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Posts de setembro 2009

Mais uma derrota e ninguém segura Tite no Inter

30 de setembro de 2009 114

Andrezinho procura a bola, observado por Iturra, de La U. O Inter está fora da Copa Sul-Americana/Roberto Candia, AP
Perder é do jogo. Perder jogando uma das piores partidas de 2009 é quase natural se o fã olhar direito o dispersivo time escalado no Chile. Em jogo decisivo, Tite escolheu 11 que jamais haviam atuando juntos.

O adversário não perdoou. La U venceu, 1 a 0. Podia ter marcado três vezes mais.

O Inter está fora da Copa Sul-Americana, longe do Bicampeonato. Não quer o título em 2010, nem cogita. Pensa na Libertadores, uma vaga definitiva no G-4, onde o Inter coloca toda a máquina nos próximos 60 dias.

Posto que só será solidificado se o Inter exibir um futebol que anda sumido, desaparecido, desde que se transformou num time comum, sem Nilmar, sem D’Alessandro, sem brilho, nem qualidade.

O Inter perdeu outra vez. É a terceira derrota, mais dois empates, nos últimos cinco jogos no pior setembro dos últimos anos. Tite está pressionado, cercado pela derrota, ilhado pelo descontentamento do torcedor. Seus jogadores marcaram apenas dois gols nos últimos 450 minutos

Tite não sabe mais o que fazer, como agir, quem escalar. Ele muda a cada jogo, mas nada dá certo. As derrotas o perseguem. Ele está pressionado e sua margem de erros está reduzido quase ao zero.

O Inter que tentou enfrentar La U, em Santiago, foi um dos mais fracos dos últimos tempo. Foi amplamente dominado. Melhorou depois com Taison, Guiñazu e Kléber. Cresceu pouco. Não virou. Perdeu.

Fica difícil analisar um time que nunca jogou junto. Sua performance foi desastrosa. O mais incrível é ver que na hora da decisão, na disputa de um título continental, o Inter usa um time que nunca jogou junto. Ou é falta de planejamento ou é desdenhar uma competição. Qual a sua opinião?

Fora da Copa Sul-Americana, o Inter mergulha no Brasileirão. Joga em Curitiba. Se perder, se o Galo vencer, o Inter sai do G-4 no domingo. Se o meio da semana foi ruim, piorado com a vitória de virada do São Paulo, em Pernambuco, o final pode ser pior.

O Inter atravessa um dos seus piores momentos em 2009. Seus fãs estão de cabelos em pé. Toda a ira passa por Tite, mas sobra para a direção e jogadores.

O técnico está pressionado pelos maus resultados e ainda precisa enfrentar o Coritiba de Marcelinho Paraíba. Mais uma derrota e ninguém mais segura Tite no Beira-Rio e adjacências.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Paulista vê paulista favorecido no Brasileirão

30 de setembro de 2009 57

Quando nós, gaúchos de diferentes sotaques, observações e ideias, questionamos as arbitragens brasileiras, os erros frequentes contra uns, acertos em nome de outros, somos acusados de ver um jogo que ninguem viu.

Os do Centro do país não costumam prestar muita atenção no que o pessoal dos cantos, seja do Sul ou do Nordeste, diz, vê ou reclama.

 

Quando os próprios paulistas, gente bem ranqueada no mundo do futebol, começa a gritar, espernear, creia, o problema é mais sério do que possamos imaginar.

Os fantasmas são de verdade. E eles voam.

O vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, por exemplo, insinuou que existem "esquemas de favorecimento" no futebol.

Leia a insinuação do cartola: "não precisa ser muito inteligente para saber que precisamos ficar preocupados com a arbitragem. As coisas estão se repetindo de forma grosseira".

Ele ainda sugeriu que o Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro, está sendo beneficiado pelas arbitragens. Como sempre não disse nome. Jogou a questão no ar.

Paulo Schimitt, procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), um homem às vezes muito atento, outras vezes nem tanto (sua atenção, mobilização, depende do grito, de onde chega a voz), tentou esclarecer:

- Não vou tomar nenhuma atitude. Vou esperar que a Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) tome alguma providência. Caso a procuradoria seja acionada, vou intimá-lo para que explique suas declarações – disse.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter será diferente depois da viagem ao Chile

30 de setembro de 2009 65

O Inter chega ao último trimestre de 2009 atolado em dúvidas. O ano do centenário perde aos poucos seu tom vermelho mais vivo. O momento é de incertezas.

O grande projeto do primeiro semestre era vencer a Copa do Brasil, com Nilmar na linha de frente. Perdeu, chegou à final sem o seu melhor jogador, sequestrado pela CBF.

Antes, vendeu Alex, o grande jogador do time na temporada 2008. Cedeu Edinho, seu histórico protetor de defesa. Chegou em setembro sem quatro titulares absolutos fora do Brasil.

O segundo semestre chegou sem que o Inter pudesse convencer, sem que seu futebol oferecesse pistas ao título brasileiro. A liderança, no entanto, esteve próxima, mas foi se afastando aos poucos, estacionando o clube no posto mais sensível do G-4, o quarto lugar, colado ao Atlético MG, que joga no Mineirão no final de semana – o Inter sai de casa.

Doze rodadas antes do final, seis pontos atrás do líder e competitivo Palmeiras, o pessimismo ronda o Beira-Rio. Os fãs protestam, encontram os culpados em dois setores. No banco de reservas, onde atua Tite, nos gabinetes da direção, onde trabalham os dirigentes acusados de vender jogadores demais.

São raros os fãs que defendem Tite, basta mirar as respostas dos leitores colorados deste blog. Eles acreditam que a decadência coletiva do time passa pelas ordens do treinador, que ainda não achou seu esquema tático ideal, que escala mal e mexe pior ainda.

Por outro lado, o Inter tem frequentado com sucesso torneios internacionais nos últimos quatro anos. Faz bem para o nome, dá dinheiro, rende prestígio, cativa a torcida, acostuma todo o mundo.

A Copa Sul-Americana deste ano, a possibilidade de um Bicampeonato inédito, é a saída de emergência que o Inter encontra para justificar uma queda no Brasileirão. Joga com o melhor que tem na competição internacional, imaginando que a soma do título continental e de uma vaga no G-4, posto na Libertadores, representaria um final de ano razoável.

No Chile, La U é um adversário de respeito, jogou bem em Porto Alegre (1 a 1), embora seu futebol nem sempre mereça elogios. Ganhar em Santiago é quase normal para os brasileiros. Suadas, mas frequente. Uma vitória gaúcha não espantaria ninguém, nem mesmo os fanáticos chilenos.

