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Posts de setembro 2009

No G-4, perto do líder, Inter perde confiança

20 de setembro de 2009 48

O São Paulo empatou e errou a passada. O Inter perdeu e secou a gordura. O Goiás encostou, fez quatro no Corinthians, em São Paulo, e foi a grande surpresa da sexta rodada do returno.

O líder Palmeiras completa a sua participação apenas no meio da semana.

O Inter deixou de fazer seis pontos em dois jogos, mas não saiu do G-4, zona conhecida desde o início da competição. O final de semana desestimulou os vermelhos dentro de campo, porém as chances de chegar ao título continuam abertas.

A boa notícia é que o título de campeão de 2009 está aberto, até escancarado e não há mais favoritos. A má é que o rendimento da equipe assusta, incomoda até mesmo Fernando Carvalho, que era um pessimismo só depois da derrota na Bahia, Vitória 2 a 0.

Um mísero, porém definitivo ponto separa o Inter da liderança. Tivesse arrancado um empate em dois jogos, a liderança seria sua por direito adquirido nas quatro linhas.

O Inter fez um bom primeiro tempo em Salvador, dominou o Vitória, atacou e fez do goleiro adversário o melhor em campo. Caiu espantosamente de rendimento no segundo tempo, levou dois gols e não se achou mais. Tite mudou mal outra vez. Antes viu algumas individualidades, como Índio, Sandro, Guiñazu, D’Alessandro, especialmente o hábil argentino, e Alecsandro, atuarem abaixo das suas médias.

O Inter pareceu um time muito frio, sem o sangue e a motivação para tentar buscar outro placar. Sobrou toque de bola, faltou força, onde anda a marcação?

O Inter atua com 11, mas as dúvidas estão em todos os setores do time, menos no gol do seguro Lauro. Tite não sabe mais quem são os seus titulares 13 jogos antes do final da competição. D’Alessandro, seu jogador diferenciado, parece desligado da realidade. Taison, sua revelação do ano, parece sem o faro do gol. Kleber, seu melhor ala, é destinado mais erradamente ao jogo defensivo. Edu só entra no final. Marquinhos é opção aos 80 minutos.

Tite precisa reorganizar o time, remotivar, levar a vibração ao vestiário. É proibido perder no Beira-Rio e o Flamengo, embalado, chega domingo. Se os resultados paralelos estiverem ao lado dos colorados, até mesmo um empate, sempre ele, garante o primeiro lugar.

É proibido perder em Porto Alegre. A gordura se foi.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Alô alô Brasil, Grêmio está chegando

20 de setembro de 2009 55

Treze jogos, dez vitórias. O Grêmio do Olímpico é demolidor. Enfiou cinco no Fluminense na sexta rodada do returno, escalou o posto de melhor ataque do Brasileirão, fez o goleador, Jonas, com 13 gols em 25 rodadas. Ainda não vê o G-4 com luz própria, mas se aproximou da zona sagrada da Copa Libertadores com os três pontos retirados do Lanterna.

Com 23 minutos de ação, o Grêmio vencia por 3 a 0. Tranquilo, soberano, superior. Claro, o tamanho do adversário ajudou. Não era o líder, era o pior entre os 20.

Depois, treinou, puxou o freio de mão, jogou apenas para o gosto. Marcou mais dois na segunda etapa, poderia ter somando mais, produzido uma cascata de gols.

Havia futebol para tanto entre os azuis, sobrava debilidade do outro lado para uma goleada histórica. O Fluminense está na Série B, talvez só ele ainda não tenha cordado. 

O Grêmio não fez uma jornada fora de série. Jogou bem, claro. Goleou, foi uma equipe determinada, mas ainda mostra debilidade ofensiva nas duas laterais, com dois reservas, precisa melhorar o entendimento entre Adilson e Rochmeback, ainda sem exibir seu verdadeiro futebol, e encontrar o futebol perdido de Herrera.

Apesar dos 5 a 1 é difícil descobrir uma grande individualidade na partida, talvez Souza, pelos dois gols, Adilson pela movimentação, Réver pela segurança. Não há um nome especial. O coletivo foi superior.   

Jonas, por seu lado, não fez uma grande partida, desperdiçou oportunidades, mas, como a sua fase é a melhor possível, anotou o quinto gol.

O Grêmio festeja a goleada, saúda a nova realidade do Brasileirão, sente que pode mais. A torcida saiu satisfeita do estádio porque sentiu que a porta do título está escancarada. O campeonato está aberto. Os favoritos perderam a regularidade.

O Goiás é próximo jogo na distância da fortaleza do Olímpico. É a partida que oferece maioridade ao novo Grêmio do returno. Nos quatro jogos seguintes, o Grêmio faz duas apresentações em Porto Alegre (Sport e Coritiba) e outras duas fora, Corinthians e Atlético PR.

Aí, Gre-Nal no Beira-Rio.

Em 30 dias, creia, a vida dos gremistas vai mudar. E pode ser para melhor. Ainda faltam 13 rodadas e ninguem mais consegue projetar o futuro dos quatro primeiros. Nem as pitonisas de plantão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Um gigante da bola chamado Ryan Giggs

20 de setembro de 2009 9

Giggs (E), Fletcher e Rooney celebram o terceiro gol do Manchester United em Old Trafford/Jon Super, AP
Espetacular, eu digo. Extraordinário, você pode afirmar. Eu concordaria. Encontrei em Manchester United e Manchester City, 4 a 3, deste domingo, um dos grandes jogos de 2009. Muito pelos sete gols, mais pelo ritmo da partida e pelas jogadas geniais de um craque, grife a palavra, chamado Ryan Giggs, 37 anos em novembro.

O United largou na frente e o City foi buscar. Fez o terceiro aos 90 minutos numa falha de Rio Ferdinand, gol de Bellamy. Levou o quarto aos 95 no derby.

Foi um clássico eletrizante, histórico, de pedir bis. Giggs participou de três gols. O ex-gremista Anderson foi bem. Robinho viu tudo das cadeiras especiais.

Giggs tem mais de 800 jogos pelo United. Foi ponta, jogou na meia, é muleta de lateral. Faz tudo em campo. Marca e passa. É um prazer vê-lo jogar. Pena que Cristiano Ronaldo não atua mais ao seu lado, nem Tevez, hoje de azul no City e que buscou uma bola perdida, ganhou do goleiro e foi garçom no primeiro gol do seu time.

