseja o lugar de Ischia, antigo companheiro de chuteiras no Vélez Sarsfield dos anos 1980. Talvez queira outro treinador no lugar no amigo, ainda não se sabe.

No contrato de Bianchi, uma cláusula diz que ele não pode substituir Ischia. A idéia foi do próprio Bianchi, que não deseja ser treinador neste momento.

Na enfermaria do Boca, Riquelme, com um problema na sola do pé, ainda não tem data para voltar. O zagueiro Muñoz e o atacante Noir sofreram lesões graves e voltam só no segundo semestre. Estão fora da Libertadores.

O Boca dos final de abril só vê problemas, poucas soluções e raros na Argentina acreditam no seu sucesso na Libertadores. Só que você (e eu também) sabe da magia do Boca no torneio. Ele chegou ao mata-mata das oitavas-de-final. A partir daí, ninguém sabe, ninguém consegue projetar nada com consistência.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Três perigos rondam Inter no Estádio dos Aflitos

29 de abril de 2009 37

O Náutico é um time de baixo da tabela de classificação do Campeonato Nacional. Ele vive no sobe e desce do fundo da tabela, entre a séries A e B, entre crises e raros sucessos. A única alegria, fora vitórias esporádicas no Brasileirão, é o campeonato regional. O clube ostenta 21 títulos regionais, o mais recente em 2004. Sua maior glória é um vice-campeonato da extinta Taça do Brasil em 1967.

 

O Náutico, que espera o Inter na bela e ensolarada Recife, tem pouca chances de atravessar a madrugada festejando um vitória. Seu time é inferior ao adversário em todos os sentidos. A vitória colorada é quase uma certeza. O empate é uma opção distante.

Mas três perigos rondam o favoritaço Inter em Pernambuco:

O gramado: Pior do país, impróprio ao futebol, o do Estádio dos Aflitos é exemplo do lado do avesso. A bola não rola, pula. O passe sai torto, errado. A lesão é um perigo a cada corrida. O péssimo terreno prejudica o Inter, que é mais técnico que o corre-corre dos nordestinos.

A soberba: Problema natural do futebol, surge quando um time é muito superior ao outro. Lembra do União-MT? O jogador desliga e imagina que pode vencer o jogo a qualquer momento em jogadas individuais. Esquece o coletivo. Santos e CSA foi exemplo. Os paulistas perderam na sua Vila e ficaram no meio do caminho.

As estranhas rotas do mata-mata: O primeiro jogo de uma decisão em duas partidas é sempre imprevisível. Uma das equipes pode estar numa noite ruim, sem inspiração, fora de ordem no aspecto coletivo, e perder. É possível prever o vitorioso, anunciar, mas o mata-mata é sempre traiçoeiro.

Vou falar mais sobre o tema, entre outras histórias da bola, num chat, às 15 horas, no clicrbs. Apareça. vamos trocar umas idéias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Por que a EPTC é omissa em noites de futebol?

28 de abril de 2009 24

Quem sai caminhando do Olímpico ou do Beira-Rio em dias ou noites de jogo é um ser solitário contra o resto do mundo que anda de carro. Vive encurralado, imprensado, arriscando a vida em cada cruzamento.

Os automóveis mandam, sobem em calçadas, passam sinais vermelhos, não respeitam faixas de segurança e correm, correm de mais. Vivemos na ditadura das quatro rodas.

 A EPTC, que existe para dar segurança ao pedestre, controlar o trânsito, entre outras funções, deve exigir que seu pessoal se comporte como estátuas. Eles não ouvem, não atendem. São seres superiores. Transitam em outro planeta.

Eles não estão nem aí com os pedestres. Ficam apenas observando os infratores. Não tem ação, não ajudam quem caminha. Coolaboram apenas para fazer o automóvel mandar nas ruas e andar mais rápido.

Na saída do jogo da Libertadores, terça, um jovem foi atropelado na faixa destinadas aos ônibus por um carro que andavam em alta velocidade na Avenida Erico Verissimo. Um crime de trânsito. Só cometido porque a EPTC não cumpre seu dever.

O que falta a EPTC é gestão, talvez conhecimento, plano de ação na saída de um jogo de futebol. O prefeito e os seus estão em casa, com certeza. Não frequentam estádios de futebol. Vivem outra realidade.

Se uma vez na vida eles se dignassem a sair caminhando pelas calçadas esburacadas (ou trechos sem calçada e escuros como o vento negro) depois de uma partida de futebol nos dois maiores estádios de Porto Alegre, com certeza, chamariam os responsáveis pela EPTC e os mandariam de volta aos bancos escolares da gestão de trânsito.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio curte o paraíso de melhor da América

28 de abril de 2009 37

Souza fez um gol que orgulha um jogador de qualidade, marcou outro como se fosse um atacante, foi o melhor em campo e ajudou a fazer do Grêmio o time de melhor retrospecto na Copa Libertadores 2009/Nabor Goulart, AP
Um, dois, três, 3 a 0. O Grêmio voou durante 30 minutos, jogou realmente como o time de melhor campanha entre os 32 da Libertadores, melhor ataque, melhor defesa e ganhou como quis do atarantado Boyacá Chicó. Deu show. O título da Libertadores, se o Grêmio encontrar a final, será obrigatoriamente disputado no Olímpico.

 Souza fez um gol de Ronaldo, que fez um de Pelé, domingo passado, que inventou os gols mais fantásticos da grama verde. Adilson deu um gancho (cavada) na bola, que caiu nas proximidades de Souza aos 12 minutos. Ele dominou em velocidade, correu em direção a área adversária e, com o lado de fora do pé, usando mais a parte de cima, encobriu o pobre goleiro colombiano. Galaço.

