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Posts de julho 2009

O novo Fernandão do velho Beira-Rio será o mesmo?

31 de julho de 2009 147

O goiano Fernando Lúcio da Costa, 31 anos, é o Fernandão. Era o capitão Fernando do Inter campeão do mundo 2006. Pode ser a nova estrela colorada, R$ 300 mil a cada 30 dias, o substituto de Nilmar, embora não jogue na posição de Nilmar, nem faça tantos gols quanto um centroavante. Seguramente a camisa 9 não é a sua.

 

Fernandão é mito. É lenda no Beira-Rio. Os colorados se curvam sob sua esfinge.

É nome principal do melhor passado do Inter. Talvez o futuro não seja dele, ao menos com a camisa vermelha. É sempre uma aposta repatriar um jogador que já deu tudo, já conquistou o planeta com a camisa do clube.

É impossível oferecer mais (o Bi de tudo), talvez ele não possa dar tanto. Eu nem falo em motivação, vontade, empenho.

O Inter abriu as negociações. Fernandão estuda. Seu coração é vermelho, sabemos. Mas, com jogador de futebol, o que vale é dinheiro, uma em cima da outra e, às vezes, o projeto do clube.

O que ninguém sabe é se o Fernandão será o dos melhores tempos ou o que vinha em fase decrescente no final da sua jornada no Sul na metade do ano passado, quando tomou um jato, depois de assinar um contrário milionário, em direção ao mundo árabe.

Toda a contratação é uma aposta. A de Fernandão é dobrada. Dele se espera tudo, menos do que um título mundial é cafezinho.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Último cavalheiro do futebol inglês sai de cena

31 de julho de 2009 4

Robson com a bola, sua melhor amiga, e a velha camiseta do Fulham FC. Ele foi um bom jogador, um meio-campo dedicado, mas foi muito mais como técnico, um dos grandes da Europa nas últimas três décadas do século 20/AP, File/ 1953
Um maldito câncer levou Sir Bobby Robson, 76 anos, talvez o último cavalheiro do futebol britânico. Morreu na cama, ao lado da família, na Inglaterra.

Robson jogou futebol, foi técnico da Seleção da Inglaterra e campeão europeu com o Barcelona, logo depois da Era-Cruyff.

Seu atacante dos tempos da Catalunha era um jovem de nome Ronaldo. Seu tradutor, um cara chamado José Mourinho, que conheceu em Portugal. Sua maneira de treinar era a da exigência, do treino forte, das jogadas repetidas, do ataque em velocidade.

Atacar era a sua meta, a defesa era apenas um suporte do ataque, o meio-campo a base do time, ofensiva e defensiva, mesmo que no seu país, em gerações anteriores, tenham inventado o ferrolho inglês.

Ele trabalhou na Inglaterra, na Holanda, em Portugal e na Espanha, sempre como um autêntico “gentleman”, extremamente educado e com um grande senso de humor. Treinou Fulham, Ipswich, PSV Eindhoven, Sporting de Lisboa, Porto, Barcelona e Newcastle, clube pelo qual torcia quando garoto

Ele jogou no meio-campo do Fulham e do West Bromwich Albion e atuou 20 vezes com a camisa da Inglaterra.

Foi. Ficou como um dos grandes homens do futebol da Europa do século 20, um dos seus grandes treinadores. Merece um minuto de silêncio em campos de futebol, que ele via como sua casa, no domingo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como Grêmio cai (e não se ergue) longe do Olímpico

31 de julho de 2009 79

É falta de experiência? Não é. O goleiro experimentou a Seleção, um meia passou dos 30 anos, outro é campeão do mundo, o atacante principal atuou na Europa.

É falta de competência? É, muito. É normal perder para o São Paulo no Morumbi, mas cair na Ressacada, no Barradão, no Mineirão, assim, em sequência, é demais. É um fiasco. Desde a década de 1990 que o Grêmio não se comportava tão mal num Brasileirão. É tarefa, trabalho, para a direção, não mais para o técnico, nem para os jogadores.

É falta de preparo físico? Não parece. O time corre os 90 minutos, mostra fôlego.

É falta de competência do técnico? Pode ser, em alguns momentos, algo normal, mas não é tudo. O treinador pensou mal alguns jogos, ok, escolheu mal os titulares, certo, usou reservas equivocadamente, admito. É certo que o atual time não consegue ter a sequência de uma equipe capaz de se acercar do G-4.

É falta de qualidade técnica dos jogadores? É também, muito. Tem certos jogadores que insistem em jogar mal fora do Olímpico (e no Olímpico), certos reservas que entram e jogam menos do que os que saíram por más atuações. O que a direção precisa fazer, com a urgência dos cardiologistas, é contratar. Não reservas. Mas titulares para as duas alas, um volante qualificado (que saiba defender e atacar), um atacante com fome de gol. Quatro nomes, no mínimo.

É saudade do conforto e dos aplausos do Olímpico? Certamente. O time cresce ao lado dos fãs, se agiganta, parece um Leão que logo, ao subir no Boeing, troca a pele, se transforma num frágil cordeirinho. Seria medo do campo inimigo e das suas linhas hostis?

O que falta ao Tricolor longe do Rio Grande, eu observo, é atitude, força, determinação, coragem e, especialmente, bom futebol. Lento e dispersivo, desatento e mal posicionado, o Grêmio se deixa dominar facilmente pelo adversário, independentemente do seu poder, e é batido, facilmente batido.

O Grêmio de Autuori cai sem fazer uma mínima reclamação, cai como se fosse normal tombar em gramado adversário. Bom é normal, não é?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio precisa contratar com extrema urgência

30 de julho de 2009 69

Passou do constrangimento. Atingiu o fiasco. Explodiu na inconsequência.

Em sete jogos fora, o Grêmio perdeu seis, empatou uma. Caiu na tabela. É décimo colocado depois de nova e justa derrota no Morumbi, São Paulo 2 a 1. Não que seja um crime perder no Morumbi.

Não. Nunca. Ruim é perder, jogar mal e lentamente, se conformar e imaginar que está tudo bem, tudo certo. Nem falta o Grêmio fez na partida. Foi um cordeirinho no gramado do Morumbi.

Foi a pior partida do Grêmio em longos meses. Palavra de um dos piores do time no jogo, voz de Souza

O G-4 está tão distante e possível quanto Marte da Nasa.

