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Posts de maio 2009

Grêmio e Inter buscam novo ataque no Brasileirão

30 de maio de 2009 24

Grêmio e Inter vivem perseguindo as coincidências. O Colorado perdeu Nilmar para a Seleção e deixou Taison órfão. O Tricolor exibe Maxi López, mas ainda não sabe quem é o seu irmão de armas na grande área no final de maio.

 

O Inter tem Alecsandro, substituto natural do goleador Nilmar. Dunga estragou o ataque do Inter, como dinamitou o poder defensivo do Grêmio. Dunga merece uma estátua no cnetro da capital. Permite assim que o técnico Tite, sem querer de verdade, use um elogiado reserva e possa observá-lo mais vezes, em jogos em sequência.

Maxi já rodou entre Jonas (mais) e Herrera (bem menos). Se dá melhor com o conterrâneo, que ainda não encontrou a sua melhor forma e só é reserva pelas invenções clássica de três técnicos. Seu novo ajudante de ordens será Alex Mineiro, outro atacante com faro de grande área. Não sei se os dois podem dar certo juntos. É preciso acompanhar a dupla em alguns jogos.

Os dois azuis tratam bem a bola, são inteligentes, mas creio que aos dois falta aquela jogada clássica dos segundos atacantes, que é procurar a linha de fundo, driblar o lateral/zagueiro e acertar o cruzamento. Os dois são homens que esperam a bola e botam para dentro. São melhor no último toque do que no penúltimo, embora saibam fazer o penúltimo com qualidade e estilo.

Alecsandro pode se dar bem com Taison porque os dois têm características opostas. Taison é segundo homem de ataque com fome de gol, mas é garçom (Alex Mineiro também é). Sabe fazer o passe, servir, colocar a bola com açúcar e afeto na pequena área, presentear o companheiro que chega um segundo depois e na hora precisa do arremate. Alecsandro é o cara da referência, o homem da frente, mas não nega uma tabela, um serviço extra como garçom.

A quarta rodada da Dupla Gre-Nal pode exibir novas composições de ataque, experimentar, testar. Não vou comparar as duas. Não precisa. Cada uma delas tem seus predicados, seus dotes, uma delas tem, talvez, o melhor jogador do Brasil na atualidade. Sai na frente, assim.

Vamos ver quem pode mais em Salvador e em Porto Alegre neste domingo, pelo menos. Qual será a dupla mais definitiva dos próximos 90 minutos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Com quantos gols se faz o título de uma Copa

30 de maio de 2009 6

Alastair Grant, AP
Um golaço de Lampard (foto), lá do meio da rua e de pé trocado, o canhoto, ofereceu ao Chelsea o título da Copa da Inglaterra. Seu quinto na competição centenária.

O jogo foi 2 a 1 no espetacular Estádio de Wembley, em Londres, e o Everton, de Liverpool, não acumulou energias suficientes para vencer o rival londrino.

A presença do Everton na finalíssima é outro alerta aos dois gaúchos da Libertadores e da Copa do Brasil. Não pensem duas vezes, não sosseguem.

O mata-mata não respeita camiseta, cor, poder de equipe. O Everton perdeu, mas entre os que atropelou para chegar à final estava o Manchester United.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O novo e poderoso G-4 paulista e a Dupla Gre-Nal

30 de maio de 2009 67

São Paulo (do ex-gremista Eduardo Costa, com o cruzeirense Leonardo Silva), Palmeiras, Santos e Corinthians estão agora unidos, firmes e fortes em nome de uma associação chamada G-4. O grupo nasce para ser o mais forte do futebol brasileiro e influenciar em todos sentidos/Eugenio Savio, AP

O Centro do país manda no futebol brasileiro. Não é de hoje, é de anteontem. É dentro de campo, vencedo a maioria dos títulos disputados em torneios e campeonatos no Brasil, é muito também nos bastidores. Sua pressão junto aos cartolas da CBF sempre foi tremenda, às vezes insustentável.

Lembra de Corinthians e Inter em 2005 e sua estranha, estranhíssima arbitragem? Pois é.

 

Hoje, com a decadência carioca em todos os sentidos, São Paulo quer ser maior ainda, pressionar em todos os sentidos.

A Dupla Gre-Nal que se prepare, que se organize. Inter e Corinthians vem aí na Copa do Brasil. São Paulo (ou Cruzeiro) e Grêmio se aproxima na Libertadores.

Não é paranóia. Fantasmas não existem, mas são visíveis em noites sem lua perto do mar.

Todo mundo conhece o jeito de ser do São Paulo no mercado de jogadores, se atravessando nos negócios em qualquer lugar do país e do Exterior. Antiética pura.

Não era da Federação Paulista de Futebol o péssimo arbitro que destruiu o Grêmio no Mineirão duas rodadas atrás? Era e é.

Claro, foi apenas coincidência. Os árbitros erram um jogo sim, outro também. As 20 câmaras da tevê no estádio acabaram com as atuações perfeitas do ex-homens de preto.

Unidos, organizados em volta de uma mesa, os dirigentes de Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians prometem lutar junto pelo interesse do futebol paulista. Os dirigentes classificaram grupo como "Super G-4".

- É Quarteto de Alexandria - classificou o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, lembrando o espetacular romance do inglês Lawrence Durrell.

Em Santos, onde se encontraram, os dirigentes mais poderosos do Brasil falaram muito em marketing, em como ganhar mais dinheiro com a bola no pé, no Morumbi, em futuros estádios e na Copa do Mundo.

Será que o novo G-4 estará unido, forte e organizado mesmo em dias de decisões envolvendo qualquer um dos seus ricos e poderosos integrantes? Se sim, cuidado Dupla Gre-Nal.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: como será a rodada do final de semana

30 de maio de 2009 1

No vídeo abaixo, eu e meus colegas de redação Mário Marcos de Souza e Diogo Olivier analisamos a rodada do Campeonato Brasileiro deste final de semana para a dupla Gre-Nal, depois da grande quarta-feira do futebol.

Confira:

Postado por Zini

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A Copa, Porto Alegre, Pablo Sant`Ana e myself

30 de maio de 2009 4

 

Ganhei o nobre e cobiçado espaço do Paulo Sant`Ana na penúltima página de ZH por 24 horas, sem Jack Bauer. Escrevi algo sobre a Copa e Porto Alegre. Acompanhe

 

A melhor notícia do novo milênio

Em 24 horas, os gaúchos espicharão o ouvido, quase entupido de informações ruins, em busca da confirmação da melhor notícia do novo milênio. A Fifa, mãe do futebol mundial, acomodada nas Bahamas, estará classificando Porto Alegre como uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Ótimo, comemore, erga uma taça de um dos bons espumantes da Serra. Nossa capital nunca mais será a mesma. Pode avançar meio século em quatro anos ou pode encontrar 2014 no seu pique normal, sem progredir 12 centímetros. Estacionar.

