Em uma semana o Brasileirão ancora nas nossas mentes. Sua atenção será dividida entre Copa do Brasil e Copa Libertadores da América. Três competições ocupando os sete dias da semana. Apenas as segundas e as sextas-feiras foram colocadas fora do mapa do futebol. A bola rola solta e fácil nos outros cinco dias.
A tevê agradece. O telespectador segue o controle remoto. O melhor jogo ganha.
Das três performances, os principais clubes do Brasil se dividem em duas delas. Nunca em três. Os 20 maiores clubes, que são os que contam, precisam não somente de 11 jogadores, mas de 22, no mínimo. Necessitam de grupos fortes e qualificados.
Jogos se perdem pela falta de peças de reposição, por reservas que não possuem a qualidade das originais. Futebol é uma máquina.
Grêmio e Inter, que olham o continente e o Brasil, enfrentam Santos e Corinthians, os que definem o título paulista no Estádio do Pacaembu, nas suas partidas de estréia. São dois adversários históricos, dois grandes jogos.
O Grêmio mistura o seu Brasileirão com a Libertadores, sua prioridade máxima. Entre dois jogos das oitavas-de-final do torneio sul-americano, ainda sem técnico, o Grêmio espera o Santos no Olímpico. Três decisões em sete dias. Vencer o primeiro jogo do Campeonato Nacional é sempre um desafio.
O Inter vê na Copa do Brasil o mais confortável atalho até a Libertadores. Ao contrário do Tricolor, o Inter aparece em maio, pelo menos, com melhor grupo, com um time formado ainda no ano passado e com mais opções em todos os setores.
Diferentemente dos dois torneios, o nacional e o internacional, o Brasileirão é um campeonato de pontos corridos. Sua lógica é diferente da do mata-mata dos nossos dias. É preciso média, regularidade, vencer em casa, empatar fora. Time que arranca mal, que fica atrás na tabela de classificação, dificilmente alcança a liderança e o título.
O Grêmio quase levantou a taça em 2008. Ficou em segundo lugar porque Celso Roth não conseguiu mobilizar, organizar, capacitar o time na parte final do campeonato. O Inter ficou fora até da zona da Libertadores, fracassou na competição.
Vejo a dupla Gre-Nal com totais condições de pontear a competição. Sou dos que acham o Inter um dos favoritos, pelos valores individuais que exibe, pela idéia de futebol que desenvolve, pelo time que joga junto desde o semestre passado.
Do Rio não noto ninguém capaz de um salto de qualidade. Quem sabe o Flu, mas brigando pelo quarto, quinto lugar.
De São Paulo observo três São Paulo, outro candidato natural ao título, Palmeiras e Corinthians, os dois de olho nas vagas da Libertadores.
O Cruzeiro, como sempre, corre por fora, mas a instabilidade e as invenções de Adilson Batista garantem o uniforme da imprevisibilidade aos mineiros. O Galo é sempre figura do meio da tabela para baixo.
Os outros 10 são zebras, mas em campeonatos de pontos corridos os azarões são mais raros que drible de calcanhar.
Postado por Zini, Porto Alegre



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