A trajetória do Tricolor é de time absolutamente comum. Não parece comandado por um técnico superior, incensado, salário de R$ 250 mil a cada 30 dias. É campanha de treinador de Série B. Chame um e a performance do Estado será rigorosamente igual.

Autuori ainda deve boas performances. Se foi elogiado no Gre-Nal, como quase todo o time, merece as mais severas críticas na noite paulistana.

Falta postura tática, falta atitude, falta inteligência, falta vontade em jogos onde o Olímpico, a Geral e os seus e o povo gremista não jogam junto. Fora, os azuis enterram a cabeça na grama como avestruzes.

O Grêmio é o pior time do Brasileirão em jogos disputados fora de sua casa. É um fiasco.

Em São Paulo, levou o popular toque de bola no primeiro tempo. Se fosse 4 a 1, raros reclamariam, só os visualmente prejudicados se incomodariam.

Autuori teve um dia de Roth. Viu um jogo que eu não vi, talvez nem você. Disse que Victor fez duas defesas no jogo. Não falou que não fez outras duas, as mais importantes do jogo. Víctor não é culpado de nada. Culpado é o esquema, as opcões superadas, a idéia de time, o posicionamento em campo, jogadores em qualidade.

Héber Roberto Lopes viu o pênalti que não houve em Jonas, mas notou dois falsos impedimentos que prejudicaram os gaúchos, numa deles Maxi López, de atuação opaca, partia só, rumo ao gol.. Héber é árbitro em decadência. Prejudicou o Inter na Copa do Brasil semanas atrás. Lembra?

Quando estava 2 a 0, Autuori usou Jonas para tentar mudar a partida. Não mudou nada, como de costume.

Quando ainda estava no vestiário, insistiu com Fábio Santos como lateral, levou dois gols pelo lado esquerdo.

Quando precisou de qualidade no meio, manteve Tcheco, que assistiu ao jogo.

Quando precisou dos seus jogadores experientes, olhou em campo e os veteranos estavam escondidos, amortecidos pelo futebol de Hernanes, Dagoberto, o melhor em campo, e Jean, entre outros. O São Paulo é muito mais time, tem jogadores mais qualificados, um coletivo superior.

O que o Grêmio mostra, o que ninguém consegue esconder, é a falta de qualidade. O meio não funcionou outra vez, a zaga faz água, os laterais não existem, como de costume, os atacantes não recebem bolas em condições de marcar. Ou o Grêmio contrata, com total urgência, e Autouri arruma de vez o seu time, ou a faixa da Sul-Americana é única saída. É a porta de emergência.

Douglas Costas entrou com alguma energia, desferiu um bom chute, mas ainda está muito tenso, afobado, nervoso. Merece novas oportunidades. É a única luz no banco, pois a bateria de Autouri anda fraca.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A foto impossível dos torcedores da Dupla Gre-Nal

30 de julho de 2009 40

Don Ryan, AP
Será que um dia veremos algo assim em terras gaúchas?

 

Eu duvido.

Você?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Qual o verdadeiro tamanho do Grêmio no Morumbi?

30 de julho de 2009 25

Eu pergunto, eu não tenho resposta, você, que tem, se tiver, avise-me.

Qual o Grêmio que sai hoje do Morumbi? Eu não sei, não agora, não neste momento na Redação de ZH.

Um novo, renascido, recuperado, ao menos dos fracassos externos, rumo ao G-4, a melhor plataforma de lançamentos para o Mundo?

Ou o mesmo que se repete fora do Olímpico, joga, joga e não ganha, por diferentes razões?

Claro que vencer no Morumbi é muito mais difícil que passar pela Ressacada ou pelo Barradão. Muito mais. O Grêmio usa o seu melhor time para tentar a primeira vitória fora de casa no Brasileirão.

O São Paulo é o grande time brasileiro do novo milênio. Vencer na capital paulista é tarefa de gigantes. Quem ganha no Morumbi, ganha uma divisa no ombro.

Se vencer, o Grêmio estará exibindo toda a sua ambição no Brasileiro.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quatro boas notícias do interior do Beira-Rio

30 de julho de 2009 74

A primeira é a vitória, sem dúvida. Nada colossal, espetacular, tudo muito sofrido, mas, enfim, três pontos na conta, na soma, na madrugada mais tranquila.

O time não repetiu os melhores dias, o que era previsível, mas correu, pegou. Melhor, exibiu esforço e dedicação, e mereceu os 3 a 2, que detonou o Barueri.

Ainda é preciso mais para escapar do rolo compressor da crise, mas um pequeno passo foi dado. Vitória sempre anima, mesmo que seja de meio a zero.

A vitória, mesmo esticada, apertada e contra o Barueri, veio como um copo de cerveja no final de uma saudosa tarde de primevara/verão. Alívio e esperança de outro melhor.

A segunda é uma posição no G-4. É a plataforma ideal para alcançar a ponta, o líder está próximo. Ficar no G-4 é, ao mesmo tempo, aguardar a hora do bote. Saber que o topo é possível, é viável.

A outra é a sorte. A sorte, creia, voltou. No futebol ela é real (especialmente quando aparece no final dos 90 minutos). Na Megasena nem tanto.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Andrezinho cobrou uma falta, acertou o travessão e Sorondo, com faro e postura de centroavante do Prata, decretou a vitória. É bom lembrar que neste momento, antes do gol salvador, a torcida já vaiava o time, o Tite e todos.

A última: de maneira oficial, o Inter reabriu as portas do Inter ao ex-capitão do Inter, Fernandão, namorado por outros clubes importantes do país.

O Inter teria a preferência para a recontratação do jogador antes de qualquer outro clube. Se abrir negociações no Brasil, o Inter é a prioridade de Fernandão, depois chegam os outros, como o Santos de Luxemburgo, o Palmeiras de Muricy, o Fluminense de Renato.

A crise parece o Minuano da semana passada. Não sopra mais, mas pode voltar forte e rapidamente e de uma hora para outra. Mas o Inter ainda precisa jogar mais para anunciar que está tudo bem, tudo ok, no vestiário, nos gabinetes e na grama do Beira-Rio.

O Internacional volta ao Brasileirão dia 10 de agosto, uma segunda-feira, quando espera o Sport. Quarta, disputa a Copa Suruga, no Japão.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio usa seu melhor em São Paulo. E chega?