Souza foi o melhor em campo. Foi o Souza que o Grêmio imaginou e buscou em Paris. Jogou como um atleta de competição, ao menos nos primeiros 45 minutos. Esqueceu a firula, o toque para o lado, o terceiro drible. Foi objetivo, aplicado. Decisivo.

Quem olhou o relógio depois dos primeiros 29 minutos, quando Léo marcou, Souza fez dois antes, imaginou 6 a 0 logo, logo mesmo.

Depois, o Grêmio colocou o pé no freio, se segurou e deixou que os 3 a 0 definissem a partida. Víctor ainda defendeu um pênalti num vôo de alta precisão. O Chicó cresceu na parte final do jogo.

Quem viu os 3 a 0 saiu lotado de sorrisos. Os 35 mil fãs do Olímpico cantaram os 90 minutos, saudaram os jogadores, festejaram a melhor campanha da América. Foi uma noite azul de céu escuro, morna como na primavera. O frio de outono sumiu.

Quem tentou ver mais, acima da torcida, observou alguns problemas antigos e que podem trazer complicações mais tarde. Por exemplo, a falta de toque de bola, a ausência de jogadas de linha de fundo, a inconsistência dos alas (especialmente do lado esquerdo com zero de participação ofensiva e passes errados), os gols perdidos de Jonas (exatamente como escrevi alguns blogs atrás), o isolamento de Maxi López, a carência no banco de reservas (Orteman entrou outra vez, outra vez errou a maioria dos passes de novo).

Marcelo Rospide errou ao substituir o Maxi. Jonas era o alvo correto. Ele jamais conseguiu cumprir a função do segundo atacante. Quando tentou ser o primeiro, tropeçou nos gols de sempre. Herrera é o cara.

Com 3 a 0, Rospide poderia ter testado outra formação, algumas variações táticas. Seu banco, porém, só lhe oferecia boas opções no ataque. O meio-campo estava vazio de sugestões.

Mas em noite de 3 a 0, em jogo de decisão, em vitória que oferece ao Grêmio a melhor campanha da Libertadores e o direito de disputar o segundo jogo no Olímpico, quem manda é a classificação e a sua festa. O Grêmio está nas oitavas-de-final do torneio. O cruel mata-mata é seu novo desafio. Falta o adversário. Até a semana que vem o Grêmio curte o paraíso de melhor da América.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Com quantos gols se faz um Jonas

28 de abril de 2009 55

O Grêmio troca de canal. Usa o controle remoto. Sai da discussão do técnico, coloca foco na bola. Usa seus 11 titulares porque esta terça é dia de jogo. O torcedor corre ao Olímpico porque a noite pode colocar o Tricolor no posto de número 1 da fase de classificação da Copa Libertadores.

 

Com uma vitória embaixo do braço, o Boyacá Chicó prostrado na grama, os gaúchos escolhem o adversário mais fraco entre os outros 31 participantes da Copa na próxima fase e ainda marcam o segundo jogo do sempre imprevisível mata-mata para Porto Alegre.

O Grêmio faz uma das partidas mais importantes de 2009. Não pela qualidade do adversário. Pelo simbolismo da partida do Grupo 7. O Olímpico vai sacudir.

Uma das chaves da vitória é Maxi López, o novo ídolo tricolor. Seu futebol apareceu, seus gols estão vivos. Uma das interrogações da partida é seu companheiro Jonas. Sou mais Herrera, mas Jonas ganhou a vaga, foi a escolha de Marcelo Rospide.

Jonas é um jogador estranho. Sabe jogar, se movimenta bem, entra na grande área, aparece na pequena, faz a jogada de flanco, mas tem sérios dificuldades na hora da conclusão. Seu chute sai torto, desviado, alto. Bate no poste, roça o travessa, toca no goleiro. Ele anda perdendo os gols mais incríveis da temporada.

Jonas, 24 anos, 1m81cm de altura, é um atacante azarado em momentos decisivos. Faz gols contra times fracos. Foi um dos goleadores gremistas do Gauchão. Não consegue balançar as redes no torneio continental. Quando o adversário aperta, Jonas salta.

Que mistérios rondam as performances do paulista Jonas Gonçalves Oliveira? Ele não consegue manter uma média de goleador na Libertadores. A bola não entra. Seria azar, fase ou uma natural inaptidão ao cargo?

Jonas precisa entender o que os gremistas já sabem. Que o segundo atacante gremista precisa ser definitivamente mortal em jogos importantes. Seus gols são uma necessidade, caso contrário o banco de reservas, se tanto, é o seu lugar.

Jonas precisa mirar a pesada e exemplar tranquilidade de Ronaldo na hora decisiva do gol na frente do goleiro. Calma, paz e certeza. Ele não tem o futebol de Ronaldo, óbvio, mas pode espelhar-se na serenidade do colega de profissão.

O gol é dom de atacante, mas é também obra da inteligência. Jonas ainda precisa dizer quem é. Herrera já disse e só precisa de uma boa sequência de jogos para recuperar a posição.

Não sei se Alex Mineiro e Maxi López pode dar certo juntos. Eu acho que não. Mas só três, quatro, cinco jogos, vão mostrar algo. O que sei é que chegou a hora de Jonas mostrar seu valor.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: dupla Gre-Nal em jogos decisivos

28 de abril de 2009 1

Em debate, Luís Henrique Benfica e eu projetamos a importante partida do Grêmio contra o Boyacá Chicó, nesta terça-feira pela Libertadores, e o desafio do Inter na Copa do Brasil, diante do Naútico e do complicado estádio dos Aflitos, na quarta.