***

O maior pesadelo da Copa, superior a um gol contra na final, envolve os políticos, que serão responsáveis por investir milhões e escolher obras definitivas de 12 capitais. É medo comum, do leitor, claro. É o meu temor. Eles, na sua imensa maioria, estarão no mesmo estágio ético dos nossos dias? Como será a face do político brasileiro em 60 meses? Sofrerá alguma evolução? Nós, povo, evoluiremos? O país será outro? Será mais civilizado? Educado? Pergunte. Eu me pergunto. Afinal, do vereador ao senador, cada político eleito reflete um pouco de nós mesmos, da nossa vontade, embora não sejamos obrigados a nos reconhecermos em todos, nem nos que escolhemos na íngreme beira da urna. A Copa será muito deles, dos condutores do dinheiro público. Do privado, fico tranquilo.

***

A Copa não faz milagres. Mas a Copa ajuda a promover pequenas e definitivas mudanças em algumas cidades dispostas a mudar, lideradas por políticos competentes, gestores qualificados, empresários com visão de futuro. A Alemanha da Copa de 2006 é ali do lado, faz parte do nosso sangue gaúcho (do meu pelo menos), e está carregada de bons e maus exemplo. Podemos beber do melhor. Não vamos deixar que a África do Sul seja nossa referência em organização, segurança e gestão. Nada contra. Neste caso, prefiro um espelho de Primeiro Mundo. A África que nos forneça exemplo em alegria e amor ao futebol, de que precisamos menos.

***

Uma Copa do Mundo se faz com dinheiro público (que medo!) e privado. O primeiro se destina a infraestrutura, ruas, calçadas, praças, metrô, rodoviárias, aeroportos. O segundo constrói e reforma estádios, ergue novos hotéis, planta bares e restaurantes, trata dos shoppings. O Estado patrocina a nova via que vai facilitar a chegada e saída dos fãs do estádio, por exemplo. O dono do complexo esportivo cuida da própria casa com o seu próprio dinheiro. Não é comum em Mundiais dinheiro de fontes públicas e privadas se unirem e erguerem o mesmo projeto. Um não deve tocar no outro, mas podem se complementar. Onde brota um novo hotel, a luz aparece, a segurança nasce, a rua melhora, a calçada volta a ser do pedestre, uma centena de novos empregos abriga pais e mães de família.

***

Os dois grandes presentes que a Fifa deixa aos países que abrigam uma Copa são uma sequência de novos e reformados estádios, acomodação para mais três décadas, no mínimo, e melhorias na infraestrutura das cidades, facilitando a vida de milhões de pessoas. Há outros menores e que ficaram diluídos no tempo, uma vez que o país entra na moda, é superexposto e atrai turistas com todos dos tipos de bolsos e sotaques. O Mundial convoca o planeta para ocupar determinado país durante 30 dias. É um evento espetacularmente familiar, de grupos barulhentos, de amigos, de gente que atravessa dois continentes para estar com a sua seleção, mas também para consumir a cultura local, depositar alguns milhares de dólares em diferentes lugares. São 30 dias de festas, de celebração, de pura alegria.

***

A Copa do Mundo, poucos sabem, é também uma tarefa para voluntários estrangeiros e locais. É tarefa minha, é sua, é do seu filho que domina o espanhol, da sua filha que fala inglês. É de quem deseja ser motorista, recepcionista, guia turístico, assessor no centro de imprensa, gandula ou tradutor no aeroporto. Gaúchos que precisarão trabalhar de graça, por um almoço, dois lanches diários, quatro barras de cereal, apenas para dizer que fizeram parte da Copa do Mundo de Porto Alegre. A Copa é perfeita para saber em que país vivemos, quem é quem e com quem podemos contar. É evento planetário. O mundo vai ver, ouvir e dizer: "Ah, o Brasil é assim".

***

Homem de muitas Copas, Pablo, dono do espaço na penúltima página de ZH e de muitas taças, está doente, mas volta na semana que vem.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Duas cidades lutam pela 12ª sede da Copa no Brasil

29 de maio de 2009 49

Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, Natal, Manaus e Brasília. São as 11 cidades que garantiram vaga na disputa pelas sedes da Copa do Mundo de 2014.

A última vaga está sendo disputada centímetro a centímetro entre Campo Grande e Cuiabá. O anúncio das 12 cidades escolhidas será feito neste domingo, durante congresso da FIFA, nas Bahamas. raros esperam surpresas de última hora.

Goiânia está fora. Brasília tomou seu espaço. Florianópolis perdeu a disputa para Natal, o caminho mais curto entre a Europa e o Brasil. Depois, seria quase impossível colocar três sedes no sul do país, envolvendo Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

A real é que Florianópolis dá um banho de turismo em Porto Alegre e Curitiba, duas cidades nas quais os turistas se perguntam? "O que há além de shoppings, bares e restaurantes".

Em Porto Alegre, por exemplo, a Cidade Baixa da balada nem luz decente tem e o trânsito, nas noites das baladas, é terra de ninguém.  Dois péssimos cartões de visita na vitrine do Mundial.

A futura cidade gaúcha da Copa do Mundo precisam urgentemente de um gestor, de um gerente, de um organizador. Não só a nossa Capital, quase todas as outras. Poucos conseguem ler antecipadamente todo o significado de uma cidade-sede de uma majestosa Copa do Mundo. Quem já passou por uma quando a bola é império pode ajudar. Quem nunca viu seguramente não sabe o que fazer.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maxi López é o atacante mais solitário do mundo

29 de maio de 2009 76

A solidão de Maxi López tem vários nomes. Chama-se Jonas. Pode ser classificada como Souza. Jamais ficaria indignada se fosse definida como Ruy ou Fábio Santos, talvez classificada como Tcheco.

 

Maxi López é o centroavante mais isolado da história gremista. É uma ilha em azul em branco. Ele vive nunca viveu tão sozinho.