29 de julho de 2009 41

Grêmio busca no seu 15º jogo uma performance que ainda não conseguiu no Brasileirão 2009. Vencer longe da sua fortaleza. No Olímpico, é um senhor destemido e feudal. Não poupa os adversários. Longe da Azenha, aceita tudo, até o futebol superior de um Avaí. 

O Tricolor perdeu todos os jogos em estados alheios, empatou apenas um. Bateu no muro da Ressacada, resvalou no Mineirão, atolou no Barradão. A bagagem está lotada de derrotas.

Todas as razões ainda são desconhecidas. Não é por excesso de jovens, nem por falta de experientes. É por falta de imposição. Física e técnica.

Se o G-4 é porto seguro, o barco só atraca na marina da Libertadores se as balas de canhão dos adversários não atingirem a proa. No projeto de Paulo Autuori, seu time estará entre os quatro melhores até o final do turno, mais cinco jogos. São Paulo, nesta quinta, Cruzeiro, Palmeiras, Barueri e Flamengo são os adversários final, só dois deles em casa. Todos perigosos.

Promessa de técnico, como de jogador, não tem muito sentindo. São da boca para fora, mais para animar os fãs, ajudar a lotar os estádios, motivar, fazer sonhar.

Não que não sejam sérias. São. Mas nada depende deles, do poder de cada um, mas sim de uma série de fatores que envolvem o futebol. Às vezes o adversário é superior, o juiz estraga tudo, uma absurda falha individual atrasa a equipe.

Ganhar do São Paulo, e ainda mais no Morumbi, é sempre uma subida ao Everest. Mesmo em transição, os paulistas têm um bom time, uma equipe qualificada, valores acima da média. Ricardo Gomes recém começou seu trabalho, tem experiência européia, títulos importantes, talento e uma liderança que remonta seus tempos de jogador de futebol, capitão da Seleção. Pode dar certo.

O São Paulo tem tudo para crescer na competição. O Grêmio tem tudo para voltar com mais uma derrota. Ao menos que resolva jogar o futebol que apresentou no Gre-Nal e esquecer o que exibiu em Florianópolis.

Aliás, o Grêmio usa em São paulo o seu melhor time, o da Libertadores, o que conseguiu nos melhores resultados em 2009. O São Paulo é o seu melhor teste. Não poderia encontrar adversário melhor neste momento do campeonato.

O Grêmio passou os primeiros sete meses do ano oferecendo sinais que poderia encontrar uma boa média de atuações. Sempre traiu seus torcedores. Nunca encontrou sua média real. Agora, ninguém sabe mais o que o Grêmio pode jogar. Ninguém conhece o seu verdadeiro futebol. Nem Autuori.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter volta ao Beira-Rio em noite de cobranças

29 de julho de 2009 11

Saurabh Das, AP
A paixão não se quebra, a confiança trinca a cada fracasso. O Inter perdeu o rumo, abriu as portas do vestiário, desmobilizou o grupo, somou maus resultados, dispersou a certeza da torcida. Em meio ano mudou sua vida.

O grande goleador foi embora, o habilidosos meia argentino, que tatuava o distintivo do clube no couro cabeludo, foi afastado. O valente Magrão é alvo da torcida. A revelação Taison é nome pedido para o banco de reservas.

Se alguém desenhasse tal realidade em maio, creia, seria internado, amarrado, classificado como louco. O Inter se perdeu em algum lugar do passado nos últimos dois meses.

A noite fria de hoje, 21h, promete um novo Inter. Não nos nomes, na motivação. Promessa de Fernando Carvalho, que resolveu tomar de volta o vestiário das mãos dos líderes do grupo, positivos ou negativos.

Michel Alves; Bolívar, Índio, Sorondo e Kleber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e Andrezinho; Taison e Alecsandro são os 11 eleitos de Tite, um técnico que ganhou ainda mais força da direção, não se se dos jogadores.

Os dirigentes olham na planície e não encontram ninguém capaz de substituir o gaúcho do posto de comandante de campo.

O Inter pisa na grama pressionado, amassado pelo mau humor da torcida. O adversário é uma das surpresas do Brasileirão. Não incomodaria em dias melhores. Hoje, é uma zebra que pode tumultuar ainda mais o Beira-Rio.

A noite é de risco, de pressão, de cobrança séria, de nervosos expostos, de possíveis vaias, do imprevisível. Ninguém aceita mais derrotas. Uma nova derrota pode trazer consequências imprevisíveis na madrugada de quinta. Pode, inclusive, jogar o Inter para fora do G-4.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Caça aos culpados no Beira-Rio

29 de julho de 2009 14

Confira em vídeo a conversa que tive com o colega Mário Marcos sobre o desempenho do Inter e a repercussão do afastamento de D`Alessandro:


Postado por Zini

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Tite e D`Ale discutem no Rio e meia paga no Sul

28 de julho de 2009 73

Fica difícil encontrar boas notícias do lado vermelho. As más se sucedem.

 

A mais recente exibe um episódio longe de Porto Alegre onde Tite e D`Alessadro são os atores principais.

Os outros jogadores e a direção atuaram como coadjuvantes.

O cenário é o Rio, o palco é um dos vestiários do Engenhão, estádio erguido para os Jogos Pan-americanos de 2007 e que já precisa de reformas. No centro dele, no intervalo da partida entre Botafogo e Inter, D`Alessandro reclamou ao saber que seria substiuído. Reclamações nada civilizadas.

Ficou irrtado com Tite, muito irritado. Como se diz na linguagem da bola, “reclamou acintosamente”

Perdeu a cabeça. Explodiu. Se achou traído, diminuído, culpado pelo fracasso do time no primeiro tempo, que depois empataria, mas levaria o terceiro e fulminante gol (3 a 2)

O Inter não confirma, Tite não fala, D`Alessandro não responde. Com a porta do vestiário escancarada, sem a blindagem de outros tempos melhores e mais rentáveis em número de títulos e vitórias, a informação vazou. Está viva nas redações. Circula como o Minuano.

Escrevi na terça-feira, neste mesmo blog, que ainda não havia entendido a punição de D`Alessandro, mas me curvaria se tivesse acontecido algo grave, além do nosso conhecimento. Pois a pena imposta ao jogador levou em conta a agressividade do meia ao saber que não voltaria ao jogo do Brasileirão no segundo tempo. A punição, assim, é mais do que justa, é exemplar. É um recado.

