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Posts de outubro 2009

Confira entrevista com o presidente do Grêmio

31 de outubro de 2009 84

Duda Kroeff faz um balanço dos seus primeiros 10 meses como presidente

Postado por Luiz Zini Pires

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Grêmio quer prorrogar empréstimo de Maxi López

31 de outubro de 2009 40

O Grêmio deseja manter Maxi López. O 2010 tricolor passa pelos pés do argentino.

 

O clube não tem dinheiro para comprar os direitos federativos do centroavante, mas o presidente Duda Kroeff quer chamar os empresários do jogador. Deve encontrá-los nos próxmos dias. Planeja fazer uma proposta. Tentar renegociar com os russos, donos do jogador. Pedir um novo empréstimo.

Maxi López quer ficar em Porto Alegre. Sua família está adaptada e ele não pensa em voltar ao norte da Europa. Gosta do Grêmio e da torcida, que o elegeu um dos seus ídolos.

O Grêmio sabe que o São Paulo sonha com o seu centroavante goleador. Sabe também que o São Paulo não é nada ético quando resolve contratar um bom jogador de futebol. A Dupla Gre-Nal já sofreu com a falta de ética dos paulistas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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As distintas realidades da nossa Dupla

29 de outubro de 2009 37

São mais seis rodadas, 18 pontos, 540 minutos de bola rolando.

São mais 40 dias de futebol, quando muito. A contagem é regressiva. A realidade da Dupla é dupla.

A vida da bola gaúcha no Brasileirão está assim:

O Inter tem 52 pontos e está com a chuteira cravada no G-4 desde o último maio. Sua presença Libertadores 2010 é quase uma certeza.

No futebol, onde até a matemática muda a cada rodada, fazer previsões é provavelmente um desatino. Mas a tendência, que é outra coisa, diz que o Inter estará no torneio continental.

O Grêmio soma 47 pontos, cinco distantes da faixa luminosa da Libertadores. habitando o deserto da Sul-Americana. Suas chances de alcançar o G-4 são remotas. Nunca o pisou desde maio passado.

Sua relação de jogos futuros é pesada, envolve Palmeiras e São Paulo no Olímpico, Cruzeiro e Flamengo fora.

O Inter ganhou um título em 2009, o sempre desestimulante Gauchão. Mas é troféu. Vale a faixa.

O Grêmio permaneceu mudo. Disputou, mas não tocou na Libertadores desta temporada. Brasileirão é utopia.

O Inter tem todas as condições de encerrar o ano melhor do que o Grêmio. O tricolor que entrou a Libertadores no ano passado, teve o Brasileirão de 2008 nas suas mãos. Perdeu.

O Inter que pintou como um dos favoritos ficou no papel, outra vez. Teve todas as chances de avançar,ganhar a liderança, mas sempre adiou o salto de qualidade.

Em cinco semanas tudo será resolvido, sem um título, um na LIbertadores, outro na Sul-Americana. Os gaúchos ficam devendo outra vez.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio ganha tarde demais no Brasileirão

29 de outubro de 2009 67

No Olímpico, noite ou dia, o Grêmio sempre se repete. Ganha. Venceu nesta quarta, ganhou tarde demais.

Sua sétima colocação (47 pontos) não o recomenda ao G-4. Não com a tabela de jogos que o espera: São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo. O ano acabou.

O Grêmio liquidou o Avaí, fez 3 a 1, mesmo jogando com 10 homens desde o primeiro tempo. Controlou o jogo inteiro. Ganhou com autoridade, jogando mais.

Rochemback, que errava todos os passes, foi expulso por jogada violenta. Em jogada semelhante, num carrinho assassino, o goleiro Eduardo Martini ganhou apenas um cartão amarelo. Juiz ruim é mato no Brasileirão.

O Grêmio fez um jogo comum, mas aproveitou quase todas as situações de gol. O Avai, que teve três chances nos primeiro oito minutos, não aproveitou. Quem dá chance ao Grêmio no Olímpico perde o rumo de casa.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Inter reencontra seu futebol, mas tropeça

29 de outubro de 2009 27

Inter tentou dormir na liderança em São Paulo. Acordou no G-4 outra vez.

