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Posts de agosto 2009

Paulo Autuori se apresenta como técnico caseiro

31 de agosto de 2009 69

Uma certeza que incomoda, assusta, hoje apavora, o fã gremista: Paulo Autuori é um técnico caseiro.

Ele só ganha no Olímpico, só vence com a torcida bufando no seu cangote. O multicampeão Autuori é a grande decepção do ano. Em 11 jogos fora, não ganhou, um só, três pontos. O Guinness o quer, o observa desde Londres.

 

Quem vê o Tricolor em seus domínios, os de sotaque local, os visitantes de outras praças, menores ou maiores, imaginam um time campeão. É goleada sobre goleada, bons jogos, destaques individuais, o adversário pouco importa. O Grêmio se agigante em casa, recomenda e assusta quem chega de fora.

Os mesmos, locais e visitantes, enxergam o Grêmio na distancia do Rio Grande e observam outro time, diferente pegada, legítimo futebol de integrante do Grupo dos 10, os que se sempre consolam com a Copa Sul-Americana no final do ano.

Nono colocado entre 20, o Grêmio olha em frente e não crê no que observa entre os que estão na sua frente na tabela de classficação.

Dos oito times que o precedem, apenas quatro pagam mais que os azuis, São Paulo, Inter, Corinthians e Palmeiras. Dos oito, apenas três técnicos têm salário superior ao de Autuori, Muricy, Luxemburgo e Mano. Na frente do Tricolor correm times como Barueri, Avaí, Atlético MG e Goiás, que pagam muito menos do que o Grêmio oferece aos seus jogadores.

Mesmo com o Brasileirão aberto, sem exibir um graaaande favorito, o Grêmio mostra cada vez mais que não tem bola para se integrar ao G-4. Não ganha em sequência, não embala, capa a esperança do torcedor cada vez que embarca num Boeing.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Em noite de Fernandão, Marquinhos é o craque

30 de agosto de 2009 30

Dois pés no G-4, terceiro entre 20, o futuro ao alcance dos pés, 37 pontos, o Inter fez 4 a 0 no Goiás e reabriu a porta do Brasileirão. Injetou confiança nos fãs, apresentou Edu e Eller, presenteou Marquinhos, um golaço, um passe para o segundo. Foi a noite mais vermelha do mês de agosto.

Foi jornada atípica no Beira-Rio, temperatura de verão. Foi a partida da derrocada de Fernandão, expulso aos 13 minutos de jogo após tentar acertar uma cotovelada em Magrão. Foi a tensão, o nervosismo, a sensação que tudo está errado e fora de lugar.

Ninguém esperava ver o histórico Fernandão contra o Inter> Muito menos imaginar um roteiro que, no primeiro jogo contra seu ex-clube, em Porto Alegre, o atacante seria expulso no início da partida por uma jogada desleal.

Mas Fernandão é passado. Marquinhos é presente. Os antigos ídolos assumem posições estratégicas no mapa do tempo, ficam na lembrança, os novos desembarcam na grama para renovar as esperanças dos fãs e viver, deliciar o presente.

Claro que não estou comparando um grande campeão com um jovem de primeiro grande jogo entre os profissionais. Eu não.

Lógico que foi o jogo inicial, Marquinhos é um garoto, precisa de experiência e de mais quilometragem. Mas basta ver os melhores momentos do jogo para sentir que Marquinhos não é comum. A bola gruda no seu pé, a cabeça vive erguida, o passe é qualificado e a sua tranquilidade na frente do gol o recomenda.

O Inter ganhou bem, jogou fácil, matou o Goiás em apenas 15 minutos, graças aos rearranjos de Tite, a aposta nos jovens, o comprometimento dos mais experientes. Agora, aguarda o decadente Galo, quarta, em rodada atrasada, mais três pontos ao alcance da mão.

Se chegar aos 40 pontos, dispara seis a mais que o mais próximo pretendente ao G-4, o próprio Atlético-MG. No final de semana, em Florianópolis, busca o Avaí. São dois jogos contra adversários diretos, ao menos neste momento do Brasileirão.

O Inter foi o único vitorioso do G-4 na rodada. Eles cresceu, os outros três patinaram.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Autuori muda mal e oferece empate ao Botafogo

30 de agosto de 2009 52

A primeira ansiada, esperada, rezada vitória estava ao alcance dos azuis no Rio de Janeiro. Precisaria mais duas tabelas, três passes certos, quatro contra-ataques, mais uma conclusão certa, dois neurônios.

Os primeiros três pontos na distância do Estádio Olímpico pareciam no papo depois do terceiro gol aos 27 minutos do segundo tempo. Três a dois, o Botafogo tonteou, corria como um condenado. Se desintegrava.

Aí, 15 minutos antes do final, Paulo Autuori fez a sua pior substituição da temporada de 2009. Trocou Jonas, dois gols, melhor em campo, por Makelele, duas temporadas em Porto Alegre, reserva, sem as qualidades exigidas.

Ninguém entendeu. Só o Botafogo. sete jogos sem vitória.

Viu, gostou e foi atacar. Ganhou 15 precisos minutos para buscar o terceiro gol. O encontrou depois dos 40 minutos.

Pronto. Era o elixir que os cariocas ansiavam. O Grêmio abdicou do ataque, recuou o meio-campo, fechou-se na defesa, perdeu a saída de bola, cortou sua condição de atacar.

Garantiu todo o espaço que o Botafogo sonhava e queria para atacar. E o adversário atacou sem parar nos últimos15 minutos. Podia ter feito o quarto gol, não fez pela falta de capacidade dos seus opacos atacantes, habitantes da zona de rebaixamento, por outra defesa grandiosa de Víctor nos descontos.

O empate foi justo, basta analisar a performance de Grêmio e Botafogo (3 a 3). O empate foi um péssimo resultado para o Grêmio, que continua patinando na imensidão do Brasil.

O Grêmio foi apático outra vez, desanimou os que buscam luz no seu futuro imediato. Tcheco se escondeu (ele sempre some fora de casa), Souza melhorou um pouco, mais pelo gol, Jonas marcou duas vezes, Lúcio fez uma reestréia discreta, Túlio não consegue se firmar, Adilson erra todos os passes, Perea roça a imperícia, Paulo Autuori muda mal.

