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Posts de junho 2009

Kaká chega ao Real Madrid como novo messias

30 de junho de 2009 13

Kaká afaga uma criança ao lado do presidente do Real Madrid, Florentino Perez (E), e de um dos deuses do futebol de todos os tempos, o argentino Alfredo di Stefano. Mais de 50 mil pessoas saudaram o brasileiro na sua chegada ao Estádio Santiago Bernabeu/Victor R. Caivano

O brasileiro Kaká inaugurou em Madrid a Era Galácticos 2.

A Era 1 teve Ronaldo, que tanto assusta ao Inter, e Roberto Carlos, que já não assusta ninguém, entre outros.

 

Kaká não explodiu uma garrafa de champanhe na sua festiva e mediática apresentação, nem depois. Kaká é um santo jogador fora dos gramados.

Ele levou 50 mil torcedores ao Estádio Santiago Bernabeu, todos em busca do sorriso de um dos melhores jogadores do mundo. Louco para voltar ao topo, vestir outra vez a camisa número 1 da Fifa. E olha que não era dia de jogo na capital espanhola.

Kaká custou US$ 100 milhões. Vale o dobro e um pouco mais. Vai ser dar maravilhosamente bem com Cristiano Ronaldo, outro pretendente ao cargo de melhor jogador do mundo.

Os dois são vinhos de duas pipas diferentes. São dois extremos que se atraem.

Eles tentaram fazer um Real Madrid irresistível, imbatível. O Madrid buscou o mesmo com Zidane, um dos cinco melhores jogadores da história do futebol moderno, e com Ronaldo, Fenômeno na época. Com o francês de tudo certo, tudo perfeito, nasceram títulos como chuva de verão. Com o buda ditoso do Corinthians a história foi outra.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Única receita para dois salvadores gols do Grêmio

30 de junho de 2009 38

Olhe o que está ao alcance das mãos azuis: o tricampeonato da Copa Libertadores, a disputa do título mundial, uma vaga na Libertadores 2010.

O Grêmio pode fazer em julho de 2009 um planejamento para os próximos dois anos. Qualificado, criterioso, viável, claro, depende de quem o faz.

Se a vitória chegar, dois gols salvadores, o Grêmio consegue, se quiser, projetar um time para duas temporadas em sequência.

Pode reforçar, contratar, investir porque sabe que terá outra Copa Libertadores no ano que vem, dinheiro no bolso e uma vitrina para seus profissionais.

Julho é o mês do futuro no Olímpico. Tudo se decide em 270 minutos.

Os fãs buscam todos os tipos de motivação em horas decisivas. Se vestem com todas as cores do clubes, usam bandeiras, faixas, bumbos, cantam, dançam e lotam os estádios.

Os jogadores deveriam se motivar apenas com o valor da competição, com a fama e o dinheiro gerados pelo torneio. Não são todos os que calçam chuteiras que têm oportunidade de vestir uma faixa de tricampeão da América, de disputar um Mundial, de, quem sabe, jogar uma segunda Libertadores em dois anos.

Perto do topo do Everest da Libertadores, três degraus abaixo, três partidas decisivas antes, o Grêmio precisa vencer o Cruzeiro por 2 a 0. Numa partida normal, superar os mineiros em dois gols já é difícil, imagina querer ganhar de dois.

O Grêmio vai precisa de todas as suas forças vivas e ainda receber uma ajuda extra do sobrenatural, quem sabe do Sobrenatural de Almeida, o que, segundo o tricolor carioca Nelson Rodrigues, controla o morrinho artilheiro.

Sem buscar outro lado, com os pés firmes na grama de verdade, Paulo Autuori tem a obrigação de escalar os melhores. Usar Maxi López e Herrera é a primeira e mais correta decisão. Não é o gol a sua meta?

Alex Mineiro perdeu o rumo do gol, não acha a rede e sua fase não permite que ele saia do banco de reservas.

Jonas é caso perdido.

Perea é normalmente lembrado quando o ataque vai mal. Ele entre e fica tudo mais ou menos como está: o adversário com as redes virgens.

O Grêmio tem cinco atacantes disponíveis. Maxi é o único que consegue fazer gol com alguma regularidade, Herrera é seu companheiro melhor qualificado, Alex não faz mais gol, Jonas treme na hora do gol, Perea não joga nem entre os reservas dos reservas.

Onde, por todos os gols do mundo, mora a dúvida de Paulo Autuori ao não deixar que Maxi e Herrera tenham uma larga sequência de jogos lado a lado no ataque tricolor? Será que ele espera a recuperação de Alex Mineira a qualquer segundo?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter esquece Nilmar e procura um apito amigo

29 de junho de 2009 115

O Inter fez um gol contra no feliz dia da volta de Nilmar depois de quase 30 dias de dolorida ausência.

Ao organizar um DVD de oito minutos com lances de jogos da Copa do Brasil que favoreceram o Corinthians, com suposta ajuda da arbitragem, o Inter perdeu uma grande oportunidade de permanecer em silêncio. De cuidar dos seus, de colocar todas as forças na decisão, de não se envolver em acontecimentos periféricos.

Pior ainda, atiçou toda a arbitragem do Brasil.

O que o Inter quis dizer, na voz do seu presidente histórico, é que os árbitros estão sempre ao lado dos paulistas, sempre contra qualquer adversário do Corinthians.

O que o Inter deseja mesmo, dia e noite e antes da decisão, é pressionar a arbitragem. Espreme-la como um suco de laranja. Nada mais.

Grita antes para não precisar berrar depois. Faz um jogo antigo, ultrapassado e perigoso. Não precisava. Errou no pulo e no bote.

O mesmo árbitro que erra em nome do Corinthians, erra ao lado da camisa vermelha. Não existe mão única.

O Inter deveria ter exigido o melhor árbitro do Brasil na decisão da Copa do Brasil. Não se moveu. Poderia ter buscado o melhor da América. Não se ligou. Ganhou o inexperiente mineiro Ricardo Marques Ribeiro.