Na meia é armador, organizador, lançador perfeito. Seu passe preciso nos descontos encontrou Owen livro, liberado na área, pronto para o toque matador. Sua performance na extrema lembra os antigos pontas esquerdas que faziam gato e sapato com os seus marcadores. Dois deles não o seguram. É preciso um terceiro.

Na passagem acelerada dos 35 anos para os 36, o galês Giggs foi escolhido como o melhor jogador da Premier League. Se seguir no ritmo, será eleito outra vez. Se continuar assim, o interminável Giggs pode jogar até os 40 e num time de ponta. A torcida do United o venera.

Ele é símbolo e é exemplo. Ele é jogador de um clube só, algo raro no futebol do novo milênio, algo impensável no Brasil de 2009.

Aos 36 anos, Giggs ainda consegue ser um jogador muito especial. Vale a pena ligar a tevê e encontrá-lo nos finais de semana. Ele é um dos donos do futebol dos nossos dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio não pode ganhar do Flu antes dos 90 minutos

19 de setembro de 2009 18

O Fluminense é um time milionário em tradição, pobre em futuro. Foi campeão do Brasil, da Copa do Brasil, Carioca, perdeu uma decisão de Libertadores imperdível no Maracanã e para um time do Equador.

 

Como o Brasil em 1950, o Flu teve um ano atrás o seu Maracanaço. Desde então, o clube, de torcedores ilustres como Chico Buarque, vive momentos de Íbis. Só tropeça, perde, se estatela.

É um clube sem comando, sem gestão, sem futuro. Não sabe o que fará da vida em 2010.

Caindo aos pedaços, se arrastando como quem pisou numa granada, o Fluminense encontra o Grêmio no Olímpico. Desta vez, o jogo dos tricolores tem uma cor só, o azul que o carioca não tem. O Grêmio é um favorito de proporções imensas. Chorará o empate com se tivesse levado uma goleada dolorosa.

O perigo do jogo mora justamente nas duas realidades distintas frequentadas por gaúchos e cariocas. Um em busca do G-4. O outro nadando contra a correnteza da segundona. A autoconfiança dos que está na parte de cima da tabela, o desespero do que vive na zona morta.

Peça um palpite. Você dificilmente ouvirá alguém de braços dados com o visitante, fora a secação natural do estado. Reflita um pouco e você notará um jogo perigoso, cheio de armadilhas, inamistoso.

Se jogar como sempre se apresenta em seu estádio, um ano inteiro sem derrotas, o Grêmio ganha com certa facilidade. Se pisar em campo com a displicência dos que acham que venceram antes mesmo de sair do vestiário, creia, a tragédia se apossa do Olímpico.

O jogo representam ainda um novo recomeço para os dois clubes. O Brasileirão 2009 é assim. Nada está decidido.

A cada rodada é possível observar um novo cenário e discutir sobre o mais recente panorama, mesmo que seu tempo de duração não passe de sete dias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio e Inter na lista dos melhores da América

18 de setembro de 2009 112

O Boca de Riquelme (E) é o oitavo clube da América do Século 20/Eduardo de Baia, AP

IFFHS destaca três times do Brasil entre os 10 melhores sul-americanos do século 20. O número de títulos e jogos em competições internacionais levou a Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS) a divulgar uma lista dos 95 melhores times sul-americanos no século 20

Veja onde está o seu

 Os 10 mais

1- Peñarol (URU) 531,00 pontos.

2- Independiente (ARG) 426,50.

3- Nacional (URU) 414,00.

4- River Plate (ARG) 404,25.

5- Olimpia (PAR) 337,00.

6- Boca Juniors (ARG) 312,00.

7- CRUZEIRO 295,50.

8- SÃO PAULO 242,00.

9- América de Cali (COL) 220,00.

10- PALMEIRAS 213,00.

 

Outros clubes brasileiros na lista dos 95 melhores:

 

11- FLAMENGO 200,00.

14- GRÊMIO 157,00.

16- SANTOS 140,00.

19- VASCO 109,50.

22- ATLÉTICO-MG 95,50.

31- CORINTHIANS 60,00.

IINTERNACIONAL 60,00.

37- BOTAFOGO 44,00.

52- CSA-AL 14,00.

54- BAHIA 12,00.

56- SAMPAIO CORRÊA-MA 10,00.

SÃO RAIMUNDO-AM 10,00.

72- VITÓRIA-BA 4,00.

PARANÁ CLUBE 4,00.

CRICIÚMA 4,00.

89- BRAGANTINO 2,00.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Magrão sai do Inter na hora errada

18 de setembro de 2009 23

Magrão deixou o Inter, segue a rota dos que buscam o futebol do mundo árabe. Um bom esconderijo, uma excelente maneira de ficar rico. O dinheiro é mais importante que tudo, que todos, que o clube.

 

Jogador de futebol é profissional (diz ser, jura ser), não carrega cor de clube no coração, leva no peito um desejo de ajeitar a vida nos rápidos 15 anos da sua carreira. Ninguém pode condená-los.

Magrão sai do Inter inesperadamente e na reta final do Brasileirão. Fará falta. Ele sabe jogar. Sabe o que fazer com a bola. É um precioso homem de meio-campo, que veste a camisa do clube como uma segunda pele. Foi assim em outros clubes brasileiros. Sua última grande performance foi contra o Avaí, em Florianópolis. Jogou por ele e pelos outros fez. Fez até gol

As melhoresatuações do Inter nas últimas temporada tiverem em Magrão um dos seus pilares. O Inter solta o jogador na hora errada. É mais um que sai sem que o clube tenha outro igual ou superior.

Não discuto a vontade do jogador, nem o peso do dinheiro no negócio, questiono a falta de um jogador com as mesmas qualidades e virtudes de Magrão no elenco vermelho. Não há. Tanto que Tite deve até mudar o esquema com a urgência de um médico especialista em transplante.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Ritual da cerveja volta aos poucos aos estádios

18 de setembro de 2009 72

Na Alemanha, terra da Oktoberfest Beer Festival, até jogadores como Miroslav Klose (E), Luca Toni e Franck Ribery, do FC Bayern Munich, bebem civilizadamente a sua cerveja e ninguém acha ruim. Por que a maioria dos torcedores, que gosta de cerveja e bebe moderadamente, precisa sofrer pela minoria, que bebe e incomoda, nos estádios brasileiros?/AP
A lentidão da Justiça atrasa o Brasil. A incompetência e a esperteza dos políticos, na maioria das vezes, colocam bolas de ferro no gigante. Ele não anda. Vem de Goiás a surpresa do mês, a rara união Justiça e políticos em nome do cidadão. Em nome dos direitos do brasileiro.

O juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública de Goiás, Ari Ferreira de Queiroz, concedeu liminar que libera a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no Serra Dourada, em Goiânia.

- Essa decisão estava cerceando o direito constitucional do torcedor. Era a CBF que decidia se ele podia beber. Isso não pode acontecer - explicou Arantes.

A CBF alegou que a decisão de vender bebidas alcóolicas era uma tentativa de reduzir a violência nos estádios.

- A alegação é falsa. Vou sempre ao Serra Dourada e os brigões continuam lá - disse o vereador Henrique Arantes (PTB), que alegou inconstitucionalidade na proibição, determinada pela CBF em 2008.

Álcool não é problema em estádio. O erro é não oferecer segurança para que a maioria possa beber civilizadamente a sua santa cervejinha do domingo, um ritual centenário. Com segurança real, o bêbedo é naturalmente retirado do convívio social do estádio e, dependendo do seu comportamento, preso.

O bêbado é a minoria da minoria em estádio. Você viu 90 bêbados junto? Nunca. Eles não passam de uma dúzia, quando muito. São facilmente detectados. Basta agir.

A decisão de suspender a venda de bebidas integra um protocolo de intenções assinado com o CNPG (Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União).

Mesmo com a proibição nos jogos promovidos pela CBF, o COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014 já avisou às cidades-sedes que terão de fazer leis para liberar a venda de álcool nos estádios do Mundial. A mudança de atitude é explicada por um contrato da Budweiser com a Fifa, que se estende até 2014.

Eu não bebo em estádio, pois sempre trabalho em estádio de futebol. Não falo por mim, destaco um direito do cidadão, que é poder tomar uma cerveja (a bebida mais consumida no país) assistindo uma partida de futebol (o esporte mais popular do país).  Que a maioria seja protegida da minoria arruaceira.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Jonas sai do ventre da baleia

17 de setembro de 2009 43

O futebol é bom porque surpreende todos os dias, a cada 90 minutos, quase todos os segundos, entre fantasias e coisas mais sérias. Surpreende os fãs, os críticos, que sabem menos que os torcedores, segundos os próprios fãs.

Quem acreditava em Taison em janeiro de 2009? Raros.

Pois o jovem colorado subiu num foguete, marcou gols de todas as maneiras e pintou (e bordou) como um dos melhores jogadores brasileiros do primeiro semestre. O Brasil inteiro queria saber quem Taison era. Ele foi uma surpresa, mas infelizmente não está encontrando no segundo semestre o mesmo futebol. Encontro hoje um jogador acomodado.

Sem comparações (sem comparações), mas olhando a trajetória de Jonas, nota-se que ele também estava no limbo no começo da temporada. Ele é outra surpresa.

O nome no Olímpico no começo do ano era Alex Mineiro, goleador do Brasileirão passado, o coadjuvante chamava-se Herrera, paixão tricolor, a esperança atendia por Maxi López. O primeiro foi dispensando, o segundo não consegue acertar, o goleador afirmado Mad Maxi vem de longa lesão.

Pois o tímido Jonas, criticado por quase todos (o único que eu ouvi elogiando o atacante antes de tudo e de todos foi meu amigo José Pedro Goulart) é o novo goleador do Grêmio e do Brasileirão, 12 gols (22 na temporada). Que milagre é este? O que faz o pacato Jonas jogar, mais do que jogar bem, estufar as redes adversárias?

O paulista Jonas, 25 anos, é mau atacante? Não.

Ele tem porte, altura e velocidade de atacante. Chuta bem de pé direito, se desloca com facilidade, entra na área pelos dois lados, faz gols de cabeça e é corajoso.

O que irritava na performance de Jonas era a facilidade com que ele perdia gols de todas as maneiras imaginadas. Ele chegava na cara do goleiro e puuuumba!!! A bola tomava todos os caminhos, menos o fundo da goleira.

Qual a diferença entre o pálido Jonas do primeiro semestre e o novo goleador dos primeiros dias do segundo? Eu digo. A tranquilidade. Que chamou a segurança. Que, por sua vez, foi traduzida em gols. Que mostrou a sua determinação.

Jonas não é o melhor atacante do país, dificilmente conseguirá se ombrear com outros mais letais e qualificados. Mas, aos observadores mais atentos, ele é um atacante em fase de crescimento. É só cuidar. Os seus gols estão saindo de dentro da grande área, no interior da pequena, de longe, de perto, de cabeça. É o sinal que o atacante precisa para dizer que ele vai bem, muito bem e que abriu um novo caminho.

Ele deve seu melhor momento com a camisa azul ao técnico Paulo Autuori, que confiou no seu potencial. Insistiu com o seu nome entre os 11 preferidos. Resta saber até onde ele pode ir.

O certo é que o Jonas de setembro não é o mesmo do finado fevereiro. Ele é uma surpresa. mais uma das mil e duas supresas do nosso inesgotável futebol de cada dia futebol.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Uma barulhenta torcida com sotaque francês

16 de setembro de 2009 0

Lionel Cironneau, AP
O Lyon venceu a Fiorentina, 1 a 0, na França.

A torcida de Lyon gostou. Aprovou. Bateu palmas.

Festejou no final. Cantou. Mostrou respeito aos seus jogadores.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter e Barcelona se apresentam ao Real Madrid

16 de setembro de 2009 10

Messi e Samue (E)l, dois argentinos em times diferentes e num mesmo jogo nunca se entendem/Luca Bruno, AP

A Europa ficou ligada. Encontrou em Inter e Barcelona, um dos dois, talvez ambos, os dois únicos times do continente em condições de laçar antes do voo Real Madrid dos novos Galácticos nos próximos meses.

Dos dois se espera muito, pois são equipes formadas em temporadas passadas, recheada de astros, duas seleções inteiras com camisas de clubes.

Do Madrid, se espera tudo porque reúne uma constelação de jogadores e o poder de crescimento do time é inimaginável. Quem segura Kaká e Cristiano Ronaldo em dias de craque? Quem?

O 0 a 0 em Milão deixou os europeus que detestam o Madrid, papão de nove copas, confusos e aborrecidos. Empate sem gols é o pior resultado do mundo, salvo em ocasiões especiais. Frustra todo mundo. Desmerece os técnicos e os goleadores. Anula os times envolvidos.

