Cada vez que eu vejo Leo Messi se movendo em campo, creia, eu observo um novo Maradona. E não sou apenas eu, da distante Porto Alegre, que admiro um novo 10 espetacular se movendo na Europa rica.
Aos 22 anos de idade, ele é um novo jogador a cada temporada desde os 19 anos. Cresce sem parar, joga mais a cada campeonato, empilha títulos, ganha o maior salário do mundo do futebol. Só da Champions League duas faixas enfeitam sua sala de estar em Barcelona. É seu cartão de visita.
Messi corre acelerado ao posta de melhor do mundo em dezembro. A Fifa já confecciona a coroa. Cristiano Ronaldo sabe. Kaká concorda. Não existe um quarto nome, não em 2009. O mundo da bola reverencia o novo rei.
Dizem que Maradona era gênio, que podia mais. Duvido. Gênio sim, superior ao conterrâneo Messi acho pouco provável. Na sua carreira (no bom sentido) de quase 15 anos, Maradona teve cinco anos férteis. Depois, viveu entre altos e baixos. Maradona teve uma visibilidade impressionante. Foi o primeiro grande jogador da Era da Televisão, janela que Pelé conquistou só no ocaso da carreira, culpa da caixa eletrônica.
A televisão garante ao pequeno e resistente argentino dos nossos dias todos os espaços e ângulos possível. Ela nos conta, não deixa mentir, todos os gols, assistências e jogadas fantásticas de Messi. Sua velocidade com a bola nos pés é uma loucura. Parece desenho animado. O zagueiro procura a esfera de grife e não acha. Olha, Messi passou. Sua inteligência em campo futebol é superior. Seus passes são construções milimétricas.
E os gols, então! Gols marcados no interior da área, de fora, driblando os zagueiros, iludindo o goleiro. Gol de cabeça, como o do recente título da Champions League 2008/2009, onde volta este ano como líder técnico do time favorito ao título. Nesta quarta, fez o primeiro gol na vitória sobre o Dinamo de Kiev (2 a 0)
O.k., a Seleção Argentina é um peso incalculável no seu ombro direito. Ele é um só, ilhado numa equipe sem uma idéia de futebol, sob o comando de um técnico que nunca respirou táticas porque sempre esteve acima dos sistemas. Ele resolvia. Ele está tão perdido na selção quanto Maradona. Eles precisam de mapas. Eles vão sofrer, vão ficar marcados, se a Argentina fracassar nas Eliminatórias.
Os argentinos esperam dele o mesmo que ganharam de Maradona, um título mundial, antes de mais nada. Messi sabe do seu dever. Precisa de um suporte especial ao seu lado, o que Maradona teve, pelo menos em 1986 e 1990, uma geração vencedora.
Messi não conta com uma geração superior. Mas ainda pode ter, pode ser o chamariz. Há tempo suficiente. Quem diria, o sucesso de Messi na Seleção de hoje passa por Maradona, seu técnico. Eles que nem se bicavam muito em anos passados.
Maradona sempre cobrou mais lideranca de Messi na Seleção. Podia ajudá-lo. Messi é tímido, retraído. Garoto, leu apenas uma livro na vida, justamente a biografia de Maradona. Em campo, sabe o que Maradona sabia. Fora, nem tanto. Precisa de orientação, algo que Dunga faria, pela sua índole. Maradona não sei.
Postado por Zini, Porto Alegre



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