O certo é que o Inter não voltará o mesmo da Cordilheira dos Andes.

Ganha, muda o astral, continua em busca do Bi e recomeça confiante no Brasileirão contra o Coritiba.

Perde, se afunda em cinco partidas sem vitória em sequência e continua vendo em Tite o culpado por todos os males do Colorado.

O Inter que desembarca no Aeroporto Salgado Filho em 48 horas será outro, diferente do que subiu no Boeing dias atrás, para o bem ou para o mal.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quem nasce Messi pode superar Maradona

29 de setembro de 2009 21

Ver Messi é um prazer dobrado, não há outro igual no planeta, tanto que a Fifa sabe que o número 1 do mundo de 2009 é o argentino. Falta apenas revelar seu nome, mesmo que a Argentina chore sua ausência da Copa da África/David Moraes, AP

Cada vez que eu vejo Leo Messi se movendo em campo, creia, eu observo um novo Maradona. E não sou apenas eu, da distante Porto Alegre, que admiro um novo 10 espetacular se movendo na Europa rica.

Aos 22 anos de idade, ele é um novo jogador a cada temporada desde os 19 anos. Cresce sem parar, joga mais a cada campeonato, empilha títulos, ganha o maior salário do mundo do futebol. Só da Champions League duas faixas enfeitam sua sala de estar em Barcelona. É seu cartão de visita.

Messi corre acelerado ao posta de melhor do mundo em dezembro. A Fifa já confecciona a coroa. Cristiano Ronaldo sabe. Kaká concorda. Não existe um quarto nome, não em 2009. O mundo da bola reverencia o novo rei.

 

Dizem que Maradona era gênio, que podia mais. Duvido. Gênio sim, superior ao conterrâneo Messi acho pouco provável. Na sua carreira (no bom sentido) de quase 15 anos, Maradona teve cinco anos férteis. Depois, viveu entre altos e baixos. Maradona teve uma visibilidade impressionante. Foi o primeiro grande jogador da Era da Televisão, janela que Pelé conquistou só no ocaso da carreira, culpa da caixa eletrônica.

A televisão garante ao pequeno e resistente argentino dos nossos dias todos os espaços e ângulos possível. Ela nos conta, não deixa mentir, todos os gols, assistências e jogadas fantásticas de Messi. Sua velocidade com a bola nos pés é uma loucura. Parece desenho animado. O zagueiro procura a esfera de grife e não acha. Olha, Messi passou. Sua inteligência em campo futebol é superior. Seus passes são construções milimétricas.

E os gols, então! Gols marcados no interior da área, de fora, driblando os zagueiros, iludindo o goleiro. Gol de cabeça, como o do recente título da Champions League 2008/2009, onde volta este ano como líder técnico do time favorito ao título. Nesta quarta, fez o primeiro gol na vitória sobre o Dinamo de Kiev (2 a 0)

O.k., a Seleção Argentina é um peso incalculável no seu ombro direito. Ele é um só, ilhado numa equipe sem uma idéia de futebol, sob o comando de um técnico que nunca respirou táticas porque sempre esteve acima dos sistemas. Ele resolvia. Ele está tão perdido na selção quanto Maradona. Eles precisam de mapas. Eles vão sofrer, vão ficar marcados, se a Argentina fracassar nas Eliminatórias.

Os argentinos esperam dele o mesmo que ganharam de Maradona, um título mundial, antes de mais nada. Messi sabe do seu dever. Precisa de um suporte especial ao seu lado, o que Maradona teve, pelo menos em 1986 e 1990, uma geração vencedora.

Messi não conta com uma geração superior. Mas ainda pode ter, pode ser o chamariz. Há tempo suficiente. Quem diria, o sucesso de Messi na Seleção de hoje passa por Maradona, seu técnico. Eles que nem se bicavam muito em anos passados.

Maradona sempre cobrou mais lideranca de Messi na Seleção. Podia ajudá-lo. Messi é tímido, retraído. Garoto, leu apenas uma livro na vida, justamente a biografia de Maradona. Em campo, sabe o que Maradona sabia. Fora, nem tanto. Precisa de orientação, algo que Dunga faria, pela sua índole. Maradona não sei.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio de 2009 é um time sem ambição

29 de setembro de 2009 91

Agora é certo. Eu desconfiava. Ganhei a certeza dias atrás no Serra Dourada. Falta ambição ao Grêmio de 2009. Esta é a palavra que eu procurava, encontrava, mas não tinha certeza absoluta. O termo exato, preciso, é ambição.

 

O Grêmio não consegue abater a maioria, nem mesmo a minoria, de adversários que encontra fora de casa por absoluta ausência de determinação. A vitória não é o norte. A derrota é comum, por ser normal não incomoda mais os jogadores, o corpo técnico, os dirigentes. Como são tantas em tão pouco campeonato, a derrota virou commodity nas viagens do Grêmio. O conformismo pós-jogo é real

A derrota em Goiás escancarou também a falta de liderança em diferentes setores. Uma chuteira capaz de correr mais que a outra, colocar o pé na frente, atacar no momento certo, defender, liderar e vencer foi uma ausência lembrada por todos.

O Goiás estava entregue no primeiro tempo, cansado, desanimado e confuso. Com um pouco mais de energia e vontade os gaúchos teriam somado três pontos, ao contrário do zero, do nada. O jogo se abriu, se mostrou ao visitante, que teve chance e as perdeu, outra vez.

O Grêmio vive surfando entre o sexto e o oitavo lugar do Brasileirão. Não desce, não sobe. Avisa que vai arrancar no Olímpico, atola em campos adversários. Dá esperança num domingo, enterra as mesmas sete dias depois. A matemática informa que o G-4 é possível. A realidade, às vezes, dá nó nos números.

O Grêmio de 2009 perdeu todos os Gre-Nais do Gauchão e ficou na semifinal da Libertadores. Seu futuro o indica como integrante da Copa Sul-Americana. Se o time de hoje não empolga, o de 2010 corre risco mais sério. Sem o dinheiro da Libertadores, a folha de pagamento será enxugada, a qualidade dos jogadores será outra.

Você pode me chamar de pessimista. Sou realista. Me guio pelo momento. Puxo pela média. O Grêmio passou a competição inteira fora do G-4. Não deve encontrar seu caminho nos últimos 12 jogos. Não tem mostra bola para tanto. Mais não tem aquilo que quase sobra no Palmeiras do competitivo Muricy: determinação, vontade de vencer acima de tudo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tévez encontra a sua verdadeira cidade

28 de setembro de 2009 2

Tim Hales, AP

Tévez trocou o vermelho pelo azul e está encantando uma parte de Manchester. Com o City no peiio, o avante argentino marcou duas vezes na vitória desta segunda sobre o West Ham por 3 a 1.