Confira o vídeo abaixo:

 

Postado por Zini

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O inferno astral da direção gremista

27 de abril de 2009 107

Ao destronar Celso Roth, o Grêmio criou um vazio no clube. Agiu certo, mas muito atrasado. Perdeu um técnico contestado e hostilizado e ainda não anunciou seu sucessor 21 longos dias depois.

Abril se vai, galopando no calor, e um elogiado interino ocupa o posto de um titular na principal competição de 2009. O Grêmio assumiu o risco.

A direção arrisca seu longo pescoço. O Grêmio coloca ao lado da lâmina do carrasco o seu futuro imediato. Um bom e experiente técnico sempre faz falta, quase sempre nos momentos mais decisivos. Um preparador físico com um projeto de longo prazo seria fundamental.

O inferno astral da direção gremista dura três longas semanas de encontros e desencontros, tentativas e erros. Os dirigentes precisam oferecer explicações todos os dias, dias e noites. Sempre esgrimindo com os repórteres, pulando nomes, dando voltas, fugindo do ponto, usando Marcelo Rospide como escudo.

O futuro técnico domina o diálogo. Os reforços nunca chegam.

Os nomes dos treinadores vão e voltam. Passam Geninho, Ney Franco e Renato Portaluppi. Falou-se em Alfio Basile e plantou-se Vanderlei Luxemburgo (o Palmeiras agradeceria). Ficou Marcelo Rospide, o interino, enquanto Paulo Autuori, o preferido, não desembarca em Porto Alegre.

O único desempregado é Renato, o ídolo, mas a direção não o quer. Não vê experiência no ex-atacante, mas observa vivência no ex-auxiliar Rospide.

O nome preferencial é Autuori. Sua liberação é uma viagem das mil e uma noites. É um mistério. Autuori nunca disse uma frase sobre o interesse gremista. Estranho!

O Grêmio não esperaria tanto tempo para contar com Geninho e Ney Franco, os dois com títulos brasileiros no seus respectivos currículos. Não seria lógico.

O que mais chama a atenção em Rospide, de acordo com a direção, é "a competência". Ele trabalha nesta terça (Boyacá Chicó), segue no comando no primeiro mata-mata, entre 5 e 7 de maio, e ninguém descarta vê-lo no segundo movimento, se o Grêmio avançar pelas quartas-de-final.

Os homens do futebol destacam a "harmonia" do vestiário. Qurem mantê-la. Junto, chega a declaração que a continuidade de Marcelo Rospide (leia-se Mauro Galvão como assessor direto) por mais um tempo, Libertadores, Brasileirão, é uma "possibilidade". Muito boa, caso Autuori desista.

A possível chegada de Autuori na terceira segunda-feira de maio, dia 18, não consegue obedecer um planejamento. Não tem como. O Grêmio pode estar fora da Libertadores ou vivíssimo nas quartas-de-final.

Rospide precisaria fazer a transição, apresentar os jogadores ao novo técnico, falar do time, apontar os reservas, dizer quem é quem. Autuori vive fora da realidade brasileira, talvez conheça de nome, mas não sabe das características de Douglas Costa.

Técnico, qualquer um,  é incapaz de operar milagres. Precisa de tempo, de treino e de sequência de jogos. Seu esquema não é transmitido em palestras entre quatro paredes. É desenvolvido na boa grama todos os dias.

Apesar da saudável liderança no Grupo 7, da proximidade do topo da primeira fase da Libertadores, a direção gremista vive momentos tensos, difíceis. A contratação do novo técnico não permite erro. Um só.

O campo de testes do Gauchão acabou e foi um fracasso absoluto. A Libertadores e o Brasileirão não permitem mais experiências, novas provas. O tempo dos treinos valendo três pontos sumiu. Maio será o mês da verdade. Do bem ou do mal.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Novo Ronaldo enxerga Inter no seu horizonte

26 de abril de 2009 38

Ronaldo foi Rei na casa de Pelé. Foi Majestade durante pelo menos 90 minutos. Fez um gol, nos 3 a 1 do Corinthians, que seria assinado pelo atleta do século 20. De pé trocado, lúcido como um Didi, encobriu o santista Fábio Costa, depois de grudar um olho na bola outro no goleiro como outro Zidane.

 

Quando viu o adversário adiantado, Ronaldo apenas levantou a bola, bateu embaixo da esfera, de pé esquerdo, longe das luvas do atarantado Fábio Costa. Foi a primeira visita do craque, 32 anos, ao templo de Vila Belmiro. Deixou sua assinatura, seu carimbo, sua tatuagem como se o gramado fosse uma calçada da fama.

Ronaldo ainda não é o grande Ronaldo, nem será mais o fenômeno Ronaldo. Mas ele continua sendo de outra turma, faz a diferença, faz os gols necessários. Com Ronaldo, o 0 a 0 é um milagre. O gol é obrigação.

O Corinthians fez 3 a 1 no Santos, direcionou o título ao Parque São Jorge e mostrou aos colorados da tevê que é o grande inimigo da Copa do Brasil e seu adversário na estréia do Brasileirão. Se o Náutico é quase nada, protegido apenas por um gramado que não pode ser classificado como grama de bola, o Corinthians é da mesma tribo do Inter. É um perigo.