A bola boa, a macia, a fácil, a legal com o gol aberto, não chega nunca aos pés do atacante argentino. Chance de gol ele raramente desfruta, ou raramente possui, pois a bola se apresentam sempre na previsível dividida do zagueiro. Ele não ganha cruzamento pelo alto, não recebe a bola no chão. Nunca vê a bola sobrando na frente do gol.

Seria um problema de Maxi López, um centroavante que vive brigado com o gol? Não. Creia. Não é mesmo.

Maxi busca o gol o tempo inteiro, quando não consegue fazer o passe. Seu toque de calcanhar para o gol de Fábio Santos no jogo no Olímpico foi obra de quem vê o jogo de uma forma diferenciada e não apenas a goleira adversária. Ele não é do estilo paradão. Corre, se desloca, serve e pede de volta.

O que Maxi precisa é de assistência, de ajuda genuína, de garçons qualificados, capazes de servi-lo nos céus e na grama. Paulo Autuori está vendo, observando.

Como eu, você e a Geral inteira, Autuori sabe que centroavante precisa de apoio do time, do ala ao meia. Sem o passe, sem o toque preciso, sem a bola nas proximidades do gol, ele faz quase nada. Ele some aos poucos, seus gols secam que nem deserto, sua vida se transforma numa vale árido.

Maxi López está nas mãos conceituadas de Paulo Autuori. Só técnico pode acertar sua vida. É mais uma das 12 tarefas de Autuori no Olímpico. É uma das mais urgentes. Como servir mais e melhor o mais promissor centroavante dos azuis?

Postado por Zini, POrto Alegre

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O que se nove atrás de Messi no grande Barcelona

28 de maio de 2009 14

Manu Fernandez, AP
Três títulos, três sonhos, três mergulhos na felicidade sem limite do futebol. Não é possível encontrar ninguém mais feliz no planeta do que um torcedor do Barcelona.

 

Ele encontrou o paraíso. Tocou no Nirvana. Ele chegou ao auge, não há nada depois da Champions League, ao menos para os europeus que tratam o Mundial de Clubes da Fifa como uma competição menor de meio de temporada sem grande festa ou tradição, apenas pelo pacote de euros disponível.

O fã do Barcelona está fechado numa redoma de alegria e prazer, cerrada aos torcedores estranhos. Ninguém entra, ninguém sai. Só uma cor envolve a taça.

Muitos, de olhar distante, imaginam que o título é mais de Messi e que é um pouco de Eto`o, os autores do 2 a 0 contra um irreconhecível e conformado Manchester United. É é. Mas é mais de Iniesta e Xavi, dois baixinhos que jogam por uma multidão e foram os melhores em campo em Roma, talvez os mais regulares na competição mais difícil do mundo.

É a mesma dupla que carregou a Seleção da Espanha ao título da Eurocopa no verão passado do continente, a que faz o Barcelona voar na grama.

Iniesta e Xavi, Xavi e Iniesta jogaram mais e melhor que Messi na média das partidas do torneio continental. Carregaram a bola de um lado para o outro, fincaram sua bandeira no meio-campo, correram o campo inteiro, fizeram gols e ajudaram a defesa, combateram a armaram.

Sãos os que fazem o time jogar, são os que perdem e ganham os jogos. Raramente aparecem como tal aos olhos treinados em Messi, o espetacular argentino, o novo Maradona.

O argentino fez os gols, nove ao todo, brilho, uns fantásticos, luziu com a bola nos pés num time que tem sete jogadores da base entre os 11 titulares. Messi será o futuro número 1. O gol em Roma o classificou.

Mas atrás dele, correndo, esgrimindo e servindo, coadjuvantes maravilhosos, Iniesta e Xavi ditam o jogo do Barcelona. Fazem o time jogar, correr, se movimentar. Eles jogam por todos. Por ele e por uma multidão, uma parte continua nas vias de Barcelona experimentando a alegria extrema

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fator Marcelinho Paraíba incomoda Inter

28 de maio de 2009 64

É uma sensação de desconforto, lá no fundo, quase esquecida, como uma mínima dor de dente na pequena mordida no picolé de chocolate do inverno.

O Inter não teme o Coritiba, nem um pouco, mas sabe que levar dois gols em Curitiba não será fato de outro mundo. Será real, fruto de uma disputa mata-mata. Improvável, creio, porém o perigo é real. O fator Marcelinho Paraíba incomoda o favorito Inter.

Os 3 a 1 liquidaram o adversário paranaense no Beira-Rio. É o que a maioria pensa, é o que eu afirmo. Não vejo bola no Coritiba para superar o Colorado. Uma minoria ainda tem os paranaenses.

A diferença entre os dois times é enorme. O Inter é superior, nos 11 de cima, como grupo. Sua fase é melhor. O Coritiba é um coadjuvante do futebol brasileiro. O Inter é da ponta de cima, como o Grêmio.

A lógica informa que o Coritiba não tem time para superar o Inter nem numa sequência de cinco jogos. Pode ganhar um, talvez empatar outro, quando muito.

No mata-mata, porém, a lógica vai para o espaço. Ninguém tem certeza de quase nada. Abre-se um oceano de dúvidas.

A nova quarta-feira pode ser o melhor dia do Coritiba em 2009. Pode ser o pior do Inter. Ou o contrário. Ninguém sabe, ninguém prevê. O mata-mata é o paraíso e inferno da andrenalina. Você não pode escolher. É o futebol que o escolhe.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio bota um pé nas semifinais, mas não convence

28 de maio de 2009 131

Fábio Santos usou a cabeça, fez o gol do empate em Caracas (1 a 1), mas não jogou bem, nem o Grêmio fez uma boa exibição, muito menos esbanjou o futebol que os torcedores tanto esperam/Juan Carlos Hernandez, AP
Hugo Chávez poderia gastar uns 200 litros de petróleo, somar os dólares e plantar grama nova e decente no Estádio Olímpico da capital da Venezuela. O gramado é um potrero. Dá inveja ao do Náutico dos Aflitos, o pior do Brasil.

 

O péssimo gramado pode ser a desculpa maior do Grêmio depois do empate em 1 a 1 com o Caracas. Será uma desculpa com alguma lógica, mas não toda. Faltou, você é prova, qualidade. Futebol. Toque de bola. Poder.

O Grêmio fez a sua pior partida na Libertadores. Apesar de tudo, o empate foi muito bom porque o adversário precisa vencer em Porto Alegre, mas o futebol do Grêmio foi péssimo. Foi bola de Gauchão.