Nos seus melhores momentos nos últimos anos, os dirigentes nunca agiram de tal forma. Sempre cuidaram do time, blindaram o vestiário, permaneceram ao lado dos jogadores.

É uma atitude estranha dos dirigentes, ao menos que o clube tenha informações sobre comportamento de árbitros em campo e fora dele que a maioria desconhece.

Por outro lado, o Inter tem todo o direito do mundo de protestar.

O Inter saiu de campo, esqueceu seu bom time, seus melhores jogadores e foi disputar uma bola num terreno que não é seu. Não é de ninguém.

Faria melhor se tivesse dado calorosas boas-vindas ao atacante Nilmar, um dos melhores do país, capaz de fazer a diferença e que estava na reserva da Seleção.

O atacante merecia uma recepção de salvador da pátria no Aeroporto Salgado Filho. Ele diz que não é, não se porta como tal, mas a torcida sabe que os seus gols podem ser decisivos.

Juiz erra, vai continuar errando. O futebol é um jogo de erros. Nada vai mudar enquanto o olho eletrônico não entrar em campo. E eu espero que não entre.

O correto seria saudar o bom juiz, tirar de cena o incompetente. Se é corrupto, a cadeia o espera.O ideal seria raciocinar assim.

O Inter está vendo algo mais, fantasmas que nós não observamos. Está sugerindo que eles existem e que podem assustar uma nação inteira no Beira-Rio. Mandou seu recado.

Eu gostaria de saber se os jogadores estão motivados, tranquilos e ligados. Gostaria de saber se eles já descobriram onde ficou o futebol perdido no mês de maio. Os dirigentes poderiam ajudar a recuperar o melhor futebol.do seu time. Seria um lance genial.

Foco na bola, não no apito.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ronaldo fala, mostra desconforto e critica Mano

29 de junho de 2009 31

O número 9 mais temido do nosso tempo, na foto ao lado do volante Cristian, reclamou dos longos dias que passa concentrado antes dos jogos e disse que, na Europa, o regime é mais liberal. A reclamação causou uma pequena crise em Curitiba, onde o Corinthians está concentrado para a grande decisão de quarta-feira/Daniel Kfouri, AP

Aos menos avisados, como eu, talvez como um de vocês: o Corinthians está concentrado em Curitiba, acomodado num hotel super-estrelado desde a última sexta-feira.

Mano Menezes prendeu os jogadores. Podou suas folgas por seis dias consecutivos. Qualquer sacrifício vale. É decisão de Copa do Brasil.

Tudo ia bem, tudo ok, tudo normal, até horas atrás. Bastou um suspiro de Ronaldo, o buda ditoso dos paulistas, para quebrar a ordem das coisas:

– O título da Copa do Brasil é importante também porque vai nos dar tranquilidade para o segundo semestre. Espero que, com isso, diminua o tempo de concentração. Em seis meses este ano, acho que ficamos três concentrados. Nem temos mais brincadeiras para fazer.

Ronaldo olhou firme para os microfones. Falava por ele e pelo seus companheiros de clube. Falava também, sem querer, por um mundo inteiro de jogadores profissionais acantonados no Brasil. Contou como se faz lá fora.

– É muito tempo concentrado, sem ficar com a família. Eu gostaria de passar mais tempo em casa no segundo semestre. Na Europa não existe isso. O Barcelona, campeão da Liga dos Campeões, se apresentava no dia do jogo. Só na final precisou chegar um dia antes porque a Uefa quem mandou.

Os jogadores brasileiros, em sua grande maioria, ainda não atingiram o grau de profissionalismo de seus colegas europeus.

São mais desleais em campo, por exemplo, são mais relapsos na sua aplicação em campo. Não respeitam os torcedores da maneira que deveriam.

Ronaldo voltou ao país seis meses atrás. Está provando a venenosa realidade dos clubes. Seu pé é o mais adorado entre todos os pés da segunda maior torcida do Brasil. É um pé carimbado, idolatrado.

É com os pés de Ronaldo que o corintianos buscam um novo e suado título.

Ronaldo fez um gol em São Paulo, quase rachou a espinha de Índio.

Ronaldo precisa de toda a atenção, e mais um pouco, dos volantes e da zaga colorada.

O Inter precisa fazer três gols em 90 minutos, talvez marcar dois. E NÃO tomar um só. Ao segurar Ronaldo, o Inter estará amarrando o adversário. Ao evitar o gol, estará mais próximo de marcar.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: a semana nervosa da dupla Gre-Nal

29 de junho de 2009 3

Inter x Corinthians e Grêmio x Cruzeiro são jogos decisivos e cercados de expectativa e de dúvidas.

Em debate, eu e o meu colega Lauro Quadros chegamos a uma certeza: é um momento mais do que emocionante ou eletrizante para colorados e gremistas; trata-se de uma semana nervosa para as duas maiores torcidas do Estado.

Confira abaixo o vídeo:

Postado por Zini

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Da série "As tenistas que nós amamos (11)

29 de junho de 2009 2

Alastair Grant, AP
Elena Dementieva faz o que pode na grama de Wimbledon.

 

Ela sabe, seus conterrâneos russos sabem mais ainda.

Tudo é muito pouco para Elena.

Postado por Zini, POA

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Onde se escondem todos os gols perdidos do Grêmio

29 de junho de 2009 31

É a trave e o travessão, é o goleiro e o zagueiro, é o azar e a maldição.

 

É tudo junto, somado e mixado, triturado e misturado num liquidificador gigantesco. O suco que sai não é bom. Tem gosto de derrota, quando muito de 0 a 0.

O fã gremista não sabe mais em que prateleira do futebol buscar as causas reais dos seus gols perdidos. Eles são desperdiçados em série, um depois do outro e com uma frequência dramática.

Não existe nas gavetas da memória recordações semelhantes. Pergunte aos mais antigos. Eles não vão encontrar nada. Nunca se perdeu tanto gol no Olímpico e fora dele com a camisa tricolor.

O Grêmio jogou fora o Brasileirão 2008, depois de estar 11 pontos à frente do São Paulo, graças aos chutes errados do seus avantes.

