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Posts do dia 13 setembro 2009

Estádio dos Aflitos é a segunda casa gremista

13 de setembro de 2009 41

Recife é a outra capital gremista. O Estádio dos Aflitos é seu oásis nordestino. Quatro meses depois, domingo, 13 de setembro de 2009, a vitória nasceu em Pernambuco, o estado-irmão dos tricolores gaúchos.

 

Desde a última década do segundo milênio que o Grêmio não perde nos Aflitos. Há 18 anos seguidos que a vitória (empate no mínimo) é a realidade entre Grêmio e Náutico.

Como o Estádio dos Aflitos é a segunda casa do Grêmio, a vitória nasceu ao natural, 2 a 0, gol de Souza, belo gol de Jonas.

Os três pontos levaram o Grêmio aos 36, quatro distantes do G-4, no caso o Galo de Roth (40), o próximo adversário do Náutico. Fazia quatro meses que os gaúchos não venciam fora. Paulo Autuori comemorou a sua primeira na distância do Olímpico.

Tcheco e Souza, apesar do gol, não jogaream mais do que estavam jogando fora do Estado. Os contra-ataques não nasceram. A vitória foi boa, importante, mas não convenceu. Ou convenceu você, aí do outro lado? Otimismo é o que não falta ao torcedor depois de uma vitória. Ao crítico, nem tanto.

Afinal, qual a diferença do Grêmio do Nordeste do Grêmio dos outros 11 resultados negativos fora do Olímpico? Eu observei quatro.

UM) O ataque encontrou dois gols em duas jogadas onde o gol não estava por perto.

DOIS) A defesa se portou com uma segurança que ainda não havia encontrado fora de casa depois dos 2 a 0. Märio Fernandes joga cada vez mais. Réver, sério, é outro jogador.

TRÊS) O adversário é um dois piores da competição, candidato certo ao rebaixamento.

QUARTO) O meio-campo com Adilson e Rochemback nas primeiras funções é mais veloz, forte, combativo, tem mais mobilidade, atenção e vigor.

O desempenho Tricolor até não importa muito, prejudicado no segundo tempo até pela ridícula expulsão de Maxi López, uma invenção do árbitro.

 A vitória anula qualquer crítica. É a primeira fora. Pode ser um anúncio de algo mais, não sei. Prefiro esperar o Fluminense, domingo em Porto Alegre. Aguardar o Goiás, em Goiás.

A vitória em Recife recomenda do Grêmio. Seu futebol nem tanto. O G-4 só aparece com uma sequência de vitórias fora do Olímpico.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tite deixa Gilberto livre e Inter continua vice

13 de setembro de 2009 28

O líder Palmeiras (44) perdeu fora, na Bahia. O vice-líder Inter (43) caiu em casa. O São Paulo agradeceu a dupla, saudou os tropeços. Venceu o Avaí (2 a 0), cresceu, encostou nos 43 pontos positivos. O final de semana foi seu.

O grande perdedor da quinta rodada do returno foi mesmo o Colorado. Perdeu em Porto Alegre (Cruzeiro, 3 a 2), abraçado pelos fãs, a oportunidade de assumir a liderança e embalar no Brasileirão. Ficou. Foi uma das tardes mais decepcionantes da temporada. Nem a chuva fina e insistente que incomoda desde segunda-feira passada foi pior.

A torcida saiu frustrada. Saboreou a liderança por momentos, caiu nos 90 minutos. O resultado não era esperado. Os mineiros ganharam de virada, 3 a 2.

O jogo, por outro lado, foi ótimo, com dois times ofensivos em busca do gol. A rede balançou cinco vezes. O Cruzeiro mostrou ser bom time. Vai crescer na competição. Pode sonhar com o G-4.

Quase 39 mil torcedores pediram pênalti quando Taison foi empurrado na grande área mineira. Paulo Henrique Godói Bezerra não ouviu. Foi adiante, prejudicou o Inter, exibiu toda a sua falta de qualidade com um apito na boca.

Óbvio que o Inter não perdeu o jogo pela arbitragem, perdeu por seus erros, perdeu pela qualidade do adversário, perdeu porque Gilberto jogou livre e solto e fez uma grande partida. Mas o pênalti poderia ter mudado toda a história da partida.