A cada gol Tévez fez um gesto onde sugeria um pedido de desculpas ao torcedores adversários. O West Ham foi o primeiro clube de Tevez na Inglaterra.

 

O Manchester investiu US 300 milhões em reforços na temporada. É quinto colocado, 15 pontos, mas tem uma partida a menos que o rival Manchester United (18), líder da Premier League.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Riscos que Inter corre na Cordilheiras do Andes

28 de setembro de 2009 35

Contreras (E) e Kleber brigam pela bola no primeiro jogo entre Inter e La U (1 a 1), no Beira-Rio, quarta-feira passada. O Colorado precisa marcar gol no Chile/Nabor Goulart, AP
A Copa Sul-Americana é uma boa idéia, porém está sendo disputada no semestre errado. Deveria entrar nos primeiros seis/oito meses do calendário, correr ao lado da Libertadores. Uma semana para a Libertadores, outra para a Sul-Americana.

Seus prêmios poderiam ser mais suculentos. Seria correto se imitasse a Copa Europa, guardada as proporções e o dinheiro europeu, que corre paralelo aos jogos da Champions League. Quem está numa, não joga na outra, fora nas fases classificatórias.

Parece que a Sul-Americana só vale de verdade depois que o time  desembarca nas semifinais. Antes é tratado com quase desdém pela torcida, por muitos jogadores, pela maioria dos dirigentes. Em alguns lugares, a Copa é motivo de piada.

Quem vai bem, quem atravessa bom momento no segundo semestre, despreza a Copa Sul-Americana. Prefere se concentrar no Brasileirão, caminho ao título mais importante do Brasil, rota da Libertadores.

O Inter, que está entre os quatro melhores, mas anda jogando como um time do meio da tabela, resolveu apostar de verdade na Sul-Americana. Vai usar o melhor que tem no Chile. Pouco importa se jogou quarta passada, domingo, joga na próxima e no outro domingo.

Joga, possivelmente, com Lauro; Bolívar, Índio. Danny Morais e Kléber; Sorondo, Sandro, Guiñazú e Andrezinho; Taison e Alecsandro. A equipe gaúcha precisa vencer ou empatar por dois gols ou mais para reverter o 1 a 1 da ida, semana passada no Beira-Rio.

O Inter viaja depois de quatro partidas sem vitória e em sequência. Há uma crise de confiança instalada no Beira-Rio. Tite é questionado, os dirigentes são cobrados, alguns jogadores são vaiados.

Uma vitória no Chile pode acelerar a voltta de um novo processo de confiança. No futebol, os milagres são sempre aguardados, mesmo no último segundo de uma decisão de Copa do Mundo. Depois, o Inter tem um qualificado grupo de jogadores.

Por outro lado, a derrota elimina o Inter da competição continental e faz a crise crescer como um rio estreito depois de uma chuva torrencial. Será outra noite de grandes emoções em Santiago. O jogo, sem D`Alessandro e a opção Edu, vale muito. O Inter corre risco sério na Cordilheira dos Andes.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Como a Dupla Gre-Nal buscará pontos na sequência

28 de setembro de 2009 50

Seis pontos distanciam o Inter (44) do líder Palmeiras (50). São duas vitórias, duas derrotas dos paulistas. São Paulo (45) e Goiás (45) também não podem avançar. O Galo soma os mesmos 44 pontos dos colorados. A liderança não é algo real, ao menos agora.

Sexto colocado, 11 pontos, quatro vitórias, longe do Palmeiras, o Grêmio vê o título como sonho, o G-4 como possibilidade real, porém distante. Jamais tocou na zona da Libertadores em 26 rodadas. Sua presença na área do topo será um surpresa. Olha que o Flamengo encostou (38) e o Vitória (39) corre por fora.

Os próximos quatro jogos, 12 pontos, oito rodadas antes do final, devem encaminhar os primeiros colocados da temporada. Exibir uma fotografia dos melhores. Serão quatro rodadas disputadas em rápidos 15 dias. Partidas onde o grupo faz a diferença, onde alguns reservas fazem esquecer os titulares.

Serão jogos sem Diego Souza, Tardelli, Sandro, Víctor, Miranda. Palmeiras e Atlético MG vão sofrer mais. Viva a Seleção, já na África e que faz amistosos nas Eliminatórias, azar dos clubes que disputam o título do Brasileirão. Salve a CBF, pobre dos clubes dos cartolas desunidos.

Observe os jogos dos seis primeiros, entre dia 3 e 17 do mês que vem.

Palmeiras: Santos (fora), Avaí (casa), Náutico (f), Flamengo (c). Previsão: faz 10 pontos. 60 pontos

São Paulo: Náutico (f), Coritiba (c), Flamengo (f), Galo (c). Faz 10 pontos. 55 pontos

Goiás: Botafogo (c), Cruzeiro (f), Sport (c), Avaí (f). Faz sete pontos. 52 pontos

Inter: Coritiba (f), Náutico (c), Atlético PR (c), Fluminense (f). Faz nove pontos. 53 pontos

Atlético MG: Barueri (c), Botafogo (f), Cruzeiro (c), São Paulo (F). Faz seis pontos. 50 pontos.

Grêmio: Sport (C), Atlético PR (f), Corinthians (f) e Coritiba (c). Faz sete pontos. 46 pontos

Olhando os adversários de cada um, a sequência mais fácil é a do Inter que enfrenta dois dois piores adversários da competição, Náutico e Flu, este no Rio. O perigo é o Coritiba em Curitiba.

O Grêmio, por sua vez, atua duas vezes em sequência fora do Olímpico, numa delas contra o Corinthians de Ronaldo. O Atlético PR é sempre um temor quando joga em seu terreno.

Pelos jogos, a permanência do Inter no G-4 parece mais lógica que a possível escalada do Grêmio. O Inter está entre os quatro. O Grêmio precisa de mais seis pontos, no mínimo, uma vez que seus adversários patinem em conjunto, o que é improvável.

Fazer previsão neste momento é chamar a voz do profeta. Quem faz, eu sei, se arrisca. Os calados cobram depois.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Camisas de Grêmio e Inter que você nunca viu

27 de setembro de 2009 9

"A História das Camisas dos 12 Maiores Clubes do Brasil" é um dos livros que merece habitar a biblioteca dos que são loucos por futebol. Faz sentido. São quase 2 mil desenhos de camisas, dezenas delas envolvendo a Dupla Gre-Nal.

