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Posts do dia 28 maio 2009

O que se nove atrás de Messi no grande Barcelona

28 de maio de 2009 14

Manu Fernandez, AP
Três títulos, três sonhos, três mergulhos na felicidade sem limite do futebol. Não é possível encontrar ninguém mais feliz no planeta do que um torcedor do Barcelona.

 

Ele encontrou o paraíso. Tocou no Nirvana. Ele chegou ao auge, não há nada depois da Champions League, ao menos para os europeus que tratam o Mundial de Clubes da Fifa como uma competição menor de meio de temporada sem grande festa ou tradição, apenas pelo pacote de euros disponível.

O fã do Barcelona está fechado numa redoma de alegria e prazer, cerrada aos torcedores estranhos. Ninguém entra, ninguém sai. Só uma cor envolve a taça.

Muitos, de olhar distante, imaginam que o título é mais de Messi e que é um pouco de Eto`o, os autores do 2 a 0 contra um irreconhecível e conformado Manchester United. É é. Mas é mais de Iniesta e Xavi, dois baixinhos que jogam por uma multidão e foram os melhores em campo em Roma, talvez os mais regulares na competição mais difícil do mundo.

É a mesma dupla que carregou a Seleção da Espanha ao título da Eurocopa no verão passado do continente, a que faz o Barcelona voar na grama.

Iniesta e Xavi, Xavi e Iniesta jogaram mais e melhor que Messi na média das partidas do torneio continental. Carregaram a bola de um lado para o outro, fincaram sua bandeira no meio-campo, correram o campo inteiro, fizeram gols e ajudaram a defesa, combateram a armaram.

Sãos os que fazem o time jogar, são os que perdem e ganham os jogos. Raramente aparecem como tal aos olhos treinados em Messi, o espetacular argentino, o novo Maradona.

O argentino fez os gols, nove ao todo, brilho, uns fantásticos, luziu com a bola nos pés num time que tem sete jogadores da base entre os 11 titulares. Messi será o futuro número 1. O gol em Roma o classificou.

Mas atrás dele, correndo, esgrimindo e servindo, coadjuvantes maravilhosos, Iniesta e Xavi ditam o jogo do Barcelona. Fazem o time jogar, correr, se movimentar. Eles jogam por todos. Por ele e por uma multidão, uma parte continua nas vias de Barcelona experimentando a alegria extrema

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fator Marcelinho Paraíba incomoda Inter

28 de maio de 2009 64

É uma sensação de desconforto, lá no fundo, quase esquecida, como uma mínima dor de dente na pequena mordida no picolé de chocolate do inverno.

O Inter não teme o Coritiba, nem um pouco, mas sabe que levar dois gols em Curitiba não será fato de outro mundo. Será real, fruto de uma disputa mata-mata. Improvável, creio, porém o perigo é real. O fator Marcelinho Paraíba incomoda o favorito Inter.

Os 3 a 1 liquidaram o adversário paranaense no Beira-Rio. É o que a maioria pensa, é o que eu afirmo. Não vejo bola no Coritiba para superar o Colorado. Uma minoria ainda tem os paranaenses.

A diferença entre os dois times é enorme. O Inter é superior, nos 11 de cima, como grupo. Sua fase é melhor. O Coritiba é um coadjuvante do futebol brasileiro. O Inter é da ponta de cima, como o Grêmio.

A lógica informa que o Coritiba não tem time para superar o Inter nem numa sequência de cinco jogos. Pode ganhar um, talvez empatar outro, quando muito.

No mata-mata, porém, a lógica vai para o espaço. Ninguém tem certeza de quase nada. Abre-se um oceano de dúvidas.

A nova quarta-feira pode ser o melhor dia do Coritiba em 2009. Pode ser o pior do Inter. Ou o contrário. Ninguém sabe, ninguém prevê. O mata-mata é o paraíso e inferno da andrenalina. Você não pode escolher. É o futebol que o escolhe.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio bota um pé nas semifinais, mas não convence

28 de maio de 2009 131

Fábio Santos usou a cabeça, fez o gol do empate em Caracas (1 a 1), mas não jogou bem, nem o Grêmio fez uma boa exibição, muito menos esbanjou o futebol que os torcedores tanto esperam/Juan Carlos Hernandez, AP
Hugo Chávez poderia gastar uns 200 litros de petróleo, somar os dólares e plantar grama nova e decente no Estádio Olímpico da capital da Venezuela. O gramado é um potrero. Dá inveja ao do Náutico dos Aflitos, o pior do Brasil.

 

O péssimo gramado pode ser a desculpa maior do Grêmio depois do empate em 1 a 1 com o Caracas. Será uma desculpa com alguma lógica, mas não toda. Faltou, você é prova, qualidade. Futebol. Toque de bola. Poder.

O Grêmio fez a sua pior partida na Libertadores. Apesar de tudo, o empate foi muito bom porque o adversário precisa vencer em Porto Alegre, mas o futebol do Grêmio foi péssimo. Foi bola de Gauchão.

Paulo Autuori empatou com o time de Celso Roth. Não mudou um vírgula, claro, está chegando, ainda é impossível exigir mais. Até os problemas na defesa (desatenção total no gol de cabeça dos venezeuelanos), no meio-campo, nas alas e no ataque foram os mesmos de sempre. Víctor, o melhor em campo, salvou o Grêmio de uma derrota preocupante.

O Caracas é pior do que se imaginava, não é time de quartas-de-final de Libertadores. A torcida o ajudou, o fez correr mais. Vai levar um saco no Olímpico gaúcho. Basta o Grêmio jogar o mínimo.

Depois de dois jogos e 10 dias de casa nova, Autuori precisa entender algumas coisas. Deve trocar os alas, que foram inúteis nas jogadas ofensivas, salvo o gol de cabeça Fábio Santos no lado direito de ataque. Reforçar o meio-campo, onde Souza só correu para os lados e não jogou uma boa partida. Encontrar o companheiro de Maxi López, que continua sendo uma ilha no ataque gremista.

O Grêmio passou os 90 minutos sem criar chances de gols, sem lançamentos, passes corretos, cruzamentos para a grande área. O resultado foi mil vezes melhor que o seu jogo.

Quem esperava um Grêmio superior, avassalador, capaz de se impor longe de Porto Alegre, perdeu a viagem. Autuori não faz milagre. Técnico não faz. Técnico trabalha e faz trabalhar.

O Grêmio é o mesmo, com os seus defeitos conhecidos, sem soluções aparentes, sem um grupo qualificado. Com Tcheco e Souza jogando abaixo da média, Autuori não tinha soluções no banco.

Mas o time gaúcho está com a sua chuteira 44 nas semifinais da Libertadores. O problema está do outro lado, seja Cruzeiro ou São Paulo.

Um deles pisa no mesmo caminho dos azuis nas semifinais. Qualquer um é mais qualificado que todos os adversários que o Tricolor enfrentou até agora nas Libertadores. Qualquer um vai exigir mais futebol dos gremistas, muito mais. Pode apostar aí no conforto da sua cadeira.

O Grêmio precisa melhorar. Não há outra frase melhor para terminar o texto. Ou existe e eu não sei, vi outro jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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