Não que o time paulista tenha mais futebol que os gaúchos. Creio que não. Mas é time grande, com camisa, história, torcida (massa), poder político e experiência em grandes decisões. Cresce no momento do aperto e ainda exibe um dos melhores técnicos dos país, Mano Menezes - o segundo melhor, depois de Muricy Ramalho. Luxemburgo parece enfadado.

O Corinthians é um time organizado, forte na defesa, marcador no meio-campo e rápido e definitivo, com Ronaldo, no ataque. É um dos times mais bem arrumados do país. A base joga junto desde 2008 e pode ser campeão paulista invicto no próximo domingo.

Corinthians e Inter se merecem numa final de Copa do Brasil. Não sei se os dois terão fôlego para encostar nas duas partidas decisivas, mas qualidade para chegar no mata-mata final não falta aos times de Mano e Tite.

Antes, eles inauguram o Brasileirão, em São Paulo, numa melhor de três para saber quem é quem, quem merece o topo do Brasil e uma viagem ao mundo da Libertadores.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Super terça-feira define o amanhã do Tricolor

26 de abril de 2009 56

O Grêmio fecha seus quatro primeiros meses do ano num jogo noturno no Olímpico. Aguarda um adversário modesto no ranking da bola latina, mas uma possível vitória dos gaúchos não tem nada de humilde. Ergue o Tricolor como o melhor time da primeira fase da Copa Libertadores da América. 

 O título simbólico não é pouco, 31 equipes lutam pela mesma colocação, só uma chegou ao topo. Para erguer sua bandeira mais alto, o Grêmio precisa superar o Boyacá Chicó.

Não é tarefa a indigesta, se jogar o que sabe e o que pode faz um, faz dois, faz mais. Não será um dia comum no estádio, mas uma super terça-feira para mais de 40 mil pessoas.

O Grêmio trafega no Grupo 7 do torneio, ao lado de adversários sem grife continental, mas emergentes na Bolívia (Aurora) e Colômbia (Chicó) e tradicional no Chile (La U). Ao lado dos gaúchos fica a valorização por ter superado os três em seus respectivos países. Ganhou todas longe de Porto Alegre.

O que preocupa os que vestem azul é conseguir avaliar corretamente o poder da sua equipe, hoje dirigida por um interino, sem um preparador físico titular. Claro que Marcelo Rospide e Luciano Ilha merecem elogios. Pegaram o barco em crise, as ondas subindo pelo convés, e conduziram a embarcação rumo a um mar aparentemente mais tranquilo.

Nas mãos de um interino, carente na zaga, sem dois bons alas, com um meio-campo que às vezes desliga e sem um dupla de ataque afinada, será que é possível enfrentar com sucesso o maremoto do mata-mata? A vitória em casa é fundamental nesta terça para que o adversário da próxima fase seja um adversário, teoricamente, inferior. Não um Boyacá. Quase.

Não pense, um segundo só, que Paulo Autuori é capaz de fazer milagres com o atual grupo. Não é. Eu afirmo. Ele precisa, como Rospide ou qualquer outro, de reforços, bons jogadores, zagueiro experiente, ala, volante, meia.

A nova fase (ou novas se o Grêmio avançar pela América) da Libertadores será abalroada pelo começo do Brasileirão. As duas competições se misturam, se unem em maio e junho e quem deseja vida útil nas duas precisa se reforçar enquanto é tempo.

Em determinado momento, na decisão, na hora da sobrevivência, a qualidade do jogador sempre importa, mesmo que o coletivo continue mandando no futebol.

A queda numa das competições pode afetar a outra naturalmente e o Fluminense de 2008 é claro exemplo. Planejamento é bom. Encorpa. Faz crescer.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Adriano pode enfrentar Inter pela Copa do Brasil

25 de abril de 2009 40

O gigante Adriano negocia com o Flamengo, que não consegue nem pagar os salários dos atuais jogadores. Se clube e jogador encontrarem uma saída, o centroavante canhoto será inscrito na Copa do Brasil. O Flamengo está no caminho do Inter no torneio nacional/Antonio Calonni, AP
O Flamengo vive num fosso de dívidas. Um dos reflexos mora nos salários de jogadores e de funcionários. Os credores fazem filas na Gávea. Na sexta, a direção conseguiu pagar os salários de fevereiro, mas somente para os jogadores que ganham menos de R$ 60 mil.

Nem as dívidas, a crise, os problemas com patrocínio, fazem o Flamengo desistir de buscar grandes jogadores. O mais recente alvo é o problemático Adriano, 27 anos, 1m89cm de altura, que terminou abruptamente seu contrato com a Inter, que começou em 2001. Ele ainda jogou pelo Parma e pela Fiorentina.

Na Inter, em meia década, mais ou menos, ele marcou 78 gols. Pouco. Sua fama era maior que os gols. Sua média é fraca, baixa, mesmo atuando na competitiva Itália amiga das defesas, onde foi tricampeão pela sua ex-equipe.

Adriano foi revelado pelo gaúcho Paulo César Carpegianni e fez a sua estréia no Flamengo em 2000 num jogo com o Botafogo.

A vontade dos cariocas é inscrever Adriano na Copa do Brasil no menor tempo possível, caso acertem um contrato. Não esqueça que o Flamengo está no caminho do Inter no torneio. Adriano e a direção do clube já conversam, trocam idéias.