Há camisas de Grêmio e Inter que você nunca viu, que você não lembra, que você vai gostar de ver outra vez. Desde as primeiras e históricas, passando pelos exemplares dos anos 1940, por exemplo, que pouco mudavam, até os modelos dos nossos dias, desenhadas por estilistas e confecionadas com tecido especial.

A obra da Editora Panda, de São Paulo, pesquisa primorosa de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, será lançado hoje, segunda-feira (28), às 20 horas, na Livraria Fnac, no Barra Shopping Sul, em Porto Alegre.

Será uma boa oportunidade de conversar sobre futebol, contar um pouco da história de algumas camisas, discutir o melhor modelo, recordar as dos grandes títulos. Eu vou estar lá. Apareça.

Convidados de Grêmio e Inter são esperados na Fnac, que promete o sorteio de duas camisetas oficiais, uma de cada clube.

Confira aqui um infográfico "Uma viagem no tempo pelas camisas da Dupla"

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Postado por Zini, POrto Alegre

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Três jogos sem vitória colocam Inter na parede

27 de setembro de 2009 24

Três jogos sem vitórias cobram seu preço. É caro. Vale euros. A conta salgada alcança o Inter na última posição do G-4.

Se antes lutava perto do líder isolado Palmeiras, hoje seis longos pontos os separam. Ao mesmo tempo, mostra o fim da poupança do time. Não há mais o que gastar. É preciso ganhar.

O 0 a 0 com o Flamengo no gramado do Beira Rio, neste último domingo de setembro, primeiro da primavera, lembrava um caudaloso afluente do Guaíba, foi um péssimo resultado. Só a vitória era caminho redentor.

Mas não tem como buscar futebol, jogar, passar, driblar e lançar, num gramado totalmente alagado. Quem viu, mesmo no zapping do controle remoto, assistiu uma partida de balões e bolas presas nas poças d’água.

Foi impossível jogar. Foi um não-jogo. Foi um crime liberar um gramado naquelas condições para abrigar um dos maiores clássicos da história do futebol brasileiro.

Agora, o Inter precisa buscar a sua permanência na zona da Libertadores em Curitiba, contra Marcelinho Paraíba, enquanto seu mais acelerado perseguidor, o Atlético MG, do goleador Tardelli, enfrenta o Barueri em Minas Gerais.

Depois, cruza dois filés em Porto Alegre, Náutico e Atlético PR (O Palmeiras tem Santos, na Vila, e Avaí, em São Paulo).

A luz do título some aos poucos na tabela. A realidade é o G-4. O futebol do Inter não permite sonhar com mais nada além da Libertadores doze jogos antes do final do Brasileirão.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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Iarley lidera Goiás na virada contra frágil Grêmio

27 de setembro de 2009 58

A porta blindada do G-4 estava escancarada aos azuis no Planalto Central. O Grêmio vencia por 1 a 0. O melhor em campo, Iarley, disse "não" na tarde quente na qual Fernandão foi um modesto coadjuvante, substituído na segunda etapa.

Iarley comandou o Goiás, foi três em um, foi sangue, esforço e camisa na vitória de 2 a 1. Ajudou a virar o jogo. Postou seu time na vice-liderança do campeonato.

Os gaúchos se repetem na distância do Olímpico. Perdem quando encontram alguém que não seja o Náutico pela frente. O Serra Dourada é areia movediça. Afunda que não o conhece.

Falta vibração, pegada e determinação ao Grêmio fora do Olímpico. A derrota soa natural. Depois de tantas em 2009, mais uma é comum.

A derrota afasta outra vez o Tricolor (39 pontos) da zona da Libertadores, cinco pontos atrás do Inter (44), 11 do líder Palmeiras. Depois de duas boas partidas, elogiados seis pontos, outra queda num momento decisivo. Em 27 rodadas, o Grêmio nunca colocou o pé no estribo do G-4.

O Grêmio queixa-se do calor. Verdade, Goiânia mata o bom preparo físico. Assim como Hélio dos Anjos mostrou ao colega Paulo Autuori como dois alas de qualidade devem jogar, se posicionar, defender e atacar. Vitor e Júlio César navegaram pelas laterais gremistas com toda a liberdade que o esquema tático oferece, ao contrário de Tiego e Bruno que, presos na marcação, jamais cruzaram a linha média do campo. Jamis serviram os atacantes.

Ok, eles têm outras características, mas time sem bons laterais ou jogadores que façam a jogada pelas alas não funciona. Os atacantes morrem de fome, não são alimentados.

O Grêmio podia ter vencido o jogo ainda no primeiro tempo. Faltou ímpeto outra vez. Faltou a definição, a decisão.

No segundo tempo, o Grêmio caiu, foi envolvido, deixou de atacar e Autuori tirou um atacante, colocou um volante, depois tirou um volante e usou um lateral. Só fez piorar a realidade que já era um perigo.

Tcheco foi um nômade em campo, ao contrário do elétrico Souza, que marcou um golaço, mas depois abusou das jogadas individuais. Rochemback ainda busca a melhor forma física e uma maneira de acertar um passe, um lançamento. Por total falta de habilidade, o volante Adilson desperdiçou o gol da vitória na cara do goleiro. A inoperância de Herrera assusta. O isolamento do Maxi López preocupa.

O Palmeiras não tem mais time que o Grêmio, trocou de técnico no começo do Brasileirão, mas é líder. Por que? Porque é um time que se recusa a perder. É uma equipe determinada, corajosa, capaz de enfrentar qualquer adversário e qualquer situação. E conta ainda com o técnico mais competitivo do Brasil.

No Olímpico, em uma semana, o Grêmio espera o Sport, um dos piores times da competição. Jogo de três pontos, olho vivo no Atlético MG, que aguarda o Barueri, e no Inter, que viaja ao Paraná de Marcelinho Paraíba.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Com chuva. chute de Adriano é ainda mais perigoso

27 de setembro de 2009 5

Chove em Porto Alegre. Chove desde às 21h de sábado. São Pedro abriu todas as suas torneiras, foi passear e esqueceu de avisar alguém para fechá-las. Podia mandar chover na Lua, onde nunca chove. 

O gramado do Beira-Rio, palco de Inter e Flamengo, um dos clássicos do futebol brasileiro, está encharcado, com muitas possas d`água. A grama é uma das melhores do país, a drenagem é boa, mas a chuva inclemente das últimas 12 horas fez do gramado um local pouco recomendável para uma partida de futebol.