O Grêmio deixou de liquidar o Cruzeiro no Mineirão, escalar as finais da Libertadores, ao perder três gols vivos em 20 minutos.

Os atacantes são outros, não pertencem ao grupo do ano passado, mas o chute torto, fraco ou inútil é o mesmo. É quase cópia.

A soma de todos os gols perdidos nos últimos dois anos exibe uma só realidade: a falta de qualidade dos homens de frente. 

O Grêmio, apesar da boa presença de Maxi López na grande área, da disposição de Herrera, da fama de goleador de Alex Mineiro, mostra uma carência quase absoluta de atacantes. Não apresenta um só confiável, capaz de decidir tudo na quinta feira, quando precisa, no mínimo, marcar duas vezes, superar o Cruzeiro e se aninhar na final da Copa Libertadores.

O Grêmio está perto do topo da América. Precisa de dois gols, o mínimo. Está nas mãos do seus atacantes. Os mesmos que falham sem parar.

Quinta-feirão els ganham a sua chance definitiva. Ou sobem aos céus, ou continuam na grama comum da vida. Está na hora de encontrar todos os gols perdidos do Grêmio nos últimos dois anos.

Onde estão? Onde foram parar? Maxi López e Herrera pode responder. Alex está mudo.

Jonas é caso de junta médica, sob o comando do melhor ortopedista do mundo.

 

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que os reservas da Dupla querem dizer em campo

29 de junho de 2009 30

O Inter e seus reservas venceram o Coritiba e continuam na cabeça do Brasileirão. O Grêmio e seus reservas perderam e aceleram seu processo de naufrágio no campeonato.

 

O Inter fez os gols que o Grêmio teima em perder a cada 90 minutos, indepentemente do tom do torneio.

Bolaños foi a estrela do jogo, marcou três vezes e renasce no Beira-Rio, depois de péssimos momentos no Santos. Pode ter futuro em Porto Alegre.

O Jonas tricolor marcou uma vez, perdeu duas, mas continua sendo aquele jogador completamente desconectado com a realidade de uma partida de futebol. Seu tempo é outro. Não tem o mínimo futuro no Sul.

É impressionante como os reservas azuis se comportam da mesma forma que os titulares.

As falhas são as mesmas e nos mesmos lugares: dois laterais sem noção de futebol competitivo, um meio-campo sem um milímetro de criatividade, um ataque mudo.

Faz quase meio ano que Herrera e Jonas jogam juntos e até agora a dupla nunca deu certo, muito pelo contrário. 

O pior é que o técnico vê e gosta, acha que o frágil e irreconhecível Grêmio foi superior ao Sport, mesmo com 10 reservas, uns seis sem condições de assumir um lugar mesmo entre os reservas. São cinco jogos sem vitória

Paulo Autuori anda gostando demais quando a equipe toma 3 a 1. Foi assim em Minas. Foi igual em Recife, na ilha do Sport.

É impossível misturar Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Cada competição tem seu tempo, sua motivação.

A derrota do Grêmio era anunciada, a vitória vermelha era esperada.

O que vale agora é o meio da semana. Aí, as pitonisas de plantão somem do mapa. Ninguém arrisca.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Luxemburgo, Muricy, Tite, Autuori e os treinadores

27 de junho de 2009 79

O Palmeiras demitiu Vanderlei Luxemburgo. Demissão anunciada, pelos últimos maus resultados, demissão sugerida, por dirigentes e cartolas, demissão exigida, por grande parte da torcida, demissão decidida, por quebra de hierarquia.

Luxemburgo se julgava maior que o clube, mais que o presidente de plantão, superior os jogadores da temporada. Parecia que o Palmeiras era seu empregado. Seu escravo. Seu reino.

Ele decidiu que Keirrison, o jogador mais valorizado do Palmeiras, não jogaria mais com ele depois que o atacante se envolveu numa negociação com o Barcelona. Agiu como se fosse o dono do jogador.

Luxemburgo caiu pela sua empáfia, somados aos fracassos em campo, títulos perdidos, Libertadores desperdiçada – não necessariamente nesta ordem.

Seus quatro anos no Parque Antárctica são positivos se observados como um todo: títulos paulistas, títulos brasileiros, 367 jogos, 221 vitórias, 81 empates e 65 derrotas. Foi um dos melhores técnicos da história recente do clube.

O problema do Luxemburgo dos últimos tempos, especialmente depois da sua rápida e fracassada passagem pelo Real Madrid, é a sua certeza que o clube será dele depois da posse. O presidente é seu empregado. A torcida, seus súditos.

Ele desembarca com um grupo de trabalho grande, do preparador físico ao nutricionista, e caro, algo em torno de R$ 1 milhão.

Não há um só clube brasileiro capaz de sustentar a estrutura de trabalho de Luxemburgo.

Cada vez que eu vejo o trabalho de um Luxemburgo, miro a performance de um Dunga, analiso o discurso de um Leão, noto o Juventude trocando de técnico a cada dois meses, o Inter segurando Tite e o Grêmio investindo algo como R$ 400 mil na sua comissão técnica, noto que há algo errado com os técnicos de futebol – ou com os clubes que os contratam. Ou com a lógica dos treinadores brasileiros.

É muito dinheiro investido, salários fora da nossa ordem, eles não valem tanto. Eu investiria em jogadores, em talentos.

O que Luxemburgo ou Muricy, demitido depois de três títulos nacionais consecutivos na primeira grande crise, poderia fazer muito diferente de Dunga na Seleção? Nada, absolutamente nada.

Os europeus dizem, e insistem, que qualquer técnico do mundo pode trabalhar na Seleção Brasileira. O Brasil tem tantos jogadores de qualidade que o nome e o currículo do treinador não fariam diferença.

Talvez a razão esteja com eles.

Técnico brasileiro não consegue fazer sucesso na Europa, só no Japão e no mundo árabe. Técnico no Brasil é ex-jogador, dono de um idioma só, sem um curso especial, sem um experiência de gestão, sem uma idéia mais global do futebol, mas com uma grande experiência no campo de jogo, da boca do túnel até a marca do pênalti.