Se quiser chegar nos dois jogos finais, um no Maracanã, outro no Beira-Rio, o Inter talvez precisa antes superar o Flamengo, quem sabe com gigante Adriano no comando do ataque.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dupla vê rivais da Copa do Brasil e do Brasileirão

25 de abril de 2009 18

Os espanhóis diziam que Ronaldo, nos seus grandes momentos, atacava como uma manada. No Corinthians, o novo Ronaldo não é o touro de uma anos atrás, mas ainda joga e faz gols. Ele é o astro da decisão e o Santos se protege contra suas investidas mortais/André Penner, AP

Santos e Corinthians lutam pelo título paulista, o mais vistoso campeonato regional do país e que a tevê nos apresenta. São dois times que vivem do passado. O futuro é uma interrogação.

O Santos sonha todos os dias com um novo Pelé, que nunca virá. O Corinthians ainda se recupera de uma gestão horrorosa que o jogou na segunda divisão, como o Grêmio, e tenta encontrar respostas da gestão na Justiça, como o Grêmio tentou.

A confusa história das duas gestões no início do novo milênio, ISL e MSI, ainda precisa ser contada, detalhada, nominada. Será no devido tempo. Certos dirigentes atrasaram a vida dos seus clubes em uma geração, no mínimo. A Justiça ainda não os alcançou.

O Santos perdeu o trem da Copa do Brasil no meio da semana. Viu o CSA tomar a sua vaga em Vila Belmiro, praça acanhada e superada do jogo deste domingo. Depois de 22 anos na fila, o Santos levou o Paulistão 2006. O Grêmio aproveita, usa a poltrona, escolhe o jogo e vê os adversários do Brasileirão, sem esquecer que o Santos é o seu adversário de estréia no Olímpico. 

O Corinthians não manda em casa há seis anos. É o mais faminto da elite local. Se avançar pela Copa do Brasil, se o Inter fizer igual, os dois se encontram na final. O Inter tem sede do Corinthians, seu primeiro adversário no Brasileirão, dia 10 de maio, no Pacaembu.

Ao observar as duas equipes alinhadas, Fábio Costa, Luizinho, Fábão, Fabiano Eller e Triguinho; Pará (Adriano), Germano, Paulo Henrique e Madson; Neymar e Kleber Pereira pelo Santos e Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias e Douglas; Morais (Fabinho), Jorge Henrique e Ronaldo com a camisa do Corinthians, fica difícil erguer o dedo indicador e apontar um favorito.

As duas equipes se equivalem, não são pródigas em valores. Poucos teriam vaga. firmes e fortes na dupla, talvez William e André Santos no Grêmio, quem sabe o goleiro Felipe no Inter.

Quero ver o novo Ronaldo mais, saber se ele faz mesmo a diferença numa equipe que joga junta desde a Série B de 2008. Nove jogadores titulares são do time do ano passado. Sabemos do real poder de Mano Menezes. Ainda precisamos observar toda a força do promissor Wagner Mancini.

No domingo onde a Dupla olha o futuro, terça na Libertadores, quarta na Copa do Brasil, a tevê é o caminho para observar o Corinthians, o Santos e o Flamengo, do atormentado Cuca, no clássico com o Botafogo, vice-campeão em 2007 e 2008, de Ney Franco.

O Mengão, que pode erguer a sua 31ª taça estadual, também está no aplainado caminho do Inter na Copa do Brasil. O opaco Botafogo caiu numa das curvas do mata-mata da Copa do Brasil, fulminado pelo inexistente Americano.

Na tentativa de motivar seus jogadores, o Flamengo pagou o salário de fevereiro. É, fevereiro, mas apenas dos que recebem até R$ 60 mil. Os outros não parecem tão apertados assim.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O primeiro semestre promete

25 de abril de 2009 12

As campanhas do Grêmio na Libertadores e do Inter na Copa do Brasil podem render a Dupla títulos importantes no primeiro semestre.

Convidei meu colega Wianey Carlet para comentar essa perspectiva positiva em um bate-papo.

Confira:

Postado por Zini

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Todos os caminhos do jovem Walter no Beira-Rio

24 de abril de 2009 22

Aos 19 anos, o jovem quer tudo ao mesmo tempo, aqui e agora. Walter faz igual. Acha que pode entrar no time titular, jogar no Beira-Rio e abafar. Fazer os gols que sabe marcar, que eu sei que ele faz.

 

Walter é uma rica promessa. Foi comparado apressadamente ao tanque Claudiomiro, um dos centroavantes da história colorada, quase "O" número 9, sem que fosse possível observá-lo numa sequência de partidas com a camisa vermelha.

No Inter, o atacante ainda busca uma chance. Na Seleção de base, ele mostrou quem realmente é, um goleador. Mas, neste caso, a turma era outra.

Walter tem toda a pressa do mundo. Sua revolta tem nome, a inexperiência. Ele precisa saber, se é que não sabe, que sua posição é mesmo de quarto homem de ataque, atrás de Taison, Nilmar e Alecsandro, segundo Tite.

Suas chances de jogar neste momento são tão raras quanto um gol contra de D’Alessandro. Os três atacantes preferencias estão fazendo gols e avantes somente são substituídos quando não marcam. O que não é caso.

Walter tem três caminhos: 1) treinar, treinar e treina e aguardar uma oportunidade, 2) pedir para ser emprestado no Brasileirão, 3) negociar com o clube a sua venda, se é que uma transação não está encaminhada com Manchester City, o azul da cidade inglesa.

O que ele não pode, não deve fazer, é buscar um cargo de titular à base do "carteiraço". Os técnicos não aceitam o rompante, o grupo de jogadores não gosta, o ambiente fica pesado.

