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Posts do dia 3 setembro 2009

Tcheco é o jogador mais emblemático do Olímpico

03 de setembro de 2009 123

Diga Tcheco. Não diga Anderson Simas Luciano. Ninguém associa o nome ao jogador paranaense.

Pronuncie Tcheco, fale Tcheco e aguarde 30 segundos. Espere a avalanche. Ouça o Olímpico se levantar inteiro e se dividir e se quebrar em muitos pedaços em igual número de teses e teorias.

Você verá gremistas de todos os costados, os adoradores de Tcheco, os críticos, os mais ou menos, os que desejam o volante ofensivo longe de Porto Alegre, fora do alcance do jeito azul de ser.

Tcheco não é unanimidade em seu clube, entre os fãs, e no futebol a unanimidade não é burra.

Os que não o querem acusam o jogador de ser o mal de todos os males do Tricolor. Quando o Grêmio perde, creia, sempre tem algum apontando um dedo invisível na cara do distante Tcheco.

Ele paga o pecado por todos, pela falta de gols, pela lentidão do time, pela falta de pegada dos jogadores, pela indisposição com os árbitros, pela irritação com os adversários, pelo sol e pela chuva. Pelos erros táticos do time e do técnico. Pelas entrevistasd dos dirigentes pós-jogo.

Tcheco é o Judas gremista. Todos os times tem um e eles se sucedem através dos tempos. Os gremistas elegeram seus número 10. Batem verbalmente no jogador cada vez mais, basta um tropeço, um recuo fora de casa, nova derrota.

Tcheco é o capitão. Corre o risco de perder a braçadeira, uma vaga no time e ainda ter de buscar novo recomeço a partir do banco de reservas.

Tcheco, 33 anos, quase 15 de carreira, passou os últimos três anos como titular do Grêmio, com rápida escala no escondido e atrativo ($$$$$) mundo árabe. Sempre foi um jogador emblemático, de quem sempre se esperou tudo, mas ele nunca conseguiu oferecer o máximo. Não faltou esforço, faltou futebol.

Tcheco não é craque, sempre repito, mas é bom coadjuvante. Ele não pode ser a estrela, o grande jogador, o 10 histórico, porque não consegue ser. Simples. Tcheco é apenas um bom e útil jogador.

Mas pode e deve ser questionado. É saudável, sempre de maneira civilizada. Ele pode e deve sair do time quando não atravessa boa fase, como agora. Não há um substituto ideal, mas há diversas formações que podem deixar Tcheco de lado em busca da sua melhor forma e Autuori de melhor equipe.

Uma das formações é com Douglas Costa como um Tcheco mais ofensivo, com Adilson, Rochemback e William Magrão cobrindo o meio-campo. É preciso deixar Douglas jogar. É preciso arrancar a timidez do jogador antes que a sua intranquilidade acabe como ele de uma vez por todas em Porto Alegre.

É preciso deixar de esperar que Tcheco vá desabrochar como um craque superior, não, nunca, ou vá liderar a esquadra. Ele é apenas um bom coajuvante, capaz de grandes exibições, de más partidas. Não espera demais de quem não pode dar mais. Não se iluda.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Passeio com a Dupla pelo interior do Brasileirão

03 de setembro de 2009 21

Os colorados distribuem sorrisos, olham a tabela, fazem contas e sonham. Sonho dos justos, vivem a primeira semana de setembro encostado no líder Palmeiras, um ponto entre eles. Ponto de interrogação.

O Inter pode sonhar. O sonho é grátis, melhora mais quando está ancorado na realidade. O momento é de puro otimismo.

O Inter joga futebol de campeão? Não. O Palmeiras também não, digo o mesmo do São Paulo. Observo os três como legítimos pretendentes ao título. Eles habitam o G-4, têm bons técnicos, os melhores times, grupos qualificados e os grandes salários do país. Fazem uma campanha regular, nada espetacular. Alternam bons jogos, com outros assim nem tão bons. O Inter chega de três elogiadas performances, Santos, Goiás e Atlético-MG, sete pontos em nove possíveis.

Olho abaixo da linha perfeita da Libertadores, leio os nomes e não encontro ninguém em condições de estacionar no G-4 por longo período e gritar que a vaga é dele.

O Goiás é passageiro de médio curso. Deve sair em breve, abrir uma vaga para os que chegam de trás. Não creio no Galo, nem no Barueri, nem na grande surpresa do Brasileirão, o corajoso Avaí, que não tem um grupo capaz de suportar um tiro mais longo. Falta talento, experiência e qualidade de chegada ao destemido quarteto. Mas sabe como é que é, as surpresas foram inventadas para nos dar um nó.

Creio que a quarta vaga pode ficar entre Grêmio, Santos, Cruzeiro ou Flamengo, a ordem é a leatória. São times de tradição, camisa e torcida e ainda buscam uma estabilidade. Uma boa sequência de vitórias, uma tabeça dócil, adversários em crise, muda a fotografia dos que hoje frequentam a zona da Copa Sul-Americana, desdenhada por todos, festejada por quem ganha.

O segundo turno recem começou, há uma avalanche de jogos pela frente, mas Palmeiras, Inter e São Paulo, não necessariamente nesta ordem, peleiam pelo título. São legítimos perseguidores da taça. Quer prova? Olhe a tabela de classficação. Ainda não apareceu um quarto nome favorito ao G-4, talvez não exista outro. Mas é cedo.

A diferença entre o líder Palmeiras e o 10º colocado (Santos) é de nove pontos. Parece muito, uma imensidão, mas o campeonato é muito equilibrado, lotado de clássicos e tudo pode acontecer depois de uma enfiada de três, quatro vitórias em três, quatro domingos.

Não que o Santos tenha competência, não creio. O Palmeiras é que não joga como líder. Setembro será o grande mês das definições. Do sobe e desce. Quem marcar lugar neste mês, pode subir.

Prepare-se. O campeonato está disputadíssimo e imprevisível. Chame seu santo forte. Cuide das velas, olhe o coração, mas não esqueça da Zillertal.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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