O Barça jogou mais do que a Inter, fechado na sua férrea defesa brasileira e de Seleção, com Júlio César, Maicon e Lúcio. Teve futebol mais vistoso, mais ofensisvo, perdeu as melhores e maiores chances de gol. É o que contam os sites.

O Barcelona vem empilhando títulos e grandes exibições desde a última temporada, é o time mais pronto da Europa, ainda mais com Ibrahimovic, que não brilhou em Milão – nem mesmo Eto`o do outro lado.

Não creio nos italianos, nos ferrolhos de José Mourinho, boto fé no futebol do Barça e estou contando os dias para assistir Madrid e Barça. Mas sou mais Madrid. Não hoje, agora, setembro. O Madrid se ergue aos poucos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cristiano Ronaldo tem a força

15 de setembro de 2009 22

Steffen Schmidt
De camisas pretas, lotados de bom gosto, os jogadores do bilionário Real Madrid enfiaram 5 a 2 no Zurique, na Suíça, na estréia da Champions League. Os espanhóis foram só ataque, comandados por um quarteto ofensivo com o brasileiro Kaká, o português Cristiano Ronaldo (dois gols), o espanhol Raúl (um gol, seu 64º no torneio) e o argentino Higuaín (um gol).

 

Os Galácticos estrearam na Europa, cimentados em quase R$ 663 milhões em novas contratações e em busca do 10º titulo continental do clube que foi considerado o maior do século 20 . Sem ganhar na Europa desde 2002, ano do seu título último mundial, o Real Madrid tropeça nas oitavas da Copa dos Campeões desde 2004/2005.

O chileno Manuel Pellegrini, aposta pessoal do argentino Jorge Valdano, que coordena o futebol do clube, ainda não tem um time na mão. Conta com uma idéia, um projeto e a ordem é atacar, jogar para frente, vencer. No Real Madrid, creia, não basta vencer. É preciso ganhar e ser referência. Faturar em casa, dar show na Europa, olhar o planeta da bola batendo palma, em reverência.

O Zurique é um time modesto, da periferia do futebol da Europa, Não é base, nem mediu o poder do Madrid em 90 minutos. Perdeu, como vai perder em Madrid. Os espanhóis apenas mostram um mínimo do seu verdade e esperado poder.

O novo projeto dos Galácticos recém saiu do papel. Mas a Europa começa a se perguntar? Quem poderá pará-los em dois ou três meses? Barcelona, Inter ou Manchester United?

A resposta é quase igual. Nenhum dos três, não em dias de Kaká e Cristiano Ronaldo.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sandro é o avesso da escola dos volantes brucutus

15 de setembro de 2009 43

Sandro é da mesma escola gaúcha de Lucas (foto), um com formação no Estádio Olímpico ou outro no Beira-Rio. Um volante que joga de cabeça em pé, tem poder de marcação e sabe o que fazer com a bola. Lucas faz sucesso na Europa, o mesmo caminho de Sandro/Tim Hales, Ap
Sandro não é promessa. É real. Seu futebol é conhecido e saudado. É tamanho que Dunga o chamou, o fez jogar e Sandro usou a camisa da Seleção com absoluta naturalidade. Foi elogiado e será chamado outra vez, vezes. Não tem passaporte africano. Pode obter nos próximos meses.

Sandro é titular do Inter, joga fácil entre os 11 preferidos de Tite. Une um meio-campo que tem Guiñazu e Magrão. Ajuda a sustentar a defesa, tem qualidade para sair jogando com a bola no pé, procurar o lançamento. Não é volante pré-histórico, o que vê o adversário, não a bola, campeão de cartão amarelo. Não é da escola gaúcha dos quebradores de bola, felizmente.

O que se faz com Sandro desde domingo é culpá-lo pela inesperada derrota, por ter falhado no jogo com o veloz e decidido Cruzeiro (3 a 2). Ele é tão culpado quanto os outros 10, tanto quanto os desatentos Guiñazu, que fez um pênalti, como se diz na linguagem do futebol, infantil, ou Magrão, que pouco marcou, ou ainda os lentos zagueiros de área, pelo menos no domingo, Eller ou Sorondo.

Sandro foi marcado por muitos quando deu um carteiraço na semana passada ao voltar da Seleção e se escalar como um dos três do meio-campo de Tite. Fez certo. Disse o que pensam todos os jogadores que voltam depois de uma estágio com a clássica camisa amarela. Só verbalizou um desejo. Mostrou, pelo menos, atitude. Ruim seria pedir para ficar no banco.

A má jornada de Sandro no Beira-Rio dominical de 39 mil almas foi visível. Teremos outras iguais, mas em número menor, mas muito menores do que as suas boas partidas. Mesmo jovem, ainda imberbe no futebol, em crescimento técnico e tático, Sandro é um dos melhores volantes do país.

Ele só vai crescer. Vai ser vendido logo, quase certo na próxima janela. Fará sucesso na Europa, que adora volantes que tratam a bola com prazer, ao contrário da escola dos adoradores de volantes brucutus.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio disputa nove pontos em dois jogos decisivos

14 de setembro de 2009 38

Com toda a boa vontade, diga, qual o Grêmio que emerge do Nordeste? Você sabe?

 

Eu tento descobrir, mas falta referência. Eu prefiro esperar. Será necessário antes observar uma sequência de jogos na distância do Olímpico, a começar pelo Goiás, no final de semana do dia 27 deste mês – antes o Fluminense desembarca em Porto Alegre, domingo que vem, 16h.

A vitória foi a primeira fora do Estado em quatro meses. O derrotado chama-se Náutico, um dos cinco piores times da competição, com visível tendência ao rebaixamento. Se fosse mais competitivo fora de casa, arrancado quatro empates ao contrário de quatro derrotas, por exemplo, o Grêmio estaria navegando nas águas mais tranquilas, porém nunca seguras do G-4.

Observe como os pontos perdidos fora do Olímpico fazem a diferença. Faça as contas.

Não é desprezo ao vencedor azul, pouco caso, desinteresse. Nunca. É apenas uma leitura longe da paixão. Ao fã, eu sei, a vitória é o máximo. Muda tudo, a confiança, a análise do time, a postura, o inimigo. Mas eu não sou o crítico mais otimista do mundo.

O Grêmio que venceu em Recife foi quase o mesmo que empatou com o Botafogo. Jogou melhor no Rio até. Fez três gols, levou três, adotou uma postura desequilibrada, pensou mal o jogo.