Mas continuo afirmando que o Inter agiu errado com o seu jogador diferenciado. Puniu o jogador sem dizer o verdadeiro motivo aos torcedores, que sempre é um erro. As verdades sempre aparecem.

Misturou sua punição com uma aparente anistia aos outros jogadores que trocaram o dia pela noite, que não estavam se comportando como verdadeiros profissionais, mesmo com os ótimos salários em dia.

O argentino passou por Cristo num vestiário que não tem, aparentemente, nenhum filho do Senhor.

Observe a surreal coletiva do técnico Tite na tarde desta terça-feira no Beira-Rio e os diálogos entre os repórteres e o treinador:

Tite: “Eu entendo a pergunta de vocês, as manifestações e esclarecimentos sobre o assunto foram dadas ontem e segue o trabalho”

Repórter - A decisão do afastamento foi da direção?

Tite: “Já foi colocado anteriormente para vocês, faço a mesma resposta da pergunta anterior”

Repórter: Tite, é que problemas físicos não aparecem assim, da noite para o dia…

Tite: “Entendo a pergunta e vocês entendem minha posição, já respondi… Vocês vão continuar as perguntas, eu respeito, mas vou continuar dando a mesma resposta.”

Repórter: E as especulações em torno da saída do D`Ale?

Tite: “Já respondi que qualquer que seja o momento não vou perder meu discernimento e ficar julgando comentários. Foi colocado tudo já ontem e agora a preparação é para o jogo (contra o Barueri)”.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Crise faz a sua segunda vítima no Beira-Rio

28 de julho de 2009 26

Depois do argentino D`Alessandro outro canhoto foi derrubado pela crise do Inter. Kléber está fora do próximo amistoso da Seleção, na Estônia.

 

Dunga preferiu chamar Marcelo, que volta de férias e está ainda em pré-temporada. Esquece Kléber, que foi reserva no recente torneio da África do Sul. André Santos é o novo dono da lateral esquerda da Seleção.

Kléber é um dos jogadores mais criticados do Inter. Seu salário chega quase aos R$ 200 mil, mas, no Beira-Rio, ele não joga como um verdadeiro lateral de Seleção. Nunca jogou. Pelo contrário, exibe atuações de um jogador bastante comum.

Por linhas tortas, Dunga escreve um recado aos jogadores do Inter e aos demais brasileiros em ação. Se o time está mal, dificilmente alguém do grupo pode pensar em Seleção.

Postado por Zini, Porto Alegre

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D`Ale acorda como único e injusto culpado da crise

28 de julho de 2009 135

A crise colorada fez a sua primeira grande vítima. D`Alessandro tombou com a primeira bala disparada pela direção. O tiro mirou o grupo. Caiu o argentino.

 Foi uma caça política e injusta. Em dois dias, o argentino deve ganhar uma suspensão de quase dois meses pela expulsão na final da Copa do Brasil. Bailou o que estava marcado, independentemente de crise ou não.

Foi atingido o jogador mais frágil e carente do momento, o que andava jogando menos do que pode, está certo. Os alvos principais, no entanto, falam português. Foram poupados. Foram deixados para depois.

O Inter usou D`Alessandro como exemplo. Os que estavam se comportando como péssimos profissionais ouviram a notícia, creio, com absoluta incredulidade. Respiraram com mais tranquilidade. Ufa!!! Pareceu cômodo ao Inter punir seu jogador mais carente.

D`Alessandro desenhava o distintivo do Inter no couro cabeludo nos seus melhores momentos. Deve estar arrependido. Seus dias em Porto Alegre podem estar contados. Ele ganha R$ 200 mil a cada 30 dias. Kléber recebe R$ 180. São os dois maiores salários do clube.

A direção errou, outra vez. Talvez de propósito. Derrubou o jogador que a Justiça Deportiva vai punir em horas. D`Alessandro merecia um tratamento mais digno, diferenciado como o seu futebol, que o Inter e os adversários conhecem -ao menos que ele tenha cometido faltas/falhas graves que nos escapam.

O meia argentino nasceu como o culpado, único culpado, no final do dia mais inteso da crise . Não é. Não é só ele. Não é o maior, talvez nem o menor. O Inter errou. Atirou um dos seus melhores jogadores, talvez o melhor, aos leões.

A arena queria uma cabeça. Os dirigentes entregaram a de D`Alessandro. Erraram, outra vez.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Futebol do Inter vive em situação de emergência

27 de julho de 2009 69

O Inter descobriu sábado. Detectou no Rio de junho um problema gaúcho de dois meses de vida. Entendeu que os jogadores são os culpados pela crise. Viu que eles já tiveram aproveitamento de 100%, bateram nos 70%, despencaram nos 30%.

 

Fernando Carvalho desceu ao vestiário do Beira-Rio e avisou. Entrou sem bater, pedir licença. A casa é sua. Ele é o dirigente histórico do Inter. Sua palavra vale por cem anos. Espelha a confiança de 100 mil sócios. Garante a palavra de meio Rio Grande.

O Inter está em situação de emergência. Palavra de Carvalho, que mandou D`Alessandro treinar separado em busca da sua melhor forma, que o faz um jogador diferenciado.

Carvalho gastou o verbo. Disse o que imaginava dizer. Carvalho é um torcedor, experiente, centrado e que, às vezes, despe o uniforme de torcedor para agir como dirigente, diferenciado que é

O Inter segue estratégia própria no primeiro dia da última semana de julho, dois intermináveis meses de maus resultados no futebol. Segura o técnico, protege Tite, elege o treinador como intocável. Joga toda a responsabilidade ao grupo, aos que querem jogar, aos que desejam treinar e ganhar, aos que estão se escondendo atrás de nomes e títulos recentes.

A decadência do futebol colorado é uma verdade. Dói. Começa pelo técnico, passa pelos dirigentes, explode nos jogadores, que ganham os melhores salários do país, recebem em dia e andam se movimentando como se o mês fosse idêntico ao do Flamengo, 90 dias que valem 30.

Dos 11 titulares históricos, pelo menos cinco são questionados dias e noites pela torcida, independentemente do horário do jogo. E são cobrados e são tema de conversa em casa, com amigos, nos bares da vida, na firma.