O Grêmio é time pequeno fora do Olímpico. É minimo nos seus desejos e na sua coragem, se deixa envolver até mesmo pelo Botafogo, um dos times mais fracos e questionados da competição, candidato forte e decidido ao rebaixamento.  

O Grêmio (nono colocado, 32 pontos) continua sem saber o que é e o que quer no Brasileirão. O G-4 continua sendo pura miragem. A Libertadores 2010 é sonho distante. O título está tão perto quanto a Lua.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Autuori e Tite testam a paciência dos torcedores

30 de agosto de 2009 3

Entre Goiás e Botafogo se escancara um abismo marítimo, o do topo, o de baixo. Os dois cruzam com a Dupla às 18h30min. O Beira-Rio e o Engenhão são os dois palcos. São jogos de prognósticos impossíveis por uma simples razão: Inter e Grêmio são inconfiáveis.

Paulo Autuori e Tite testam todos as semanas a paciência dos torcedores. A Dupla Gre-Nal não empolga. Não embala, não repete bons jogos em sequência. Exibe bons jogadores, mas parece que sempre falta alguma coisa.

 

O Inter está no G-4, mas balança. O Grêmio está fora, mas não ganha longe de casa. O Inter joga no seu lar olhando Fernandão de camisa verde e arregala os olhos. Não acredita e não sabe como se portar. O Grêmio busca oxigênio novo no Rio, mas não consegue respirar fora do tubo do Estádio Olímpico.

Em Porto Alegre, o Colorado enfrenta o segundo melhor time da competição, palavra da tabela, com 11 jogadores que nunca atuaram juntos e apressa a estreia de Eller e Edu. Alecsandro, o goleador que ainda aguarda o carinho da torcida, 20 sacudidas de rede na temporada, está machucado.

No Rio, os gremistas buscam três pontos inéditos com uma equipe que ainda não convenceu e com Jonas e Perea no ataque, um ataque de alto risco. Lotado de coragem no Olímpico, age como time menor na distância do Sul. Presidente, comissão técnica e fãs de todos os quadrantes procuram o mistério e não encontram explicações. Nem os psiquiatras consultados entendem.

O domingo oferece alguns caminhos aos mais queridos dos Pampas, a certeza que o G-4 é o futuro, solidificando o Inter. num jogo de seis pontos, encaminhando o Grêmio, vizinho da área da Libertadores.

Há outros caminhos, alguns ruins. Vamos ser otimistas antes que a imprevisibilidade entre em campo no final da tarde de rádio, de tevê ou de arquibancada no Beira-Rio, estádio atônito com inusitada presença de Fernandão sem o manto vermelho.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Caminhos e descaminhos de Fábio Rochemback

29 de agosto de 2009 33

As relações entre Paulo Bento e Fábio Rochemback não era as melhores. O jogador chegou com muitos quilos a mais na recente pré-temporada e ainda era criticado pela sua postura fora de campo/Lorenzo Galassi, AP
Paulo Bento é o nome que acelerou a partida de Fábio Rochemback, 27 anos, de Lisboa. Durão como um Scolari no auge, o técnico de 40 anos liberou o gaúcho, que não conseguia mais encontrar seu futebol no Sporting. Não o mesmo que ele exibiu na Inglaterra.

Rochemback era o terceiro maior salário do clube, 92 mil euros mensais, atrás do ex-gremista Anderson Polga e da maior estrela do Sporting, Liedson, agora naturalizado português. Dos três times do topo de Portugal, o Sporting é o que gasta menos, é o que tem menos poder aquisitivo.

Paulo  Bento estava inconformado com a postura de "Roca", como os adeptos do Sporting chamavam o qualificado volante nos melhores momentos.

Dentro de campo, o jogador voltou com vários quilos a mais (oito, segundo um setorista do jornal Correio da Manhã) no início da pré-temporada 2009/2010, não recuperou seu futebol e foi colocado na reserva. Estava mais lento, pesado, sem repetir atuações diferenciadas. Não conseguia recuperar a sua melhor forma. Bento ficou irritado.

Fora de campo, Rochembach também preocupava o treinador Paulo Bento, dirigentes e torcedores do clube.

Na temporada passada, Rochemback jogou 30 vezes, 19 na liga, seis na Champions League, entre outras competições. Desde o ano passado ele não era titular no Sporting, às vezes não ficava nem na reserva. Desde o ano passado ele tem jogado pouco. Desde o ano passado ele fala em voltar ao Brasil.

No Grêmio, Rochemback ganha nova chance, outro recomeço, depois da Espanha, de Portugal e da Inglaterra. Ele é da terra, sabe que no Sul as exigências são iguais ou maiores do que em qualquer lugar do mundo.

As cobranças em Porto Alegre serão dobradas, mais ainda no coração do Olímpico, ainda mais que ele nasceu para o futebol no castelo do inimigo vermelho (inimigo dentro de campo, no futebol, na bola).

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fernandão, os jogadores, os clubes, suas lições

29 de agosto de 2009 32

Fernandão foi, tentou voltar, foi barrado pela direção. Cria do Inter, Pato saiu aos 18 anos do Beira-Rio, deve ter longa carreira na Europa e seu retorno é assunto para um futuro ainda distante/Paolo Lazzeroni/AP
Fernandão é exemplo definitivo, ao menos para os gaúchos, que o mundo do futebol não roda como os jogadores imaginam, desejam e pedem. Eles não são os senhores da bola. Eles não podem tudo numa carreira de pouco mais de uma década, vencedores ou nem tanto.

No Brasil de 2009 jogador de futebol trabalha com a cabeça na Europa ou em outros oásis financeiros. Todos partem, os mais qualificados vão mais longe. Saem no começo da carreira, no meio, no final. Sempre partem. Deixam o clube em todas as situações, muito bem, bem ou na faixa do rebaixamento.