Há exceções óbvio, grandes exceções.

O que eu sei, começo a entender cada vez mais, é que a grande maioria dos técnicos se parecem, pensam igual e são capazes de fazer trabalhos semelhantes. Basta uma oportunidade.

Dunga é exemplo. Ganhou a sua oportunidade, cresceu e hoje é pouco contestado, cada vez menos. Ele está vencendo também a luta contra seus críticos, que precisam aplaudir seus resultados na Seleção. 

Dunga nunca foi técnico de futebol antes de vestir o abrigo de luxo da CBF. Ex-jogador, entrou em campo, usou sua experiência com as chuteiras e está vencendo.

Outros podem fazer igual. Basta uma chance. A Dupla Gre-Nal, por exemplo, poderia preparar técnicos de futebol nas suas categorias de base, ao mesmo tempo que trabalham novos projetos de craque.

Quem revela um Pato ou um Anderson, para ficar em dois exemplos recentes, pode burilar dois bons técnicos. Basta querer, basta planejar, basta se informar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Inter perdeu a naturalidade em suas jogadas

26 de junho de 2009 12

Em uma semana de decisões, convidei o colega Leonardo Oliveira para conversar sobre a queda no desempenho do time colorado nas competições.

Confira:

Postado por Zini

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Dupla joga domingo, mas com a cabeça em outro dia

26 de junho de 2009 9

Nunca um final de semana valeu tão pouco aos fãs da Dupla Gre-Nal. Coritiba e Sport, adversários deste domingo, não interessam. Não são os grandes alvos.

Não assustam.

Não incomodam.

Valem três pontos, nada mais.

Será possível ir ao cinema, buscar o teatro da noite dominical, encontrar um cadeira com o violão de Jorge Drexler no palco. Descobrir um novo bar no final da tarde. Há outros espetáculos.

A concentração na bola é programa da próxima semana. Domingo é uma anti-sala das duas grandes decisões. Os jogos do Brasileirão perdem um naco da sua força.

Quem estiver ligado nas duas partidas, creia, estará com a cabeça em Corinthians e Cruzeiro. A concentração total é impossível.

Futebol mesmo, futebol de verdade, futebol como povo gosta, você vai encontrar o melhor apenas nas noites da quarta-feira e da quinta-feira no Beira-Rio e no Olímpico, respectivamente. Duas decisões de arrepiar, dois jogos que os gaúchos não devem esquecer tão cedo.

A Copa do Brasil é atalho para a Libertadores, que por sua vez leva ao Mundial

Internacional e Grêmio dependem de um par de façanhas. Corinthians e Cruzeiro chegam alicerçados por duas vitórias confortáveis, 2 a 0 e 3 a 1. Vitórias simples é pouco, é preciso mais.

O mais é que complica, o mais é que assusta, especialmente pelo futebol que os dois andam exibindo nas suas últimas partidas.

A Dupla tem potencial para vencer? Tem.

O Inter. precisa jogar o futebol dos seus cinco primeiros meses e ainda botar um caminhão lotado de esforço.

O Grêmio deve exibir um futebol que ainda não apresentou na temporada, apesar da campanha superior na Libertadores.

Hoje, pelo menos, meu otimismo não observa vitórias no nosso horizonte próximo. Não creio nos nossos, não agora, não neste final de semana.

Será surpresa se os dois alcançarem suas metas. O que eu tenho visto em campo em São Paulo e em Minas Gerais não recomenda. Hoje, o Inter, que tem melhor time, assusta mais e sua missão é ainda mais difícil do que a do Tricolor.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Em que lugar se escondeu o futebol do Inter?

26 de junho de 2009 105

Taison tentou, correu e chutou, mas a LDU ganhou o primeiro jogo da Recopa. A derrota assustou, incomodou e preocupou os colorados. Ninguém esquece que o Inter precisa fazer três gols no Corinthians quarta-feira/Nabor Goulart, AP
O Inter atolou. Está com as chuteiras presas no banhado do primeiro mês do inverno. Junho tem sido cruel. A soma dos jogos assusta. São seis jogos sem vitória.

O pior: nasceu a primeira derrota no Beira-Rio, a segunda seguida depois da goleada no Maracanã.

O Inter perdeu o rumo, a rota. O mês seis de 2009 tem sido o mês dos pesadelos. Os supersticiosos estão em pé.

De cabelo arrepiado estão todos os fãs vermelhos. O Beira-Rio entrou em alerta. Tite foi vaiado no jogo com a LDU, na derrota por 1 a 0. Mais de 30 mil pessoas não gostaram nada, se preocuparam mais ainda quando a realidade dos 90 minutos acabou e o Corinthians apareceu inteiro na mente de todos. Será preciso fazer três gols nos paulistas na decisão da Copa do Brasil, em Porto Alegre.

Como? Se não fez dois na LDU em casa. Futebol não se julga assim. Cada jogo é uma história, mas um time só sobrevive pela sua média de atuações. Times que fazem boas e más partidas, uma depois da outra, não têm futuro.

Lauro; Bolívar, Índio, Danny Moraes e Marcelo Cordeiro; Sandro (Danilo Silva), Guiñazu, Andrezinho (Giuliano) e D`Alessandro; Taison e Alecsandro (Leandrão), os 14 de Tite na tenebrosa quinta-feira, decepcionaram. Três titulares estiveram ausentes: Nilmar, Kléber e Magrão.

A esperança era a volta de D`Alessandro. Nada. A nova é a volta de Nilmar, 30 dias longe da sequência de jogos. É pouco. Um só ajuda, mas não mundo um time em má fase, com a estima baixa, com seis jogos seguidos sem vitória.

É preciso reagrupar, conhecer os motivos dos empates e das derrotas. Onde foi parar o futebol do Inter? Como o time caiu tanto em tão pouco tempo? Era a sensação do país 30 dias atrás?