A bola vai estancar nas poças, o passe vai sair errado, a grama molhada vai prejudicar o toque de bola. Perde o espetáculo, perde o Inter, perde o Flamengo, dois times que fazem do bom toque de bola uma das suas armas. O correto seria adiar o jogo, esperar mais 24h, o futebol agradeceria. Um jogo nestas condições perde a lógica. Se tranforma numa sequências de balões e cruzamentos, o drible e o bom passe naufragam.

O Flamengo treinou três esquemas sexta-feira no Rio. Um deles tem Adriano no comando do ataque, que saiu mais cedo do treino queixando-se de dores musculares. Gramado pesado é inimigo de músculos cansados. Chama a lesão. Talvez seja um risco usar Adriano, bom para o Inter.

Se jogar, Adriano é perigo dobrado. Pelo seu futebol, pelo seu tamanho, pois o gramado molhado favorece o jogador mais pesado.

O chute de Adriano, que ainda busca recuperar seus melhores momentos, também é um perigo. Ele é um jogador que precisa de atenção, o tempo inteiro, todos os 90 minutos. Ele é um dos goleadores do Brasileirão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Palmeiras ganha jogo e descansa na liderança

26 de setembro de 2009 14

O Palmeiras escalou os 50 pontos. Da gigantesca e iluminada torre da liderança do Brasileirão pode observar seus adversários diretos neste domingo depois de vencer o Atlético PR (2 a 1) 24 horas antes. Ganhou com dois gols de homens de defesa, Figueroa e Danilo, que, por sua vez, havia marcado contra.

Vitória injusta no Parque Antárctica. O adversário usufruiu das melhores oportunidades de gol. Fez de Marcos o herói do jogo com pelo menos três defesas de grande qualidade. Paulo Baier esbanjou técnica e passes perfeitos, mas perdeu um gol sem Marcos na goleira.

Um empate não ficaria mal aos paranaenses que surpreenderam e, especialmente no segundo tempo, dominaram o jogo, criaram as melhores situações de gol e ainda reclamaram de um pênalti sobre Wesley. 

Eu vi, o juiz baiano Jailson Macedo Freitas, claro, viu, fez que não viu, deixou para outro dia. O Atlético dominava, atacava mais, tinha conseguido o empate e buscava com mais intensidade o segundo gol.

É quase um milagre apitar pênaltis contra os verdes. Parece crime, houve dois em Minas na quarta passada. O Cruzeiro reclama até agora do sempre omisso Evandro Roman.

Se ainda não tem futebol de campeão, o Palmeiras conta com a sorte dos favoritos ao título. O Palmeiras joga também como uma determinação tremenda, serve de espelho para a Dupla Gre-Nal. Se nega a entregar uma derrota. Mas a defesa falha muito, o meio-campo sente a falta do violento Pierre e o time é dependente do futebol de Diego Souza, que estava mal. Wagner Love funciona melhor no contra-ataque, é baixo, veloz.

O Palmeiras é inferior aos times do Inter e do Grêmio. Apenas três jogadores seriam titulares na Dupla, Marcos (não no Grêmio), Diego Souza e Wagner Love. Mas o Palmeiras de Murici é um time mais competitivo, mais disposto, mais concentrado, mais comprometido com as vitórias.

É o que parece, olhando de longe, fora de São Paulo, que abriga os dois grandes favoritos ao título da temporada. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Diabos Vermelhos aquecem outono inglês

26 de setembro de 2009 2

John O`Shea é celebrado pelos seus companheiros após marcar um gol de cabeça no Britannia Stadium, onde o United superou o Stoke City por 2 a 0. O United trocou a clássica camisa vermelha por um novo modelo/Simon Dawson, AP
O Manchester United venceu (Stoke City, 2 a 0), o Chelsea perdeu (Wigan, 3 a 1) e no topo da Premier League, depois de sete rodadas, tremula outra vez a bandeira dos Diabos Vermelhos do noroeste da Inglaterra.

 

Os gols foram assinados por Berbatov e O`Shea, obras de passes qualificados do craque galês Ryan Giggs, eleito o melhor jogador da temporada passada. Seria muito maior se pudesse envergar outra camisa de seleção que não fosse a do País de Gales.

O tricampeão inglês jogou sete vezes pelo campeonato nacional, fez 18 pontos, perdeu três. O Chelsea chega na sua cola, com o mesmo número de pontos, idênticas seis vitórias, porém com um gol a menos no saldo final. Os londrinos perderam uma invencibilidade de seis jogos

O Liverpool é terceiro, 17 pontos, após enfiar 6 a 1 no Hull City com um Hat Trick de Fernando Torres, um dos grandes centroavantes da atualidade. Os três são candidatos ao título.

Não creio na jovem equipe do Arsenal, que mudou bastante, ao contrário dos outros três que mantiveram uma base estável. Muito menos no novo rico Manchester City, que fez grandes contratações, mas ainda não organizou um time, uma maneira de jogar, algo que leva um certo tempo.

Os irriquietos habitantes do planeta do futebol imaginaram que sem Cristiano Ronaldo, um dos dois melhores jogadores do mundo (o outro é Messi), o United perderia poder, status e qualidade. Pensaram que sem Tévez, o ataque emudeceria um pouco mais. Engano total. A força continua com os Reds ao menos na arrancada da temporada.

O grupo liderado por Sir Alex Ferguson é dos mais qualificados, organizados e determinados. Tem um meta, a vitória. Tem um objetivo, o título. Ganhou três em sequência. O quarto é inédito.

O craque português, um jogador mais completo que Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, já que falamos dos melhores do mundo, faz uma falta danada, óbvio. Tévez faz menos, mas o time encontrou novas soluções. Foram 17 gols em sete jogos. Média qualificada, sem dúvida. Números de quem luta pelo título e não abre mão da taça.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Fernandão espera Grêmio no Serra Dourada

26 de setembro de 2009 15

Magoado com o Inter, zangado com os seus dirigentes, Fernandão encontra o Grêmio no Serra Dourada depois que o seu Goiás perdeu no Paraguai (Cerro Portenho, 2 a 0) no meio da semana/Jorge Saenz, AP

O Grêmio é uma motivação só. Duas vitórias consecutivas apressou seu passo. Esta quase correndo. Se correr mais um pouco chega ao G-4, a sagrada zona da Copa Libertadores, área especial que ele já enxerga com os seus próprios olhos.

Uma vitória em Goiás, domingo, um empate/derrota do Galo Mineiro (42 pontos) e o barco gremista já poderá navegar nas águas límpidas, mas sempre perigosas, do G-4.

