Os brasileiros sumiram do mapa dos melhores gramados. Messi e Cristiano Ronaldo ocupam o topo do mundo da bola. Argentina e Portugal enchem o peito.
Ninguém anda jogando mais que os atacantes do Barcelona e do Manchester United, coincidentemente os dois poderosos clubes que lutam pelo título da Champions League 2008/2009 em três semanas em Roma. O United é o favorito.
Kaká teve um péssimo ano. Ronaldinho criou barriga. O Brasil se encerra nos dois em 2009, embora apenas Kaká possa dar novos passos. Não há novos candidatos à vista para o posto de referëncia doPlaneta.
A bola está com os outros dois, um europeu de verdade, outro de adoção, joga desde os 13 anos na Espanha. Os argentinos se perguntam o que Messi consegue sentir na hora do hino argentino? Frio na espinha, desdém, quase nada?
Os portugueses não sabem mais como classificar o futebol de Cristiano Ronaldo, o Pelé luso. Uns o vestem como o manto dos eleitos, alcançam o cetro dos ungidos. Outros dizem que ele chega somente depois de Eusébio.
Vejo o primeiro a cada semana, não o segundo, que encantou dos anos 1960 para baixo. Posso afirmar que CR é mais completo jogador de futebol que eu assisti nos últimos tempos. É o atacantes dos sonhos. Faz tudo: gol de dentro e de fora da área, de cabeça e de falta. Dribla, cruza e arma. Defende e, quando quer, é ala.
Messi só não é um fenômeno porque os italianos já elegeram um brasileiro para carregar o superlativo. Mas é tão bom quanto Maradona. Faz tudo o que o 10 de ouro argentino fazia e muito mais, marca mais gols. Só não sei se fará mais do que Maradona fez com a seleção e com o seu histórico Napoli dos anos 1980. O tempo dirá.
Quando Messi gruda a bola na canhota, colada ao pé, nem a força de três zagueiros ingleses consegue roubá-la. Ele é franzino, miúdo, pequeno, baixinho, liso, mas tem a coragem de um miúra puro sangue. Falta tamanho, estrutura física, sobra qualidade técnica, drible, assistência e um chute mortal de curta e média distância.
No próximo dia 27, uma quarta-feira, final de primavera na Itália, a dupla fantástica se apresenta com duas camisas distintas no Estádio Olímpico da capital. Será uma final es-pe-ta-cu-lar.
United ou Barcelona, um deles sairá com a taça. Junto, aplaina o caminho para que um dos dois jogadores seja festejado em dezembro como o novo número 1 da Fifa. Cristiano pode ser Bi. Messi pode fazer suas estréia no topo do topo.
De longe, digo que qualquer um dos dois merece o mais alto dos lugares oferecidos aos senhores da bola. Eu, se pudesse, dividiria o prêmio em dois. Partiria o taça ao meio. Ao contrário de chamar "O número 1", saudaria "Os números 1".
E olha que ainda estamos em maio, sete meses e pouco antes de dezembro, o sagrado mês da escolha. Ninguém pode ser melhor que os dois em 2009.
Não vejo ninguém com capacidade para disputar a posição com Cristiano Ronaldo e Messi e superá-los. Você consegue enxergar algo superior aí da poltrona?
Postado por Zini, Porto Alegre



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