Paulo Autuori empatou com o time de Celso Roth. Não mudou um vírgula, claro, está chegando, ainda é impossível exigir mais. Até os problemas na defesa (desatenção total no gol de cabeça dos venezeuelanos), no meio-campo, nas alas e no ataque foram os mesmos de sempre. Víctor, o melhor em campo, salvou o Grêmio de uma derrota preocupante.

O Caracas é pior do que se imaginava, não é time de quartas-de-final de Libertadores. A torcida o ajudou, o fez correr mais. Vai levar um saco no Olímpico gaúcho. Basta o Grêmio jogar o mínimo.

Depois de dois jogos e 10 dias de casa nova, Autuori precisa entender algumas coisas. Deve trocar os alas, que foram inúteis nas jogadas ofensivas, salvo o gol de cabeça Fábio Santos no lado direito de ataque. Reforçar o meio-campo, onde Souza só correu para os lados e não jogou uma boa partida. Encontrar o companheiro de Maxi López, que continua sendo uma ilha no ataque gremista.

O Grêmio passou os 90 minutos sem criar chances de gols, sem lançamentos, passes corretos, cruzamentos para a grande área. O resultado foi mil vezes melhor que o seu jogo.

Quem esperava um Grêmio superior, avassalador, capaz de se impor longe de Porto Alegre, perdeu a viagem. Autuori não faz milagre. Técnico não faz. Técnico trabalha e faz trabalhar.

O Grêmio é o mesmo, com os seus defeitos conhecidos, sem soluções aparentes, sem um grupo qualificado. Com Tcheco e Souza jogando abaixo da média, Autuori não tinha soluções no banco.

Mas o time gaúcho está com a sua chuteira 44 nas semifinais da Libertadores. O problema está do outro lado, seja Cruzeiro ou São Paulo.

Um deles pisa no mesmo caminho dos azuis nas semifinais. Qualquer um é mais qualificado que todos os adversários que o Tricolor enfrentou até agora nas Libertadores. Qualquer um vai exigir mais futebol dos gremistas, muito mais. Pode apostar aí no conforto da sua cadeira.

O Grêmio precisa melhorar. Não há outra frase melhor para terminar o texto. Ou existe e eu não sei, vi outro jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Barcelona retorna ao Mundial para esquecer 2006

27 de maio de 2009 26

O baixinho Messi sobe, sobe, acha a bola, o segundo gol e o título europeu do Barcelona/Alessandra Tarantino, AP
O Barcelona procurou a perfeição com a bola no pé. Pensou em Messi. Tentou a certeza em Eto`o. Precisou dos dois gols, da cabeça coroada de um, do bico abençoado de outro, mas encontrou a perfeição no futebol coletivo nos 90 minutos da decisão com o Manchester United.

As individualidades não conseguiram superar o coletivo, outra vez. Cristiano Ronaldo fez um partida comum. Messi sacudiu as redes, mas não foi excepcional. Nem o argentino, muito menos o português, jogaram como os melhores do mundo.

Foi no movimento dos 11, na ocupação do espaço, na tomada dos rebotes, no contra-ataque, no posicionamento e na marcação que o Barça ergueu o troféu da Copa dos Campeões pela terceira vez na sua história - e nos 54 anos da competição continental. Fechou na noite do dia 27 de maio, em Roma, o seu ano mais do que perfeito, o ano ideal, a temporada idílica que os torcedores sonham dia, tarde e noite. Foi campeão espanhol, da Copa do Rei e da Europa. A temporada européia é do Barcelona.

O United arrancou pressionando, circulando pela grande área adversária, tentando o gol, com Cristiano Ronaldo arriscando o gol. A bucha de Eto`o, aos 10 minutos mudou o panorama da partida. Desestruturou o United, que nunca mais conseguiu o controle do jogo.

O ManU fez a sua pior partida em meses. Decepcionou no sentido coletivo e nas individualidades. Nem o célebre Alex Ferguson estava num bom dia. Demorou para reorganizar o time, lotou o time de atacantes, esqueceu do meio-campo, setor que faz a diferença e ganha os jogos.

Os baixinhos do Barça (parecia uma multidão deles) flutuavam em campo, tocavam a bola, apareciam nos espaços, ganhavam os rebotes e procuravam o segundo gol. O baixinho mais cerebral, Messi, foi o autor, com um atípico gol de cabeça, seu nono na Champions League.

Os clubes espanhóis somam 12 títulos nas 54 edições da Copa dos Campeões. Itália e Inglaterra têm 11 cada um. O título de 2009 está em muito boas mãos.

A vitória do Barcelona abre as portas do Mundial de Clubes da Fifa, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O Barcelona volta ao Mundial para vingar 2006, quando perdeu para o Inter sem Messi e Eto`o, porém com Ronaldinho e Iniesta.

Em vídeo, eu e meu colega Mário Marcos de Souza analisamos a partida que deu a vitória ao Barça. Confira abaixo:

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quem consegue parar a Dupla Gre-Nal?

27 de maio de 2009 57

Competições não se misturam. São ilhas. Grêmio e Inter habitam um mundo à parte, embora seus torcedores se cruzem em cada esquina, mesa, sala e bar.

Cada um experimenta no seu torneio, testa e sonha. Os tricolores vivem uma realidade internacional. O Inter se concentra na nacional. O futebol é cíclico. Um espia o outro. Temor, inveja, quem sabe fonte de gozação.

Seis jogos separam o Grêmio do título da Libertadores. Quatro afastam o Inter da Copa do Brasil. A quarta-feira vai espalhar adrenalina pelo Rio Grande. Reserve a sua dose. A noite será a mais longa do ano.

A Dupla gaúcha vai muito bem. Seja na Libertadores, seja na Copa do Brasil, ambos ainda não encontraram adversários. A qualidade não importa. Todos os inimigos foram superados e o avanço continua, as tropas se movimentam, o ataque é natural.

O Grêmio chegou a se erguer como o time de melhor campanha na primeira fase do torneio continental vencendo todos os jogos no Exterior. O Inter se apresenta ao Brasil como o favorito ao título nacional depois de eliminar o Flamengo num jogo espetacular no Beira-Rio.

Caracas e Coritiba são os dois próximos desafios. Os gaúchos são favoritos, outra vez. Os dois estão mais próximos de vencer do que de perder. Olhe as campanhas. Sinais externos anunciam vitórias, especialmente pelo poder dos dois em comparação com os adversários das vez.