Antes de qualquer sorriso, a preocupação, a incerteza, porque o jogo é em Goiânia, um terrível espaço de tsunamis para a Dupla Gre-Nal. Nunca vi lugar tão inóspito. As maiores goleadas que Grêmio e Inter sofreram em anos recentes teve como cenário o Planalto Central.

O Serra Dourada, erguido em 1975, espaço para 50 mil almas, apresenta um gramado de gigantescas proporções, 118m por 80m, contra 105m por 68m do Olímpico, por exemplo.

A grama é fofa, pesada. O calor é intenso. A umidade do ar atrapalha quem corre, quem busca o ar e não encontra, e os mais sensíveis apresentam até sangramentos no nariz. É difícil correr na abafada Goiânia quando o sol decide mostrar seu poder às 16h.

Se o gramado e as condições climáticas são inimigos, o time do Goiás é bem mais. Quarto colocado, com 42 pontos, pula para 45 com a vitória, deixando o Grêmio com os mesmos 39 de hoje. Seriam seis pontos de diferença, duas vitórias atrás.

Jogo de seis pontos, portanto, jogo onde nem um empate é bem-vindo, especialmente se Avaí (37) e Flamengo (37) superaram seus adversários da 26ª rodada.

Junto com o clima, o gramado, o Goiás, somam-se Fernandão e Iarley, uma das duplas mais vitoriosas da história do Inter. Eles estão magoadíssimos com o Inter, não com o clube, mas com as pessoas que comandam o clube. O Grêmio é o adversário ideal para que eles possam mostrar como o Colorado errou ao não apostar neles outra vez.

Pena que Inter e Flamngo ocorra no mesmo horário de Goiás e Grêmio. Os dois jogos vão se misturar, o zapping mata a atenção. Resta o duplex das rádios.

Grêmio e Goiás é um dos jogos do semestre da dupla Fernandão/Iarley. Eles podem ser ainda os dois melhores jogadores do Inter no final de semana. A rivalidade, você sabe, não respeita camisa, estádio ou Estado.

Segunda (dia 28), às 20h, na Livraria Fnac, no Barrashopping Sul, em Porto Alegre, o lançamento do livro "A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil" (Editora Panda), de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues. É um belo livro, onde você pode encontrar todas as camisas da Dupla Gre-Nal. Apareça. Leve a sua camisa. Será que você tem uma que o livro não oferece?

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Palmeiras procura seu sábado perfeito

25 de setembro de 2009 17

Um oásis, um vale fértil, uma porta do paraíso se abre ao Palmeiras neste sábado. Verde como nunca, feliz como no passado ao lado de Roberto Carlos e de Rivaldo, o palmeirense sabe que o time está com sólida vantagem na tabela e é líder isolado. Pode encontrar o domingo ainda mais folgado, três pontos a mais

nas contas da classificação.

Basta cumprir o óbvio na abertura da 26.ª rodada, sábado, e vencer o paupérrimo Atlético PR na capital paulista, num Parque Antárctica certamente tomado por mais de 20 mil espectadores. Com um triunfo sobre os paranaenses, os paulistas abrem seis pontos sobre o segundo colocado, o vizinho e rival São Paulo, e não dá aos seus adversários diretos outro caminho que não seja o da vitória no domingo.

A outra tropa de choque do G-5, São Paulo, Internacional, Goiás e Atlético Mineiro (o Grêmio corre por fora), só entra em campo um dia depois de Muricy e dos seus. Vão jogar depois de dissecar o Palmeiras pela televisão, o mesmo que superou o Cruzeiro de virada (2 a 1), quarta-feira passada.  

Cleiton Xavier está suspenso. Wagner Love e Diego Souza, por outro lado, oferecem sinais claros que o Palmeiras é candidato ao título. A vitória em Minas credenciou outra vez o Palmeiras. Love é daqueles atacantes que fazem o time subir na tabela. Se encontra Diego Souza ao seu lado, o pulo é dobrado.

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Onde está escondido o futebol de D`Alessandro?

24 de setembro de 2009 143

Gente ligada ao hábil canhoto D` Alessandro avisou que o jogador anda desmotivado. Sua ação em campo, em Porto Alegre ou no resto do país, comprova. Oferecera razão ao sinal que chega de fora da praça de jogo do Inter.

É certo que D`Alessandro anda jogando menos, mas muito menos, do que sabe e do que pode. Você, como eu, já observou o máximo do jogador.

Quando pode (quer?), ele desequilibra. Com duas ou três jogadas pode mudar a história de uma partida. Lembra do segundo tempo de Inter e Atlético MG?. Ele entrou no segundo tempo, deu passe para um gol, fez outro. Mostrou a bola que realmente tem. Os argentinos assistiram a perfromance lá do outro lado e pensaram imediatamente que o meia seria nome de Seleção Argentina.

O estranho é o recado que chega de gente próxima ao argentino. Mais do que estranho, é inacreditável. Com um salário milionário, o maior do clube, um dos cinco maiores do país, ele precisaria estar motivado a cada 90 minutos. Ele precisaria ser o exemplo, o jogador a ser mirado, copiado, reverenciado.

Como não estar motivado no Brasileirão, no Inter, num momento em que o time ainda pode ser campeão do país, como mostra a tabela de classificação, e do continente? Como não?

Como não correr quilômetros a mais (ou mais) quando o técnico da seleção do seu país está de olho nele?

Como não jogar mais, muito mais, quando uma Copa do Mundo pode chamá-lo?

Serão os diferentes sistemas táticos adotados por Tite os mais recentes problemas de D`Alessandro?

Ou será que a antiga e violenta discussão com Tite ainda incomoda D`Alessandro?

Claro que ele não é o único culpado pelo apático momento colorado. Há uma série de culpados no interior do clube. Mas é de jogadores como D`Alessandro, pelo potencial que tem, que a torcida espera mais, busca esperança. E esperança de torcedor é a última que morre.

Segunda (dia 28), às 20h, na Livraria Fnac, no Barrashopping Sul, em Porto Alegre, o lançamento do livro "A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil" (Editora Panda), de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues. É um belo livro, onde você pode encontrar todas as camisas da Dupla Gre-Nal. Apareça. Leve a sua camisa. Será que você tem uma que o livro não oferece?

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Terceiro jogo sem vitória sugere mudanças no Inter

24 de setembro de 2009 58

Chileno no Brasil, atrás de uma bola, é derrota quase certa. Empate na terra verde e amarela do Pentacampeão Mundial dá feriado em Santiago, tamanha a diferença entre os dois países quando a bola rola no gramado, seja perto de nós ou ao lado da majestosa Cordilheira dos Andes.