Em Pernambuco, depois de fazer dois gols em duas situações que não eram propriamente de gol, um cruzamento, uma jogada pessoal, o Grêmio se fechou na defesa e deixou o Náutico atacar. Recuou demais. Pediu o gol, não levou porque a defesa estava num belo dia, deu chutão para todos os lados, foi aliviada pela incompetência ofensiva do adversário. Mas também teve méritos, óbvio. Merece elogios pela dedicação, no mínimo.

O que a vitória nos Aflitos ofereceu ao Grêmio foi confiança, ânimo, uma luz que ilumina o ainda distante G-4, duas vitórias longe. Resta saber se o bom resultado pode chamar outros, se o time encontrou mesmo um novo caminho.

As oportunidades de crescimento não aparecem em todas as rodadas, nem um Fluminense caindo pelas tabelas, um adversário ideal, melhor do que o palmeiras, por exemplo. Com o Flu, a disputa será por três pontos. Empate é derrota. Em Goiás, o encontro por seis pontos, adversário direto que é.

Serão nove pontos em duas rodadas, serão trampolim para o um futuro imediato do Tricolor. Duas vitórias, nada mais interessa, nada mais será tão útil nesta altura do Brasileirão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: Realidade da Dupla Gre-Nal no Brasileirão

14 de setembro de 2009 14

Eu e meu colega Wianey Carlet falamos sobre a Dupla Gre-Nal, projetamos os próximos jogos e analisamos a realidade de cada um dos times no Brasileirão

 

Postado por Luiz Zini Pires

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D`Alessandro, Maradona e a missão impossível

14 de setembro de 2009 10

Aguero e Maradona, dois baixinhos argentinos perdidos no meio de gigantescos problemas/AP

Maradona quer D’Alessandro. Os argentinos falam do jogador colorado. Mas o canhoto não é a solução, não sozinho. O coletivo da seleção é uma desgraça.

Um só jogador não dá conta, nem dois. Nem Maradona, no auge, conseguiria desatolar a equipe.

A Argentina está fora da rota. A solução é uma só. Demitir Maradona e contratar um técnico de verdade, talvez efetivar Carlos Billardo, treinador campeão do mundo no México, em 1986. Mas em Maradona ninguém toca. É lei no país.

Em dias de crise profunda, mudar a lista de convocados surge como um novo recomeço. Não faltam bons jogadores aos argentinos, falta comando, organização tática, trabalho, liderança.

Verón, Messi, Tévez, Aguero, Mascherano, Zanetti, Gago, entre outros, unidos e na mão de um bom técnico podem classificar a Argentina nas Eliminatórias. Ganhar a Copa é outra história.

Entre o Mandiyú, o Racing e a Seleção Argentina, Maradona atuou em 29 jogos como técnico. Perdeu 12, empatou 12, ganhou apenas cinco. Testou 62 jogadores em 10 meses como homem de campo da seleção. Não fez 11 titulares em 300 dias de trabalho. Não há uma zaga, um meio-campo, um ataque definidos. Pior, não se observa uma idéia de futebol.

Parece folclore, mas não é. Maradona não gosta de trabalhar de manhã porque não consegue acordar de manhã. Assim, Argentina não treina de manhã.

Maradona embarcou hoje para a Europa. Nínguém conhece os motivos da inesperada viagem. Mais uma conversa com seus jogadores? Hoje haveria uma reunião entre dirigentes da AFA e Maradona. Fui tudo cancelada. Maradona se governa.

Ao pensar em D’Alessandro, Maradona quer mais qualidade, articulação, inteligência, o passe certo, o lançamento, a jogada de aproximação, a cabeça erguida.

D’Alessandro, por sua vez, corre o risco de se nivelar ao demais na confusa seleção. De ser outro Heinze, de não acertar, cair na mediocridade comum. A seleção tem jogadores melhores do que D`Alessandro, que é muito bom jogador, mas a confusão é tanta que os jogadores se nivelam por baixo. Nem Messi escapa das críticas e das atuações quase ridículas, ele que é o melhor jogador do mundo da atualidade.

A missão de D`Alessandro é impossível. Um só jogador, independentemente do seu talento, é incapaz de mudar a Argentina. No futebol, porém, todos acreditam em milagres. Os argentinos mais ainda. Inventaram Maradona como técnico da sua gloriosa e agora decadente seleção.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Estádio dos Aflitos é a segunda casa gremista

13 de setembro de 2009 41

Recife é a outra capital gremista. O Estádio dos Aflitos é seu oásis nordestino. Quatro meses depois, domingo, 13 de setembro de 2009, a vitória nasceu em Pernambuco, o estado-irmão dos tricolores gaúchos.

 

Desde a última década do segundo milênio que o Grêmio não perde nos Aflitos. Há 18 anos seguidos que a vitória (empate no mínimo) é a realidade entre Grêmio e Náutico.

Como o Estádio dos Aflitos é a segunda casa do Grêmio, a vitória nasceu ao natural, 2 a 0, gol de Souza, belo gol de Jonas.

Os três pontos levaram o Grêmio aos 36, quatro distantes do G-4, no caso o Galo de Roth (40), o próximo adversário do Náutico. Fazia quatro meses que os gaúchos não venciam fora. Paulo Autuori comemorou a sua primeira na distância do Olímpico.

Tcheco e Souza, apesar do gol, não jogaream mais do que estavam jogando fora do Estado. Os contra-ataques não nasceram. A vitória foi boa, importante, mas não convenceu. Ou convenceu você, aí do outro lado? Otimismo é o que não falta ao torcedor depois de uma vitória. Ao crítico, nem tanto.

Afinal, qual a diferença do Grêmio do Nordeste do Grêmio dos outros 11 resultados negativos fora do Olímpico? Eu observei quatro.

UM) O ataque encontrou dois gols em duas jogadas onde o gol não estava por perto.

DOIS) A defesa se portou com uma segurança que ainda não havia encontrado fora de casa depois dos 2 a 0. Märio Fernandes joga cada vez mais. Réver, sério, é outro jogador.

TRÊS) O adversário é um dois piores da competição, candidato certo ao rebaixamento.

QUARTO) O meio-campo com Adilson e Rochemback nas primeiras funções é mais veloz, forte, combativo, tem mais mobilidade, atenção e vigor.

O desempenho Tricolor até não importa muito, prejudicado no segundo tempo até pela ridícula expulsão de Maxi López, uma invenção do árbitro.

 A vitória anula qualquer crítica. É a primeira fora. Pode ser um anúncio de algo mais, não sei. Prefiro esperar o Fluminense, domingo em Porto Alegre. Aguardar o Goiás, em Goiás.

