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Posts do dia 1 setembro 2009

Galo de Roth não vence desde 2 de agosto

01 de setembro de 2009 28

O Atlético-MG acompanha estilo Celso Roth. Liderou o Brasileirão durante oito rápidas rodadas. Agora, despenca aos poucos, em câmera lenta. Foi vice, terceiro. Aparece na quinta posição, deve cair mais no Beira-Rio, em jogo atrasado pela 17ª rodada.

 

O Galo, de esporas limadas, não vence uma partida desde o dia 2 de agosto, Coritiba por 3 a 2, no Mineirão. São cinco jogos sem o sabor da vitória. Sua última aparição lembra um empate em um gol com o decadente Sport, vice-lanterna, em Minas Gerais.

O azar também ronda dos mineiros. O azar é companhia de Roth. Só pode ser, já que ele é o técnico mais elogiado pelos dirigentes brasileiros. Welton Felipe, Evandro, Jonílson, Márcio Araújo, Serginho, o goleiro Aranha e Marcos Rocha estão fora. Envolvidos com lesões ou cartões amarelos.

Bruno; Carlos Alberto, Werley, Alex Bruno e Thiago Feltri; Renan, Correa, Tchô (Felipe) e Renan Oliveira; Éder Luís (Rentería) e Diego Tardelli é o time. É fraco. Poucos se salvam, talvez Tardelli, os outros são coadjuvantes. Há muito reservas.

A vitória está na contas do Inter. Não sei se fácil, como a de domingo passado, ainda mais com o desatino de Fernandão, mas é uma partida perfeitamente sob controle na noite de Porto Alegre.

Vencer o Galo, ao menos no momento, é tarefa comum, como seria o mistão do Corinthias semanas atrás. Lembra o que aconteceu? Mas a diferença é que um tem Mano Menezes e o outro defende com Celso Roth.

Postado por Zini, POrto Alegre

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A janela da minha, da sua casa, da Dupla, do mundo

01 de setembro de 2009 6

O Barcelona buscou Ibrahimovic, cedeu Eto`o ao Inter de Milão. Gastou mais de 100 milhões de euros em reforços para tentar manter o cetro e a coroa de melhor time do planeta/Manu Fernandez, AP
A janela ganhou novo significado. Não é só a que se pula, um espaço que dá para o nada, o verde ou o cimento. A janela, fora a da sua casa, é agora o período que movimenta o mercado mundial do futebol, quando os jogadores trocam de time, refazem juras de amor, fazem fortunas.

A janela é tão definitiva na vida dos clubes, brasileiros ou não, que até o presidente Lula tentou fechá-la, sugerir a abertura em outro momento. A janela fechou sozinha, por vontade própria. Abre outra vez, voraz igual, no final do ano.

Na Europa, o Real Madrid escancarou a janela. Investiu 250 milhões de euros em reforços. Ao lado do Barcelona, gastou mais que os outros 18 times juntos e somados. Cristiano Ronaldo custou 94 milhões de euros, contratação mais cara da história do futebol. Kaká chegou por 65 milhões de euros.

O Barça buscou Ibrahimovic, cedeu Eto`o. Continua o melhor time do mundo.

O Bayern carregou para Munique o excelente Robben, o habilidoso holandês que era do Real Madrid. Desembolsou 25 milhões de euros.

O Manchester City, subsidiado pelo Abu Dhabi United Group, investiu 136 milhões de euros, Ninguém gastou mais que o novo clube de Tévez na Inglaterra, nem o planetário Manchester United, que vendeu Cristiano Ronaldo, ganhou dinheiro, perdeu charme e poder.

Tanto o United, quanto o Milan, que cedeu Kaká ao Madrid e aposta tudo no desinteressado Ronaldinho, devem ficar longe dos títulos. Os dois esqueceram o caminho das compras, não se reforçaram como manda o poder de cada um e devem ceder lugar no topo dos clubes vencedores.

No Brasil, a janela sugou um só grande jogador de Seleção. O Inter vendeu Nilmar, reforçou-se com Eller e Edu, segurou Sandro. O Palmeiras buscou Wagner Love, o Grêmio repatriou Rochemback, afastou os gringos que desejavam Víctor e Rever, o Goiás chamou Fernandão. O São Paulo segurou Miranda e Hernanes e vai fechar no vermelho. Arrisca um prejuízo, imagina que 2010 pode lhe dar a Libertadores e novo Mundial Interclubes.

A janela foi má com o Inter. Engoliu seu melhor jogador, não lhe deu outro igual ou melhor. A cada ano o processo se repete. Nossos clubes vivem de vendas. Os dirigentes gostam. Era assim, é, continuará sendo. Não há uma idéia de sustentação dos nossos clubes fora a venda de todo e qualquer jogador. É bom não se acostumar com os novos ídolos. Eles irão embora. Basta só marcar a passagem.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter disputa Brasileirão, Grêmio vê de longe

01 de setembro de 2009 53

Quatro meses antes do final da temporada, o Inter parece o mais ativo entre os clubes gaúchos de 2009. Ganhou o Gauchão, vive entre os eleitos do G-4, quatro pontos distantes do líder Palmeiras, número que pode cair para um, apenas um, quarta-feira, após o jogo decisivo contra o Galo do casmurro Roth.

 

O Grêmio não sabe o que é o santo G-4, seis pontos, duas vitórias consecutivas, atrás da zona da Copa Libertadores, 10 pontos longe do primeiro colocado. O Tricolor nunca ganha fora de casa.

Os dois clubes têm os técnicos questionados (estranhamente Tite é mais criticado), as duas torcidas clamam por reforços, os dois estádios não recebem os fãs esperadas pelos seus dirigentes, que ainda não sabem o que fazer com o marketing, uma fantástica fonte de renda ainda não explorada 100%.

O Grêmio mantém a mesma base do ano passado, o Inter mudou parte do time e vendeu Nilmar, seu jogador mais precioso. O Inter perdeu a decisão da Copa do Brasil, o Grêmio caiu nas semifinais da Copa Libertadores, contratou, porém os novos não cresceran. O Brasileirão é o último titulo do ano. O Inter parece o mais habilitado depois da terceira rodada do segundo turno.

O Inter namora o título, mas não empolga, não exibe futebol de campeão. Pode chegar lá, a tabela informa. A vitória de 4 a 0 sobre o Goiás foi um alento.

O Grêmio está distante do líder, luta pelo G-4, mas não embala, não ganha fora, embora encante no Olímpico. Pode estacionar no G-4, porém precisa exiber fora do Olímpico um futebol ainda desconhecido na temporada.

Na soma dos dois, no primeiro dia de setembro, 97 dias antes do final do campeonato, o Inter está melhor, segundo a voz da tabela de classificação do Brasileirão. Tabelas falam. Você ouve. Eu apenas digo o que ouço. O que a tabela sussurra.

Postado por Zini, Porto Alegre

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