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Posts do dia 24 setembro 2009

Onde está escondido o futebol de D`Alessandro?

24 de setembro de 2009 143

Gente ligada ao hábil canhoto D` Alessandro avisou que o jogador anda desmotivado. Sua ação em campo, em Porto Alegre ou no resto do país, comprova. Oferecera razão ao sinal que chega de fora da praça de jogo do Inter.

É certo que D`Alessandro anda jogando menos, mas muito menos, do que sabe e do que pode. Você, como eu, já observou o máximo do jogador.

Quando pode (quer?), ele desequilibra. Com duas ou três jogadas pode mudar a história de uma partida. Lembra do segundo tempo de Inter e Atlético MG?. Ele entrou no segundo tempo, deu passe para um gol, fez outro. Mostrou a bola que realmente tem. Os argentinos assistiram a perfromance lá do outro lado e pensaram imediatamente que o meia seria nome de Seleção Argentina.

O estranho é o recado que chega de gente próxima ao argentino. Mais do que estranho, é inacreditável. Com um salário milionário, o maior do clube, um dos cinco maiores do país, ele precisaria estar motivado a cada 90 minutos. Ele precisaria ser o exemplo, o jogador a ser mirado, copiado, reverenciado.

Como não estar motivado no Brasileirão, no Inter, num momento em que o time ainda pode ser campeão do país, como mostra a tabela de classificação, e do continente? Como não?

Como não correr quilômetros a mais (ou mais) quando o técnico da seleção do seu país está de olho nele?

Como não jogar mais, muito mais, quando uma Copa do Mundo pode chamá-lo?

Serão os diferentes sistemas táticos adotados por Tite os mais recentes problemas de D`Alessandro?

Ou será que a antiga e violenta discussão com Tite ainda incomoda D`Alessandro?

Claro que ele não é o único culpado pelo apático momento colorado. Há uma série de culpados no interior do clube. Mas é de jogadores como D`Alessandro, pelo potencial que tem, que a torcida espera mais, busca esperança. E esperança de torcedor é a última que morre.

Segunda (dia 28), às 20h, na Livraria Fnac, no Barrashopping Sul, em Porto Alegre, o lançamento do livro "A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil" (Editora Panda), de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues. É um belo livro, onde você pode encontrar todas as camisas da Dupla Gre-Nal. Apareça. Leve a sua camisa. Será que você tem uma que o livro não oferece?

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Terceiro jogo sem vitória sugere mudanças no Inter

24 de setembro de 2009 58

Chileno no Brasil, atrás de uma bola, é derrota quase certa. Empate na terra verde e amarela do Pentacampeão Mundial dá feriado em Santiago, tamanha a diferença entre os dois países quando a bola rola no gramado, seja perto de nós ou ao lado da majestosa Cordilheira dos Andes.

Na qualidade de vida, eles nos aplicam goleadas todos os dias. No futebol, a bola é nossa. No Beira-Rio de quase sete mil fiéis na chuva e no frio a vitória era quase uma obrigação. Não foi porque o Inter perdeu o rumo e o ritmo em 90 minutos e permaneceu ancorado no 1 a 1 com a Universidad ou La U.

Resultado que lembra uma derrota, que exibe o terceiro jogo consecutivo sem vitória, duas derrotas, um empate. Empate que desgasta ainda mais Tite e o grupo.

O torcedor respondeu com vaias. Ainda mais depois que ouviu que o Palmeiras fez 2 a 1 no Cruzeiro, em Minas, abrindo quatro pontos de vantagem, engordando a liderança do Brasileirão. O sempre complicado Evandro Roman ajudou os paulistas.

Tite começou com três zagueiros. Mudou o esquema ainda no primeiro tempo. A troca ajudou pouco. Tite está confuso. Não sabe mais qual o sistema tático ideal.

Os problemas se repetiram, se perpetuaram no jogo: a ausência de boas jogadas ofensivas pelas laterais, um meio-campo sem criatividade, um D’Alessandro mudo (a grande decepção colorada do semestre), um Alecsandro pior.

A individualidade nula fez o coletivo tropeçar. A desorganização incomodou o fã. O ponto de interrogação surgiu em cada cabeça colorada. O que será do futuro próximo? 3-5-2 ou 4-4-2?

Tite precisa mudar, acertar seu esquema, definir um novo time titular, estancar suas experiências, fixar Andrezinho na ala, deixar D`Alessandro no banco, fazer Edu jogar, manter Kléber na ala, oferecer maiores oportunidades ao jovem Marquinhos, unir Bolíivar, Índio e Sorondo  na zaga.

O Inter criou mais no segundo tempo, chegou ao empate, mas faltou qualidade para a virada. O resultado foi justo. Ninguém reclamou do juiz ou das injustiças do placar. Criticou o técnico e o time, com absoluta razão.

A estréia na Copa Sul-Americana foi modesta, pobre, decepcionante. Empatar com time chileno jogando em Porto Alegre no final de setembro  é sinal claro que a primavera ainda não chegou no Beira-Rio. O tempo está desregulado. Só se observa relâmpagos e trovoadas nos céus do Guaíba.

O Boeing colorado precisa buscar agora uma nova estabilidade no céu revolto do Brasileirão.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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