Só que o sistema mata-mata sempre corta a cabeça dos favoritos com absoluta naturalidade. O poder de cada um pouco importa. Ele é cruel. Um descuido, uma falta de atenção, um erro, pode enterrar o favoritismo bem fundo. Tão fundo que você não consegue medir o fundo nem lá do Japão.

Os gaúchos são peculiares, vivem num Estado cada vez mais atrasado e empobrecido (mais aí é outro problema) e não estão nem aí para o sucesso da sua Dupla como um todo. Querem a vitória de um, o enterro do outro. Sem o tombo do vizinho, a vida não tem graça. Ou tem?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Entre Messi, Cristiano Ronaldo, Nilmar e Maxi

27 de maio de 2009 21

O Estádio Olímpico de Roma, praça do encontro dos dois melhores times do planeta, Manchester United e Barcelona. Outra tarde para medir Messi e Cristiano Ronaldo, outra noite para ver a Dupla Gre-Nal em ação na superquarta-feira de bola no pé/Odd Andersen, AP

A televisão é a melhor amiga das quartas-feiras. Ninguém oferece mais. A última de maio é o paraíso do torcedor de futebol. Jogos decisivos abrem a tarde na Europa e fecham a noite no Brasil e na Venezuela. É um legítimo festival de futebol.

Abra o menu. Escolha o seu jogo, entre eles os dois da Dupla, mas só um, o melhor de todos, hipnotiza o mundo inteiro, todos ligados na mesma decisão, no espetacular encontro entre Manchester United e Barcelona.Na partida que une e separa os dois melhores times do planeta.

PRIMEIRO

Roma abriga uma decisão espetacular entre Manchester United e Barcelona. Dois dos mais qualificados clubes do planeta se encontram no auge da forma, com times poderosos e exibindo os dois melhores jogadores do mundo. Cristiano Ronaldo, o melhor atacante europeu desde Van Basten, de uma lado, Messi, o mais completo jogador argentino pós-Maradona, do outro.

Messi é o goleador da Champions League. Fez oito gols, com cinco assistência. Cristiano Ronaldo fez a metade, mas é o jogador que mais chuta a gol na competição, com 32 tentativas. Sou mais o primeiro. O português é mais completo que o argentino.

Os especialistas apontam o United como o time de melhor defesa contra o Barça de ataque avassalador. Talvez nunca tenha visto Cristiano Ronaldo, Rooney e Tevez (ou Berbatov) do mesmo lado, em boa fase, contra qualquer defesa. 

Sou mais United, mas sei que uma decisão é imprevisível, bem mais do que um jogo comum. O time britânico é mais forte, rápido, experiente e perigoso. São os dois melhores times do mundo.

SEGUNDO

O jogo em Caracas é uma grande interrogação. Menos pelos gaúchos, mais pelo adversário. A Venezuela não assusta, mas o Caracas quando joga na sua capital tem fama de só vencer, oferecendo com um futebol rápido, de toque de bola, afiançados por uma boa defesa. Só que ninguém sabe como o time da casa vai encarar o Grêmio.

Competente em suas partidas no Exterior, com quatro vitórias, o Grêmio usa o contra-ataque como a sua arma mais letal. Ganhou os três jogos assim, amparado nas escapadas de Souza, nos gols de cabeça de Maxi López.

Sei que o Grêmio é o favorito, você como eu também, mas o mata-mata, o sistema mais cruel do universo da bola é traiçoieiro. Não respeita tamanho, nem poder de ninguém. Tudo depende do dia, da concentração, da força de cada um. O Grêmio busca sua sétima semifinal na Libertadores.

TERCEIRO 

O Coritiba chega ao Beira-Rio com sérias intenções de perder por pouco e disputar outro jogo de verdade em Curitiba, sete dias depois. Sabe da força do adversário, reconhece no time de Porto Alegre o melhor do Brasil.

Eu e você, o Brasil sensato, acredita numa vitória colorada, talvez por um escore largo nesta semifinal da Copa do Brasil. O Inter é muito superior ao adversário. É mais em tudo, seja na qualidade técnica dos atuais jogadores, seja no tamanho do clube, na soma de cada torcida. Poucos acreditam numa vitória paranaense e eu não estou entre eles.

O Coritiba é um mistério só, Rene Simões, fã do 3-5-2, esconde o time, mas ainda chora a ausência de Marcelinho Paraíba. Simões vai estacionar sua defesa atrás, compactar o meio-campo e especular o contra-ataque. É o que lhe resta. O adversário é muito superior.

QUARTO

O Vasco, sem Carlos Alberto, promete esquentar o Maracanã, seu caldeirão carioca, e cozinhar o Corinthians, sem Ronaldo, em fogo rápido. Será difícil. Os paulistas têm mais time, mais valores individuais, uma base que nasceu no ano passado.

O Vasco tem poucas chances, apesar do trabalho superior de Dorival Junior. Pode arrancar um empate no Rio, mas ainda tem a partida de São Paulo. Será uma supresa se Vasco ganhar uma das vagas finais.

QUINTO

O Cruzeiro pega um abatido São Paulo num trepidante Mineirão. Sem Rogério Ceni, sua referência, liderança e ás vezes goleador, o São Paulo caiu e Muricy Ramalho perde os cabelos em busca de nova fórmula. Parece enfastiado de títulos, não acerta o prumo, desde o começo da sua irregular temporada. Perdeu a bússola das vitórias.

O Cruzeiro está mais organizado, mais firme, em melhor momento e com dois jogadores fazendo toda a diferença, o elástico Ramires e o temperamental Kleber. Com os dois, os mineiros devem vencer em Minas, mas o jogo de volta, no Morumbi, é mais difícil. É outra partida, novo clima. O Cruzeiro é mais forte em casa. Padece fora dela. A clássificação da Raposa depende do tamanho do seu bote na própria toca.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sem Juninho, o Lyon perde a sua alma

26 de maio de 2009 6

Juninho deixou o Lyon, onde estava desde 2001, depois de ganhar sete vezes o título francês e marcar uma centena de gols. Saiu emocionado, sem pode falar na entrevista coletiva/Laurent Cipriani, AP
"Juni", os franceses que o adoravam preferiam o diminutivo, "Juni". O pernambucano Juninho, 34 anos, deixa o Lyon depois de oito anos, 344 partidas, 100 gols, 43 de tiro livre. Sai depois de erguer sete vezes a taça de campeão nacional. Deixa o clube muito maior do que quando entrou.