É impossível retirar todos ao mesmo tempo. O time se fragilizaria ainda mais. Cairia da tabela como um marinheiro mareado do navio nas ondas do Cabo Horn. É preciso agir como um cirurgião, afastar aos poucos os que fazem que jogam, mas não jogam, não querem a bola nos pés.

Mudanças radicais em meio ao campeonato são convites ao azar. É bom saber que os jogadores mandam nos clubes. Eles jogam quando querem. Jogam mais por um nome, menos por dois que não agradam. Jogador faz e derruba técnico.

Os dirigentes nomearam os culpados. São os jogadores. Todos.

Agora, o grupo precisa se depurar. Eles próprios sabem quem anda correndo, quem anda remando na noite. A bola fugiu da mão de Tite, saiu do alcances dos dirigentes, caiu nos pés dos jogadores. Ele serão os responsáveis pelas próximas corridas.

O recado está dado. Todos estão na alça de mira.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tite começa sua semana mais decisiva no Inter

27 de julho de 2009 67

Começa a semana, o frio se estende, o futebol continua, Tite está por um fio quase invisível. Um tênue linha o segura no Inter.

 

Os dirigentes, ao seu lado, tentam soldar a corda danificada. Tite perdeu o caminho aparente. Os dirigentes o animam. Precisam reformar o vestário. A mudança tem um custo. É preciso coragem. É preciso colocar o clube na reta.

O Internacional levanta os olhos, olha na planície e não encontra nomes disponíveis. Os substitutos mais qualificados, os cinco melhores nomes, estão todos empregados.

Não há um grande técnico disponível no país. Só se quebrar a cultura e buscar um nome estrangeiro.

Não noto ninguém superior ao técnico Tite à espera de um contato perto do telefone, desempregado. Que Tite é bom técnico só os mais ortodoxos torcedores vermelhos negariam. Seus títulos são passaporte.

O que ninguém sabe é se Tite tem o perfil de revolucionário. O time precisa de mudanças radicais. Dos 11, titulares, seis pelo menos, não satisfazem mais a torcida, Índio, Álvaro, Kléber, Magrão, D`Alessandro e Taison. A vaia corre solta. Todos pedem mudanças rápidas.

Custa saber se Tite seria capaz de mudar seus conceitos, afastar titulares, reformar o time, repensar seus modelos táticos, garantir outros 11 titulares.

Exemplo do começo do milênio: Tite caiu no Grêmio justamente por preservar seus titulares no exato momento em que eles deveriam deixar a equipe. O episódio foi conhecido como “as ovelhinhas de Tite”.

Os dirigentes vermelhos mudaram o discurso depois da derrota no Rio, Botafogo 3 a 2. Disseram mais ou menos o que a mídia em peso vem dizendo desde o começo do mês passado. Que o vestiário está com problemas, que os jogadores estão sendo menos profissionais que deveriam, que o time está correndo menos, que o técnico está falhando nas suas avaliações e escalações, que a queda na tabela é pura realidade, depois de duas decisões perdidas em sequência.

De nada adianta um discurso de apoio ao técnico se os jogadores não ouvem, se bate na porta do vestiário e volta. Tite tem a confiança, mas não tem mais o domínio completo do vestiário. Se ele não tem, a direção também não. Ninguém tem. O vestiário não se entende. As lideranças não se unem.

O Inter começa a semana novas sem definições, só com indefinições. A hora do discurso passou. É o momento da ação.

A tabela final do primeiro turno o favorece, com Barueri (c), Santos (f), Galo (c), Sport (c) e Santo André (f). Dos 15 pontos, nove são em casa. De todos, nada assusta.

Pela tabela não é difícil encontrar a recuperação. O mais difícil é encontrar jogadores dispostos, um técnico decidido, uma direção encarando a realidade. Perder no Beir-Rio, tendo o Barueri como adversário, é quase o fundo do poço. Pelo adversário, mas pelo momento do Inter.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio precisa fazer a cabeça de Douglas Costa

26 de julho de 2009 35

Douglas Costa pisou 2009 como a grande esperança gremista. Sete meses depois, DC ainda não conseguiu jogar um só partida qualificada entre os titulares.

 

DC é um mistério. Na Seleção, nas categorias de base do Olímpico, jogou como craque, como fora de série, como jogador singular.

Sua fama é tamanha que o Manchester United pensa em levá-lo o mais rápido possível. O problema é o preço. O Grêmio quer Nilmar e um pouco mais pelo seu meia canhoto, mais de 20 milhões de euros. Valor mais ou menos salgado por um meia que ainda não saiu da embrionária fase de promessa.

Nos últimos seis meses, DC viveu nas linhas principais da mídia, mas menos pelo promissor futebol, mais pelas suas lesões, pela bronca pública e antiética que levou do casmurro Celso Roth, por dirigir sem carteira de habilitação. Milhares de garotos fazem a mesma coisa, erram igual, mas não jogam no Grêmio.

DC não tem noção, mas ele precisa ser exemplo para os mais jovens em algums momentos, mesmo antes da fama absurda.

Se fosse bem orientando, já deveria ter chamado a mesma mídia e pedido desculpas pela sua ação fora da lei na sexta-feira noturna no bairro Moinhos de Vento.

Quando erra, a pessoa pública precisa se arrepender e pedir desculpas. Faz bem. A comunidade gosta. A pessoa pública, quando sincera, cresce no conceito de todos.

DC precisa urgentemente de um norte, talvez de um sul, de orientação. Necessita colocar o seu máximo no futebol. É na bola que vive seu futuro, brilhante se ele quiser, se ele buscar e lutar.

Ele recém estacionou nos 18 anos de idade. Pode não ser nada mais aos 20 anos. Quantos filmes de final infeliz nós vimos com personagens exibindo o mesmo perfil de Douglas Costas? Quantas promessas sumiram entre um inverno e outro?

DC tem bola. Tem talento. É preciso, por outro lado, que alguém faça a sua cabeça. O Grêmio, seu (s) empresário (s), sua família, a namorada, os sogros, os colegas, seja lá quem for.