Walter é um garoto e os jovens agem com tudo muitas vezes, menos com o cérebro. Está na mão dos dirigentes encaminhá-lo. É tarefa do departamento de futebol enquadrar o jogador.

Seu castigo foi voltar aos juniores por, pelo menos, um jogo. Ele não deve ter gostado nem um centímetro da nova ordem.

Mostrar autoridade, mas exibir, ao mesmo tempo, as portas abertas para um jogador que é saudado como um novo Claudiomiro, é tarefa colorada. Bola ele tem. Cabeça, nem tanto.

Cabe ao Inter oferecer um norte ao jogador. Mas jogador como Walter só se contenta com uma camisa número 9. Não há discussão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio perde seu grande segredo do Brasileirão 08

24 de abril de 2009 82

Você, fã do futebol, a cor pouco importa, sabe, melhor do que eu, que o preparo físico de uma equipe é decisivo. fundamental, primordial. Sem a condição física ideal, o jogador patina. Nem a técnica aparece, porque a técnica precisa de músculos, o drible necessita da velocidade e agilidade.

Um dos segredos do Grêmio em 2008 na sua fantástica arrancada no primeiro turno do Brasileirão foi o seu preparador físico Flávio Oliveira, um dos mais capacitados do Brasil. Oliveira ofereceu base para o 3-5-2 de Roth.

O Grêmio voava em campo pois conseguiu fazer uma pré-temporada antes da competição, ao contrário da grande maioria dos clubes. O Grêmio se pereparou antes, mais e melhor do que outros competidores.

Nas mãos de um interino, à espera de Paulo Autuori, o Grêmio vai muito bem na Libertadores, mas ainda sem a mão do seu novo preparador físico, correndo pelo trabalho do que saiu. A direção atual não entendeu ou não sabe que preparador físico é empregado do clube, é escolha dos dirigentes de plantão e nunca, jamais, a escolha pessoal e intransferível do técnico.

Quando o treinador é demitido ou deixa o clube, o profissional da preparação física, não sai junto. Fica. Carlinhos Neves, do São Paulo, é exemplo. Ele é da casa, os técnicos passam..

O clube aponta o técnico, o clube pode e deve escolher o preparador físico e oferecer-lhe um contrato longo.

A direção tricolor errou ao deixar que Roth apontasse o seu preparador físico, Beto Ferreira. Saiu um, caiu o outro também. Flávio Trevisan, por exemplo, estava desempregado. Não recebeu uma só ligação do Olímpico. É competente. Conhece o Grêmio e a aldeia.

Técnico interino passa, tem validade por um tempo curto ou mais longo, depende, mas preparador físico interino é demais para um clube que deseja erguer uma taça como Tri da América. Os efeitos não serão imediatos, claro. Eles chegam depois, talvez inundem o Brasileirão.

Um preparador físico recém chegado precisa de dois, talvez três longos meses, para fazer uma equipe correr de acordo com os seus métodos. Noventa dias no Brasileirão é um ano inteiro, alegria ou sofrimento.

Ao menos que Luciano Ilha seja uma revelação que nós todos desconhecemos. Uma agradável surpresa, um preparador físico para muito tempo, independentemente da vontade de Paulo Autuori. .

Postado por Zini, Porto Alegre

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Boca patina, Grêmio é o número 1 da Libertadores

23 de abril de 2009 32

Faltou ar ao Boca na quinta-feira equatoriana. Desapareceu o bom futebol na altitude, especialmente sem o maestro Riquelme, machucado. O Boca tonteou. Riquelme é gênio da garrafa. Faz milagres.

O Deportivo Cuenca venceu. Ganhou de 1 a 0 num jogo ruim e preguiçoso e roubou dos argentinos o 100% de aproveitamento na Copa Libertadores. Folgou o Grêmio, sorriu e assumiu justamente o posto de time número 1 da competição na sua primeira fase. Não enxerga nada, nem ninguém, na sua frente.

Caso supere o Boyacá Chicó, terça, no Olímpico, o Grêmio assume definitivamente o primeiro lugar com 16 pontos e garante todos os segundos jogos do mata-mata em Porto Alegre. Mais um pouco: pega na primeira volta do mata-mata o pior entre todos os segundos colocados, teoricamente uma gigantesca vantagem no torneio.

Boca e Libertad não podem mais encostar nos 16 pontos dos gaúchos. No máximo somarão 15. O Grêmio está invicto, ao contrário de argentinos e uruguaios.

Claro que o Grêmio foi favorecido pela fragilidade do Grupo 7, basta observar as outras chaves, porém nada retira o mérito dos azuis.

Nada, por outro lado, garante vida fácil nas oitavas-de-final. O Grêmio de abril ainda não encontrou seu rumo, seu time ideal, sua regularidade e também não tem técnico. Corre os riscos naturais da competição, mas risco dobrado pela falta de planejamento.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona precisa olhar D`Alessandro com carinho

23 de abril de 2009 76

Torcedores do River, ex-clube de D`Alessandro, acompanha seu time no clássico com o Boca, em Buenos Aires. O argentino atravessa a sua melhor fase no futebol brasileiro e merece  uma vaga Seleção Argentina de Maradona /Eduardo Di Baia, AP
Maradona é uma dor de cabeça só. Sua cabeça é uma bola de tão inchada. No dia 1º de abril, a Seleção Argentina de Maradona perdeu por 6 a 1 para a Bolívia, em La Paz. Foi o fiasco do ano, do novo milênio, da história do futebol argentino.