 

Juninho é exemplo. Sai eternizado do Lyon, depois de ser revelado no Sport, ganhar fama nacional no Vasco. Ele sai como o maior jogador brasileiro da história da França. Não há nada parecido.

Juninho é exceção. Na Europa não sabiam como a Seleção Brasileira podia ficar sem ele, jogar sem ele, ganhar sem ele. Sem seus passes perfeitos, tiros ainda mais perfeitos ainda e uma doação extraordinária ao time como o homem de todos os fôlegos na meia cancha.

Juninho poderia ter jogado em vários clubes da Europa. Preferiu ficar no Lyon, ganhar um pouco menos, ignorar os milhões de euros de times superiores. Permaneceu no interior da França, fez história e hoje, além de rico, é um jogador reverenciado, exemplar, amado por um povo interior.

Jogador como Juninho não se fazem. Nascem prontos. Mas são difíceis de encontrar. Seu futuro é incerto, ainda não decidiu. Mas qualquer clube do mundo é capaz de acolher o jogador. Ele é especial.

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VÍDEO: Grêmio, Inter, United e Barça, é só decisão

26 de maio de 2009 10

Copa do Brasil, Libertadores, Ligados Campeões... A quarta-feira vai ser marcada por jogos decisivos em vários campeonatos. Inter pega o Coritiba, o Grêmio enfrenta o Caracas e Manchester United e Barcelona fazem um duelo de gigantes.

No vídeo abaixo, eu e meu colega Lauro Quadros fazemos uma projeção desses jogos. Confira:

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mundial da Fifa começa a mandar primeiros sinais

26 de maio de 2009 21

Torcedores espanhóis e ingleses se encontram em Roma, com o Coliseu ao fundo, antes do grande jogo no Estádio Olímpico, que define o campeão continental da temporada 2008/2009 e o representante da Europa no Mundial da Fifa/Gregorio Borgia, AP

Os primeiros sinais de fumaça na próxima edição do Mundial de Clubes da Fifa, de 9 a 19 de dezembro na cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, começam a brotar nas chaminés da Europa mais rica e em crise econômica.

O Japão não recebe mais os campeões, nem a competição. Perdeu a vaga e a força num combate com os petrdólares.

Quarta, Barcelona e Manchester United lutam em Roma pela quarta vaga. Meu favorito é o Manchester, um time mais afinado, com um defesa superior e com Cristiano Ronaldo, apesar de Messi, Eto`o e Henry.

Três clubes já carimbaram seus passaportes para o torneio: o Atlante, do México, que ganhou a Liga dos Campeões da Concacaf (Confederação das Américas Central e do Norte), o Auckland City, da Nova Zelândia, campeão da Oceania, e o Al-Ahli, como anfitrião por ter vencido o campeonato local.

O vencedor da Libertadores sai em julho. Os classificados de Ásia e África serão conhecidos em novembro.

O total da premiação soma US$ 16,5 milhões, sendo US$ 5 milhões para o campeão. Os jogos ocorrem nos estádios Zayed Sports City ( 50 mil pessoas) e Mohammed bin Zayed, ( 42 mil).

Postado por Zini POrto Alegre

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Um dos três melhores do Brasil apita no Beira-Rio

26 de maio de 2009 8

Pobre do Vasco, azar do Corinthians. O árbitro do primeiro jogo pelas semifinais da Copa do Brasil é o paranaense Heber Roberto Lopes. O trio de arbitragem é completado pelos auxiliares Roberto Braatz, também do Paraná, e Altemir Hausmann, do Rio Grande do Sul.

 

Lopes é um árbitro pesado, sempre lutando contra o peso, apita longe dos lances é e um dos mais instáveis dos quatros da CBF. É outro dos prepotentes do apito brasileiro, gosta de dirigir no grito. Fosse mais civilizado em campo, suas performances seriam melhores.

No outro extremo das semifinais, o Inter, ao lado do Coritiba, recebe Sálvio Spinola Fagundes Filho, 33 anos. Ele será auxiliado pelo baiano Alessandro Alvaro Rocha de Matos e pelo mineiro Márcio Eustáquio Santiago.

Advogado e economista, baiano de nascimento, mas vivendo em São Paulo desde o primeiro ano de vida, Spínola é o árbitro número 1 de São Paulo, um dos melhores do país, ao lado de Carlos Simon e de Leonardo Gaciba. Está entre os três melhores, disparado.

Sálvio disputou uma vaga com Simon para apitar o Mundial da África do Sul, ano que vem. Perdeu. Mas é bom juiz, sempre em boa forma física, corre junto ao lance, sério, deixa o jogo andar, economiza cartão amarelo e trata todo mundo com respeito, mesmo sendo um juiz rigoroso.

Spíndola oferece tranquilidade aos donos do espetáculos, os jogadores, Héber acha faz parte do espetáculo.

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O que o Caracas tem e o Grêmio ainda não sabe

26 de maio de 2009 30

Esqueça, não pense que é a torcida tomando uma avenida de Caracas e em ritmo de Libertadores. São estudantes venezuelanos protestando contra cortes no orçamento da educação. O futebol perde para o baseball em popularidade no país /Ariana Cubilos, AP
Esporte na Venezuela é o baseball. O futebol chega depois, bem atrasado, abaixo ainda do basquete. Basta visitar Caracas, atravessar seus múltiplos viadutos e comparar os estádios, ginásios e seus públicos.

 

O público da bola no pé é bem menor. A proximidade com os Estados Unidos faz do baseball o número 1.

O futebol chegou na Venezuela em 1876 nas mãos dos britânicos. O Caracas nasceu em 1967. O país é da periferia da América que joga bola. Nunca conseguiu uma conquista internacional importante, sempre foi coadjuvante, jamais entrou na lista de times favoritos para qualquer coisa ou participou de uma Copa do Mundo.

O maior feito da história do futebol venezuelano foi vencer o Brasil, com Dunga, óbvio, num amistoso em Boston no ano passado. Chávez gozou Lula. E mandou colocar mais dinheiro no futebol.

O Caracas é o adversário do Grêmio nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Assusta? Nem um pouco. Preocupa? Claro, sempre.

O mata-mata faz com que todos os times entrem em campo com cautela. Quem pisa na grama com soberba, creia, dança.

O Grêmio, que tem mais time, mais camisa, história e etc.que o Caracas, precisa de mais atenção. Joga fora, terra inóspita, contra um adversário que, por ser de qualidade técnica inferior, pode se tornar imprevisível. Quem joga ao lado dos seus na Libertadores, torcida animada, sempre corre um pouco além da conta. Faz o imprevisível.

