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Posts do dia 6 junho 2009

Brasil faz do Centenário seu Maracanã uruguaio

06 de junho de 2009 9

Juan, autor do segundo gol da Seleção Brasileira, festeja com Kaká na gelada Montevidéu/Andre Penner, AP
No futebol manda quem faz gol. Quem fica no quase, perde. É da lei do jogo.

Nunca a máxima foi tão real quanto em Montevidéu na tarde fria do dia 6 de junho de 2009. O Brasil fez 4 a 0 num inábil e às vezes violento Uruguai que cansou de perder gols de todas as maneiras no primeiro tempo. Fosse 4 a 2 para os uruguaios nos 45 minutos inicias ninguém reclamaria, nem Dunga.

O que fica fixo nos olhos dos torcedores é sempre o número de gols, a vitória histórica, a saborosa goleada. Nunca o futebol, a performance. Fica a goleada brasileira, a primeira vitória no Centenário desde os anos 1970, desde o tempo em que Zico anda fazia gol de falta.

O Brasil fez o primeiro gol numa falha também histórica do goleiro Vieira. Culpa do goleiro, culpa do pré-histórico gramado do Estádio Centenário.

Depois do gol, o Uruguai aumentou o ritmo e passou a atacar todo o tempo, todos os segundos.

Júlio César, o melhor goleiro do mundo, segurava todos. Tapava os buracos da defesa, especialmente nas laterais, e a inconsistência do meio-campo. Na frente, Robinho era um adorno. Só Kaká tentava o ataque.

O Uruguai corria, lutava, suava por cada centímetro de grama. Era só rapidez, sem nenhum cérebro. Não tocava a bola, não chamava o adversário, atraia o inimigo. Nunca. Só corria, acelerava. Faltava inteligência, estratégia.

O segundo gol do Brasil chegou no momento de maior pressão do adversário, Juan fez de cabeça. O Uruguai se mandou ao ataque outra vez, deixou a defesa vulnerável e o Brasil aproveitava o contra-ataque. É suicídio deixar atacantes brasileiros livres, mano a mano com a defesa.

Veio o segundo tempo, nasceu um Uruguai ainda mais ofensivo com três atacantes, surgiu uma defesa ainda mais aberta, carente na marcação. Sobrou espaço para o Brasil jogar, melhorar, crescer e costurar uma goleada, enquanto o valente Uruguai continuava a perder gols. Júlio César cresceu como o Muro de Berlim. Foi impossível superá-lo. Fez seis grandes defesas.

Luis Fabiano foi expulso aos 20 minutos, o Brasil ficou com 10, mas com 3 a 0, tudo estava feito. Kaká fez o quarto, de pênalti.

Nunca vi um jogo assim. Foi uma das goleadas mais estranhas que eu assisti nos últimos tempos. Méritos do Brasil, que trouxe um resultado que ninguém esperava, muito menos os uruguaios.

Mais uma vez a qualidade dos jogadores brasileiros, mesmo não sendo de uma geração especial, superam um adversário regional nas Elimnatórias. A qualidade, desta vez, encontrou a determinação, a marcação, a força. Menos do que a organização, a determinação ajudou na vitória.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Souza quer voltar ao PSG. Quer ou não quer?

06 de junho de 2009 26

Souza está com saudades da Torre Eiffel? O jornal francês Le Parisien diz que sim e informa ainda que o meia gremista deseja voltar ao seu antigo clube de Paris/Jacques Brinon, AP

Quem aproveitou a manhã de sábado para dar uma volta nos jornais europeus, entre Espanha, Inglaterra, Itália e França, foi surpreendido pelas linhas do Le Parisien e do Le Figaro.

Os jornais franceses exibiram supostas declarações do gremista Souza. Ao Le Pariense (www.leparisien.fr/psg-foot-paris-saint-germain/paris), ele teria dito.

 

– Eu não posso dizer na imprensa brasileira que quero deixar o Grêmio. Os torcedores ficariam loucos de raiva. Mas é claro que eu gostaria de retornar ao PSG. Eu realmente quero mostrar ao público parisiense que sou um grande jogador".

Souza, assim, contraria as declarações do seu empresário Jorge Machado, que afirmou que o jogador desejaria encerrar sua carreira no Olímpico.

Encerrar carreira no clube? É sempre discurso, só, creia. Jamais acredite em juras de amor de um profissional (ou do seu empresário, pai, mãe, tio, mulher, namorada, amigo) ao seu clube, torcedor. É conversa. Souza não foi o primeiro, muito menos será o último.

Jogador de futebol está sempre atrás de fama e de fortuna. Nada contra. As camisas passam, as cores se sucedem, uma depois da outra.