Nada contra, é do jogo, é da profissão, é absolutamente normal. É preciso garantir o futuro aqui e agora numa carreira curta e imprevisível.

O que o jogador brasileiro precisa entender é que as portas de um clube jamais ficarão abertas ao seu futebol, ao seu gosto, ao seu desejo de voltar quando um neurônio avisar. A realidade não funciona assim, usa outros caminhos. Aquela frase feita, "quero encerrar minha carreira aqui" é pura bobagem.

Não funciona, não cola mais, não pega, comigo nunca funcionou. Torcedor não quer ver seu craque de volta no final dos seus anos de glória, quer vê-lo ao vivo e com a sua camisa favorita no auge. A carreira do atleta, às vezes, sai do seu controle, cai na mãos dos empresários.

Quando embarca no jato, o jogador não olha para os lados, não enxerga a realidade do clube, boa ou envolta em críticas. Vai embora.

Não pode, então, voltar quando a sua cabeça mandar. O clube não tem o dever de aceitá-lo. Até pode, mas os riscos são muitos.

O jogador de futebol não ama o clube como um torcedor de fé. Ele o desfruta como sentimento passageiro, temporário, com data de validade. Ele aprende a gostar do clube, óbvio, se identifica, mas não torce como você. Se fosse um torcedor de fé, abdicaria do Exterior, ficaria, pois os salários dos melhores jogadores namorados pelos estrangeiros já são superiores, muito bons para os nossos padrões.

Os craques brasileiros podem ficar ricos jogando no Brasil. Podem ficar cinco vezes mais ricos atuando na Europa. Qula seria a sua opção?

Ao vetar Fernandão, o Inter usou a razão acima da paixão. Imaginou que um jogador que deu o máximo não poderia duplicar o seu esforço. Ao desfilar pelo gramado do Beira-Rio, coração apertado, Fernandão não deve (pode) ter queixas do passado em Porto Alegre, nem a torcida dele ou do seu passado. O futuro é outra questão. 

Fernandão deixou o Inter em busca do mundo árabe imaginado que o vôo de voltar seria em céu de brigadeiro e de acordo com seu próprio mapa. Pegou uma tempestade pela frente, aterrissou em outro aeroporto, bem longe do Sul.

Vaiar Fernandão no domingo é proibido, ao menos antes do primeiro toque na bola. Na pista, ele merece a gratidão. Com a bola no pé, a incompreensão do torcedor.

Queira ou não, certo ou errado, Fernandão é o mais recente exemplo que os jogadores passam rapidamente e o clube fica. Não há comparações entre um e outro. Apenas obrigações, agradecimentos, uma história. 

O clube é soberano. O jogador brasileiro precisa aprender a lição. Sejam os bem mais novos, como Pato, ou os bem rodados, como Fernandão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A missão impossível dos novos Galácticos do Madrid

29 de agosto de 2009 8

O novo grupo do Real Madrid num jogo da pré-temporada e com o seu primeiro troféu da nova era: o Santiago Bernabeu/Daniel Ochoa de Olza, AP
La Liga arranca. O Real Madrid concentra as atenções mundiais aguardando hoje o Deportivo La Coruña, onde Bebeto foi rei, no grandioso Santiago Bernabéu, na capital. Voltam os Galácticos em versão renovada. Retorna a confiança sem limite. Ver, rever o Madrid se transforma num prazer dobrado.

Cristiano Ronaldo é muito, muito, superior ao conterrâneo Figo, Kaká não é um Zidane, Benzema sonha ser o Ronaldo que nunca será.

Eu destaco Xabi Alonso, ex-Liverpool, um jogador espetacular, talvez o melhor volante dos nossos dias. Um meio-campo que soma liderança, combatividade e técnica. Ele será o equilíbrio do time, se jogar o que sabe, pode e deve, o Madrid deve encantar mais adiante, em sequência, não em jogos esporádicos.

O Madrid estréia seis jogadores, talvez sete. Acertar um time novo no meio do campeonato é tarefa quase impossível. O Madrid conta com Manuel Pellegrini em busca de um milagre. O técnico chileno alcança o topo da sua carreira depois de encontrar o sucesso no Villareal, nova parada de Nilmar.

O problema é que do Madrid se espera o máximo e mais um pouco, nunca o mínimo. A torcida não se contenta com um time nota oito. Ela quer o 9,5 e o 10. Menos é acinte.

No papel, o Madrid encanta e faz sonhar os seus e outras multidões de distintos idiomas. Na grama real, o Barcelona faz história. Ganhou a Supercopa da Europa sexta-feira, empilhou títulos em 2008/2009, trouxe Zlatan Ibrahimovic, cedeu Eto`o. Joga segunda-feira com o Sporting de Gijón, sem Messi, liberado com antecedência para a Seleção Argentina.

A tarefa do Madrid não é comum, apesar dos jogadores incomuns que ostenta. Sua meta é ganhar do melhor time do mundo, do melhor time da história do Barcelona. Não é fácil, nem mesmo para os novos Galácticos, não a curto prazo. Eu, pelo menos, vejo a tarefa como uma Missão Impossível, Parte 1.

O Barcelona venceu o Campeonato Espanhol, a Copa do Rei e a Copa dos Campeões na temporada passada, e comemorou a Supercopa da Espanha no último domingo. Sexta ergueu a Supercopa da Europa. Existe torcedor mais feliz no mundo?

Real Madrid x La Coruña - Canal 128 da Sky, às 15h

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que o Grêmio quer com Fábio Rochemback

28 de agosto de 2009 67

Fábio Rochemback, 27 anos (10/12/1981), chega como um dos 11 preferidos de Paulo Autuori. Ninguém desembarca da Europa com número de reserva. Resta saber quem sai.

Sai Túlio, claro. A opção é mais fácil do que enfrentar qualquer time de outro Estado no Olímpico dos nossos dias.

Rochemback deixou o Beira-Rio em 2001. Saiu de Porto Alegre com nome e sobrenome de jogador de Seleção. A Europa não confirmou seu futebol. Se confirmou, não elevou.