O Inter jogou menos do que em Florianópolis, uma semana atrás. O adversário deste domingo era mais qualificado que o Avaí e veio ao Sul em busca da vitória, atacou, foi ousado, nunca se conformou com o empate. Foi grande como seu passado. Foi do tamanho da sua camisa.

O Inter decepcionou. O gramado encharcado prejudicou o toque de bola, as jogadas de aproximação, as tabelas, os jogadores mais leves.

Eller, Kléber, D’Alessandro, Taison e Alecsandro jogaram abaixo das suas médias. Lauro fez três grandes defesas. Andrezinho entrou depois, fez um gol de falta, mas não brilhou. O meio-campo jogou aberto demais, a criatividade sumiu, o ataque ficou isolado.

Thiago Ribero destruiu com a defesa colorado, marcou uma vez, entrou por todos os lados. Gilberto jogou solto, sem uma marcação especial, sem os cuidados que um jogador do seu porte merece. Ele desequilibrou. Marcou duas vezes, foi o melhor em campo e carregou a vitória para Minas Gerais.

O Vitória é o próximo adversário, o mesmo que detonou o líder Palmeiras, 3 a 2. O Palmeiras encara o Cruzeiro em Minas. O São Paulo faz viagem mais fácil, visita Ribeirão Preto em busca do Santo André. O topo está embaralhado. Perder é o proibido. A derrota atrasou a vida do Inter.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio não assusta mais nem Náutico fora de casa

13 de setembro de 2009 63

O returno avança, entra no seu quinto jogo de 19 rodadas e o Grêmio não consegue visualizar no seu passado recente uma só vitória fora do Rio Grande do Sul.

 

Olha, é preciso errar tudo duas vezes. É necessário insistir no erro, repetir e pedir bis. Perder tanto, durante tanto tempo, é algo recente na história do clube, recorde que a atual direção vê e não consegue desarmar.

Se tomou providência, creia, ninguém sabe porque ninguém viu. O que falta ao Tricolor de Paulo Autuori, você sabe tanto quanto eu, é, antes de tudo, coragem.

O Grêmio vem perdendo longe do Olímpico desde maio. Vem sendo atacado pelo serial-killer das derrotas como uma donzela desprotegida. Vem deixando rastros na estrada, atraindo o mal. Ninguém protege o clube na hora do perigo.

Cinco meses seguidos de maus resultados, amenizados por grandes jogos apenas em Porto Alegre, goleadas, aplausos de pé, não fazem de 2009 um ano normal. Não mesmo.

Responsáveis diretos pelas quedas sucessivas, direção, comissão técnica e jogadores, estranhamente, ainda não descobriram as causas dos fracassos depois de meses. Não investigaram, nem atacaram os efeitos. Perderam uma, duas, três..... Se acostumaram.

Perder se tornou algo absolutamente normal. Os jogadores perdem fora como se os três pontos negativos fizessem parte do menu da viagem, da exigência do adversário, do seu modo de vida. Perder é como embarcar num Boeing. Trepida, incomoda, mas não faz mal, ao menos em 99% das vezes.

Os jogadores gremistas estão viciados em derrotas, talvez precisem de mais uma dose forte em Recife, pois em duas semanas, dia 27, se apresenta um jogo em Goiás, no infernal Serra Dourada.

Assim, ganhar do Náutico, rotina que o Grêmio compre religiosamente há 18 anos seguidos, um tabu, é um problema novo em setembro de 2009. Ninguém crê num bom resultado gaúcho em Pernambuco, nem os torcedores do Timbu, que sentem que a hora da virada chegou.

O estados de São Paulo, Rio, Minas, Santa Catarina, Paraná, Bahia passaram invictos pelo Grêmio, sambando e cantando. Recife será apenas mais um, enquanto o sempre fantasma Goiás não avança.

Por ausência de coragem, falta de estratégia, falha tática, preparo em todos os sentidos, o Grêmio é um sonâmbulo na larga e descuidada faixa da Copa Sul-Americana. Só ganha novo rumo se acumular três pontos a cada viagem.

O fã, que deixa o Olímpico aos poucos, desanimado, abatido, quase entregue, perdeu metros de fé, mas, como bom católico que é, ainda acredita em milagres. Só o Céu salva a temporada gremista. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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