Perdeu. O colorado, habitante da faixa da Libertadores, não consegue colocar a chuteira na liderança.

Merecia pelo menos um empate. A derrota foi injusta. Até o adversário reconheceu.

O São Paulo é o novo líder do Brasileirão, pelo menos até o Palmeiras enfrentar o Goiás nesta quinta. Seu goleiro, Bosco, foi o nome do jogo do Morumbi.

A torcida eufórica cantou "o campeão voltou, o campeão voltou". O São Paulo é time de chegada. O título nacional é provável.

São Paulo e Inter foi um jogo parelho, competitivo, pegado e bom. Os gaúchos correram muito e desperdiçaram chances de gol. Washington não perdeu a sua. Fez o 1 a 0 definitivo no final do primeiro tempo. Ao Inter faltou ataque.

O Inter fez a sua melhor partida da Era Mário Sérgio, curiosamente perdeu. Controlou parte da partida, teve chance de gol com D’Alessandro, correu, lutou, mostrou disposição. Perdeu, mas o Flamengo perdeu igualmente. Continua assim no precioso G-4, precisa agora vencer o Botafogo, domingo, enquanto o Flamengo espera o Santos no Rio.

O campeonato continua aberto. Três pontos separam o líder São Paulo (55) do quarto colocado, o Inter (52). O final do campeonato não é recomendável aos corações fracos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Um jogador iluminado

28 de outubro de 2009 14

Kin Cheung, AP
Zidane foi um jogador iluminado. Foi o melhor que eu vi nos últimos 20 anos. Foi mais completo que Maradona.

 

Ele conseguia antecipar as jogadas. Pensava, fazia justamente aquilo que desejava.

A bola colava no seu pé. Grudava, ninguém lhe roubava. Era um meia da melhor escola europeia. Unia força, velocidade, coragem e qualidade técnica.

Foi um dos grandes da história moderna da bola. É Deus na França. É senhor dos estádios na Espanha e na Itália. Triunfou em dois países.

Ele brilhava, ele jogava para o time, Zidane foi campeão do mundo com camisa de clube, com a jaqueta da seleção francesa. Corria, marcava, passava, driblava, fazia gols, gols espetaculares.

Zidane é considerado um craque de dois séculos, fechou o 20, abriu o 21º. Em Hong Kong, onde fez uma capanha publicitária, apareceu com a mesma cara dos seus melhores momentos de Real Madrid. Tem 37 anos, poderia estar jogando.

Postado por Zini, Porto Alegre

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São Paulo é a encruzilhada do Inter no Brasileirão

28 de outubro de 2009 39

O Inter não se mira nos exemplos dos seus últimos jogos, apesar do Gre-Nal. Se agarra num poder que acha que já teve, que apareceu em alguns jogos do Brasileirão, ainda com Tite.

Mário Sérgio ainda é uma incógnita. O time de hoje é apenas uma esperança. Nada de certezas.

O jogo vale a liderança, mesmo provisória. Dormir líder faz, no mínimo, bem ao sono.

O São Paulo joga no Morumbi. Se acha seguro. Não é bem assim. Os grandes fracassos da equipe em 2009, ainda com Muricy, ocorreram no Morumbi, onde o time caiu no Paulistão, morreu na Libertadores.

Observe o retrospecto contra seus inimigos diretos na luta pela taça na capital paulista. O São Paulo superou o Cruzeiro (3 a 0) e o Goiás (3 a 1). Perdeu do Atlético-MG (0 a 1) e empatou com Palmeiras (0 a 0) e Flamengo (2 a 2).

Em casa, o São Paulo não é mais o mesmo. Faz três jogos que não ganha no Morumbi. No geral também preocupa. Dos 34 gols sofridos em 31 rodadas, 11 rolaram nas últimas sete partidas.

Olhe, analise, compare os dois times:

SÃO PAULO: Bosco; Renato Silva, André Dias e Miranda; Jean, Richarlyson, Hernanes, Jorge Wagner e Junior César; Dagoberto e Washington.