Claro que ele preza todas, corre por todas, sente mais carinho por uma ou outra, normal, mas está sempre pronto para trocar de time, de país, de continente. Sua profissão pede.

Le Parisien elogia Souza, diz que ele atravessa boa fase, afirma que o jogador custa 4 milhões de euros, quantia superior aos R$ 10 milhões.

Cá entre nós, não sei se Souza vale tanto. Acho que não.

Ele é bom jogador, é decisivo no momento, é fundamental na campanha da Libertadores, mas é individualista demais, usa o drible em demasia, às vezes prejudica o passe, o companheiro, o gol, pelo excesso de firula.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como o Inter pode ajudar o Grêmio domingo

06 de junho de 2009 24

Zé Carlos é uma das dúvidas do ataque do Cruzeiro, adversário do Inter no Brasileirão e com chances de alcançar a semifinal da Libertadores e se encontrar com o Grêmio. O Inter pode mostrar aos gremistas o poder do Cruzeiro/Eugenio Savio, AP
Um vermelho nunca, jamais, ajuda o azul dentro de campo nem quando pode, deve. O inverso também vale.

Sem querer, porém, o Inter vai apresentar melhor o Cruzeiro aos olhos gaúchos, ao menos aos que transitam apenas entre a Dupla, sem se importar com outros jogos envolvendo times brasileiros. Pode explorar suas fraquezas, destacar as suas virtudes. O Inter pode tentar mapear o Cruzeiro para o rival.

Será um bom jogo, sempre um clássico, curioso, apesar da chorada ausência de Nilmar, dos problemas musculares de D`Alessandro. É complicado vencer o Cruzeiro no Mineirão. Nunca o 100% do Inter no Brasileirão esteve tão ameaçado.

O Cruzeiro pode ser o futuro adversário do Grêmio nas semifinais da Libertadores se passar pelo São Paulo, o que acho difícil, se o Tricolor superar o Caracas, o que eu imagino natural.

Ao enfrentar o Colorado no Brasileirão, em Belo Horiznonte, em busca de três pontos e de um pulo na tabela, o Cruzeiro (seis pontos, seis a menos que os gaúchos) não terá Ramires, seu melhor jogador, que Dunga chamou para a total e absoluta irritação dos cruzeirenses, nem o machucado Athirson, mas o habilidoso Wagner volta.

No ataque, a dúvida é outra vez em relação ao companheiro do goleador e temperamental Kléber. Wellington Paulista, Wanderley e Zé Carlos disputam a vaga.

Olhe os 11 abaixo, examine e diga se você vê um adversário capaz de superar o Inter em 90 minutos? Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Gérson Magrão; Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Bernardo (Wagner); Kléber e Wellington Paulista (Zé Carlos). Técnico: Adilson Batista.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Brasil teme bomba de Diego Forlán

06 de junho de 2009 2

Diego Forlán, ao lado do técnico Oscar Tabarez, é um dos goleadores da Europa do momento, tem um dos melhores chutes da América e vive nas melhores esperanças do torcedor uruguaio/Matilde Campodonico, AP
O Uruguai é um fantasma do que foi num passado recente, o pior deles em 1950. Disputou apenas um dos últimos quatro Mundiais (2002), mas assusta a cada quatro anos. Ainda é Charrua, especialmente quando joga no glorioso Centenário. Então, em casa, joga pelo seu passado brilhante.

Nos últimos oito jogos das Eliminatórias, a seleção perdeu apenas um vez.

Seu ataque é o melhor das Elimanatórias com 21 gols.

O nome do gol é Diego Forlán, filho de Pablo Forlán, 64 anos, um grande lateral do São Paulo dos anos 70 e da Seleção do Uruguai.

Depois de passar sem muito brilho pelo Manchester United, Forlán chega ao topo como atacante do Atlético de Madrid, como goleador do campeonato espanhol. Ele é um dos sonhos do novo Real Madrid. Custa mais de 30 milhões de euros.

O bom Uruguai dos últimos meses está seguro nas mãos de uma geração especial, que joga na Europa, claro, como o zagueiro Cáceres (Barcelona), o meia Cristian Rodríguez (Porto) e os atacantes Diego Forlán (Atlético de Madrid) e Luís Suárez (Ajax). O técnico Oscar Tabarez conseguiu organizar o time.

O Brasil que se segure. O Uruguai vai atacar. O apetite de gol voltou. Forlán tem um dos melhores chutes da América, que a Europa exportou e que o Brasil teme.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os desafios da Seleção de Dunga em Montevidéu

06 de junho de 2009 4

No vídeo abaixo, eu e meu colega Wianey Carlet fazemos nossas apostas para o jogo entre o Uruguai e Brasil.

Postado por Zini

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