A direção sabe? Tite imagina? Os jogadores estão conscientes? Má fase é natural na vida de um time de futebol. Curtas ou longas, tudo depende da ação rápida dos dirigentes, da força do técnico, da união do grupo. Nestas horas costumam ser costurados pactos por vitórias importantes.

O que impressiona é a súbita decadência do futebol da equipe. Óbvio que o time se desmanchou aos poucos em algumas semanas com lesões e convocações para a Seleção. É certo que Bolívar está com algum problema. Ele é expulso em quase todos os jogos. Mas é preciso buscar outras explicações. Somar todas.

Tite perdeu seu time titular, chamou o reservas, mas ninguém tem a mesma bola de Nilmar, D`Alessandro, Taison. O Inter passa pela sua pior fase do ano justamente no momento mais decisivos da temporada.

Tite precisa achar as soluções com a urgência dos cardiologistas. Seu posto corre perigo, mesmo que os dirigentes falem outra coisa. Muricy está livre, um técnico, três vezes campeão brasileiro em três anos consecutivos.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A faixa que eu gostaria de ver no Olímpico

25 de junho de 2009 126

Faixa exibida por jogadores da Espanha e dos Estados Unidos no Free State Stadium in Bloemfontein, na África do Sul, um país onde o racismo encontrou seus extremos num passado bem recente/Rebecca Blackwell, AP
Não sei se Máxi López tem culpa, se disse algo no Mineirão, na intermediária do Cruzeiro na noite de 22 de junho de 2009.

Não há provas, filmes, gravações, exceto a declaração de Eli Carlos, que manteve a sua posição nos depoimentos pós-jogo numa delegacia.

Fica uma palavra contra a outra. Conhecendo o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, e sua história no futebol, não posso duvidar que o jogador de Minas não tenha sido insuflado pelo dirigente.

Normalmente, as ofensas dentro de campo ficam fora das discussões pós-jogo. Mas elas sugerem racismo declarado, precisam sair das quatro linhas e entrar nas delegacias.

O que eu sei: a história mal-contada deu contornos de batalha ao jogo no Olímpico.

O que eu sei mais, muito mais: sou totalmente contra qualquer tipo de racismo no futebol, no trabalho, na rua, em qualquer lugar.

A faixa que os jogadores de Espanha, onde o racismo é violento, e os Estados Unidos, que tem um presidente negro, apesar do racismo galopante, é a minha. Faria uma igual.

A mensagem foi exibida quarta-feira na Copa das Confederações, na África do Sul, um dos países que conheceu as formas mais extremadas de racismo e ainda luta contra todas as suas formas e seus fantasmas.

Gostaria de ver faixa igual no centro do ótimo gramado do Estádio Olímpico, quinta-feira, depois de um longo abraço de Maxi López em Eli Carlos. Deixar tudo para trás, colocar uma gigantesca pedra sobre o episódio.

Se os jogadores não se acertarem, que a Justiça os julgue

Seria uma mensagem extraordinária. Faria um bem danado para um país racista como o nosso, como a Argentina, como todos no mundo. A luta é diária.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cinco razões para acreditar no Grêmio e no 2 a 0

25 de junho de 2009 198

Nas disputa pelo gol em Minas, Wellington Paulista fez o seu e Maxi López acertou a trave e ainda se meteu numa bruta e ainda não esclarecida confusão. Mas sem os gols de Maxi, o Grêmio patina/Emanuel Pinheiro, AP
Fazer 2 a 0 é normal, tudo bem, é resultado clássicos em jogos de futebol em qualquer ponto do planeta.

Mas fazer 2 a 0 como uma obrigação em qualquer jogo muda todo o panorama, a realidade da disputa, o andamento dos 90 minutos.

É assim que o Grêmio enfrenta o Cruzeiro na segunda partida das semifinais, quinta-feira, em Porto Alegre: precisa desesperadamente de dois gols, um 2 a 0 clássico, entre outros resultados possíveis. 

Para buscá-los, depois de acomodar mais de 50 mil pessoas no Olímpico, o Grêmio precisa de:

1) O time ofensivo, mas inteligente, capaz de atacar e defender com igual segurança. Algo que não aconteceu no Mineirão. O primeiro gol, por exemplo, foi uma falha lamentável de Léo. Se aproveitar as chances de cria, a história pode jogar ao seu lado.

2) Um ataque goleador. Os atacantes do Grêmio devem marcar, estufar as redes, é o grande dia dos atacantes, é a hora definitiva, é o dia de rescisão de contrato de goleador que não faz gol. Se o veterano goleador Alex Mineiro marcar os gols que deve ao Grêmio, frutio de um salário mensal de três dígitos, as finais serão uma realidade.

3) Uma dupla formada por Maxi López e Herrera beira o óbvio. É o duo ofensivo mais afinado do Olímpico e precisa jogar. Alex MIneiro perdeu o faro do gol. Se Maxi exibir a garra argentina e os gols que todos esperam dele, o Cruzeiro volta sem nada.

4) Um jogo onde Tcheco precisa aparecer, jogar, criar, chutar, passar, jogar como nos seus melhores momentos. Não pode ficar escondido como no Mineirão. Ele é um dos líderes do time. É a sua vez. Se Tcheco do campo for o mesmo das entrevistas, o Grêmio encontrou o líder da virada.

5) Uma decisão que, talvez, precise de um terceiro atacante no esquema. O ataque é tudo para o Grêmio. Não adianta esperar. É preciso pressionar. Atacar. Se o Grêmio fizer dois gols dos três que deixou pendurado em Belo Horizonte, a festa gaúcha será completa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: o que esperar do Inter na Recopa

25 de junho de 2009 8

Diogo Olivier, Luis Henrique Benfica e eu projetamos o jogo entre Inter e LDU desta quinta-feira (25/06). A pergunta que não fica é: será o Inter vai se recuperar que depois da derrota contra o Flamengo?

Confira:

 

Postado por Zini

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Grêmio perde no Mineirão e reza por milagre no Sul

25 de junho de 2009 102

Com o uniforme de um time de rugbi argentino, mas sem o futebol, a história e a garra do Prata, nem a sua própria de outras Libertadores mais vitoriosas, o Grêmio foi nocauteado em Minas Gerais.