Seleção foi apenas sonho passageiro. Ele vestiu cinco vezes a camisa amarela. Na terra de Dunga, ele espera jogar, mostrar algo que a Europa não viu, se viu, não contou.

Rochemback fez o caminho inverso do sucesso. Ingressou num tenso e instável Barcelona, onde não foi bem aceito pelo temperamental Louis van Gaal, passou pelo Sporting, jogou no Middlesbrough, voltou ao Sporting entre 2001 e 2009. Foi abatido por lesões, foi colocado em times menores, foi desdenhado.

Aos 29 anos, 1m83cm, Roca, como era chamado pelos portugueses, tenta a sua vez no Grêmio, esquece seu passado vermelho. Nada mais natural no mundo da bola dos bons salários do que voltar ao país de origem usando a camisa do rival da cidade de formação. Sobra exemplos no Brasil inteiro.

Rochemback entra fácil no time do Grêmio como um volante de força, bom passe e grande chute de fora da área. Parecem bem mais completo que os atuais azuis titulares, o que é lucro. Pode compor com Adilson, William e Tcheco e Souza. Joga em três posições no meio-campo.

Grêmio fez um bom negócio, ainda mais que o Sporting não recebe nada. O jogador chega pelos salários.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Falta coragem ao Grêmio em jogos longe do Olímpico

28 de agosto de 2009 28

A tabela de classificação é a única verdade no futebol. Tudo o mais se desmancha ou se solidifica em conceitos, vagos ou não. A tabela de classificação é a bíblia do futebol.

 

A tabela é a atual inimiga do Grêmio, culpa do seu futebol inconsistente, de um time que não decola, de um grupo que, por absoluta falta de coragem, não consegue ganhar fora de casa.

Um tabela mostra quem é quem, libera as primeiras pistas que indicam futuros vencedores.

A própria tabela manda um recado curto e grosso ao Tricolor. Ganhar no Rio, superar o Botafogo, é uma obrigação. Três pontos separaram o Grêmio do G-4, curiosamente do Inter, dono momentâneo da última vaga – aliás, os colorados vivem na zona da Libertadores desde o começo do Brasileirão, em maio passado.

Os três pontos que faltam aos azuis podem virar seis numa combinação maléfica de resultados. Aos otimistas, o domingo pode exibir um salto certeiro em busca da faixa da Libertadores.

O Grêmio é nono colocado, com 31 pontos. Baueri, Corinthians (que não conta por ser campeão da Copa do Brasil) e Atlético MG somam 33 pontos. Avaí desponta com 34. Abaixo, Santos e Cruzeiro surgem com 29 e 28, respectivamente.

O Grêmio vive no meio da multidão. Seu caminho está trancado, atrolhado, povoado. Precisa vencer o Botafogo, não para limpar os trilhos, mas apenas para seguir adiante. Nunca uma vitória foi tão importante nas últimas semanas. Domingo, o Grêmio começa a construir seu futuro imediato.

O Botafogo é um dos piores times da competição, navega na área do rebaixamento, é candidado ao desterro. Não é fácil vencê-lo no Rio, é time de tradição e de camisa. É complicado ganhar no Engenhão, especialmente quando alguém precisa obrigado vencer de qualquer maneira.

Time para vencer o Grêmio tem. Terá coragem desta vez? 

Postado por Zini, POrto Alegre

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Seleção escancara portas do Exterior para Sandro

27 de agosto de 2009 27

Dunga chamou Sandro, um volante que, além de marcar, sabe jogar/Ricardo Moraes, AP

A Seleção descobriu Sandro. O mundo deve conhecê-lo em breve. O Tottenhan queria o jogador do Inter. Agora deve disputar um jogador de Seleção. O preço dobra, outros interessados, ingleses ou não, devem se apresentar na sala das presidência em Porto Alegre.

Sandro é uma das revelações do Brasileiro. É volante talentoso, cabeça em pé, força, qualidade, mobilidade. Ainda se perde um pouco no posicionamento, mas a correção é rápida, basta algumas lições táticas. Dunga é do ramo, conheceu todos os atalhos do meio-campo. É professor de volante.

 

Sandro, recém entrando nos 20 anos, encontra nova vitrine. Passa a ser um dos jogadores mais cobiçados do país. O Brasil não é mais o seu lugar. Ele deve ser a próxima grande venda do Inter. Não há Plano B.

Na Seleção, Sandro apenas acelera sua partida do Beira-Rio, assim com Víctor deve partir do Grêmio em breve. A Europa é destino irresistível. Você sabe tanto quanto eu. Sobram exemplo recentes na Dupla de jogadores que partiram ainda no começo das suas carreiras vitoriosas.

Dunga está destruindo minhas convicções. Achei que não daria certo no comando técnico da Seleção por absoluta falta de experiência. Pensei que seu lugar seria numa coordenação técnica de todas as seleções. Errei.

Dunga não organizou uma Seleção. Fez um time e exige competividade, detesta o toque de feito. Quer outra Seleção como a de 1994, Onze que ganham, não brilham como Seleção, mas vencem quando precisam.

A saída de Josué e Kleberson é um alento. Dunga renova também por obrigação. Dunga navega na sorte do futebol. A Argentina, em Rosário, é sua nova missão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como o colorado espera Fernandão no Beira-Rio?

27 de agosto de 2009 66

Jogo de seis pontos, Inter (34) e Goiás (38) pegaria fogo de qualquer maneira. Ganha novo e explosivo ingrediente quando o fã colorado nota que entre os verdes, um, pelo menos, é vermelho histórico.

É Fernandão debutando com camisa alienígena na boa grama do Beira-Rio. Jogo de G-4 não permite vacilo.

Jogo envolvendo Fernandão, do outro lado, qualquer lado, é novidade absoluta para as hostes coloradas. O fã ainda não sabe como pode e deve agir. Seu protocolo não previa tal encontro. Seu jogador das maiores glorias não deveria estar do outro lado.

Mas está. É situação rea, é fruto das voltas que o futebol dá. O futebol, como a vida, não segue as retas e as estradas asfaltadas. As curvas e os atalhos sempre oferecem novas e imprevisíveis rotas.