INTERNACIONAL: Lauro; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Daniel, Sandro, Giuliano, D`Alessandro, Kleber, Taison e Alecsandro.

Jogador por jogador o Inter perde. No coletivo também. O São Paulo atua junto desde o ano passado. O favoritismo é paulista.

O Inter precisa duplicar seu esforço. Buscar, por exemplo, o futebol que o fez especial em Florianópolis, na vitória sobre o Avaí, num dos seus melhores jogos da temporada.

A pergunta é: onde se escondeu o futebol que o Inter mostrou em Floripa?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Após Gre-Nal, Inter precisa jogar mais no Morumbi

27 de outubro de 2009 19

Vitória em Gre-Nal arruma casa, acalma parte do Rio Grande, faz bem.

 

Oferece mais confiança, muita tranquilidade, mas não dá futebol.

O Inter ganhou um clássico onde o 1 a 1, talvez o 0 a 0, fosse o resultado mais lógico. O jogo foi ruim, truncando, abusado na defesa, concentrado no meio-campo, quase sem emoções, com raras situações de gol.

Os valores individuais sumiram. Ganhou a marcação. O meio-campo recheado de jogadores como nunca se viu antes.

Não pense os vermelhos que o futebol do Gre-Nal os credencia em São Paulo. Não, não mesmo. Será um jogo mais duro, contra um adversário superior e em dia de decisão no Morumbi.

O São Paulo quer o mesmo que o Inter, o título. Ninguém espera um jogo simples.

O Inter ganhou o Gre-Nal, mas ainda deve futebol. Deve esperança, deve ânimo aos seus milhões de torcedores.

O ataque colorado continua devendo, o meio-campo carece de criatividade. Mas a defesa se posicionou melhor, pois tinha trio comandado por Guiñazu e disposto ao combate no clássico.

Guinãzu está fora, Glaydson é opção. O Inter perde seu guerreiro, perde léguas no meio-campo.

Mário Sérgio, que gosta de exibir a carteirinha de retranqueiro (ele diz abertamente, brincado, óbvio, que tem uma), vai com um time fechado outra vez. Busca o empate. Pode usar as mesmas duas linhas de quatro do Gre-Nal. Pode voltar aos 3-5-2. Agora, tem duas opções.

Não dá para ver o São Paulo e Inter isoladamente, é preciso observar a rodada toda e depois projetar as próximas duas rodadas, que dá o Colorado e Botafogo, em casa, e depois Barueri, fora. Seis pontos em nove pode ser bom, não perfeito para o título, mas nada mal para um G-4. Mas é preciso ficar com a máquina de calcular ao alcance da mão.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O goleiro Victor e o gol, 48 horas depois

27 de outubro de 2009 40

Victor sofreu o gol da sua vida. Quase levou um segundo quando tentou dominar a bola e a esfera, emburrada, escorregou sobre suas chuteiras de grife no domingo no Beira-Rio.

Um frio partiu em dois a espinha dos gremistas, já fraturada pelo gol de D`Alessandro, logo aos dois minutos. O clássico se encontrou neste lance.

 

Todos os goleiros do mundo, excelentes, bons, médios e mais ou menos, vivem um dia de Zé Ninguém. Victor conheceu o seu dia, um 25 de outubro, dia de Gre-Nal.

Não há como absolver Victor no Gre-Nal, culpar a grama, coisas assim. Não existe razão para que o gol retire Victor de pedestal de melhor jogador dos azuis em 2009. Ele é o mais destacado. E disparado. Foi um falha, grosseira, mas que acontece com todos um dias. O grande Júlio Cesar, por exemplo, falhou grotescamente na Itália no mesmo domingo.

Victor, eu tenho certeza porque vi os dois, é mais goleiro do que Danrlei. É mais completo. Só não tem as mesmas faixas do predestinado Danrlei que, alias, diz adeus às armas no segundo sábado de dezembro, no Olímpico, no seu jogo oficial de despedida.

Gol em Gre-Nal é uma marca, uma tatuagem. Sai, mas demora. Victor é o melhor goleiro do país. Seria o goleiro da Seleção se os superamarelos brasileiros não contasse com Júlio César, o melhor goleiro que eu já vi na Seleção.