São poucos os que no mundo do futebol têm, aos 18 anos, um chute de canhota tão precisa, um drible tão produtivo, uma arrancada tão forte com o pé grudado na bola rumo ao gol. Habilidade não se compra. Mas se perde.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Autuori gosta de viver perigosamente no Olímpico

25 de julho de 2009 68

Dos 21 pontos positivos do Brasileirão, 20 foram erguidos no Olímpico. Ao vencer o Santo André, 3 a 2, com 10 jogadores nos últimos 25 minutos, os fãs gremistas festejaram outra vitória em Porto Alegre. De virada, novamente. Com antigos problemas, mais uma vez. Sem brilho. Só força. Mas com três pontos.

O jogo foi bom, movimentado, intenso, cinco gols. A vitória foi melhor que a produção do vitorioso. O resultado, porém, foi justo.

O Grêmio faz do seu castelo um lugar inacessível. É senhor nas suas terras e servo obediente em terreno alheio. Falta equilíbrio. Enquanto não arrancar pontos em outros estados, o G-4 é miragem.

A faixa da Libertadores é seu caminho atual. O título vive longe demais, embora aberto, escancarado porque o Galo do casmurro Roth não empolga..

O Santo André seria, como foi, o adversário mais frágil da última estocada do Grêmio no final do primeiro turno do Brasileirão. Na sequência chegam São Paulo (fora), Cruzeiro (casa), Palmeiras (f), Barueri (f) e Flamengo (c).

São 15 pontos, nove fora de casa. Observo um Grêmio que ainda não consegue mostrar futebol digno do G-4. Mas ele tenta.

Paulo Autuori é um técnico que gosta de viver perigosamente. Ao insistir com o Jadílson, ao cansar com Jonas, ao teimar com Joilson, ao voltar com Thiego, o treinador não procura a felicidade. Pede incomodação. Insiste com o que não vem dando certo.

Apesar da vitória, você sabe, eu sei de cor, que Jonas e Herrera juntos não funcionam. Jamais jogaram um grande partida juntos. A união da dupla é pura teimosia.

Souza foi um dos melhores, Adilson fez um grande segundo tempo, Mario esteve bem, Rafa Marques é titular, se dá melhor com Réver dentro de campo do que Léo. Tcheco passeou em campo. Pareceu desligado. Ausente.

Tcheco tem liberdade em campo, pode jogar, não consegue. Seus lançamentos são raros, seus passes já não brilham, sua movimentação é menor. Tcheco é bom jogador, sem dúvida, mas não é o craque que muitos imaginam.

Sua fase é de discreta para baixo. O pior é que o Grêmio não tem plano B para a camisa 10. Usar Joilson no seu lugar é um atentado ao bom senso, ao bom futebol, ao Grêmio, ao futuro do time.

Ok, em casa o Grêmio ganha, de uma maneira ou de outra, jogando bem ou nem tanto. O desafio é crescer em outros estádios. O Morumbi é sua nova parada.

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Inter começa a perder a confiança em Tite

25 de julho de 2009 50

O que acontece com o Inter? Os jogadores não dizem, a direção acha que nada vai bem, que os jogadores estão resignados com os maus resultados, Tite ainda procura novos rumos. O Inter cai aos poucos.

O torcedor se divide. Culpa todos os personagens do Beira-Rio. Só não sabe quem é o maior. O alvo, como sempre, é o treinador. Os dirigentes prometem reuniões e pedem trabalho.

Adenor Bachi, depois dos 3 a 2 do Botafogo, mostra que não sabe mesmo onde vive o equilíbrio do Inter. Mas é experiente e entende que o seu time precisa de mudanças radicais. Adotá-las é outra questão.

O Inter precisa de uma reconstrução urgente. O modelo do time do primeiro semestre precisa ser revisto, mudado, renovado e recuperado. É o desafio de Tite, poucos acham que ele é capaz de uma mudança radical.

Os problemas voltaram no Rio, são os mesmos de Porto Alegre. Os problemas pediram bis.

D`Alessandro está fora de forma e não consegue recuperar seu futebol diferenciado. Bolívar, Álvaro, Magrão e Taison merecem um banco de reservas com alguma urgência. Leandrão, apesar do gol, não é o cara.

As lágrimas por Nilmar continuam correndo. Sua lugar está vago, está vazio.

O Inter atravessa uma crise de verdade, robusta, continua remando contra a agressiva maré. É crise de vestiário. É crise técnica, é crise no topo da direção e atravessa seu segundo mês consecutivo, as soluções não aparecem, a torcida é uma pilha de nervos.

O frio não é nada. A crise é pior.

O futebol do Inter precisa ser reinventado quase abaixo de zero grau.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Venda de Nilmar, efeito no Projeto 100 mil sócios

25 de julho de 2009 88

O Inter é vendedor nato nos últimos anos. Negociou Alex, o melhor jogador de 2008. Aceitou a saída de Nilmar, o melhor jogador de 2009. Mandou Pato antes.

O Inter quer ganhar, deseja viver acima da média, mas aceita vender os que conseguem jogar um futebol diferenciado, às vezes até mesmo os outros menos qualificados.

O Inter tenta sair do lugar comum dos times brasileiros. Não consegue.

Vive engarrafado na mesma realidade. Tampado como uma boa garrafa de vinho. Os jogadores chegam, brilham e somem. O Inter é só mais um no Brasil. Não é diferente. Faz negócios como todos os outros irmãos da Série A.

O Inter queria dominar a temporada. Vendeu o melhor jogador do ano anterior. O Inter prometeu o Brasil em 2009, já perdeu a Copa do Brasil e para disputar o Brasileirão, a mais importante competição do ano, deixa Nilmar trocar de país. Claro, as razões são muitas. Só que ele saiu.

O Inter diz estar estar somando 100 mil sócios, um número extraordinário. O clube precisa mantê-los, aumentar as crifras. Deve, antes de mais nada, atrair os sócios, que só são motivados pela qualidade dos jogadores em campo. Time sem competência repele os associados, não os chama como imã.

O Inter encontrou uma grande curva na sua estrada do meio da temporada. Perdeu dois títulos em série, ganhou uma crise técnica ainda não resolvida, está caindo na tabela do Brasileirão e ainda vendeu seu melhor jogador.

O torcedor está deprimido, precisa ser remotivado. É o papel da direção, que também parece perdida nas curvas da estrada de julho. O futuro do Inter de 2009 se decide nos próximos movimentos, nas próximas semanas.