A vitória em Recife recomenda do Grêmio. Seu futebol nem tanto. O G-4 só aparece com uma sequência de vitórias fora do Olímpico.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tite deixa Gilberto livre e Inter continua vice

13 de setembro de 2009 28

O líder Palmeiras (44) perdeu fora, na Bahia. O vice-líder Inter (43) caiu em casa. O São Paulo agradeceu a dupla, saudou os tropeços. Venceu o Avaí (2 a 0), cresceu, encostou nos 43 pontos positivos. O final de semana foi seu.

O grande perdedor da quinta rodada do returno foi mesmo o Colorado. Perdeu em Porto Alegre (Cruzeiro, 3 a 2), abraçado pelos fãs, a oportunidade de assumir a liderança e embalar no Brasileirão. Ficou. Foi uma das tardes mais decepcionantes da temporada. Nem a chuva fina e insistente que incomoda desde segunda-feira passada foi pior.

A torcida saiu frustrada. Saboreou a liderança por momentos, caiu nos 90 minutos. O resultado não era esperado. Os mineiros ganharam de virada, 3 a 2.

O jogo, por outro lado, foi ótimo, com dois times ofensivos em busca do gol. A rede balançou cinco vezes. O Cruzeiro mostrou ser bom time. Vai crescer na competição. Pode sonhar com o G-4.

Quase 39 mil torcedores pediram pênalti quando Taison foi empurrado na grande área mineira. Paulo Henrique Godói Bezerra não ouviu. Foi adiante, prejudicou o Inter, exibiu toda a sua falta de qualidade com um apito na boca.

Óbvio que o Inter não perdeu o jogo pela arbitragem, perdeu por seus erros, perdeu pela qualidade do adversário, perdeu porque Gilberto jogou livre e solto e fez uma grande partida. Mas o pênalti poderia ter mudado toda a história da partida.

O Inter jogou menos do que em Florianópolis, uma semana atrás. O adversário deste domingo era mais qualificado que o Avaí e veio ao Sul em busca da vitória, atacou, foi ousado, nunca se conformou com o empate. Foi grande como seu passado. Foi do tamanho da sua camisa.

O Inter decepcionou. O gramado encharcado prejudicou o toque de bola, as jogadas de aproximação, as tabelas, os jogadores mais leves.

Eller, Kléber, D’Alessandro, Taison e Alecsandro jogaram abaixo das suas médias. Lauro fez três grandes defesas. Andrezinho entrou depois, fez um gol de falta, mas não brilhou. O meio-campo jogou aberto demais, a criatividade sumiu, o ataque ficou isolado.

Thiago Ribero destruiu com a defesa colorado, marcou uma vez, entrou por todos os lados. Gilberto jogou solto, sem uma marcação especial, sem os cuidados que um jogador do seu porte merece. Ele desequilibrou. Marcou duas vezes, foi o melhor em campo e carregou a vitória para Minas Gerais.

O Vitória é o próximo adversário, o mesmo que detonou o líder Palmeiras, 3 a 2. O Palmeiras encara o Cruzeiro em Minas. O São Paulo faz viagem mais fácil, visita Ribeirão Preto em busca do Santo André. O topo está embaralhado. Perder é o proibido. A derrota atrasou a vida do Inter.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio não assusta mais nem Náutico fora de casa

13 de setembro de 2009 63

O returno avança, entra no seu quinto jogo de 19 rodadas e o Grêmio não consegue visualizar no seu passado recente uma só vitória fora do Rio Grande do Sul.

 

Olha, é preciso errar tudo duas vezes. É necessário insistir no erro, repetir e pedir bis. Perder tanto, durante tanto tempo, é algo recente na história do clube, recorde que a atual direção vê e não consegue desarmar.

Se tomou providência, creia, ninguém sabe porque ninguém viu. O que falta ao Tricolor de Paulo Autuori, você sabe tanto quanto eu, é, antes de tudo, coragem.

O Grêmio vem perdendo longe do Olímpico desde maio. Vem sendo atacado pelo serial-killer das derrotas como uma donzela desprotegida. Vem deixando rastros na estrada, atraindo o mal. Ninguém protege o clube na hora do perigo.

Cinco meses seguidos de maus resultados, amenizados por grandes jogos apenas em Porto Alegre, goleadas, aplausos de pé, não fazem de 2009 um ano normal. Não mesmo.

Responsáveis diretos pelas quedas sucessivas, direção, comissão técnica e jogadores, estranhamente, ainda não descobriram as causas dos fracassos depois de meses. Não investigaram, nem atacaram os efeitos. Perderam uma, duas, três..... Se acostumaram.

Perder se tornou algo absolutamente normal. Os jogadores perdem fora como se os três pontos negativos fizessem parte do menu da viagem, da exigência do adversário, do seu modo de vida. Perder é como embarcar num Boeing. Trepida, incomoda, mas não faz mal, ao menos em 99% das vezes.

Os jogadores gremistas estão viciados em derrotas, talvez precisem de mais uma dose forte em Recife, pois em duas semanas, dia 27, se apresenta um jogo em Goiás, no infernal Serra Dourada.

Assim, ganhar do Náutico, rotina que o Grêmio compre religiosamente há 18 anos seguidos, um tabu, é um problema novo em setembro de 2009. Ninguém crê num bom resultado gaúcho em Pernambuco, nem os torcedores do Timbu, que sentem que a hora da virada chegou.

O estados de São Paulo, Rio, Minas, Santa Catarina, Paraná, Bahia passaram invictos pelo Grêmio, sambando e cantando. Recife será apenas mais um, enquanto o sempre fantasma Goiás não avança.

Por ausência de coragem, falta de estratégia, falha tática, preparo em todos os sentidos, o Grêmio é um sonâmbulo na larga e descuidada faixa da Copa Sul-Americana. Só ganha novo rumo se acumular três pontos a cada viagem.

O fã, que deixa o Olímpico aos poucos, desanimado, abatido, quase entregue, perdeu metros de fé, mas, como bom católico que é, ainda acredita em milagres. Só o Céu salva a temporada gremista. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Foto do dia: "Futebol no final de um sábado"

12 de setembro de 2009 4

AP Photo/The Enquirer, Carrie Cochran
Jovens norte-americanos do Hurricanes tentam domar a bola antes que o sol se esconda atrás do Idlewild Park, em Burlington, no estado do Kentucky.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona deve chamar D`Alessandro no mês que vem

12 de setembro de 2009 66

Cesar Olmedo, AP

Julio Grondona é o Ricardo Teixeira da Argentina com o dobro de poder. Ele manda, não pede. Exige.

