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Posts do dia 30 setembro 2009

Mais uma derrota e ninguém segura Tite no Inter

30 de setembro de 2009 114

Andrezinho procura a bola, observado por Iturra, de La U. O Inter está fora da Copa Sul-Americana/Roberto Candia, AP
Perder é do jogo. Perder jogando uma das piores partidas de 2009 é quase natural se o fã olhar direito o dispersivo time escalado no Chile. Em jogo decisivo, Tite escolheu 11 que jamais haviam atuando juntos.

O adversário não perdoou. La U venceu, 1 a 0. Podia ter marcado três vezes mais.

O Inter está fora da Copa Sul-Americana, longe do Bicampeonato. Não quer o título em 2010, nem cogita. Pensa na Libertadores, uma vaga definitiva no G-4, onde o Inter coloca toda a máquina nos próximos 60 dias.

Posto que só será solidificado se o Inter exibir um futebol que anda sumido, desaparecido, desde que se transformou num time comum, sem Nilmar, sem D’Alessandro, sem brilho, nem qualidade.

O Inter perdeu outra vez. É a terceira derrota, mais dois empates, nos últimos cinco jogos no pior setembro dos últimos anos. Tite está pressionado, cercado pela derrota, ilhado pelo descontentamento do torcedor. Seus jogadores marcaram apenas dois gols nos últimos 450 minutos

Tite não sabe mais o que fazer, como agir, quem escalar. Ele muda a cada jogo, mas nada dá certo. As derrotas o perseguem. Ele está pressionado e sua margem de erros está reduzido quase ao zero.

O Inter que tentou enfrentar La U, em Santiago, foi um dos mais fracos dos últimos tempo. Foi amplamente dominado. Melhorou depois com Taison, Guiñazu e Kléber. Cresceu pouco. Não virou. Perdeu.

Fica difícil analisar um time que nunca jogou junto. Sua performance foi desastrosa. O mais incrível é ver que na hora da decisão, na disputa de um título continental, o Inter usa um time que nunca jogou junto. Ou é falta de planejamento ou é desdenhar uma competição. Qual a sua opinião?

Fora da Copa Sul-Americana, o Inter mergulha no Brasileirão. Joga em Curitiba. Se perder, se o Galo vencer, o Inter sai do G-4 no domingo. Se o meio da semana foi ruim, piorado com a vitória de virada do São Paulo, em Pernambuco, o final pode ser pior.

O Inter atravessa um dos seus piores momentos em 2009. Seus fãs estão de cabelos em pé. Toda a ira passa por Tite, mas sobra para a direção e jogadores.

O técnico está pressionado pelos maus resultados e ainda precisa enfrentar o Coritiba de Marcelinho Paraíba. Mais uma derrota e ninguém mais segura Tite no Beira-Rio e adjacências.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Paulista vê paulista favorecido no Brasileirão

30 de setembro de 2009 57

Quando nós, gaúchos de diferentes sotaques, observações e ideias, questionamos as arbitragens brasileiras, os erros frequentes contra uns, acertos em nome de outros, somos acusados de ver um jogo que ninguem viu.

Os do Centro do país não costumam prestar muita atenção no que o pessoal dos cantos, seja do Sul ou do Nordeste, diz, vê ou reclama.

 

Quando os próprios paulistas, gente bem ranqueada no mundo do futebol, começa a gritar, espernear, creia, o problema é mais sério do que possamos imaginar.

Os fantasmas são de verdade. E eles voam.

O vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, por exemplo, insinuou que existem "esquemas de favorecimento" no futebol.

Leia a insinuação do cartola: "não precisa ser muito inteligente para saber que precisamos ficar preocupados com a arbitragem. As coisas estão se repetindo de forma grosseira".

Ele ainda sugeriu que o Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro, está sendo beneficiado pelas arbitragens. Como sempre não disse nome. Jogou a questão no ar.

Paulo Schimitt, procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), um homem às vezes muito atento, outras vezes nem tanto (sua atenção, mobilização, depende do grito, de onde chega a voz), tentou esclarecer:

- Não vou tomar nenhuma atitude. Vou esperar que a Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) tome alguma providência. Caso a procuradoria seja acionada, vou intimá-lo para que explique suas declarações – disse.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter será diferente depois da viagem ao Chile

30 de setembro de 2009 65

O Inter chega ao último trimestre de 2009 atolado em dúvidas. O ano do centenário perde aos poucos seu tom vermelho mais vivo. O momento é de incertezas.

O grande projeto do primeiro semestre era vencer a Copa do Brasil, com Nilmar na linha de frente. Perdeu, chegou à final sem o seu melhor jogador, sequestrado pela CBF.

Antes, vendeu Alex, o grande jogador do time na temporada 2008. Cedeu Edinho, seu histórico protetor de defesa. Chegou em setembro sem quatro titulares absolutos fora do Brasil.

O segundo semestre chegou sem que o Inter pudesse convencer, sem que seu futebol oferecesse pistas ao título brasileiro. A liderança, no entanto, esteve próxima, mas foi se afastando aos poucos, estacionando o clube no posto mais sensível do G-4, o quarto lugar, colado ao Atlético MG, que joga no Mineirão no final de semana – o Inter sai de casa.

Doze rodadas antes do final, seis pontos atrás do líder e competitivo Palmeiras, o pessimismo ronda o Beira-Rio. Os fãs protestam, encontram os culpados em dois setores. No banco de reservas, onde atua Tite, nos gabinetes da direção, onde trabalham os dirigentes acusados de vender jogadores demais.

São raros os fãs que defendem Tite, basta mirar as respostas dos leitores colorados deste blog. Eles acreditam que a decadência coletiva do time passa pelas ordens do treinador, que ainda não achou seu esquema tático ideal, que escala mal e mexe pior ainda.

Por outro lado, o Inter tem frequentado com sucesso torneios internacionais nos últimos quatro anos. Faz bem para o nome, dá dinheiro, rende prestígio, cativa a torcida, acostuma todo o mundo.

A Copa Sul-Americana deste ano, a possibilidade de um Bicampeonato inédito, é a saída de emergência que o Inter encontra para justificar uma queda no Brasileirão. Joga com o melhor que tem na competição internacional, imaginando que a soma do título continental e de uma vaga no G-4, posto na Libertadores, representaria um final de ano razoável.

No Chile, La U é um adversário de respeito, jogou bem em Porto Alegre (1 a 1), embora seu futebol nem sempre mereça elogios. Ganhar em Santiago é quase normal para os brasileiros. Suadas, mas frequente. Uma vitória gaúcha não espantaria ninguém, nem mesmo os fanáticos chilenos.

O certo é que o Inter não voltará o mesmo da Cordilheira dos Andes.

Ganha, muda o astral, continua em busca do Bi e recomeça confiante no Brasileirão contra o Coritiba.

Perde, se afunda em cinco partidas sem vitória em sequência e continua vendo em Tite o culpado por todos os males do Colorado.

O Inter que desembarca no Aeroporto Salgado Filho em 48 horas será outro, diferente do que subiu no Boeing dias atrás, para o bem ou para o mal.

Postado por Zini, Porto Alegre

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