 

Maradona aprendeu na beira do gramado que é preciso deixar de agir e pensar como jogador de futebol, mesmo aposentado, para atuar como técnico. Não sei se aprendeu a dura lição. Nem os seus conterrâneos sabem. Maradona nunca derrapa na sua arrogância.

Não basta a postura, a voz, os gestos de um jogador que já foi chamado de Deus entre os seus durante os 90 minutos. É preciso usar a tática, ser técnico. Uma boa conversa ajuda, mas não resolver. É preciso método e treino. Experiência é bem-vinda.

Maradona foi o salvador da pátria de chuteiras e esfera no pé. Não será de abrigo. Se for, precisa aprender mais. Técnico não nasce da noite para o dia, mesmo um Pelé. Ele se desenvolve.

A crise instalada na seleção e a renúncia de Riquelme podem forçar a convocação de D` Alessandro, 28 anos. O baixinho invocado, como Maradona, canhoto como ele, bom de bola, não tanto quanto Maradona, anda jogando o máximo. Vive o seu auge no Beira-Rio. É o 10 de todos os sonhos vermelhos.

O campo do adversário é terreno seu. Está do lado esquerdo armando, vive no risco da grande área, do lado direito, driblando para o esquerdo e oferecendo uma bola com bombom ao atacante, zagueiro, meia. Ele é um garçom cinco estrelas. Um jogador diferenciado, o grande nome internacional do Internacional.

Mais do que tudo, D`Alessandro quer uma vaga na seleção. É sua meta, o seu sonho. Não hesita em dizer que se for preciso coloca nas mãos de Maradona um DVD com as suas raras performances nos últimos seis meses.

Na Sul-Americana, Maradona deve ter visto o colorado. No Gauchão é impossível, na Copa do Brasil também. Os jogos não chegam em Buenos Aires.

Maradona precisa esperar pelo Brasileirão, que chega aos vizinhos na hora exata das partidas no Brasil. Ou então desembarcar em Porto Alegre e tomar o primeiro táxi rumo ao Beira-Rio e assistir D´Alessandro ao vivo.

O certo mesmo é o técnico ir ao encontro dos jogadores em seus clubes, em distintos países, especialmente na Europa, onde a maioria qualificada joga. Não o contrário. Maradona foi ver Aguero em Madrid. Pode visitar a capital gaúcha e observar D´Alessandro. O futebol argentino agradeceria.

D`Alessandro merece uma convocação. Merece vestir a camisa azul e branca, da Argentina, da Argentina.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Procura de técnico tira reforços da mira do Grêmio

23 de abril de 2009 119

O Grupo 7 da Libertadores é o atual esconderijo do Grêmio. Tudo que se fala bate e volta no escudo do Grupo 7. O Grupo 7 é a resposta para todos os acertos do Grêmio. Os erros correm fora dele, vivem em outro âmbito, em novo círculo. A Libertadores é um mundo à parte.

 

Souza, que fala muito e não joga tanto assim, embora o passe que ele deu para Maxi López no segundo gol em Santiago é de tirar o chapéu, acha até que ninguém valoriza a performance time na Libertadores - onde o tricolor desponta como o melhor time, se não de verdade, pelo menos no aproveitamento. Mas futebol o que é? Nada mais do que aproveitamento, já que o papel ou a tela branca do computador aceitam tudo.

Souza não entendeu. Tudo é valorizado, dimensionado, mas não é possível valorizar ao extremo lendo o nome dos adversários, vendo os jogos dos mesmos adversários do Grupo 7.

Souza não sabe, mas os gaúchos são exigentes mesmos. Se soubesse, saberia o peso real de um, dois, três grenais. Saberia que eles não valem uma Libertadores, mas incomodam como rotweiller solto numa praça civilizada.

Souza é titular do Tricolor, é bom jogador, queria vê-lo numa ala, mas não é a solução. É um coadjuvante afiado, e como tal ganhou Oscar no São Paulo. O que o Grêmio precisa, além de um técnica capacitado, qualificado, que é Paulo Autuori, é de mais dois, três ou quatro reforços. Que reforcem o grupo de Souza e dos outros 10.

Não olhe apenas para os sanguinários mata-matas da Libertadores. Eles não têm lógica. Basta um jogo, um descuido, 90 minutos de bobeira e pronto, lá se foi mais um. Os novos contratados, preferencialmente zagueiro, volante, alas e meia, precisa chegar antes do Brasileirão, no máximo na janela de meio do ano.

Rafael Carioca e Renato foram lembrados, mas não se fala mais na dupla. Mas ninguém cita o nome de um zagueiro experiente.

O Grêmio está tão focado na contratação do seu técnico, em proteger Marcelo Rospide, em fazer de Mauro Galvão um segundo treinador interino, que as contratações perderam a prioridade.

Não se fala nelas, não se cita nomes. Contratação no Olímpico é palavra proibida, ao menos aqueles reforços que possam fazer a diferença agora mesmo na Libertadores, no Brasileiro, que atravessa e complica a Libertadores.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mauro Galvão e Rospide: os nomes do Grêmio

23 de abril de 2009 2

Neste vídeo, eu e Luis Henrique Benfica, comentamos a atuação do técnico interino Marcelo Rospide e de Mauro Galvão no comando do Grêmio enquanto o time não tem técnico. Clique abaixo e assista:

Postado por Zini

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Inter não vê adversários nem no controle remoto

23 de abril de 2009 39

Treze gols em 72 horas fazem do Inter um time único no país na temporada. Não se vê máquina goleadora igual do Sul ao Norte. Se antes os gols estavam presos no casulo do Gauchão, hoje fazem parte da colméia do Brasil.