Fernandão com a camisa do Goiás é realidade do futebol globalizado. Entre a Europa, o Brasil e o mundo árabe, por exemplo, as paradas são muitas e os portos antigos e de melhores lembranças nem sempre estão de portas abertas.

Ninguém, nem uma viva alma, esperava assistir Fernandão correndo contra o arco do Inter em dia decisivo de Brasileirão, ainda mais no Beira-Rio.

Domingo o coração não manda nada. O torcedor não sabe se vaia, se aplaude, se chora ou se olha para os Céus e pergunta:

- Qual é? Me acorda que o sonho não é bom.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Alecsandro não é Nilmar, mas merece mais carinho

27 de agosto de 2009 36

É Luxemburgo quem diz:

 

- O Inter é um time pronto que busca o título.

O técnico do Santos vê o Inter misturado no G-4, cabeça a cabeça, lutando pelo título. O campeonato está aberto, não há grandes favoritos, apesar do galope do São Paulo pós-crise. Não vejo no líder Palmeiras, repito, futebol de campeão, muito pelo contrário. Nem no Inter, muito menos no Goiás.

A cada rodada você verá mudanças. subidas e descidas. Fica no G-4 aquele que conquistar o óbvio: vitória certa em casa, empate fora, beliscando uma vitória em três viagens, por exemplo.

Luxemburgo é o otimista. Menos com seu Santos, mais com adversário do grande jogo na Vila, partida de seis gols (3 a 3), noite de centroavantes, a emoção sacudindo o torcedor por todos os lados.

O jogo esteve tenso nos 96 minutos. Um gol poderia sair a qualquer momento, para qualquer lado. Jogo para ver, rever.

Alecsandro não é Nilmar e o seu problema reside aí. A referência do fã é Nilmar, o melhor atacante colorado do novo milênio. Quando vê Alecsandro, grita e reclama.

Alecsandro é de outra turma, mas é centroavante de carterinha. Fez 10 gols no Brasileirão. Marcou 20 na temporada. Sua performance é sua resposta. Não caiu no gosto da torcida porque ninguém consegue esquecer o seu antecessor. Todos lamentam a sua ausência, mas não aplaudem o seu substituto com as palmas da gratidão.

Gostei do Inter de São Paulo. Foi um time veloz, decidido, lutador em alguns momentos. Foi um time frágil na defesa, desatento na marcação, mal posicionado no meio-campo.

Não gostei das substituições de treinador. Tite carrega o DNA da retranca do técnico gaúcho. Ousa menos do que pode e deve. Seria mais feliz se fosse mais ofensivo em determinados momentos de alguns jogos como o 3 a 3 com o Santos. A vitória esteve ao seu alcance.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Um gol vale mais do que mil palavras

26 de agosto de 2009 3

Daniel Ochoa de Olza, AP

Forlan comemora seu gol, gol do Atletico de Madrid, contra o Panathinaikos grego, em Madrid. A torcida, ao fundo, festeja. Cada um de uma maneira. Cada grito uma sensação. A festa da torcida so pérde em beleza para o gol.

O Atlético venceu, 2 a 0, e ganhou vaga na fase de grupos da Champions League.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Hooligans retornam ao futebol da Inglaterra

26 de agosto de 2009 7

Fã do West Ham, com a tatuagem do clube londrino desenhada nas costas, invade o gramado do Estádio Upton Park. A cena, rara em nossos dias, remete ao pior passado do futebol inglês/Nick Potts, AP
A Copa da Liga Inglesa uniu West Ham e Milwall no Upton Park Stadium, em Londres, e desuniu as torcidas das equipes ingleses. A do Milwall, por exemplo, carrega a fama de uma das mais violentas do futebol da Inglaterra.

 

Os torcedores invadiram o gramado, brigaram nas ruas que cercam o estádio, usaram facas, garrafas e tijolos. A briga envolveu centenas de torcedores. A polícia entrou em ação. Atendeu torcedores esfaqueados. Prendeu dezenas.

Os holligans que pareciam dispersos, desarticulados e em processo de extinção, ao menos na Inglaterra, voltaram com tudo e logo no primeiro mês de ação da nova temporada do futebol britânico. Os chamados Hooligans (torcedores violentos) de West Ham e Millwall têm um histórico de confusões, até mesmo em um amistoso no ano de 1972

A federação inglesa (FA em inglês) anunciou que os envolvidos na invasão e nas brigas serão banidos por toda a vida dos estádios da Inglaterra.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mallorca é o novo destino de Felipe Mattioni

26 de agosto de 2009 5

O futebol faz milagre. Promessa no Grêmio, sem nunca ter jogado uma só partida que confirmasse seu nome entre os profissionais no Olímpico, o lateral-direito brasileiro Felipe Mattioni foi jogar no Milan na temporada passada. Custou 6 milhões de euros. Era uma promessa. Nada muito mais.

Por uma série de motivos, não ganhou espaço no clube italiano. Quase voltou ao Grêmio, time carente na lateral direita, mas com quatro na esquerda.

Felipe Mattioni vai jogar no Mallorca, da Espanha, na temporada 2009/2010, que começa domingo. Clube do meio da tabela para baixo, sem qualquer idéia de título, buscando apenas ficar na primeira divisão, o Mallorca, por outro lado, não deixa de ser um vitrine européia.

O Milan cedeu o jogador de graça ao clube espanhol durante uma temporada. A opção de compra é de 2 milhões de euros.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Santos encara Inter com motivação especial

26 de agosto de 2009 12

Mire os dois times.

Felipe; George Lucas, Eli Sabiá, Fabão e Léo; Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Róbson e Paulo Henrique; Madson e Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Lauro; Bolívar, Daniel, Sorondo e Kléber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e Andrezinho; Taison e Alecsandro. Técnico: Tite.

Você nota algum craque, um jogador muito especial entre os 22? Eu não vejo nada.

