A televisão é a melhor amiga das quartas-feiras. Ninguém oferece mais. A última de maio é o paraíso do torcedor de futebol. Jogos decisivos abrem a tarde na Europa e fecham a noite no Brasil e na Venezuela. É um legítimo festival de futebol.
Abra o menu. Escolha o seu jogo, entre eles os dois da Dupla, mas só um, o melhor de todos, hipnotiza o mundo inteiro, todos ligados na mesma decisão, no espetacular encontro entre Manchester United e Barcelona.Na partida que une e separa os dois melhores times do planeta.
PRIMEIRO
Roma abriga uma decisão espetacular entre Manchester United e Barcelona. Dois dos mais qualificados clubes do planeta se encontram no auge da forma, com times poderosos e exibindo os dois melhores jogadores do mundo. Cristiano Ronaldo, o melhor atacante europeu desde Van Basten, de uma lado, Messi, o mais completo jogador argentino pós-Maradona, do outro.
Messi é o goleador da Champions League. Fez oito gols, com cinco assistência. Cristiano Ronaldo fez a metade, mas é o jogador que mais chuta a gol na competição, com 32 tentativas. Sou mais o primeiro. O português é mais completo que o argentino.
Os especialistas apontam o United como o time de melhor defesa contra o Barça de ataque avassalador. Talvez nunca tenha visto Cristiano Ronaldo, Rooney e Tevez (ou Berbatov) do mesmo lado, em boa fase, contra qualquer defesa.
Sou mais United, mas sei que uma decisão é imprevisível, bem mais do que um jogo comum. O time britânico é mais forte, rápido, experiente e perigoso. São os dois melhores times do mundo.
SEGUNDO
O jogo em Caracas é uma grande interrogação. Menos pelos gaúchos, mais pelo adversário. A Venezuela não assusta, mas o Caracas quando joga na sua capital tem fama de só vencer, oferecendo com um futebol rápido, de toque de bola, afiançados por uma boa defesa. Só que ninguém sabe como o time da casa vai encarar o Grêmio.
Competente em suas partidas no Exterior, com quatro vitórias, o Grêmio usa o contra-ataque como a sua arma mais letal. Ganhou os três jogos assim, amparado nas escapadas de Souza, nos gols de cabeça de Maxi López.
Sei que o Grêmio é o favorito, você como eu também, mas o mata-mata, o sistema mais cruel do universo da bola é traiçoieiro. Não respeita tamanho, nem poder de ninguém. Tudo depende do dia, da concentração, da força de cada um. O Grêmio busca sua sétima semifinal na Libertadores.
TERCEIRO
O Coritiba chega ao Beira-Rio com sérias intenções de perder por pouco e disputar outro jogo de verdade em Curitiba, sete dias depois. Sabe da força do adversário, reconhece no time de Porto Alegre o melhor do Brasil.
Eu e você, o Brasil sensato, acredita numa vitória colorada, talvez por um escore largo nesta semifinal da Copa do Brasil. O Inter é muito superior ao adversário. É mais em tudo, seja na qualidade técnica dos atuais jogadores, seja no tamanho do clube, na soma de cada torcida. Poucos acreditam numa vitória paranaense e eu não estou entre eles.
O Coritiba é um mistério só, Rene Simões, fã do 3-5-2, esconde o time, mas ainda chora a ausência de Marcelinho Paraíba. Simões vai estacionar sua defesa atrás, compactar o meio-campo e especular o contra-ataque. É o que lhe resta. O adversário é muito superior.
QUARTO
O Vasco, sem Carlos Alberto, promete esquentar o Maracanã, seu caldeirão carioca, e cozinhar o Corinthians, sem Ronaldo, em fogo rápido. Será difícil. Os paulistas têm mais time, mais valores individuais, uma base que nasceu no ano passado.
O Vasco tem poucas chances, apesar do trabalho superior de Dorival Junior. Pode arrancar um empate no Rio, mas ainda tem a partida de São Paulo. Será uma supresa se Vasco ganhar uma das vagas finais.
QUINTO
O Cruzeiro pega um abatido São Paulo num trepidante Mineirão. Sem Rogério Ceni, sua referência, liderança e ás vezes goleador, o São Paulo caiu e Muricy Ramalho perde os cabelos em busca de nova fórmula. Parece enfastiado de títulos, não acerta o prumo, desde o começo da sua irregular temporada. Perdeu a bússola das vitórias.
O Cruzeiro está mais organizado, mais firme, em melhor momento e com dois jogadores fazendo toda a diferença, o elástico Ramires e o temperamental Kleber. Com os dois, os mineiros devem vencer em Minas, mas o jogo de volta, no Morumbi, é mais difícil. É outra partida, novo clima. O Cruzeiro é mais forte em casa. Padece fora dela. A clássificação da Raposa depende do tamanho do seu bote na própria toca.
Postado por Zini, Porto Alegre
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