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Posts do dia 29 setembro 2009

Quem nasce Messi pode superar Maradona

29 de setembro de 2009 21

Ver Messi é um prazer dobrado, não há outro igual no planeta, tanto que a Fifa sabe que o número 1 do mundo de 2009 é o argentino. Falta apenas revelar seu nome, mesmo que a Argentina chore sua ausência da Copa da África/David Moraes, AP

Cada vez que eu vejo Leo Messi se movendo em campo, creia, eu observo um novo Maradona. E não sou apenas eu, da distante Porto Alegre, que admiro um novo 10 espetacular se movendo na Europa rica.

Aos 22 anos de idade, ele é um novo jogador a cada temporada desde os 19 anos. Cresce sem parar, joga mais a cada campeonato, empilha títulos, ganha o maior salário do mundo do futebol. Só da Champions League duas faixas enfeitam sua sala de estar em Barcelona. É seu cartão de visita.

Messi corre acelerado ao posta de melhor do mundo em dezembro. A Fifa já confecciona a coroa. Cristiano Ronaldo sabe. Kaká concorda. Não existe um quarto nome, não em 2009. O mundo da bola reverencia o novo rei.

 

Dizem que Maradona era gênio, que podia mais. Duvido. Gênio sim, superior ao conterrâneo Messi acho pouco provável. Na sua carreira (no bom sentido) de quase 15 anos, Maradona teve cinco anos férteis. Depois, viveu entre altos e baixos. Maradona teve uma visibilidade impressionante. Foi o primeiro grande jogador da Era da Televisão, janela que Pelé conquistou só no ocaso da carreira, culpa da caixa eletrônica.

A televisão garante ao pequeno e resistente argentino dos nossos dias todos os espaços e ângulos possível. Ela nos conta, não deixa mentir, todos os gols, assistências e jogadas fantásticas de Messi. Sua velocidade com a bola nos pés é uma loucura. Parece desenho animado. O zagueiro procura a esfera de grife e não acha. Olha, Messi passou. Sua inteligência em campo futebol é superior. Seus passes são construções milimétricas.

E os gols, então! Gols marcados no interior da área, de fora, driblando os zagueiros, iludindo o goleiro. Gol de cabeça, como o do recente título da Champions League 2008/2009, onde volta este ano como líder técnico do time favorito ao título. Nesta quarta, fez o primeiro gol na vitória sobre o Dinamo de Kiev (2 a 0)

O.k., a Seleção Argentina é um peso incalculável no seu ombro direito. Ele é um só, ilhado numa equipe sem uma idéia de futebol, sob o comando de um técnico que nunca respirou táticas porque sempre esteve acima dos sistemas. Ele resolvia. Ele está tão perdido na selção quanto Maradona. Eles precisam de mapas. Eles vão sofrer, vão ficar marcados, se a Argentina fracassar nas Eliminatórias.

Os argentinos esperam dele o mesmo que ganharam de Maradona, um título mundial, antes de mais nada. Messi sabe do seu dever. Precisa de um suporte especial ao seu lado, o que Maradona teve, pelo menos em 1986 e 1990, uma geração vencedora.

Messi não conta com uma geração superior. Mas ainda pode ter, pode ser o chamariz. Há tempo suficiente. Quem diria, o sucesso de Messi na Seleção de hoje passa por Maradona, seu técnico. Eles que nem se bicavam muito em anos passados.

Maradona sempre cobrou mais lideranca de Messi na Seleção. Podia ajudá-lo. Messi é tímido, retraído. Garoto, leu apenas uma livro na vida, justamente a biografia de Maradona. Em campo, sabe o que Maradona sabia. Fora, nem tanto. Precisa de orientação, algo que Dunga faria, pela sua índole. Maradona não sei.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio de 2009 é um time sem ambição

29 de setembro de 2009 91

Agora é certo. Eu desconfiava. Ganhei a certeza dias atrás no Serra Dourada. Falta ambição ao Grêmio de 2009. Esta é a palavra que eu procurava, encontrava, mas não tinha certeza absoluta. O termo exato, preciso, é ambição.

 

O Grêmio não consegue abater a maioria, nem mesmo a minoria, de adversários que encontra fora de casa por absoluta ausência de determinação. A vitória não é o norte. A derrota é comum, por ser normal não incomoda mais os jogadores, o corpo técnico, os dirigentes. Como são tantas em tão pouco campeonato, a derrota virou commodity nas viagens do Grêmio. O conformismo pós-jogo é real

A derrota em Goiás escancarou também a falta de liderança em diferentes setores. Uma chuteira capaz de correr mais que a outra, colocar o pé na frente, atacar no momento certo, defender, liderar e vencer foi uma ausência lembrada por todos.

O Goiás estava entregue no primeiro tempo, cansado, desanimado e confuso. Com um pouco mais de energia e vontade os gaúchos teriam somado três pontos, ao contrário do zero, do nada. O jogo se abriu, se mostrou ao visitante, que teve chance e as perdeu, outra vez.

O Grêmio vive surfando entre o sexto e o oitavo lugar do Brasileirão. Não desce, não sobe. Avisa que vai arrancar no Olímpico, atola em campos adversários. Dá esperança num domingo, enterra as mesmas sete dias depois. A matemática informa que o G-4 é possível. A realidade, às vezes, dá nó nos números.

O Grêmio de 2009 perdeu todos os Gre-Nais do Gauchão e ficou na semifinal da Libertadores. Seu futuro o indica como integrante da Copa Sul-Americana. Se o time de hoje não empolga, o de 2010 corre risco mais sério. Sem o dinheiro da Libertadores, a folha de pagamento será enxugada, a qualidade dos jogadores será outra.

Você pode me chamar de pessimista. Sou realista. Me guio pelo momento. Puxo pela média. O Grêmio passou a competição inteira fora do G-4. Não deve encontrar seu caminho nos últimos 12 jogos. Não tem mostra bola para tanto. Mais não tem aquilo que quase sobra no Palmeiras do competitivo Muricy: determinação, vontade de vencer acima de tudo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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