Levou 3 a 1 ao natural, um banho técnico e tático, de saúde e de vontade. Derrota sem contestação.

Os mineiros saíram festejando. O Cruzeiro encomendou as passagens da final. Falta embarcar, subir no jato. Joga por todos os empates do mundo, uma derrota por um gol em Porto Alegre, quinta-feira que vem.

O gol de Souza deu esperança mínima. Maquiou o futebol raquítico, desorganizado e improdutivo dos gaúchos. Afastou algumas críticas.

O Grêmio foi aquilo que alguns esperavam e imaginavam: um time entregue aos avanços do adversário. Afundou no primeiro teste de verdade da Copa Libertadores. Apresentou os mesmos problemas de sempre.

O 4-4-2 de Paulo Autuori naufragou. Jogou quatro vezes, empatou três, perdeu uma, fez três gols, levou cinco. Não é um esquema firme, nem goleador. É um esquema óbvio, nada criativo.

O Grêmio é um time isento de laterais, sem criatividade no meio de campo e sem gols suficientes para vencer um jogo decisivo.

O Grêmio começou bem, perdeu três gols no primeiro tempo. Perdeu com Maxi, depois acusado de racismo e pivô de uma grande confusão 30 minutos depois da partida, perdeu com Alex Mineiro, que não sabe mais marcar.

O fantasma do gol perdido continua acompanhando o Grêmio mesmo fora do Olímpico. O mesmo que ronda o clube desde o ano passado, quando perdeu o Brasileirão pela falta de gols.

É da lei do futebol, quem não faz gol, óbvio, leva. O Grêmio sofreu três, três falhas do meio da zaga, de zagueiros desatentos, de dois zagueiros acostumados a jogar com três zagueiros.

O Tricolor estava entregando as semifinais quando Souza encontrou um gol de falta. O gol da esperança como disse Wianey Carlet.

Souza esteve ausente do jogo. Não tanto quanto Tcheco. É impresionante como o capitão gremista some em jogos decisivos. Ele se perde, afunda, sucumbe na marcação. Fica nervoso, perde o raciocínio.

A soma de tudo mostrou um Grêmio carente, inferior ao Cruzeiro. Na bola nada indica que possa haver uma vitória gremista no Olímpico. Não se o Grêmio for o mesmo do Mineirão. Se mudar, talvez.

Para vencer o Cruzeiro por 2 a 0, por exemplo, o Grêmio precisa jogar o que ainda não jogou em 2009.

Precisa superar a confusão pós-jogo, quando a polícia mineira cercou o ônibus dos gaúchos em busca de Maxi López. O argentino foi acusado de racismo por Eli Carlos, mas negou. Ficou a palavra de um contra o outro.

O curioso é que Eli Carlos só denunciou Maxi López quase no final do jogo. Não no intervalo, minutos depois da suposta agressão verbal do atacante argentino.

A confusão se estendeu pela madrugada. Mesmo com ex-policias na sua direção, advogados e outros homens experientes, o Grêmio não conseguiu contornar a situação, negociar. Todo o grupo foi envolvido. Dois policias sacaram as suas armas contra os gaúchos.

O segundo jogo começou segundos depois do final do primeiro. Começou numa delegacia.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maria Sharapova levita na grama de Wimbledon

24 de junho de 2009 7

Sang Tan, AP
Você já viu algo igual?

A russa Maria Sharapova está nossa celebrada na série ”As tenistas que nós amamos”. Ela é uma das primeiras.

Mas a sua versão londrina está imbatível.

É ou não?

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Qual a verdadeira cara do Inter da Recopa?

24 de junho de 2009 12

Será que a zebra equatorina, que papou uma Liberrtadores no Maracanã, em terras fluminenses, pode passear pela segunda vez em dois anos pelos gramados brasileiros?/Shizuo Kambayashi, AP

A Liga Deportiva Universitaria de Quito venceu a Libertadores 2008 e estacionou o Equador nos clubes campeões do torneio. O país não era da bola, era da piada, a vitória lhe ofereceu um novo nome.

O novo futebol equatoriano nasceu na esteira das participações do Equador nas Copas de 2002 e 2006. O futebol local foi reinventado

Se a LDU superar o Inter, se a zebra equatoriana conseguir correr duas vezes consecutivas em gramados brasileiros, o país levanta seu segundo título sul-americano da história. Será uma façanha.

Caso contrário, o Inter leva a sua segunda Recopa, um Bi mais ou menos lógico, se a realidade do futebol for observada. 

O Fluminense sofreu no Maracanã. Desintegroou-se. Perdeu nos pênaltis. A LDU do ano passado não existe mais. Vive em foto.

O Inter não sabe, nem eu e você sabemos, o poder real do adversário da quinta-feira. Mas sabe que seu jejum dura cinco jogos consecutivos. Junho é o seu pior mês, 30 dias de lamentos.

– Para nós, a Recopa é tudo. Se conquistarmos o título, será o segundo título internacional na história, não apenas da LDU, mas do Equador. Se isso não é importante, não sei mais o que é - disse o técnico uruguaio Jorge Fossati.

A LDU não vai experimentar em Porto Alegre o verdadeiro Inter, o time mais badalado do Brasil no primeiro semestre. Enfrenta um Inter sem Kléber, Nilmar e Magrão.

A boa notícia, a melhor do mês, é a volta de D`Alessandro, meia ofensivo capaz de oferecer outro ânimo ao coletivo a partir da sua qualidade individual superior. Bolívar também retorna, dando mais corpo ao sistema defensvio. O goleador Taison joga.

Na equipe equatoriana aparecem três contratações recentes: o atacante argentino Claudio Graf, o meia paraguaio Enrique Vera, um dos titulares na campanha do título da Libertadores do ano passado, e Christian Lara, meio-campo que acertou seu retorno à equipe. Outra novidade: o veterano zagueiro Ulises de la Cruz, que atuou nas Copas de 2002 e 2006 com a camisa do Equador.