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O carente Tcheco está com ciúmes de Maxi López

24 de julho de 2009 173

Tcheco é o capitão do Grêmio. Usa a orgulhosa braçadeira, corre como um soldado em campo. Ele precisa saber que fora do gramado, entre uma série de microfones e outras, o cargo é o mesmo.

Qualquer declaração ganha o peso devido, talvez indevido. Algumas fogem do normal. É o capitão do Grêmio falando. A torcida ouve com a atenção de um passe certo, de uma cobrança de falta perfeita, de um gol.

Suas declarações sobre Maxi López foram lamentáveis, mas humanas. Ele pode falar o que quiser. É seu direito. Mas, para o bem dos seus comandados, afinal ele é o skipper, Tcheco precisa medir as suas palavras com a régua do momento.

Tcheco mostra que é um cara ciumento, carente, preocupado com um colega que, no momento, está merecendo gritos, aplausos e cantos da torcida. O que o capitão deseja, no fundo, é carinho, um abraço, um alô da torcida, talvez um aumento salarial. Sonha com o Olímpico gritando “Tcheco, Tcheco… “. É normal.

Tcheco não dá o nome. Mas todos sabem que, ao se referir ao “bonitinho” da torcida, ele estava nomeando Maxi López nas entrelinhas. Tcheco ficou com ciúmes da fama do goleador argentino. Jogador de futebol comum é mais ciumento que jogador de futebol marido de modelo.

Experiente que é, rodado, três décadas de vida, Tcheco precisa entender que os centroavantes sempre serão mais admirados pela torcida do que qualquer volante ofensivo. Eles fazem gols. Eles levantam a arquibancada, o sofá. Eles arrancam o grito de gols. Eles são os mais amados.

Mas, no coração das boas torcidas, Tcheco sabe, deveria saber, que sempre existe um lugarzinho caloroso para um volante defensivo. Basta levantar uma taça importante. Não basta somente correr por dois ou três.

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Entre Nilmar, Eto`o, Lúcio, Keirrison e John Terry

23 de julho de 2009 28

O Manchester City quer retirar John Terry do Chelsea. Oferece cerca de 12 milhões de euros por ano de salários ao zagueiro da Seleção da Inglaterra/Elaine Thompson, AP

Nilmar está de mala pronta. Falta puxar o zíper. O Inter estava louco para vendê-lo.

O Villarreal oferece um contrato de 2,5 milhões de euros por ano ao jogador. É um bom contrato. Só bom, não é o melhor, nem ótimo.

 

Nilmar não é um Eto`o, que joga na Europa, no Barcelona e não vive em Porto Alegre. O novo contrato do africano com a Inter, de Milão, diz que ele deve receber 10,5 milhões de euros a cada temporada. Seu valor de transferência bate nos 45 milhões de euros.

O negócio envolvendo o Internacional e o Villarreal não deve passar de 15 milhões de euros. Kairrison saiu por 16 milhões de euros. Chega em Barcelona e será emprestado imediatamente. É uma aposta. É jogador para 2010. Nilmar é para consumo imediato.

Nilmar receberá anulamente quase o mesmo que o capitão da Seleção Brasileira. Lúcio vai ganhar 7 milhões de euros em três anos na Inter. Ele é o melhor zagueiro do mundo.

John Terry, do Chelsea, outro bom zagueiro, líder, mais jovem, mas que joga bem menos que o brasileiro, está indo para o Manchester City. Deve receber mais ou menos 12 milhões de euros por ano, cinco vezes mais que Lúcio. O Manchester City já gastou US$ 148 milhões na janela do meio do ano para contratar Carlos Tévez, Emmanuel Adebayor, Gareth Barry e Roque Santa Cruz.

Salário em futebol é coisa de louco. A lógica é de quem compra, de quem precisa, de quem depende desesperadamente de alguns jogadores estrelados. Não procure bom senso nos negócios. Futebol, às vezes, se faz com a alma, não com os neurônios.

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Inter precisa de nova revolução no vestiário

23 de julho de 2009 46

O futebol colorado empobreceu em 60 dias. De milionário, passou a viver de migalhas. O torcedor sentiu a troca de classe, o poder de consumo.

 

O 3º lugar no Brasileirão é pura miragem. A colocação no G-4 é provisória. O futuro é incerto e inconfiável. A sensação de queda percorre todos. Acabou a poupança.

O torcedor vê o futebol dos 11 de Tite e sente que a queda é algo quase natural. Não há uma só pessoa confortável no Beira-Rio. As chuteiras apertam todos os calos. Ninguém vê solução por perto.

A torcida não acredita mais no time, que não acerta com o técnico que, por sua vez, tem a aparente confiança da direção. Os dirigentes precisam reforçar a permanência do técnica a cada entrevista. Tite se defende das entrevistas como um espadachim da Renascença.

O clube vive uma fase sombria. Tite é refém dos dirigentes. Os últimos resultados o condenam. O Gre-Nal foi um punhal no coração.

Tite, elegante como todos os técnicos deveriam ser, se afasta das polêmicas. Não bate boca. É sereno. Deixa que os críticos falem em qualquer tom. Prefere continuar trabalhando, independentemente do ar que respira. Tem o direito.

O grito de indignação da torcida é mais alto do que nunca foi. Tite começa a viver um ambiente realmente hostil na casa vermelha. Tite é bom técnico, todos sabem, seu currículo prova, mas talvez seu potencial não seja suficiente para reerguer o Inter na metade da nossa temporada.

Tite é o alvo preferencial, mas não é o único. Quem vê o jogo, acompanha as partidas, conhece também a decadência física e técnica de alguns jogadores. Taison desapareceu. D`Alessandro, nome preferido de 10 entre 10 colorados, é reserva. Magrão é criticado, tanto quanto Índio, Álvaro e Kléber. O grupo, como um todo, passou a ser questionado. Nilmar está indo embora.

A bola está com a direção, picando. A direção deve estar pensando como Shakespeare, se é que ele existiu, se é que ele não foi muitos em um: “Trocar ou não trocar. Eis a questão”.

Mas quem em julho de 2009 pode assumir e fazer o time andar. Quem? Jogador não falta, qualidade existe, os salários são milionários, pagos em dia. É preciso uma nova voz no vestiário, mesmo entre os dirigentes? No ano passado, Fernando Carvalho voltou, o vestiário foi reanimado e as vitórias voltaram.

