
Juan Román Riquelme é um tipo raro. É um jogador sem amigos no futebol. Seus colegas no Boca não gostam dele e ele não faz questão de ser querido. No hora dos gols, os abraços são apenas protocolares. Às vezes nem tanto
Riquelme é o maestro do Boca. Ele joga por ele e por outros. Suas cobranças de falta e passes e lançamentos são muitas vezes o diferencial do Boca, caminhos de títulos.
Riquelme faz uma falta danada e cada vez que se machuca como agora, com uma lesão na sola do pé direito, o Boca sente. Afunda um pouco
Riquelme é mais um a criticar o mau momento do maior time da América, chamado em Buenos Aires de "Os Estados Unidos do Futebol", tamanho o seu poder. Sua crítica é geral. Não pegou numa individualidade. Dias atrás ele disse que o futebol do Boca é decepcionante
Riquelme não anda gostado da performance do seu time que venceu seis Libertadores desde 1960. Com Riquelme, o Boca é outro, sobe no ranking, encosta nos favoritos, supera qualquer latino na bolsa de apostas.
Penúltimo colocado no Clausura, dois pontos na frente do colista Tigre, o Boca, por outro lado, foi líder do seu grupo, mas não fez a melhor campanha do torneio. Foi superado pelo Grêmio.
Na Libertadores 2009, o Boca ainda precisa exibir seu cartão de visitas. A segunda fase o colocou na mira do Defensor, em Montevidéu, dia 14. Ninguém sabe o que os uruguaios podem fazer em casa contra os argentinos. Nem Riquelme, que pode voltar ao time neste jogo.
Postado por Zini, Porto Alegre



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