Dois jogadores diferentes, que ofereciam o algo mais ao Inter, Nilmar e D`Alessandro estão fora. O primeiro tomou o caminho da Europa. O argentino está suspenso. O Inter ainda procura norte e rumo, ainda busca um time titular abaixo do mau tempo. O Santos não parece dotado de oxigênio suficiente para buscar um G-4, por exemplo. Na sua Vila, no entanto, é um perigo. Os gaúchos são antigos fregueses, os dois maiores do país.

O Santos, 28 pontos, é o 11º colocado no Brasileiro. O Santos tem um retrospecto de 100% nos jogos contra gaúchos em seu estádio. Foram nove partidas e nove vitórias.

O Inter, 33 pontos, ocupa a quinta colocação, tem dois jogos a menos do que o líder Palmeiras, sete pontos distante.

Luxemburgo disse ao jornal Folha de S. Paulo: "Esse é o momento de subir. A equipe vem crescendo, vem se ajustando. Não é a equipe ideal, mas há uma evolução. Dos próximos cinco jogos, quatro são em casa. Acho que o pensamento de uma classificação para a Libertadores começa aí. São cinco finais. A primeira delas contra o Inter: é um adversário direto".

Luxemburgo vê o jogo como algo especial, motiva seus jogadores, promete usar três homens na frente. A promessa Neymar fica no banco.  Tite enxerga o mesmo jogo, pede vontade igual. O Inter chega de duas derrotas consecutivas. O próprio Tite é questionado pelos torcedores, porém recebe a segurança total dos seus diretores.

O Santos não poder perder. O Inter precisa ganhar. Nada melhor do que um jogo decisivo numa quarta-feira noturna. Prepare a cerveja, mas não espere muito do Inter. Não se for o mesmo time desorganizado dos dois últimos jogos. Mas o que vale no futebol é a surpresa. É a imprevisibilidade dos resultados que nos faz ficar atentos 90 minutos.

Poder de vitória o Inter tem, mais time também. Basta não ter receio dos fantasmas de branco da Vila Belmiro. Gaúcho morre de medo em Santos. Imagine na época de Pelé?

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Os cinco jogos da vida do Grêmio

25 de agosto de 2009 41

Se no Olímpico tudo é azul, longe de casa o cenário é de raios e trovões, pura tempestade. O Grêmio joga o seu futuro nos próximos cinco jogos, dois em casa (Fluminense e Vitória), três fora (Botafogo, Náutico e Goiás). O perigo mora na distância e na ausência do lar

São 15 pontos. Se somar menos do que 10, dependendo dos resultados, o G-4 pode estar na mesma distância da Lua. Não chega, nem montado num foguete.

Chegou a hora de jogar, apareceu o momento de mostrar quem é quem. Ninguém aceita mais desculpas. É o momento também de mostrar que o G-4 é seu lugar e não de passagem. Só uma sequência de boas vitórias solidifica o time de Paulo Autuori, que ainda não embalou.

A fotografia do Grêmio deve mudar em dias se a sorte e a organização estiverem ao seu lado. Há uma time mais competitivo, completo, experiente e determinado flutuando no papel.

Seria mais ou menos assim: Victor, Mário Fernandes, Léo, Réver e Lúcio; Adilson, William Magrão, Tcheco e Souza, Leandro e Maxi López.

Você acha que tem liga? Capacitado é, o problema é a engrenagem, que pode começar a funcionar tarde demais, quase no ocaso do Brasileirão, quando a Copa Sul-Americana estiver batendo nas portas tricolores.

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Inter procura na hostil Vila Belmiro um novo rumo

25 de agosto de 2009 26

O Santos é um fantasma todo de branco no futuro próximo do Inter. É um adversário que precisa ser batido. É uma partida definitiva na campanha do Brasileirão 2009. A derrota é novo golpe. 

Não precisava ser assim. Ganhar na Vila Belmiro é feito. É façanha, ao menos para os gaúchos, que raramente vencem em Santos. Empate seria um resultado aceitável. Não para o Inter. Não quarta. Não agora.

O Inter chega de dois tropeços em carreira, dois choques nas mãos de Corinthians, em casa, e de Palmeiras, em São Paulo, ambos 2 a 1. O Inter desembarca na capital do dinheiro do Brasil desconfiado de si mesmo.

Tite é outra vez o centro dos protestos. Sua cabeça é alvo preferencial de muita gente. Na última semana de agosto, o Inter já não tem mais um time titular. Ninguém sabe de cor o nome dos 11 preferidos de Tite, talvez nem o técnico tenha os nomes na cabeça.

O jogo é ainda pelo primeiro turno, rodada atrasada (16ª), uma poupança que o Colorado conseguiu em nome da Copa Suruga, no Japão. Como o campeonato é lido, analisado, discutido a cada rodada, a vitória coloca os gaúchos outra vez no G-4. Olhando de uma forma isolada, a posição do Inter é boa, pode melhor, deve acalmar os ânimos. Observado em volta, a posição é instável porque o futebol do Inter não anima ninguém, nem o mais fiel conselheiro.

Do outro lado, o Santos encara a partida com os mesmos olhos do Inter, uma visão de jogo final, de encontro decisivo. Em o 11º lugar, com 28 pontos, o ex-glorioso time de Pelé, hoje absolutamente comum, perdeu domingo em Goiás, depois de uma série de cinco jogos invicto.

Segundo Luxemburgo, ganhar do time gaúcho é um movimento decisivo para manter as chances de classificação para a Libertadores de 2010. O Avaí, último do G-4, soma 34 pontos. Com 31, os santistas time ficam por perto, rondando a zona nobre. Uma vitória pode ajudar a embalar e turbinar o Santos.

Até a tabela está ao lado dos paulistas. Nas cinco próximas rodadas do campeonato serão quatro confrontos em casa (Inter, Fluminense, Santo André e Botafogo) e apenas um fora ( Corinthians), assim mesmo em São Paulo, na capital onde o Santos tem considerável torcida.

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Noite para encontrar Falcão, Kroeff e Piffero

25 de agosto de 2009 2

O Ano da França no Brasil reservou 90 minutos ao futebol nas suas comemorações em Porto Alegre. Cultura está em primeiro lugar, mas que culpa tem a bola se agrada a maioria. Não ataque o futebol pela ausência de cultura no menu do povo.