Na qualidade de vida, eles nos aplicam goleadas todos os dias. No futebol, a bola é nossa. No Beira-Rio de quase sete mil fiéis na chuva e no frio a vitória era quase uma obrigação. Não foi porque o Inter perdeu o rumo e o ritmo em 90 minutos e permaneceu ancorado no 1 a 1 com a Universidad ou La U.

Resultado que lembra uma derrota, que exibe o terceiro jogo consecutivo sem vitória, duas derrotas, um empate. Empate que desgasta ainda mais Tite e o grupo.

O torcedor respondeu com vaias. Ainda mais depois que ouviu que o Palmeiras fez 2 a 1 no Cruzeiro, em Minas, abrindo quatro pontos de vantagem, engordando a liderança do Brasileirão. O sempre complicado Evandro Roman ajudou os paulistas.

Tite começou com três zagueiros. Mudou o esquema ainda no primeiro tempo. A troca ajudou pouco. Tite está confuso. Não sabe mais qual o sistema tático ideal.

Os problemas se repetiram, se perpetuaram no jogo: a ausência de boas jogadas ofensivas pelas laterais, um meio-campo sem criatividade, um D’Alessandro mudo (a grande decepção colorada do semestre), um Alecsandro pior.

A individualidade nula fez o coletivo tropeçar. A desorganização incomodou o fã. O ponto de interrogação surgiu em cada cabeça colorada. O que será do futuro próximo? 3-5-2 ou 4-4-2?

Tite precisa mudar, acertar seu esquema, definir um novo time titular, estancar suas experiências, fixar Andrezinho na ala, deixar D`Alessandro no banco, fazer Edu jogar, manter Kléber na ala, oferecer maiores oportunidades ao jovem Marquinhos, unir Bolíivar, Índio e Sorondo  na zaga.

O Inter criou mais no segundo tempo, chegou ao empate, mas faltou qualidade para a virada. O resultado foi justo. Ninguém reclamou do juiz ou das injustiças do placar. Criticou o técnico e o time, com absoluta razão.

A estréia na Copa Sul-Americana foi modesta, pobre, decepcionante. Empatar com time chileno jogando em Porto Alegre no final de setembro  é sinal claro que a primavera ainda não chegou no Beira-Rio. O tempo está desregulado. Só se observa relâmpagos e trovoadas nos céus do Guaíba.

O Boeing colorado precisa buscar agora uma nova estabilidade no céu revolto do Brasileirão.  

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A imagem do Maracanã da Copa e das Olimpíadas

23 de setembro de 2009 22

AP

Promessa é de político, claro, mas como o papel aceita tudo, o mundo está vendo hoje a imagem computadorizada do Maracanã/Maracanãzinho das Olimpíadas 2016, se o país for confirmado como sede, lógico.

Dois anos antes, o mesmo estádio abrigará jogos da Copa do Mundo do Brasil.

 

 

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Quando as mulheres ocuparam o Beira-Rio e Olímpico

23 de setembro de 2009 6

Falei com amigos/colegas cariocas (desmotivados com seus clubes), mineiros (motivados com o Galo, desconfiados com a Raposa) e paulistas ("ou Palmeiras, ou São Paulo", dizem, um dos dois será campeão brasileiro). Entre o futebol e a música, o papo sempre envolve, prazeirosamente, as mulheres, começa por elas. É o melhor assunto do mundo.

Os distantes e caros camaradas estão impressionados com a presença de mulheres em jogos no Beira-Rio e no Olímpico e como a tevê se encanta com elas. Nunca viram tantas, nem tão belas, charmosas. Nunca imaginaram um número tão significativo de mulheres envergando as camisas dos dois clubes (que eles imaginam no G-4, não com a mão na taça).

Não é um fenômeno local, gaúcho. Como o Rio Grande do Sul está em primeiro lugar no ranking das mulheres mais belas do país, as dos nossos estádios aparecem mais. Os câmeras espalhadas no teto e no chão fazem longos e calculados passeios pelas arquibancadas e cadeiras e conseguem exibir ao Brasil mulheres lindas.

A maciça presença da mulher nos dois maiores estádios gaúchos, localizados na Capital, serviu para ajudar a civilizar as nossas praças de jogos. A mulher, como a criança, serve de escudo aos desordeiros conhecidos, fichados, ou deseconhecidos, novas safras que se somam aos atuais. Eu tenho certeza. Oferecem outro ambiente ao estádio. Renovam o público. Ajudam o espectáculo.

Os vândalos perdem espaço quando a família entra em campo. Ela ocupa o lugar do maluco, não o beleza. O futebol é, antes de tudo, um ambiente familiar. Mire-se no bom exemplo inglês.

O futebol foi aparentemente civilizado quando as crianças, as mulheres, a mãe e o filho, a tia e o sobrinho, o avô e o neto, ainda criança, tomaram o metrô dos estádios. Claro, os doidos continuam soltos e aparecem de vez em quando. São aliens.

O hooligan brasileiros que vá fazer a sua arruaça na outra esquina, longe da função esportiva, que se entenda com as nossas desatentas autoridades. Nos estádios, pelo menos, eles estão fora. Vão nos assaltar, claro, tentar quebrar as grandes das nossas casas, mais tarde, porém aí a conversa toma outra direção.

Segunda, 20h, na Fnac, no Barrashopping Sul, em Porto Alegre, o lançamento do livro "A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil" (Editora Panda), de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues. É um belo livro, onde você pode encontrar todas as camisas da Dupla Gre-Nal. Apareça. Leve a sua camisa. Será que você tem uma que o livro não oferece?

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O Inter e os dilemas da Copa Sul-Americana

23 de setembro de 2009 42

A pergunta de hoje no Beira-Rio é uma, nada mais do que uma:

- O que fazer com a Copa Sul-Americana?

Pisar o ótimo gramado com chuteiras de verdade?

Experimentar as reservas?

Mesclar as duas?

Os fãs se perguntam, poucos respondem.

A direção, na dúvida, resolveu escalar os melhores disponíveis na estréia na edição deste ano do torneio contra o Universidad do Chile, em Porto Alegre (21h50).

O Internacional vai com Danilo Silva, Índio, Fabiano Eller e Kléber; Sandro, Guiñazú, Andrezinho e Andrés D`Alessandro; Edu e Alecsandro.

Age certo. O Inter proclama que tem o melhor grupo de jogadores do país. A hora do grande teste é agora. Duas competições, duas frentes. A hora do verdadeiro teste chegou. Os jogadores precisam se mostrar, mesmo o reserva.