Por mandar, por viver acima do bem e do mal, cortou as asas gordas de Maradona com uma tesoura definitiva. Pediu mais trabalho, nova lista de convocados, menos declarações, mais ação.

Na linguagem clara do futebol, prestigiou Maradona. Avisou. O fim estará próximo caso a Argentina nõa reencontre o feliz caminho das vitórias.

Grandona sugeriu (MANDOU) limar Zanetti, Gabriel Heinze, Maxi Rodríguez, Fernando Gago, Lisandro López e Diego Milito. Quer os seis fora da Seleção Argentina, que faz uma das piores Elinatórias da sua história recente.

Segundo o Diario Popular, Grondona "decidió tomar riendas en el asunto antes de que sea demasiado tarde y sólo sea tiempo de lamentos por quedar afuera de un mundial``. A Argentina ficou fora da Copa do Mundo do México, em 1970.

Da nova lista de Maradona, que terá um técnico de verdade, Carlos Billardo, campeão mundial em 1986, mais próximo a partir de agora, devem aparecer D`Alessandro (Inter) Ezequiel Garay (Real Madrid), Federico Fazio (Sevilla), Cristian Cellay (Estudiantes) Sebastián Blanco (Lanús).

O nome de Maxi López não foi lembrado. Mas o gremista tem alguma chance, se continuar fazendo gols, algo que a Argentina não saba mais o que é com a sua legião de atacantes baixinhos e velozes.

A Argentina enfrenta o Peru, em Buenos Aires, no começo de outubro. Depois, encara o Uruguai, em Montevidéu. São seus dois jogos finais nas Elimantórias.

Postado por Zini, Porto Alegre

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VÍDEO: os jogos decisivos de Grêmio e Inter

12 de setembro de 2009 4

Eu e meu colega Lauro Quadros conversamos sobre os jogos da Dupla, o Estádio dos Aflitos e a força do Cruzeiro.

Postado por Zini

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Inter enfrenta Cruzeiro sem o direito da derrota

12 de setembro de 2009 3

Contou o cara da meteorologia que a chuva some no domingo. O homem do tempo é a voz mais importante do rádio, que me guia todos os dias. Ele me diz como sair de casa, capa, bota, caminho ou chamo o táxi. Ele é o novo oráculo. Menos em dia de jogo, então quem manda é a bola. Em futebol, como em dias de El Niño, qualquer prognóstico é um perigo. É um risco.

Dizer que o Cruzeiro, sem Kléber e Wellington Paulista (machucados), com Thiago Ribeiro e Soares no ataque, com Cláudio Caçapa e Leonardo Silva na zaga e com Patric na vaga de Jonathan na lateral-direita, é outro Galo, depenado sem dó no Beira-Rio, dias atrás, é um desatino. Os dois são mineiros, mas a Raposa papa o Galo. Chegou na final da Libertadores. Perdeu no detalhe.

No site oficial do Cruzeiro, Adilson disse:

– Já temos ideia do que o Tite vai colocar. Nós fizemos dois trabalhos para suportar as dificuldades. É um bom elenco, um bom time, tem alternativas. Vamos a Porto Alegre enfrentar um adversário difícil, mas tenho certeza de que eles nos respeitam, pela qualidade dos jogadores.

O Cruzeiro vive numa zona intermediária, brumosa, atravessa o fog da Copa Sul-Americana, com 29 pontos, 14 atrás do adversário da 24ª rodada. A Libertadores o atrasou no Brasileirão. É comum, quem chega aos jogos mais decisivos empurra o Brasileirão com a barriga. Aposta. Quando perde, sempre se atrapalha no Brasileirão.

O Inter vive no outro extremo, 43 pontos, um distante do líder Palmeiras. Entra em campo com a ideia fixa na liderança. Como manda a lei, nem sempre obedecida, precisa primeiro vencer, somar os três pontos para depois fazer as contas e projeções. Volta Sandro, liberado da Seleção Brasileira Sub-20 e reassume sua vaga no meio-campo, que terá ainda Magrão, Guiñazu e D`Alessandro. Andrezinho deve ficar no banco.

Tite faz bem. Deixa Andrezinho para mais tarde. D`Alessandro é titular do Inter - e de qualquer clube do país.

Inter e Cruzeiro fazem um dos maiores jogos do páis. Clássico legítimo: 45 mil pessoas no Beira-Rio é o mínimo recomendável.

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Postado por Zini, Porto Alegre

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Paulo Autuori roubou a identidade do Grêmio

11 de setembro de 2009 105

Pergunte ao Brasil, comece pelo Rio, entre em Minas, desça por São Paulo, entre no Beira-Rio, procure em Lisboa. Peça duas ou três palavras sobre Paulo Autuori. Todos vão dizer, sem pensar um par de vezes, que Autuori é um campeão. No seu armário se perfilam troféus do Campeonato Brasileiro, da Copa Libertadores da América, do Mundial Inter-Clubes. Os títulos são o seu mais vistoso cartão de visita. Ele é um vencedor.  

Ao ser contratado pelo Grêmio, em maio, Paulo Autuori recebeu palmas e vivas da legião azul do Rio Grande. Todos concordam que o Tricolor estava contratando um grande técnico, um dos melhores do país, um profissional sério, decente e capaz de qualificar até mesmo a Seleção Brasileira.

Quatro meses depois, uma Copa Libertadores sem efeito, o trabalho de Autuori começa a ser contestado em Porto Alegre e nas casas de outros milhões de gremistas sem fronteiras. Culpa da tabela do Brasileirão, que teima em deixar o Grêmio afastado do G-4 no início do returno do campeonato. Como quem faz a tabela é o time, a cobrança se derrama sobre os jogadores, a comissão técnica, a direção.

Todos têm responsabilidades, mas é o comandante de campo que sustenta o time com a sua postura, conceitos táticos. Paulo Autuori roubou um pedaço considerável da identidade do Grêmio. transformou a equipe num time absolutamente caseiro.

Autuori chegou ao Olímpico com a idéia fixa de reinventar o futebol do Grêmio, o jeito de jogar, lutar, pensar, se comportar, encarar os mais diferentes adversários. Riscou a palavra determinação, que muita vezes superava o futebol, e fazia da vontade gremista uma arma superior em busca da vitória, algumas impossíveis. Pediu mais futebol, mais toque de bola, mais qualidade, mais técnica, melhor posicionamento, menos faltas. Mundou tantas vezes o time, fez tantas experiências que hoje, quatro meses antes do final do ano, ainda não definiu seu time titular.

