Vitória em Gre-Nal arruma casa, acalma parte do Rio Grande, faz bem.
Oferece mais confiança, muita tranquilidade, mas não dá futebol.
O Inter ganhou um clássico onde o 1 a 1, talvez o 0 a 0, fosse o resultado mais lógico. O jogo foi ruim, truncando, abusado na defesa, concentrado no meio-campo, quase sem emoções, com raras situações de gol.
Os valores individuais sumiram. Ganhou a marcação. O meio-campo recheado de jogadores como nunca se viu antes.
Não pense os vermelhos que o futebol do Gre-Nal os credencia em São Paulo. Não, não mesmo. Será um jogo mais duro, contra um adversário superior e em dia de decisão no Morumbi.
O São Paulo quer o mesmo que o Inter, o título. Ninguém espera um jogo simples.
O Inter ganhou o Gre-Nal, mas ainda deve futebol. Deve esperança, deve ânimo aos seus milhões de torcedores.
O ataque colorado continua devendo, o meio-campo carece de criatividade. Mas a defesa se posicionou melhor, pois tinha trio comandado por Guiñazu e disposto ao combate no clássico.
Guinãzu está fora, Glaydson é opção. O Inter perde seu guerreiro, perde léguas no meio-campo.
Mário Sérgio, que gosta de exibir a carteirinha de retranqueiro (ele diz abertamente, brincado, óbvio, que tem uma), vai com um time fechado outra vez. Busca o empate. Pode usar as mesmas duas linhas de quatro do Gre-Nal. Pode voltar aos 3-5-2. Agora, tem duas opções.
Não dá para ver o São Paulo e Inter isoladamente, é preciso observar a rodada toda e depois projetar as próximas duas rodadas, que dá o Colorado e Botafogo, em casa, e depois Barueri, fora. Seis pontos em nove pode ser bom, não perfeito para o título, mas nada mal para um G-4. Mas é preciso ficar com a máquina de calcular ao alcance da mão.
Postado por Zini, Porto Alegre



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