Victor é unanimidade. Um gol, mesmo em clássico, não arranca nenhuma das suas honradas divisas. So deixa tristes seus milhões de fãs azuis. Mas a tristeza convice com o futebol desde o dia que Charles Miller (1874-1953) rolou a sua bola nos pré-históricos gramados do Brasil.

Postado por Zini, Porto Alegre

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2009 é o terrível ano da desesperança do Grêmio

26 de outubro de 2009 206

O que falta ao Grêmio?

 

Técnico? Sim. Jogadores? Óbvio. Direção? Tenha certeza.

O Grêmio de 2009 é uma profunda decepção. Começou na Copa Libertadores. Perdeu. Vai chegar em dezembro na Copa Sul-Americana.

O ano é de ausência de títulos. Todos, do simples regional ao estrelado continental.

Se você buscar um gremista, qualquer um, você não vai encontrar nenhum satisfeito, sorridente. Todos têm as mais amargas queixas. E o alvo é a direção.

Não sou eu o primeiro a dizer, nem o último. Só reproduzo o descontentamento geral. Não da Geral. Total.

A direção de Duda Kroeff começa assombrada pelo fantasma das derrotas. É um medo grande e assustador.

O Grêmio de 2010 precisa ser repensado. O de hoje não é exemplo, do gramado aos gabinetes. Não é referência.

No andar de cima, o Grêmio precisa de homens que decidam, que conheçam futebol, que consigam ver acima dos demais mortais. Será que eles sabem onde encontrar/buscar os jogadores que faltam, como dois laterais, um volante, um meia, dois atacantes? Eu duvido.

Outra decisão é apresentar o verdadeiro Grêmio ao técnico Paulo Autuori, que ainda não entendeu o jeito histórico do clube jogar. Parece bobagem, mas as grandes vitórias tricolores fora buscadas a partir de um futebol muito mais competitivo do que o dos nossos dias.

O trabalho de Autuori no Grêmio é de uma fragiliade impressionante. Não agrada. Do porteiro ao enfatiotado patrão que porta o azul na alma. Ninguém o aplaude porque ele não merece aplausos. Merece críticas.

Autuori tem o armário forrado de taças. É seu cartão de visitas. No Olímpico seu cartão não funcionou. Seu time é uma desgraça fora do seu estádio.

Autuori é maior decepção da história dos técnicos gremistas em muito tempo.

Eu não lembro de outro que tenha chegado surfando numa onda tão grande de esperança. Mas já caiu da prancha. Despencou e parece que não sabe nadar.

O Grêmio tinha um maneira características e jogar e de se entregar ao jogo nos seus melhores momentos. Poderia até aparecer com outra camisa, mas a maneira era a mesma. Era a marca registrada do clube. Era cultural.

Hoje, o futebol do Grêmio é de uma palidez cadavérica. Lento como o trânsito no pôr-do-sol da Capital, criativo como os discos de final de ano de Roberto Carlos, monótono como um filme sueco, ágil como o elefante do zoológico.

O Grêmio de 2009 não se reconhece, 2009 está sendo seu ano perdido, completamente perdido e 2010 do futebol está mais próximo do que podemos imaginar

Postado por Zini, Porto Alegre

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A cara do gol

25 de outubro de 2009 9

Tim Hales, AP
O excelente centroavante Fernando Torres, espanhol, atacante do Liverpool, autor do primeiro gol da vitória sobre o Manchester United (2 a 0) no maior clássico inglês. Ele é o legítmo matador de grande área e chuta como poucos. Tem velocidade e sabe cabecear. É o atacante mais completo dos nossos dias.

Seu colega Lucas, ex-Grêmio, fez uma boa partida, neste domingo, no Estádio de Anfield.

Após quatro derrotas consecutivas, um recorde negativo de duas décadas,o Liverpool se anima outra vez.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Melhor jogador do Grêmio em 2009 entrega o Gre-Nal

25 de outubro de 2009 144

Num jogo muito igual, equilibrado, sem lances espetaculares ou emocionantes, o Inter superou o Grêmio, 1 a 0. D`Alesandro fez o gol numa falha grosseira de Victor.