Tudo certo, tudo dentro das regras da bola, das suas idéias, das melhores intenções. Tudo ok, se a outra parte, a determinação, a força charrua (como diz a gente das arquibancadas) não fosse riscada do menu da equipe. Autuori quer mais futebol, menos força. As duas unidas encontram a perfeição. Sozinhas, isoladas uma da outra, procuram a zona da Sul-Americana.

O Grêmio do nosso setembro chuvoso, oitavo colocado, sete pontos atrás da preciosa linha da Libertadores, o terceiro melhor saldo de gols (13) entre os outros 19 competidores, não é o time pegador, guerreiro e determinado de outros tempos, com suas virtudes e defeitos, nem mesmo um time que encanta pelo seu futebol de toque de bola e goleador. Está sem saber/conhecer seu verdadeiro caminho. Perdeu o mapa. Paulo Autuori está escrevendo outro. Ininteligível, ao menos no momento.

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Batalha dos Aflitos não permite Bis, é jogo único

10 de setembro de 2009 35

Jogos entre Náutico e Grêmio, no Estádio dos Aflitos, se repetem. Se sucedem no Brasileirão. Os apressados enxergam nova Batalha dos Aflitos na tarde de 13 de setembro.

 

Miopia, falta de assunto, sensacionalismo? Pode ser os três somados e multiplicados.

Batalhas não se repetem, sejam nas colinas, nas planícies, nas tomadas de praia, no descampado. Não existe uma Batalha dos Farrapos 2, a terceira parte do conflito de Canudos, uma continuação da Guerra do Iraque, uma nova demonstração de força em Tóquio.

É impossível, os enfrentamentos começam e terminam. Não pedem continuação depois de algum tempo, anos ou décadas..

Náutico e Grêmio de 2005, em Recife, se fez jogo único por tudo que o envolveu e eu não vou repetir. Foi jogo histórico, especial, definitivo. Não pode haver um segundo pois a realidade é outra, distinta.

Jogos não se repetem, nunca. Não existem dois iguais, nem o 0 a 0 se mostra parecido ao 0 a 0 da semana passada.

Não existe uma continuação de Náutico e Grêmio, uma Batalha dos Aflitos, a Ressurreição, porque o ano é outro, a competição é nova, a vida dos dois clubes mudou, os heróis e violões da decisão fantástica (jogo incrível) vivem outros extremos.

Não adianta tentar construir um castelo no ar, pedir, exigir, desejar uma partida especial. Ela nasce por sí só, pela sua imprevisibilidade, na sua falta de lógica. O futebol é inimitável porque atrai o imprevisível. Você nunca mais será o mesmo depois de 90 minutos, dependendo dos 90 minutos, você não sabem seu começo, meio e fim. Nem Raul Seixas sabia.

Náutico e Grêmio do nosso chuvoso setembro é apenas mais uma partida do Brasileirão 2009, imprevisível como outras, testando os dois clubes como sempre.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Maradona está com os dias contados na seleção

10 de setembro de 2009 15

Daniel Piris, AP
Maradona vive num mundo único, irreal e próprio. Como gênio com a bola no pé, na Argentina, sua terra, na Itália, sua segunda pátria, sempre fez o que bem entendeu.

Maradona é maior que a Justiça argentina. Políticos do país se movimentaram na década passada para que as leis argentinas estivessem abaixo do Deus da 10. Conseguiram. Ele se livrou de toda a série de crimes que o acusavam. A Justiça fechou seu olho míope.

Mesmo com a imagem riscada por uma série de problemas sem fim, mesmo assim, ele continuou senhor absoluto do seu povo. Amado, reverenciado, personagem de culto.

Todos sabiam que ele podia tudo (e mais um pouco), mas garantir o posto de técnico da Seleção foi uma surpresa, a maior do ano, mesmo para os seus maiores e mais destemidos fãs, os que o classificam um degrau acima do Rei Pelé. 

A Associação Argentina de Futebol (AFA) não queria um técnico. Sonhava com um milagre, uma santo, uma entidade. Imaginava que o toque de gênio de Maradona pudesse funcionar também no interior do vestiário, na beira do gramado, na organização tática, nas convocações, na descoberta de grandes jogadores para a Seleção.

Não funcionou. Pelo contrário, a Seleção Argentina é uma nave desgovernada. Maradona é um fiasco como treinador. Não é um técnico, não tem a base, o preparo, a ciência.

Não consegue armar um time, organizar 11, construir uma equipe competitiva. Corre o risco de ficar fora da Copa. O mundo inteiro questiona o Maradona manager. Os argentinos, por outro lado, têm medo de mexer com Deus.

Como fazia no seu tempo de jogador, quando tudo parecia dar errado, Maradona busca resposta para seus erros nas ações seus críticos:

- As críticas não me afetam. Podem escrever um montão de coisas, fazer um show televisivo se quiserem. Não tenho medo das criticas, não tenho medo de ninguém, faço meu trabalho, tenho minha equipe e vou seguir adiante. Desde os 15 anos venho brigando com vocês e hoje tenho 48 e vou seguir brigando. Será necessário fazer um mea culpa entre todos e tratar de seguir adiante – falou depois da partida com o Paraguai, nova derrota, 1 a 0.

A Seleção Argentina corre sem rumo, perdeu o bom caminho, começa a mostrar os sintomas de quem vai ficar fora da Copa. Dois jogos Peru (em casa), Uruguai, em Montevidéu, esperam os argentinos. Seis pontos, seis litros de oxigênio.

O primeiro é barbada. O segundo é o Everest.

Pelo que eu observei da Argentina nos seus dois mais recentes jogos, Brasil e Paraguai, não vejo como os vizinhos possam garantir posto na África. Não deve ficar entre as quatro seleções da América do Sul que entram automaticamente no Mundial, nem em quinto, na Repescagem.

O Uruguai deve ser o quinto colocado. Messi vai ver a Copa na tevê. Não é previsão. É o momento. Nem os jogadores em campo parecem desejar uma classificação. Nunca vi time mais frio, sem vibração, que a Argentina de setembro de 2009. Nunca havia presenciado uma Argentina tão desinteressada. Até a legítima pegada castelhana desapareceu.

Postado por Zini, Porto Alegre

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