No Inter só se ouve perguntas. As respostas são raras. As soluções ainda não são visíveis. Mas talvez você possa ver o que os meus olhos não encontram.

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Tite vê maior contestação desde que está no Inter

23 de julho de 2009 68

O juiz ajudou, validou um gol impedido e Washington perdeu um pênalti. O empate em dois gols com o São Paulo saiu barato ao Colorado.

O Inter continual mal, tropeçando. Atuando abaixo do que pode. Tite é o alvo preferencial da torcida.

O Beira-Rio não é um lugar feliz. O Inter perdeu uma grande oportunidade de assumir a liderança. O empate com gosto de derrota amarrou o Inter na terceira posição, pelo menos continua no G-4.

O Inter saiu na frente, controlou o jogo, marcou duas vezes, com Alecsandro, e caiu no segundo tempo, depois de um bom começo. Patinou depois, ficou atrás, entregou a posse de bola ao São Paulo, o comando ao volante Hernanes, o melhor em campo, ao lado de Guiñazu. Nos últimos três jogos, o Inter sofreu seis gols no segundo tempo.

Tite recebeu sua dose semanal de vaias. A indignação se estendeu até depois da partida, nas proximidades da sala de imprensa. Nunca a torcida o havia vaiado tanto e tão fortemente. O treinador é convicção da diretoria. Fica.

Todos os dias os principais dirigentes do clube precisam garantir a continuidade do trabalho da atual comissão técnica. O sinais de fadiga são evidentes. Sábado, o Inter busca recuperação no Rio contra um dos laternas da competição, o frágil Botafogo. Vencer é obrigação.

A crise aumenta a cada rodada. É técnica, envolve o treinador, os jogadores, os dirigentes. A união está quebrada. O sinal está no futebol, que não agrada, não vence.

Taison, que entrou aos 42 minutos do segundo tempo, reclamou publicamente do técnico. D’Alessandro fica no banco, entra e não acerta os passes. Nilmar está sendo negociado.

As boas notícias desapareceram. O Inter vive o seu pior momento em 2009. O mês de junho foi horroroso. Julho mantém o ritmo. A tensão é grande. O futuro está aberto. Ninguém garante ninguém no Beira-Rio.

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Tcheco e Souza desaparecem fora do Olímpico

22 de julho de 2009 86

O Grêmio continua se arrastando fora do Olímpico. Sua fortaleza é uma só. Longe do Estado, do Norte extremo ao Sul próximo, se transforma num time absolutamente comum, numa equipe lotada de carências.

Acha que tem 11, não tem oito, muito menos 14.

A irregularidade assusta. Sua euforia é cíclica. Um dia está no céu, no outro arrasta correntes no inferno. Perder para o Avaí, mesmo na sua Ressacada, é um mau sinal. Ganhar o Gre-Nal é o melhor.

Mas onde está a média? É baixa, vive longe do G-4, cada vez mais.

O Grêmio é o time mais inconfiável do país fora de casa. Jogou seis, perdeu cinco, empatou uma. A torcida desconfia. Não sabe qual o real, se o do clássico, elogiado, dono de merecida e aplaudida vitória, se o desta quarta-feira, apático, sem força ofensiva, de qualidade técnica duvidosa.

Eu acho que é uma soma dos dois. Na média, não dá cinco. No final, ou me engano, ou é nome quase confirmado para a faixa da Copa Sul-Americana.

Quanto Tcheco e Souza passam quase um jogo inteiro errando passes, tropeçando na bola, atordoados em campo, Paulo Autori chama os bancários. Quando os reservas pisam na grama, quando Joilson, Jonas e Maylson entram em campo, saiba, a derrota é provável.

Não há entre os três exemplo de bons jogos. Ok, Maylson é um jovem. Merece mais. Mas os outros dois não conseguem jogar duas boas partidas em sequência.

Em Florianópolis, o Grêmio foi o que sempre é fora de casa. Um time perdedor, pequeno, sem coragem de ganhar. Um time que precisa de reforços, que deve rever Tcheco, que não pode esperar tudo de Souza, que ainda precisa encontrar um companheiro para Maxi López, um lateral esquerdo confiável e um volante que saiba jogar, passar, chutar quando o time está perdendo.

E não venha com problemas de arbitragem. A derrota não passou pelo apito, apesa da baixa qualidade técnico do árbirto. Passou mais, muito mais, pela barreira de brinquedo que a defesa armou na frente do pobre Víctor.

Um a zero Avaí. Nada de novo no horizonte tricolor. Nada que lembre a segunda-feira passada.

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Fantasma de Muricy Ramalho se afasta do Beira-Rio

22 de julho de 2009 32

Muricy Ramalho ficou 33 dias sem emprego. Esteve quase no Santos, flanou pelo Beira-Rio, negociou com o Fluminense. Assinou com Palmeiras.

Nos primeiros contatos, seu empresário, filho do ex-craque Rivelino, pediu R$ 600 a cada 30 dias e luvas de R$ 1 milhão. A proposta bateu no poste. O acerto chegou na terça, pela metade.

Muricy vai receber R$ 450 mil mensais até o final de 2010 no caixa Parque Antarctica.

Além de ganhar R$ 150 mil a menos do que pediu, ele não terá luvas. Vanderlei Luxemburgo, técnico anterior, custava R$ 560 mil. Muricy quer a vitrina. Seu sonho é a Seleção. Ele pensa na frente. É otimista. “Aqui se trabalha, meu”.

O novo contrato de Muricy oferece um certo alívio ao técnico Tite. O fantasma de Muricy deixa o Beira-Rio. Some.

Nos últimos 30 dias, nas crises, nos maus resultados, o nome de Muricy flanava pelos corredores do estádio como uma boa notícia/ou uma má, dependendo de quem ouvia o murmúrio. Muricy não é mais um nome viável na área do Guaíba, ao menos no momento.

Caso Tite continue falhando, ele, os jogadores, os dirigentes, pois ninguém erra sozinho no futebol, fica cada vez mais difícil encontrar uma nova opção para o comando de campo. Os melhores treinadores estão empregados.

É impossível pedir Muricy agora, gritar por ele, imaginar novos tempos com o paulista no reservado técnico. A torcida precisa buscar outro nome preferencial ou então fechar outra vez em torno de Tite.

O São Paulo é um teste para as arquibancadas também.

Postado por Zini, Porto Alegre

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