 

O melhor jogador do Grêmio na temporada falhou. Perdeu o tempo de bola, pulou depois, a bola o enganou e entrou. Victor é a mais recente vítima do clássico.

O Grêmio se despede da temporada, o Inter busca o título. É terceiro, dois pontos atrás do claudicante líder Palmeiras.

A derrota do Grêmio nasceu ao natural porque o Grêmio não ganha de ninguém fora do Olímpico. Eu repito assim a frase escrita 48 horas atrás. Disse mais, garanti que o Inter era favorito por jogar em casa, ao lado da torcida.

A marcação dominou o Gre-Nal. A marcação do Inter anulou um Grêmio opaco, que usou um esquema superado, quase pré-histórico, com apenas um atacante, um Perea que não consegue fazer gol nem em treino. Só que não vê jogo de futebol pode aceitar Rochemback como titular.

O Inter não jogou grande futebol, em uma partida comum não merecia nem aplausos mais fortes. Mas foi Gre-Nal, a vitória é tudo.

O vitorioso fica com os três preciosos pontos e é candidato forte ao título brasileiro. O derrotado fica com um caminhão de problemas, o descrédito e um final de ano sem uma champanhe para estourar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter é favorito, Grêmio joga fora do Olímpico

23 de outubro de 2009 58

Me perguntam qual o favorito para o clássico.

Eu digo, rápido:

- O Inter.

Sim, o Colorado.

E por um simples e prosaico fator. Joga em casa, sob os olhos da torcida, empurrado pelo grito da nação vermelha. Os vermelhos venceram nove jogos em casa, com quatro empates, duas derrotas.

O raciocínio é simples e segue uma lógica.

O Grêmio costuma se enrolar em jogos fora do Olímpico. Perde quase sempre. Pergunte aos números.

Está onde está, fora do G-4, em oitavo lugar, por ter perdido 10 vezes e empatado quatro. Em 15 partidas, venceu uma. É uma performance lamentável.

Por outro lado, os dois times não inspiram confiança. Pode sair por aí e perguntar aos torcedores. Quem ainda acredita no poder de cada equipe?

Claro, o Inter é nome do
G-4 desde maio. Sua posição é mais favorável, se comparada ao do adversário.

O Grêmio vive cinco pontos longe da zona da Copa Libertadores, tem mais 24 pontos para disputar e a vaga depende dele, mas não apenas das suas vitórias. Depende da derrota dos outros.

Tomara que o clássico definitivo de 2009 se transforme num grande e inesquecível jogo. Mas eu tenho minhas dúvidas, todas as do mundo.

Seis jogadores, não mais do que seis, me oferecem esperança de um bom jogo. São eles Victor, Réver e Souza, entre os azuis, D’Alessandro, Kléber e Giuliano, no lado oposto.
Você confia em mais alguém?

Postado por Zini, Porto Alegre

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O juiz Seneme, o Gre-Nal e os medos do clássico

22 de outubro de 2009 19

A pior notícia do Gre-Nal é o mau futebol da Dupla. Mas vamos ser otimistas. Vamos apostar num bom jogo, como no mais recente, em julho, grande futebol, nada de violência, nem na grama, muito menos no cimento.

Se o bom (e esperado) futebol voltar (ou não), assim como mágica, depois de uma semana de treinos e de sessões de motivação, deveremos nos preocupar também com a arbitragem.

O escolhido, sorteado, Wilson Seneme é um dos mais fracos do quadro superior da CBF. Seu problema é físico, técnico e de entendimento do jogo.

O paulista, muitas vezes, não sabe como se portar em campo. É consumido pela arrogância. Não esqueça que o Palmeiras, paulistas como Seneme, seca o Inter, mais,  e o Grêmio, menos. A derrota do Inter é do interesse do Palmeiras.

Mas não vamos ser paranóicos. Seneme pode ser um juiz sem grandes qualidades, mas é uma pessoa honesta.

Seneme tem o hábito de xingar os jogadores em campo. Claro que eles não são santos, mas o juiz precisa dar o exemplo. Seneme dirige à moda antiga, como se estivesse tratando de 22 escravos. Gritos e látego neles.  