Se o Inter for o mesmo dos cinco primeiros meses do ano, creia, a vitória será algo natural. Se entrar em campo como o Inter que jogou no Maracanã e levou 4 a 0, creia, o Beira-Rio pode sofrer mais do que o normal.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O teste definitivo do 4-4-2 de Paulo Autuori

24 de junho de 2009 32

O valente, violento e goleador Kléber, 20 gols em 23 jogos, é o tema dos cantos dos fãs do Cruzeiro no Mineirão e uma preocupação constante da nova defesa tricolor sem os seus três zagueiros, mas com dois volantes/Daniel Kfouri, AP
Fábio; Jonathan, Léo Fortunato (Thiago Heleno), Leonardo Silva e Gerson Magrão; Henrique, Fabinho, Marquinhos Paraná e Wagner; Kléber e Wellington Paulista (Thiago Ribeiro).

Você olha, examina. Faz as comparações. O Cruzeiro, em casa, será um ataque só. Mas não se engane.

Adilson Batista é um homem da velha escola. Seu norte é Luiz Felipe Scollari, na sua cabeça a defesa começa antes do ataque. Mas 60 mil pessoas exigem ataques a cada dois minutos.

O Mineirão será o estádio mais ofensivo do planeta nesta quarta-feira. O Grêmio vai sofrer com a blitz ofensiva do Cruzeiro. A defesa gaúcha conhecerá seu mais importante teste do ano.

Não há mais os três zagueiros dos melhores resultados dos últimos meses. Eles agora são dois, protegidos por dois laterais (talvez com o zagueiro Thiego no lugar do instável Ruy) que ficam mais, por dois volantes de passe truncando, mas de grande aplicação tática.

O 4-4-2 de Paulo Autuori terá uma prova de vida. Ele foi pensado, erguido e treinado durante três jogos para enfrentar um time diferenciado na Copa Libertadores. Chegou a hora.

O Cruzeiro acredita em seu retrospecto como local na Copa Libertadores: time venceu as cinco partidas que disputou como mandante nesta edição.

Contra o clube tricolor gaúcho, o Cruzeiro defende um aproveitamento de 100%. Em cinco jogos, foram cinco vitórias.

O Grêmio teme os números. O Cruzeiro saúda a matemática.

A máquina de calcular está ao lado dos mineiros.

Falta mostrar em campo, Provar que é superior técnica e taticamente.

O favoritismo é do Cruzeiro, mas o Grêmio ainda não perdeu na Libertadores 2009. São dois clubes de tamanho semelhante, dois times competitivos, duas idéias de futebol.

O fator local torce pelos mineiros. Mas nem sempre sua voz é boa e o seu grito de guerra é o mais alto, o vencedor.  O jogo está aberto.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Kléber se antecipa e sonha com o título em Minas

23 de junho de 2009 35

Nabor Goular, AP
Jornalistas e amigos mineiros estão mais confiantes que motorista (os de táxi, inclusive) nas noites inseguras e sem lei da Cidade Baixa. Imaginam que não serão incomodados por nada, nem por ninguém. Que são os donos e os comandantes supremos do pedaço.

Os mineiros acreditam que o Cruzeiro pode vencer. Podem vencer porque são superiores, segundo eles próprios. Basta dar uma volta pelos jornais mineiros da Internet

A confiança do Cruzeiro é tremenda. Os fãs se agarram na qualidade do time, que dizem ser superior ao adversário, e no retrospecto entre os dois clubes, que é amplamente favorável aos locatários do Estádio Mineirão.

O atacante Kléber, 23 jogos, 20 gols, já anda sonhando com o título, apesar do respeito que ele nutre pelos gaúchos, que são comparados ao dispersivo e irreconhecível São Paulo do nosso junho.

Quer dizer: o Grêmio é “quase” passado no cérebro do naturalmente irritado Kléber, que terá cerca de 68 mil pessoas ao seu lado _ 52.900 o apoiaram contra o São Paulo no 2 a 1.

Kléber é um perigo, é o melhor jogador do Cruzeiro depois de Ramires, é corajoso, violento, desleal e pode decidir o jogo. Aniquilar o Grêmio.

Se o Grêmio sonha com o Tri em suas terras, Morfeu visita o Cruzeiro com a mesma faixa cruzada no peito. Sonhar é fácil.

O certo, mais do que tudo, é que o Cruzeiro vai busca o ataque desde o primeiro segundo de jogo. Vai atacar até não poder mais enquanto o seu gol não chegar, se é que pode chegar.

É o seu jogo, é a sua oportunidade, é a sua vez. Sabe que no Olímpico o buraco será mais embaixo.

O apetite ofensivo dos mineiros abre todo um campo de ação ao Grêmio. É no contra-ataque que vive a esperança do Grêmio, não a do sonho, a real.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Jogos decisivos da dupla Gre-Nal não terão

23 de junho de 2009 3

Em uma semana repleta de decisões, convidei meu colega Chico Garcia para analisar os árbitros que apitam as duas decisões dos gaúchos.

confira:

Postado por Zini

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Tite tem condições de remotivar seus vermelhos?

23 de junho de 2009 59

O Inter precisa encontrar a vacina da remobilização. Tudo está nas mãos de Tite, um treinador experiente e capaz no sistema mata-mata. Quase tudo do Corinthians passa pelos pés de Ronaldo/Daniel Kfouri, AP
Seria um desatino mudar o nome do técnico no Beira-Rio. Não agora.

Não nas próximas duas semanas mais decisivas do centenário colorado. Em jogo vive uma Copa do Brasil, mais importante, uma Recopa, importante pela grife.

Tite precisa de confiança, de apoio, de segurança.

É sua mais grave crise desde que assumiu o comando de um time que alcançou a Copa Sul-Americana, um Gauchão, uma vitória em série em gre-nais, uma vice-liderança no Brasileirão.

Tite cometeu erros, como todo o técnico. Tite foi solapado pela ausência de titulares.