O Caracas chegou ás oitavas-de-final em 1995 e 2007, depois de disputar 11 Libertadores. Seu técnico é uma espécie rara no futebol mundial. Noel Sanvicente está no comando da equipe desde 2002 e venceu quatro títulos locais.

Ele é admirador do futebol defensivo. Seus três melhores jogadores vivem na defesa. O goleiro Vega, o lateral Rey e o zagueiro Cichero, todos da Seleção da Venezuela. O Grêmio não sabe ainda, vai saber em campo. O Caracas tem a melhor defesa do país.

Nos jogos do Exterior, nas vitórias em série, o Grêmio sempre recebeu a benesse do contra-ataque. Foi deslizando pelas extremas em alta velocidade, entrando pelo meio, chutando de média distância, marcando de cabeça, que os gaúchos somaram três pontos a cada 90 minutos.

O contra-ataque é a melhor estratégia dos que jogam fora e querem a vitória. O Grêmio vai buscá-lo, com certeza. Mas terá uma defesa mais estruturada ao seu redor, mais competitiva que as do Aurora, Boyacá Chicó e La U.

Cá pra nós: somando as quatro defesas não sai uma. O Grêmio é favorito.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O gol da maioridade do jovem Taison

25 de maio de 2009 16

Os gols foram 22 até a penúltima semana de maio. Vinte dois gols marcados de distintos modos. De fora da área e no interior dela, na grande e na menor. De pé, de peito de pé, chutando forte ou mais fraco.

Taison fez gols de todas as maneiras, fez tantos que o Brasil abriu o olho, que os estrangeiros já andam atrás. Taison é a grande revelação do futebol brasileiro de 2009. Não vejo outro, não olho ninguém superior ao jovem avante pelotense.

O gol que ele fez e festejou aos 31 minutos de jogo no sempre inóspito Serra Dourada, sábado, foi especial. Não pela sua plasticidade. Nunca.

Foi pela maneira que ele entrou na grande área, pelo ar, acertando uma cabeçada indefensável. Gol que um segundo atacante precisa fazer porque o segundo, em muitas ações, precisa ser o primeiro. Não existe um só competente jogando apenas como segundo atacante. Ou ele é os dois ou não é um só. Taison é os dois.

 Gols de cabeça sempre definem os jogadores, classificam os atacantes, oferecem divisas aos avantes. O que Taison fez é gol de centroavante.  Claro, é apenas um gol, contra o murcho Goiás. Mas é o gol que mostra a rápida evolução de um jovem jogador.

Se você está surpreso com a chuva de gols de Taison, se eu estou, creia, o Inter está mais ainda. Não esperava tanto. Ninguém esperava 22 gols no quinto mês.

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Os seis jogos da vida do Grêmio em 2009

25 de maio de 2009 37

O Grêmio avança pela semana mais importante do ano. Procura seu limite na competição. A final é o norte. O Tri é a meta. O Grêmio acha que pode.

 

As quartas-de-final da Copa Libertadores se aproxima e o adversário não é o Boca, o Palmeiras ou Estudiantes. É o Caracas, representante de um país periférico na América da bola no pé. É um adversário menor, mas ainda precisa ser superado.

Na Libertadores é impossível cantar vitória antes dos 90 minutos. O fator local sempre faz a diferença. O Grêmio fez sua tabela, a sorte o ajudou, mas ele mereceu. É dele o melhor retrospecto da primeira fase da competição.

O Grêmio viaja para enfrentar o primeiro dos possíveis três adversário da sua vida. Em seis jogos, cerca de 540 minutos, os gaúchos podem estar tocando outra vez na taça dos sonhos de todos os brasileiros.

Os caminhos brasileiros ficaram mais fáceis, especialmente para Palmeiras e Grêmio. Cruzeiro e São Paulo ainda precisam se enfrentar.

Pai da Libertadores, 21 vitórias, a Argentina perdeu o quase sempre poderoso Boca, antes havia perdido mais três. Ficou apenas o Estudiantes.

Caracas, depois São Paulo ou Cruzeiro (semifinal), então Defensor, Estudiantes, Nacional ou Palmeiras (final). O Grêmio conhece o caminho, sabe dos adversários. Falta jogar, ganhar.

O Grêmio não pode esquecer que o sistema mata-mata do torneio é criminoso. Qualquer descuido, falha do goleiro, má jornada da zaga, um gol contra, outro perdido lá na frente pode comprometer o jogo da volta.

É preciso enfrentar o Caracas como se ele fosse um Manchester United da vida. Jogar tudo. Sem imaginar que tudo posse ser revertido na panela de pressão do Olímpico. Chegou a hora das quartas-de-final. Quem treme, fica, não avança.

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VÍDEO: convocação de craques prejudica a Dupla

22 de maio de 2009 14

No vídeo abaixo, eu e meus colegas de redação Ruy Carlos Ostermann e Mário Marcos de Souza analisamos até que ponto a ausência de Nilmar, Kléber e Victor prejudicarão Grêmio e Inter nos jogos decisivos pela Libertadores e pela Copa do Brasil. Os jogadores foram chamados por Dunga para a disputa de duas partidas pelas Eliminatórias e para a Copa das Confederações. Assista:

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Os trabalhos de Hércules de Paulo Autuori

22 de maio de 2009 7

Paulo Autuori passou 48 horas em Porto Alegre e observou alguns problemas que o Grêmio apresenta desde a temporada passada.

Não notou apenas as gigantescas carências nas alas, alas que não sabem atacar e cruzar, viu que os zagueiros têm dificuldades de assumir o papel de libero, quando a jogada pede. Mesmo o bom Réver, um dos melhores zagueiros do Brasil, tem dificuldade no passe

 

Autuori notou também que a distância que separa o meio-campo do ataque deixa os atacantes sem opções de gol. A bola não chega com regularidade, não há como fazer o gol. É preciso avançar Tcheco, deixar o meio-campo mais compacto.

Atacante perde gol, é da sua natureza, mas precisa marcar com regularidade desde que a chance de gol apareça. lógico. Jonas perde muitos, Max Lopez nem tanto. Autuori precisa escolher o companheiro do argentino, talvez o outro argentino, Herrera. Alex Mineiro é opção.