São mais de 22, quase 30, jogadores capazes de entrar em campo com a camisa vermelha em jogos importantes. Todos têm nome conhecido, mais ou menos experiência, mas o futebol da maioria, ao menos nas duas últimas semanas, está sendo questionado, especialmente depois de duas derrotas consecutivas no Brasileirão.

A própria autoestima colorada é baixa devido aos seis pontos perdidos em sequência. Mesmo assim, a equipe gaúcha está em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, um ponto distante do líder Palmeiras, e tanto a comissão técnica como os jogadores disseram que a prioridade é conquistar o título nacional.

O que preocupa o técnico Tite e a direção é levar os titulares ao jogo de volta, no Chile, em uma cansativa viagem apenas três dias antes da visita que a equipe fará ao Coritiba pelo Campeonato Brasileiro, que pode ser decisiva nos planos de alcançar o Palmeiras

Em 2008, com cinco vitórias e cinco empates, o Inter ergueu a taça, ganhou dinheiro, projeção, mais um título internacional. Mas 2009 se projeta diferente.

O Brasileirão é possível, se o time não mostra dentro de campo, ao menos nos dois últimos jogos, a atual tabela diz que dá para alcançar o primeiro colocado. A diferença é de apenas um ponto entre o Inter e o líder Palmeiras.

A direção precisa saber usar a dose certa de jogadores nas partidas das duas competições. Sabe que os adversários sul-maericanos também não têm a melhor qualidade, que não são os mesmos da Libertadores, que o torneio é secundário no ranking da América.

O Inter prefere não arriscar. Usa o torneio continental como uma carta na manga. Se a liderança do Brasileirão ficar distante, por diferentes motivos, a Sul-Americana é uma saída, pelo menos, honrosa. Como foi no ano passado.

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VÍDEO: as chances da Dupla no Brasileirão

22 de setembro de 2009 5

A próxima rodada do Brasileirão promete: enquanto o Grêmio enfrenta um jogo decisivo no Serra Doura, o Inter pega o Flamengo, em uma partida que promete ser um clássico. Confira um bate-papo com meu colega Benfica:

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Ronaldinho perdeu o encanto no Milan

22 de setembro de 2009 65

Gattuso, com a bola, enfrenta Ronaldinho num treino no Velodrome, em Marselha, onde o Milan enfrentou o Olimpique pela Champions League. Ronaldinho consegue desanimar os fãs italianos cada vez que entra em campo/Claude Paris, AP
O meia-atacante brasileiro Ronaldinho jura amor e dedicação ao Milan. A mesma paixão que ofereceu ao Grêmio, ao PSG, ao Barcelona. Em todos os seus ex-clubes, ele teve problemas na despedida. Sempre saiu mal, atritado, desgastado.  

No final de semana, ao jornal catalão Sport garantiu que o brasileiro "está cansado do futebol e pensando em abandonar a carreira". Ronaldinho negou.

Disse: "A minha fonte de alegria é (e sempre foi) jogar futebol".

Ronaldinho é banco no Milan, nem foi chamado para fazer parte da lista dos jogadores que se apresentaram para a rodada de domingo. Ronaldinho é hoje um jogador comum. Perdeu o poder de supercraque.

O Milan está em oitavo lugar no Campeonato Italiano, com sete pontos, após quatro rodadas, 12 pontos disputados. Sampdoria e Juventus são os líderes.

Ronaldinho não consegue repetir as suas grandes performances de três anos atrás. Perdeu força física, condicionamento e velocidade. Sabe jogar, claro, a cabeça diz, o corpo não.

Ronaldinho perdeu a condição de atleta, a confiança de Dunga, vaga na Seleção, a esperança dos torcedores do Milan. A cada dia que passa ele se apresenta como ex-jogador. A torcida sente, sabe que ele passou, pede outro. É da vida do jogador.

O craque Ronaldinho sumiu. Alguém viu o grande jogador por aí? O Milan procura e não o encontra. Tanto que o faz sentar no banco de reservas como um jogador comum.

Nunca um jogador eleito o melhor do mundo, um número 1 da FIFA, caiu tanto em tão pouco tempo. É um mistério. O único que pode explicar, e nunca diz nada, é Ronaldinho. Suas desculpas já encheram um Boeing. A recuperação é prometida a cada novo jogo. Nunca vem.

A pergunta é? Ronaldinho acabou? Você sabe?

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VÍDEO: o que esperar dos próximos jogos da Dupla?

21 de setembro de 2009 8

Eu e meus colegas da Rádio Gaúcha Sérgio Boaz e Eduardo Gabardo conversamos sobre os próximos jogos da dupla Gre-Nal. Confira:

 

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Os dois próximos trabalhos de Hércules da Dupla

21 de setembro de 2009 49

O Inter começa a semana atordoado por duas derrotas em sequência. O Grêmio coloca o pé na bola animado por ter recolhido seis pontos em dois jogos. O Inter está encostado nos líderes. O Grêmio vê o G-4 com os próprios olhos.

 

A Dupla deseja algo mais no Brasileirão. Nós vemos, nós sentimos.

O Inter vive na zona da Libertadores desde maio. O Grêmio tenta chegar lá entre altos e baixos, atropelado no caminho pedregoso pela sequência de derrotas na distância do Olímpico.

O astral do Grêmio melhorou. A autoestima do Inter é baixa.

O Inter perdeu no Beira-Rio (Cruzeiro) e na Bahia (Vitória). O Grêmio ganhou em Recife (Náutico) e em Porto Alegre (Flu). Os adversários do Inter eram superiores aos do Grêmio. Mas na Capital, o Inter tinha o dever de superar os mineiros.

O Inter queimou a sua gordura. O Grêmio não tem. A próxima rodada não é definitiva, mas é proibido perder, tropeçar, atrasar a caminha. As riodadas são cada vez mais decisivas.

O Flamengo vem experimentar o inferno vermelho. O Grêmio precisa atravessar uma Amazônia verde em Goiânia.

A tarefa colorada parece mais comoda, não mais fácil, joga em casa, tem time superior. Três derrotas seguidas são números impensáveis para quem busca o título na reta decisiva da competição. A do Grêmio é como descer um canyon sem cordas, ainda mais depois que o Goiás apatetou o Corinthians, com Ronaldo, com quatro gols, em São Paulo, capital.

Pena que os dois jogos se iniciam nas mesmas 16h de um idêntico domingo. Perde que gosta de futebol, de competição, de decisão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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