Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 27 outubro 2009

Após Gre-Nal, Inter precisa jogar mais no Morumbi

27 de outubro de 2009 19

Vitória em Gre-Nal arruma casa, acalma parte do Rio Grande, faz bem.

 

Oferece mais confiança, muita tranquilidade, mas não dá futebol.

O Inter ganhou um clássico onde o 1 a 1, talvez o 0 a 0, fosse o resultado mais lógico. O jogo foi ruim, truncando, abusado na defesa, concentrado no meio-campo, quase sem emoções, com raras situações de gol.

Os valores individuais sumiram. Ganhou a marcação. O meio-campo recheado de jogadores como nunca se viu antes.

Não pense os vermelhos que o futebol do Gre-Nal os credencia em São Paulo. Não, não mesmo. Será um jogo mais duro, contra um adversário superior e em dia de decisão no Morumbi.

O São Paulo quer o mesmo que o Inter, o título. Ninguém espera um jogo simples.

O Inter ganhou o Gre-Nal, mas ainda deve futebol. Deve esperança, deve ânimo aos seus milhões de torcedores.

O ataque colorado continua devendo, o meio-campo carece de criatividade. Mas a defesa se posicionou melhor, pois tinha trio comandado por Guiñazu e disposto ao combate no clássico.

Guinãzu está fora, Glaydson é opção. O Inter perde seu guerreiro, perde léguas no meio-campo.

Mário Sérgio, que gosta de exibir a carteirinha de retranqueiro (ele diz abertamente, brincado, óbvio, que tem uma), vai com um time fechado outra vez. Busca o empate. Pode usar as mesmas duas linhas de quatro do Gre-Nal. Pode voltar aos 3-5-2. Agora, tem duas opções.

Não dá para ver o São Paulo e Inter isoladamente, é preciso observar a rodada toda e depois projetar as próximas duas rodadas, que dá o Colorado e Botafogo, em casa, e depois Barueri, fora. Seis pontos em nove pode ser bom, não perfeito para o título, mas nada mal para um G-4. Mas é preciso ficar com a máquina de calcular ao alcance da mão.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

O goleiro Victor e o gol, 48 horas depois

27 de outubro de 2009 40

Victor sofreu o gol da sua vida. Quase levou um segundo quando tentou dominar a bola e a esfera, emburrada, escorregou sobre suas chuteiras de grife no domingo no Beira-Rio.

Um frio partiu em dois a espinha dos gremistas, já fraturada pelo gol de D`Alessandro, logo aos dois minutos. O clássico se encontrou neste lance.

 

Todos os goleiros do mundo, excelentes, bons, médios e mais ou menos, vivem um dia de Zé Ninguém. Victor conheceu o seu dia, um 25 de outubro, dia de Gre-Nal.

Não há como absolver Victor no Gre-Nal, culpar a grama, coisas assim. Não existe razão para que o gol retire Victor de pedestal de melhor jogador dos azuis em 2009. Ele é o mais destacado. E disparado. Foi um falha, grosseira, mas que acontece com todos um dias. O grande Júlio Cesar, por exemplo, falhou grotescamente na Itália no mesmo domingo.

Victor, eu tenho certeza porque vi os dois, é mais goleiro do que Danrlei. É mais completo. Só não tem as mesmas faixas do predestinado Danrlei que, alias, diz adeus às armas no segundo sábado de dezembro, no Olímpico, no seu jogo oficial de despedida.

Gol em Gre-Nal é uma marca, uma tatuagem. Sai, mas demora. Victor é o melhor goleiro do país. Seria o goleiro da Seleção se os superamarelos brasileiros não contasse com Júlio César, o melhor goleiro que eu já vi na Seleção.

Victor é unanimidade. Um gol, mesmo em clássico, não arranca nenhuma das suas honradas divisas. So deixa tristes seus milhões de fãs azuis. Mas a tristeza convice com o futebol desde o dia que Charles Miller (1874-1953) rolou a sua bola nos pré-históricos gramados do Brasil.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share