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Posts do dia 5 julho 2009

Inter recupera a confiança em busca da Recopa

05 de julho de 2009 32

Vinte é o número da sorte do Inter, 20 é o número de pontos que o sustenta na liderança do Brasileirão.

O fã colorado tem mais de 20 razões para saudar o domingo, já que a semana foi péssima, um choque.

A mais vistosa delas é o primeiro lugar, isolado, dois pontos distantes do Atlético MG, do vice Celso Roth, que se atrapalhou outra vez em Minas Gerais.

A outra é a volta de Nilmar, com os dois gols da vitória. Podem ter sido os últimos. A Europa o quer mais uma vez. Quer lhe oferecer uma segunda chance.

Mais uma: Andrezinho entrou no segundo tempo e o time ganhou o jogo.

Quatro dias depois de ver o Bi da Copa do Brasil escapar no Beira-Rio, o Inter recomeçou com uma boa vitória em Recife. Fez 2 a 0 no Náutico.

Ganhar em Pernambuco é sempre um drama. Superar o Náutico, no pior gramado do Brasil da Série A, é sempre uma aventura. Ninguém sabe o que pode acontecer, mesmo que o Náutico seja candidato certo ao rebaixamento.

Dono de gramado sofrível e futebol decepcionante, o Náutico foi presa fácil.

Não que o Inter tenha feito um grande jogo. Não mesmo. Se impôs, física e tecnicamente, e ganhou o jogo quase ao natural.

Antes teve um pênalti grátis, fornecido por um erro de Marcelo de Lima Henrique (RJ), que D`Alessandro desperdiçou. Fez o óbvio. Canhoto, chutou no canto esquerdo do goleiro. Boa e segura defesa do goleiro Eduardo, é bom escrever também.

O Inter começou mal, sofreu uma pressão dos pernambucanos. Precisou voltar mais organizado depois do intervalo para definir o jogo.

Teve sorte, que às vezes ajuda quem corre e batalha. Fez o gol e logo o adversário perdeu um jogador por cartão vermelho.

Com 11, ficou tudo mais fácil e mais tranquilo. A liderança ficou ao alcance da mão, quase como um doce de leite. A questão agora é: é possível segurá-la por um longo tempo?

A outra é: a confiança que voltou pode ajudar o time no Equador, virar o 1 a 0, ganhar da LDU e voltar ao Estado com a Recopa embaixo do braço? Eu creio que sim. Mas vamos ver como será a concentração de todos em Porto Alegre. Como anda o foco.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quando nem precisava tanto. Grêmio faz quatro gols

05 de julho de 2009 40

Público de Gauchão, 12.718 almas, viu o Grêmio recuperar um pedaço da autoestima no Olímpico. Mais ainda.

Viu quatro gols. Comemoração rara nos últimos tempos.

 

Todos os gols que faltaram na sofrida decisão com o Cruzeiro nasceram no jogo com o Atlético PR: 4 a 1. Todos obras dos atacantes, que estavam mudos.

Maxi López fez dois, Herrera completou os outros dois. São os dois melhores atacantes do Grêmio.

Óbvio que o adversário do domingo era inferior ao inimigo da quinta-feira. Um abismo de futebol diferencia os dois.

Os paranaenses não conseguem trocar dois passes em série, não atacam, tem uma defesa frágil e desatenta. São candidatos diretos, não exclusivos, ao rebaixamento.

O Grêmio melhorou?

Ou o adversário é que piorou?

Os dois.

Fábio Santos fez um bom primeiro tempo, participou em dois gols com excelentes cruzamentos, mas quando Joílson entrou a produtividade caiu. Túlio ainda é apenas um trombador no meio-campo, volante à moda antiga. Pouco acrescenta.

Souza foi mal outra vez.

Tcheco parecia ausente.

Máxi López fez dois gols e, outra vez, mostrou que o seu habitat natural é a grande área. Lá, está em casa. Ele precisa de assistência, necessita dos alas, do cruzamentos, aéreos e rasteiros. Sem a jogada de linha de fundo ele não é quase nada. É mudo.

O dia é de mais elogios, menos críticas. Goleadas em Brasileirão são sempre bem-vindas. O Grêmio é nono colocado. Sua meta é encostar na linha da Libertadores.

Seu próximo desafio é o Corinthians, outra vez no Olímpico, e para um público três vezes maior que o mais recente. Um teste, um novo desafio.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O capitão da Seleção e sua bronca em Munique

05 de julho de 2009 9

Martin Meisner, AP
Louis Van Gaal é um técnico polêmico. É arrogante, direto, campeão do mundo com o Ajax nos anos 1990. Ajax foi também célebre time do mágico Cruyff na década de 1970.

 

Louis Van Gaal diz na cara, não manda recado.

Louis Van Gaal é o novo treinador do Bayern de Munique.

Foi contratado para fazer time novo, pago para detonar uma revolução da bola em Munique.

Seu alvo da vez é o zagueiro brasileiro Lúcio.

Ele não gosta do estilo do capitão brasileiro e já mandou recado. Lúcio vai precisar disputar posição na zaga alemã. A Seleção Brasileira, segundo Louis Van Gaal, não garante titularidade para ninguém.

Lúcio ficou uma fera. Achou uma desconsideração do novo técnico.

Revalorizado na Copa das Confederações, Lúcio, titular absoluto da Seleção, deve sair breve de Munique batendo a porta na cara do treinador e dos dirigentes.

Não deve faltar ofertas de emprego ao zagueiro nas equipes de ponta da Europa. Ele é um dos melhores do mundo.

O que Louis Van Gaal não gosta em Lúcio: o posicionamento do zagueiro.

 Acha que o jogador abandona com regularidade o sistema defensivo, sobe demais ao ataque, prejudica os outros zagueiros.

Postado por Zini, Porto Alegre

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