O técnico quer, deve e vai olhar Douglas Costa. O jogador é precioso e tem enorme potencial, chutem velocidade e drible. Foi cruelmente minimizado por Celso Roth, só entrava em fria, jogava 15, 10 minutos, no máximo, e apenas quando o time estava correndo atrás da máquina.

Um jogador jovem como Douglas, ele e todos os outros, precisa de sequência, precisa entrar aos poucos. necessita de confiança. Conhecer a sua posição. Óbvio que ele precisa ser versátil.

Autuori terá muito trabalho. Mais do que você imagina.

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A bola nas costas de Dunga no Grêmio e no Inter

21 de maio de 2009 144

Dunga ignorou o futebol gaúcho, chamou Víctor, Kléber e Nilmar, prejudicou Grêmio e Inter, e esqueceu que os jogadores europeus, seus preferidos, entram em férias em alguns dias/Ricardo Moraes, AP
Dunga fez aquilo que todos os técnicos da Seleção Brasileira fizeram através dos tempos. Se lixou para os clubes. Chamou os jogadores sem se importar com a realidade do futebol brasileiro envolvido em Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão. Levou Nilmar, Kleber e Víctor. Curiosamente nenhum é gaúcho.

 

Dunga não pensa um décimo de segundo nas necessidades dos clubes. Não está nem aí. Pensa nele, só na Seleção, na CBF. Convoca os jogadores quando não precisava convocá-los. Bastava chamar os europeus, a maioria já em ritmo de férias.

Dunga não entende a realidade que o cerca. Usa óculos escuros, não sabe quando é noite ou é dia. Parece que nem mora no Rio Grande do Sul, vive no Piauí e nem lê a Piauí. É um estranho ao ambiente local. Não trafega na nossa realidade.

Víctor é o melhor goleiro do país, Nilmar é o atacante do momento, Kléber não parece no Inter um lateral/ala de Seleção. Todos os três serão reservas, talvez nem entrem em campo.

Nilmar e Víctor merecem vaga na Seleção. Mas não agora. Não neste momento. Víctor será o terceiro reserva da Seleção, depois de Gomes. Dunga poderia ter chamado Élton (Porto), Felipe (Corinthians), Bruno (Flamengo), Fábio Costa (Santos). Qualquer um dos quatro seria bom terceiro reserva de Júlio César, que é titularíssimo, e de Gomes.

Ao chamar Víctor, Dunga crava uma faca na estrutura gremista da Libertadores. Leva o seu melhor jogador, um goleiro que faz a diferença, capaz de segurar nos vôos um empate complicado, uma vitória suada.

Nilmar fará uma falta absurda ao Inter, Kleber nem tanto. Ok, o ataque pode se alimentar de Taison e Alecsandro, mas nunca será a mesma coisa. Marcelo Cordeiro faz a lateral de Kléber com a mesma qualidade, talvez com um pouco mais de obsessão ofensiva.

Dunga pisou na bola. Não se faz o que ele fez. Não mesmo.

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Andrezinho olha para o céu, pede gol e ganha

21 de maio de 2009 70

O iluminado Andrezinho olhou o céu de estrelas e pediu por Deus. Foi ouvido. Acertou o gol, o lado direito do seu ângulo de visão, numa falta aos 44 minutos do segundo tempo. Venceu a barreira, fez 2 a 1, mandou o Flamengo de volta ao Rio. Um chute perfeito, equilibrado, macio, que o fã vai lembrar durante longos anos.

Um grito só de 48 mil pessoas fez do Beira-Rio um alto-falante e o Brasil pulou da poltrona. Trinta milhões de simpatizantes do Flamengo, a maior torcida do mundo, não soube mais o que fazer. Continuar no mesmo canal, buscar um filme, um seriado, um banho morno.

Inter e Flamengo foi um dos jogos mais eletrizantes dos últimos tempos no Beira-Rio. A emoção ocupou cada milímetro das arquibancadas do estádio. Sobrou adrenalina.

Todos os santos estavam ao lado do Inter na decisão. A sorte é escrava deles. A semifinal da Copa do Brasil é o novo e abençoado caminho dos colorados. O modesto e capenga Coritiba, sem Marcelinho Paraíba, é o próximo adversário. Nada que assuste. Nem um pouco, nem um segundo.

A vitória no último minuto, quando a classificação já tomava um Boeing no Aeroporto Salgado Filho, é um sinal que o título é possível. Guiñazu foi um gigante. Lauro esteve perfeito. Taison marcou o primeiro gol.

O fantasma passou. Era rubro-negro e ficou escondido atrás de uma árvore no meio do caminho. O outro, parado no final do túnel, é o Corinthians. Mas é outra conversa, é assunto de final de competição, papo do mês que vem.

O Inter venceu apesar dos seus erros. Levou o primeiro tempo, fez 1 a 0, controlou o jogo, vacilou no segundo. Tite confiou demais na marcação, fechou o time, esqueceu o ataque, cedeu o controle de bola ao adversário e quase entregou a classificação a partir das substituições errados.

Tite teve medo de atacar, preferiu usar três volantes, ao contrário de optar pelo toque de bola de Andrezinho. Todos os cacoetes retranqueiros de Tite reapareceram milagrosamente. O medo e a ousadia são dois problemas do técnico. 

O Deus que protegeu Andrezinho, como ele mesmo disse depois da partida, não é o mesmo que orientou Tite. Os dois precisam conversar, as divindades devem se encontrar.

Andrezinho deve mostrar o real. Dizer (outra vez) que ele, Andrezinho, é o mais titular dos reservas. Quando alguém do meio-campo deixar os titulares por qualquer razão, ele é o primeira nome. Precisa ser. Ele, um meia que conversa com o Criador, pede milagres e é atendido. Vence a partida e faz gol em decisão.

Andrezinho, o iluminado Andrezinho. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nova camisa do Grêmio não parece a do Grêmio

20 de maio de 2009 332

Divulgação/Foto Blog Clube da Bolinha
A nova camisa gremista vazou na Internet.

A Puma conseguiu em alguns meses o que ninguém conseguiu em um século: assassinar a camisa tricolor.

É o pior design que eu vi em muito, mas muito tempo. Até o tom de azul parece equivocado.

As listras verticais perderam sua força, se perdem numa gola horrorosa.

É um horror, especialmente se alguém comparar com as camisas do glorioso ano de 1983, por exemplo. Só para ficar num modelo superior, de bom gosto, histórico.

OBS: A foto foi publicada no blog Clube da Bolinha, de onde tirei a imagem.

Postado por Zini, Porto Alegre

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