Você sabe o que eu sei e que todo o Brasil conhece de cor: tomaram na mão grande o Brasileirão do Inter de 2005. Deu Corinthians. Coincidência? Você diz.
Lembra? Os 11 jogos do Brasileirão foram anulados e remarcados. Todos foram jogados outra vez.
As sete pessoas envolvidas no caso (Máfia do Apito) foram denunciados por estelionato e formação de quadrilha pelo Ministério Público (MP).
Os desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, no entanto, pediram arquivamento da ação. A decisão: não houve crime.
- Li nos jornais que o Corinthians ontem (quarta-feira) ganhou do Internacional com dois gols irregulares. Nem por isso alguém vai ser processado por roubo – disse o desembargador Cristiano Kuntz ao jornal O Estado de São Paulo.
O empresário Nagib Fayad arrumava os resultados. Gastava até R$ 400 mil por jogo em sites de apostas. O árbitro Edilson Pereira de Carvalho lucrava de R$ 10 mil a R$ 15 mil para ajudar certas equipes. Paulo José Danelon, também árbitro, ganhou R$ 30 mil para mexer em três jogos do Paulistão. Todos estão soltos. Livres. Apostando ainda?
A quadrilha movimentou mais ou menos R$ 3 milhões apenas em 2005. Um dos maiores escândalos da história do futebol brasileiros cinco vezes campeão do mundo ficou impune. Pobre país, pobre futebol.
Você, como eu, sabe que o Brasil está afundando e teima em não dar certo porque a Justiça é apenas decorativa. No política, nas ruas, no futebol.
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Postado por Zini, Porto Alegre



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