Ao falar em futebol na Capital, Paulo Roberto Falcão aparece como um dos seus nomes próprios. Foi um dos pioneiros do futebol brasileiro no Exterior da Era da Televisão, quando os jogos da Europa, especialmente os encontros dominicais do Campeonato Italiano, começaram a ser mostrados ao vivo para o Brasil.

A Embaixada da França vai homenagear Falcão pelo jogador que ele foi nas décadas de 1980 e 1990 hoje, terça-feira (25), a partir das 19h, no Teatro Bruno Kiefer, no sexto andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736). A CCMQ é uma instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. A atividade recebe ainda o apoio da FNAC.

 

Em campo, a pose de majestade de Falcão inspirou o apelido Rei de Roma. Os fãs romanos admiravam o controle de bola, o passe preciso, o lançamento milimétrico do Rei de Roma. Ele foi o primeiro jogador do futebol gaúcho a fazer sucesso no Exterior. Ele foi referência para a multidão de jogadores que o seguiu e que ainda consegue ganhar o coração dos torcedores estrangeiros de distintos idiomas. Roma foi apenas a cabeça de ponte. Antes, o Inter também o tratava como jogador superior e o trata até hoje como um dos seus nomes históricos.

O ex-jogador de futebol Paulo Roberto Falcão estará no centro do encontro, que ainda vai reunir ainda Duda Kroeff, presidente do Grêmio, e Vitório Píffero, presidente do Internacional.

Além disso, participam do encontro, Ronan Prigent, dito Emmanuel Tugny, escritor e músico, autor de vários ensaios sobre futebol, Adido de Cooperação e de Ação Cultural da Embaixada da França em Porto Alegre, Christophe Benest, diretor da Aliança Francesa, e a atriz gaúcha Fernanda Moro, que lerá textos inéditos de escritores franceses e gaúchos sobre Falcão.

A proposta do encontro é analisar e tratar dos contrastes e semelhanças entre o futebol brasileiro e o francês.

Eu vou estar mediando o debate que deve unir a experência e a sabedoria de Falcão, Kroeff, Piffero, Prigent e Benest.

Os ingressos custam R$ 20 e você pode encontrá-los à venda no Fran`s Café da Livraria FNAC (Shopping Barra Sul)

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VÍDEO: o Brasileirão está em aberto

24 de agosto de 2009 10

Em vídeo, eu e o meu colega Lauro Quadros debatemos sobre a rodada do fim de semana do Brasileirão, de vitória gremista e derrota colorada.

Também projetamos os próximos jogos, decisivos para um bom futuro da Dupla neste Brasileirão. Aliás, o campeonato não tem um favorito ou um time jogando em nível superior aos demais. Grêmio e Inter, portanto, ainda estão atrás do título.

E ainda tem um convite especial para os amantes de futebol e de cultura.

Confere aí abaixo:

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Tcheco, Souza e a coragem longe do Olímpico

24 de agosto de 2009 17

O Grêmio depenou o Galo de Roth, fez três gols em 29 minutos, goleou com autoridade e competência. Logo, os aplausos acelerados, justos e naturais perderam a força e da boca da torcida renasceu uma pergunta: como ganhar fora, desta vez do Botafogo, no Rio?

A questão não é nova. Remonta maio, início do Brasileirão 2009.

Fora do Olímpico, o Grêmio não é ninguém e a sua postura desmorona a confiança do fã. Sem vitória longe de casa, o Grêmio não embala. A torcida sente, desconfia e deixa os jogos no Olímpico para depois. Não se exibe mais como aquela massa compacta, mais de 30 mil pessoas a cada jogo.

O Grêmio mostra poder para estacionar no G-4 e apresenta toda a sua força no Olímpico. Só depende dele, mas sua performance em outros estados conta também. Sem uma boa sequência de vitórias o topo não se aproxima.

Há duas maneiras de vencer fora, especialmente o Botafogo, um dos 20 clubes de pior retrospecto na competição e o terceiro clube carioca mais popular do país, depois de Flamengo e Vasco, na frente do Fluminense:

1) Adotar na distância do Olímpico a mesma coragem que apresenta em Porto Alegre e estremece todos os rivais.

2) Fazer a dupla Tcheco e Souza jogar fora o mesmo e vistoso futebol que exibe em casa. Onde os dois, a cada jogo, conseguem fazer a diferença, especialmente Souza, quando resolver ser um jogador competitivo.

Se o Grêmio unir as suas duas principais forças, creia, a sorte muda nas próximas semanas. Caso contrário, o G-4 é sonho.

 

Convite: Hoje, segunda (24), às 19h, na Livraria Fnac, no Barrashopping Sul, o lançamento do livro "Craques do Futebol", do jornalista e escritor francês Bernard Morlino. Depois, um debate sobre futebol com o Lauro Quadros, o que vos escreve e outros convidados especiais. Apareça.

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A bola procura quem joga

23 de agosto de 2009 14

Manu Fernandez, AP

Messi e a foto do dia, em Barcelona.

Messi, o Maradona dos nossos dias.

 

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Messi continua faminto por títulos na Europa

23 de agosto de 2009 2

Messi e Ibrahimovic, uma dupla dos sonhos de qualquer torcida/David Ramos, AP

Messi foi o nome do jogo, dos gols (dois em três) e da conquista, Supercopa da Espanha. Foi o retrato da goleada de 3 a 0 sobre o Athletic Bilbao no Camp Nou.

Depois de erguer os troféus do Campeonato Espanhol, da Copa do Rei e da Liga dos Campeões, o Barcelona levantou a quarta taça neste domingo.

O argentino Lionel Messi, o sueco Zlatan Ibrahimovic e o francês Thierry Henry formaram o trio ofensivo. Mas o entendimento ainda não veio. Virá. Tenha certeza.

O título da Supercopa da Espanha é decidido entre os vencedores do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei da temporada anterior. Como os catalães levaram os dois, o time basco entrou por ter sido vice da segunda competição.

