Vaias, uma avalanche de vaias, depois do 1 a 1 com o Vitória no Olímpico. O péssimo empate ofereceu ao Grêmio um ano sem derrotas em Porto Alegre, mas o aniversário foi ignorado, passou pelo lado, ninguém saudou, não recebeu festivas velas coloridas, um saboroso bolo de chocolate.
O Grêmio fez uma das suas piores partidas de 2009, seja no aspecto técnico ou no coletivo. O fã do estádio sentiu, não gostou e gritou contra. Estava no seu direito. Se não gosta, vaia e depois do jogo.
Paulo Autuori continua com as suas experiências. Sua estratégia equivocada está cimentando o Tricolor na Copa Sul-Americana. Suas mudanças não embalam o Grêmio. O time não cresce.
Autuori não consegue acertar o Grêmio. Autuori não dá cara competitiva ao time. O G-4 se afasta aos poucos.
Os seus novos 11 preferidos foram especialmente desastrosos. Como queria deixar Tcheco no banco e apressar a estréia de Rochemback, fez cinco modificações forçadas.
O time mudou muito e mal, sentiu o impacto, caiu, foi envolvido, quase perdeu. A imperícia dos atacantes baianos ajudou no resultado igual, porém injusto. O Vitória merecia os três pontos. E olha que jogou quase 30 minutos com 10 jogadores.
As modificações afundaram o Grêmio, tanto que o Vitória teve três situações de gol no primeiro tempo, contra nenhuma dos gaúchos, e duas bolas na trave no segundo.
O Grêmio estava totalmente desorganizado, mal postado em campo, marcando errado e sem opções ofensivas. Réver fazia um péssimo jogo, Douglas Costa exibia sua timidez costumeira e Perea assistia o jogo. Defesa, meio-campo e ataque pareciam seres estranhos um ao outro. Não combinavam.
Autuori mexeu na zaga no meio. Posicionou o volante Túlio na lateral (não apoiou, nem marcou), passou Mário Fernandes da lateral para a zaga central (o melhor em campo e novo titular da zaga central), formou o meio com Adilson (errou muitos passes e se posicionou errado) e Fábio Rochemback (discreto, sem mobilidade e fora de ritmo de jogo, uma estréia modestíssima).
O Grêmio de Autuori é time de uma manjada jogada só: aérea. Quando o dia não permite o jogo pelo céu ou a defesa inimiga está bem posicionada, as outras opções roçam o zero. Tcheco entrou depois, como salvação, o que não é, e passou a levantar bolas para a grande área. Nada.
O Grêmio passa a semana inteira treinado. Na partida, o resultado dos treinos não aparecem. Ninguém vê uma jogada ensaiada, por exemplo.
Todos esperavam mais de Autuori como comandante de campo no Olímpico. Pela sua qualidade, fama, títulos e idéias, o Grêmio deveria estar mais organizado, pelo menos, neste começo de setembro. Não está. É um time comum, que joga como os times do meio da tabela do campeonato. Pior, parece conformado com o seu lugar no Brasileirão. Alias, o time que empatou com o Vitória estava longe, muito distante, um Japão de distância, de ser um time vibrante. O perigo também mora aí.
Postado por Zini, Porto Alegre



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