Os gols atravessaram a fronteira. Como bandeiras, sinalizam o Inter. Os adversários não recomendam, mas são derrotados com goleadas, uma sobre a outra. O bom futebol que estava concentrado no Gauchão, fora da Copa do Brasil, apareceu no torneio nacional.

A pergunta é uma só: quem segura o Inter?. Flamengo, Fluminense, Corinthians? Não creio. Não vejo time para tanto. O Santos, possível campeão paulista, desabou na vila mais famosa do Brasil nas mãos do esquecido CSA nordestino. O Botafogo, quase campeão carioca, caiu na terça.

Não se enxega time com um Taison, nem com lentes de aumento. Se busca um D`Alessandro? Não há. Procure um Nilmar. Você não verá outro. Tente conectar um time que jogue junto desde o ano passado. Não vai conseguir algo longe do Beira-Rio.

O Inter de Tite é, antes de tudo, repetição. E a perfeição, sempre uma meta, o bom conjunto, o entendimento coletivo, o bom futebol, se busca na sequência de jogos.

O Inter é diferente, está diferente, joga diferente. É o único que consegue golear amiúde. Ganha na sua terra, está ganhando na Copa do Brasil.

O Inter, que tem o melhor grupo de jogadores ao lado do milionário São Paulo, busca a vaga de melhor time, equipe superior, o favorito nas competições que se seguem. Não sou opinião isolado. Os comentaristas brasileiros de bom nome pensam exatamente a mesma coisa. Basta abrir um jornal, eletrônico ou não, do Rio ou de São Paulo.

Assisti 45 minutos do jogo do Beira-Rio. Depois troquei de canal, fiquei zapeando entre Flu e Águia e Santos e CSA (a danada da tevê a cabo surrupiou Sport e Colo-Colo, mas mostrou o carioquíssimo Fluminense em dois canais ao mesmo tempo e o Santos em mais dois) e voltei ao Inter. Nada me surpreendeu. Até no controle remoto da quarta-feira da Copa do Brasil o Inter é melhor. A fase é única.

Os 5 a 0 contra o Guarani avisam que a Copa do Brasil é a próxima parada. Náutico ou Criciúma, um deles será o adversário da terceira fase.

Os paulistas de Campinas resistiram sete minutos, não mais. Com 30 minutos, o placar gritava, 3 a 0. Os outros 60 foram um passeio só.

O Inter ainda procura adversário em 2009, mais de 100 dias depois do começo de tudo. Só o assassino mata-mata pode levar tudo o que ele colheu.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A cara do gol no último minuto de uma partida

22 de abril de 2009 2

Paul White, AP

A cara, a coragem e o grito de gol aos 90 minutos de jogo, obra do argentino Higuaín, do Real Madrid, segundos depois de acertar o ângulo direito do goleiro do Getafe com uma fenomenal patada de fora da área.

Autor do gol, Higuaín está oculto pela alegria dos colegas. O Madrid venceu por 3 a 2 o Getafe, clube de um município ao lado de Madrid.  

No mesmo jogo pelo Campeonato Espanhol, numa atitude pré-histórica, o zagueiro brasileiro Pepe, do Real Madrid, chutou um adversários, mesmo caído na grama, pelas costas. Atitude covarde, absurda.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter tenta encontrar seu rumo na Copa do Brasil

22 de abril de 2009 28

A quarta-feira se abre ao Internacional como mais uma prova. Se no Gauchão foi tudo bem, tudo ok, um expresso da vitória correndo invicto do Rio Grande, na Copa do Brasil os trilhos do trem exibem subidas e curvas íngremes. Em três jogos, o Inter nunca foi o esperado.

 

Primeiro bateu na cerca de arame em Rondonópolis. Levou 1 a 0 num jogo em que mostrou um salto alto incomum e um futebol absolutamente comum.

No jogo da volta, venceu o desconhecido União-MT, mas apertado (2 a 0), sem a folga que a diferença técnica entre as duas equipes recomendava e mandava. E ainda levou sustos durante a decisão, com o goleiro Lauro fazendo uma grande defesa no final.

Veio o alquebrado Guarani, na arapuca do Brinco de Ouro, mas, desta vez, nasceu a vitória colorada, 2 a 1. Mesmo que o adversário tenha a cara e a coragem de um time do interior gaúcho, o Inter não foi o Inter do Gauchão. Foi previsível, inconsistente e com falhas infantis na zaga.

O quarto jogo da Copa do Brasil tem o Beira-Rio como cenário e um Guarani ainda mais destroçado, com 10 jogadores na enfermaria, como o fácil adversário da vez. O torcedor só fala em goleada porque estremeceu o Caxias e o Guarani é inferior aos 11 da Serra.

O Inter tem a missão de fazer um grande jogo. Deve mostrar que o time invicto e goleador do Gauchão não é apenas para consumo interno.

Na Copa, ao menos, o Inter foi um time comum em três jogos e contra adversários sem nenhuma grife ou poder. Nós sabemos, você mais do que eu, que as competições são estanques, não se misturam. Time que vai bem numa, não consegue a mesma performance automaticamente na outra. São os mistérios do futebol.

O certo é que o Inter ainda precisa mostrar quem é na Copa do Brasil. Está devendo. O Gauchão passou. Vale a Copa do Brasil. Só o hoje vale no futebol,o amanhã é esperança, o ontem uma eterna discussão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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