Tite foi driblado pela ausência dos seus melhores jogadores.

Tite foi truncado por Dunga que chamou o seu melhor jogador para congelar no banco de reservas na África do Sul (ao lado do seu lateral esquerdo titular).

Tite construiu um time que ganhou dois títulos depois de pronto. Sem os seus 11 titulares, os fracassos se sucederam.

Óbvio que Tite possui seu naco de culpa na organização de um time reserva que não se mostrou qualificado. Mas não é só dele o pecado. É das circunstâncias que o envolveram. Imagine que o seu preparador físico, fundamental nestes momentos conturbados, está servindo a Seleção na Copa das Confederações. Pode?

A demissão de Muricy Ramalho, as notícias que envolveram sua saída do São Paulo, bateram nas portas do vestiário do Inter. Tite levou azar. Fosse 20 dias atrás ninguém daria atenção ao fato.

 A série de derrotas em junho, cinco resultados ruins, fragilizou Tite. Poucos lembraram a sua aplaudida performance nos últimos seis meses.

A pergunta que fica no ar, que sobrevoa Porto Alegre, que vai e volta entre uma fronteira e outra, é? Tite tem condições de remotivar o grupo em uma semana? Consegue reorganizar seu time? Recuperar a auto-estima dos seus titulares?

A pergunta fica. Você responde, caro leitor e crítico.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Herrera e Maxi precisam estar juntos no Mineirão

23 de junho de 2009 51

Você. É, você mesmo que está desconfiado, pessimistas, cabreiro, pode ficar duas vezes mais preocupado se Paulo Autuori oferecer a camisa listrada de segundo atacante ao mineiro Alex.

 Aí, parem as máquinas. O Mineirão será maior e mais largo do que todos imaginam.

Autuori vê os jogos como eu, você, talvez veja melhor do que nos dois e a torcida do Grêmio, inteira, somada e duplicada, mas é impossível que ele não esteja observando Herrera.

Eu sei que Herrera não é o melhor atacante do mundo, do Rio Grande do Sul, muito menos do Grêmio. Mas ele é o segundo mais titular, ao lado de Maxi López. Não há outra dupla de atacantes no grupo azul que ofereça liga igual. “Pode perguntar por aí”, como diz o imodesto Jack Bauer.

Maxi, como todos viram e comprovaram, é centroavante de grande área, número 9 de carteirinha, desbravador. Ele não vai fazer a tabela, nem buscar o jogo. Ele vai estar lá no interior profundo e inóspito da grande área em busca dos cruzamentos, pelos céus ou rente ao gramado.

Lá ele é mais ele. Ele faz. Marca. Mas a bola precisa chegar,ele não pode se mover pela intermediária, buscar a bola que não chega, bola quer deveria ser alçada, passada pelos laterais, pelo meio-campo, por Tcheco e Souza.

Alex Mineiro pode ser um garçom de hotel de cinco estrelas, mas está cansado depois de subir tantas escadas.

Herrera, que não tem a técnica do colega, é mais rápido, decidido e interessado. Gosta de buscar a linha de fundo e servir ao atacante que chega correndo de trás. É, ás vezes, um atacante com ímpeto e com jogada dos desaparecidos ponteiros direitos – e o Grêmio de outros tempos teve uma especialista chamado Zequinha, sem comparações, óbvio, só uma lembrança.

Se existe alguém no Olímpico capaz de ajudar o Grêmio no campo sem fim e de grama fofa do Mineirão, creia, ele atende por Herrera.

Ele é rápido, veloz e lutador e, ao lado do seu conterrâneo, pode segurar um fila de zagueiros na zona defensiva. Pode puxar os mais mortais contra-ataques imaginados pelos milhares de gremistas que estarão colados, mudos e nervosos ao televisor da sala, do bar, do quarto.

Se há uma chave para a vitória, ela gira com Herrera. Herrera e Maxi López no ataque.

Claro, com Thiego na defesa no lugar de Ruy, que nunca está em lugar algum. O contra-ataque é a única esperança gremista. Herrera, seu condutor.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Melhor jogador da LDU está fora da decisão

22 de junho de 2009 8

Texto da agência EFE sobre a decisão da Recopa, quinta, no Beira-Rio:

Quito, 22 jun (EFE).- A Liga Deportiva Universitária (LDU) de Quito não terá o meio-campo argentino Damián Manso, um dos destaques da equipe, para a ida da decisão da Recopa Sul-Americana, na próxima quinta, contra o Internacional, no Beira-Rio.

 

Os equatorianos, atuais campeões da Libertadores, embarcaram a Porto Alegre sem seu principal jogador, recentemente negociado com o Pachuca. O clube mexicano se interessou pelo jogador após enfrentá-lo no Mundial de Clubes do ano passado, vencido pelo Manchester United.

A diretoria da LDU tentou manter o jogador por mais uma semana para o primeiro jogo da Recopa, mas ele acabou não embarcando com o grupo.

“Não deixa de ser um problema a ida de Manso neste momento. Não nos resta tempo para reorganizar as coisas e será difícil substituí-lo dentro de suas características de jogo. Mas temos de buscar alternativas com os jogadores que temos”, disse o uruguaio Jorge Fossati, técnico da equipe.

O treinador não descarta escalar os novos reforços da equipe no Beira-Rio caso estejam em condições. O clube de Quito contratou recentemente o atacante argentino Claudio Graf e o meio-campo paraguaio Enrique Vera, que participou da campanha vitoriosa da Libertadores.

Outros que chegaram são o meia Christian Lara, com passagem pelo clube em 2007; e o veterano zagueiro Ulises de la Cruz, que defendeu o Cruzeiro e participou das Copas de 2002 e 2006 com a camisa do Equador. EFE.

rm/dp

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Da série "As tenistas que nós amamos" (10)

22 de junho de 2009 6

Kirsty Wigglesworth, AP
Dominika Cibulkova fez o londrino de Wimbledon ficar louco para trocar a Inglaterra pela Eslováquia.

 

E nós também.

Agora.

Postado por Zini, Porto Alegre

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