A conquista de hoje deixa o Barcelona ao lado do Real Madrid como maior vencedor da Supercopa da Espanha, com oito títulos - os outros foram nos anos de 1983, 1991, 1992, 1994, 1996, 2005 e 2006.

Contando o ano, foi o quarto título do time. E o quinto pode vir na próxima sexta-feira, quando decidirá a Supercopa da Europa diante dos ucranianos do Shakhtar Donetsk, campeões da última Copa da Uefa, em Mônaco.

O Barça já venceu duas vezes a Supercopa, em 1992 e 1997, contra os alemães Werder Bremen e Borussia Dortmund, respectivamente. Até o fim do ano, a sexta conquista pode vir no Mundial de Clubes da Fifa, nos Emirados Árabes, provavelmente contra o Estudiantes de La Plata - que faturou a Libertadores deste ano em cima do Cruzeiro.

O Espanhol da temporada 2009/2010 começa no próximo fim de semana.

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Grêmio tem uma semana para aprender a ganhar fora

23 de agosto de 2009 23

O Grêmio fez o que faz naturalmente desde setembro do ano passado em Porto Alegre: ganhou no Estádio Olímpico.

Ganhou bem.

Goleou.

Enfiou quatro gols no Galo, três deles em 29 minutos de jogo. Matou o jogo antes mesmo do intervalo na bela tarde de sol.

O show foi de Souza. Marcou um de falta, participou de outros dois. Se houvesse prêmio ao melhor em campo, precisaria de ajuda de colegas para levar para casa todos os troféus.

Souza foi bem porque foi um jogador esforçado, movediço, trabalhou em nome do coletivo. Evitou o jogo tico-tico, que tanto atrasa sua vida e a do seu time. Jogou solto, buscando as laterais, chamando o contra-ataque, servindo os ataques com toques rápidos e certos e ainda ajudou o meio-campo, somando defensivamente com Túlio, Adilson e Tcheco.

O Grêmio foi o que sempre é no Olímpico: o senhor das ações. Propôs o jogo, atacou. Optou pela ação ofensiva, marcou, ocupou os espaços, mandou no jogo. Levou um susto nos primeiro seis minutos, quando o Atlético MG quase marcou duas vezes em dois contra-ataques pelo seu lado direito.

Um gol de cabeça de Réver, seu quarto na competição, botou tudo no lugar logo aos sete minutos. Depois, o domínio foi completo e absoluto. O Galo não reagiu. Levou um, dois, três, quatro. Fez o seu quando os gaúchos já se desinteressavam pelo jogo.

Foi o 11º jogo no Olímpico no Brasileirão 2009, com nove vitórias e dois empates. Sobe para 32 o número de jogos que o Grêmio não perde em sua casa desde o ano passado. Mês que vem, contra o Vitória, pode festejar um ano sem derrotadas.

Tivesse longe do Rio Grande a coragem, a determinação, a marcação e a competitividade que exibe em casa, Autuori e os seus seriam os líderes e não o irregular Palmeiras de Muricy. A torcida aplaude a goleada, gosta e canta, mas não se anima, pois sabe que domingo que vem tem mais um jogo no Rio de Janeiro.

O adversário será o Botafogo, um dos piores times da competição, mas o receio é bem maior que a confiança. O Grêmio se divede em dois. O que marca, corre e faz gol em casa. O que murcha e leva gols fora de casa.

O Grêmio tem uma semana para tentar ser fora o que é em casa, recuperar a torcida e trazer os fãs de volta ao Olímpico. É possível ver o G-4. Mas é impossível tocá-lo sem ganhar na distância de Porto Alegre.

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Inter vê título indo embora e não dá esperança

22 de agosto de 2009 115

O martírio paulista do vermelho gaúcho continua agosto a dentro. Depois do Corinthians, o Palmeiras, nova derrota, outro 2 a 1, mais uma performance insatisfatória do Inter em sequência. O Santos chega quarta-feira em jogo atrasado e na Vila Belmiro, onde a vida não é nada fácil ao visitante.

Sem Nilmar, na ausência de D’Alessandro, o Inter se transformou em time comum, nada de especial. É preciso reforçar com a urgência dos que não ganham. 

O Inter perdeu qualidade no meio da competição. Não repôs. A equipe sente, a tabela mostra. A queda é natural. A pressão, por outro lado, aumenta sem parar.

O Inter ainda pisa no G-4, mas está na beira do precipício com 33 pontos, sete distante do líder. Pode perder a posição neste domingo. Atlético MG, Barueri e Avaí podem ocupar o lugar dos gaúchos. O Inter ainda vive na zona da Libertadores graças ao oxigênio acumulado na arrancada do Brasileirão.

Duas partidas atrasadas, seis pontos possíveis, ainda estão nas contas dos colorados.

A derrota no Parque Antárctica foi normal e justa. O Palmeiras jogou mais, mesmo sem mostrar um futebol de campeão.

Diego Souza foi o melhor em campo, usando um repertório de jogadas da melhor qualidade. Passou por cima da marcação de Sandro e Guinazu. Ele tomava a bola no meio-campo, avançava e só encontrava barreira, mesmo frágil, na grande área. Em forma, é um grande jogador. Tem força e habilidade.

O Inter roda seu time com três setores completamente estanques. Defesa, meio-campo e ataque não se comunicam. Há um muro entre eles. Falta o toque de bola, a passsagem da bola, as tabelas, a movimentação correta do jogador. Falta, especialmente, marcação. Seu segundo tempo foi um pouco melhor, depois do segundo gol. Pressionou, mas o único resultado foi o golaço de Giuliano, além de um "tirambaço"de Andrezinho no travessão.

Os laterais não alcançam o fundo de campo. Alecsandro, centroavante de carteirinha, sofre e jejua. A bola não chega ao seu alcance. Quando ele não faz gol, todos sentem.

Perder em São Paulo é normal. O tamanho do Palmeiras assim decreta. Perder jogando mal, sem poder de reação, é o grande problema. É cedo, mas o título se mostra cada vez mais distante de Tite e dos seus.

O Palmeiras entrou na faixa dos 40 pontos, o Inter ficou nos 33. E não há sinal de reação.

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