Seneme usa e abusa do cartão amarelo. É a sua arma preferencial. Com o amarelo erguido, tenta esconder seus erros técnicos, de formação profissional.

Nosso Gre-Nal de outubro de 2009 tem uma série de problemas. Do mau futebol aos erros coletivos, dos problemas de formatação das equipes aos desfalques. Seneme será mais um. Tenha certeza.

A CBF tratou o Gre-Nal como se o nosso maior clássico fosse um Juventus e Araraquara na Rua Javari.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Palmeiras amarela e bota fogo no Gre-Nal

21 de outubro de 2009 27

O Palmeiras se entrega e escancara a porta do título do Brasileirão. Abriu, entra quem quiser. Ficou nos 54 pontos, mas com um jogo a mais que os adversários, Galo (50), Inter e São Paulo (49).

Caso vença o Gre-Nal, o Inter ficariam com 52 pontos, dois a menos que o líder Palmeiras, que recebe o Goiás (46) na próxima rodada. O título é logo ali. Por seu turno, após uma vitória no clássico, o Grêmio (44) somaria 47 pontos. Precisaria de mais sete para encostar nos verdes.

O campeão deve somar 66 pontos, 10 a menos que o São Paulo em 2008. Ao Palmeiras, portanto, falta capturar 12 pontos em 21 pontos disponíveis nas sete rodadas finais.

Se era favorito, menos pela qualidade, mais pela vontade, determinação e competitividade, perdeu a condição em Ribeirão Preto, um pedaço da Califórnia paulista, ao deixar três pontos nas mãos do Santo André (2 a 0) - dois gols de Nunes.

O time do ABC paulista dominou o jogo inteiro, facilitado pela crise técnica do adversário. NOs 19 jogos do primeiro turno, o Palmeiras perdeu apenas um. Nos 12 do returno, até agora, foi derrotado cinco vezes.

É o quarto fracasso consecutivo. O mau humor de Muricy Ramalho encontra as nuvens. A desconfiança dos palmeirenses flutua acima de tudo.

O Ramalhão gosta de tirar pontos dos grandes de São Paulo. Feriu todos os quatro, um por um.

O Palmeiras foi um líder confuso, nervoso, desorganizado, previsível. Ao perder Cleiton Xavier, lesão muscular, deixou a criatividade nos pés potentes de Diego Souza, que nem força mostrou, só nervosismo. Vagner Love foi o único que tentou jogar.

O fracasso tático de Muricy Ramalho
nos últimos quatro jogos, 12 pontos, um só no bolso, é pura energia para os outros três do G-4, Atlético MG, São Paulo e Inter, e para quem chega da periferia.
 
O título de 2009 ainda não é de ninguém. Os favoritos se esfarelam, não são mais ninguém. Ninguém mostra as credenciais. O Brasileirão está pronto para receber a surpresa do ano, seja ela quem for.

Em 2008 o Grêmio perdeu o título mais fácil da sua vida. Um ano depois, os verdes palmeirenses estão caindo aos poucos como maçã madura no pomar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Hugo é um dos sonhos de consumo do Grêmio

20 de outubro de 2009 48

O título ainda é possível, mas o São Paulo, clube referência no Brasil, já projeta seu competitivo 2010.

 

Acertou com o Fernandinho, do Barueri, uma das revelações do Brasileirão, e define nos próximos dias a contratação dos dois melhores jogadores do Coritiba, Marcelinho e Carlinhos Paraíba.

Marcelinho Paraíba deve receber em São Paulo um salário de cerca de R$ 250 mil. O clube quer jogadores prontos para algumas posições. Não deseja experimentar.

O São Paulo sabe quem quer, sabe quem pode partir, deixar o Morumbi. Quem sai, entre Borges e Washington, é Hugo.

Hugo é sonho de consumo do Grêmio. O jogador está entre o Brasil e a Europa. O Sporting tentou sua contratação meses atrás. Esbarrou no preço. LIsboa ficou para mais adiante, quem sabe.

Mas, em dezembro, Hugo estará livre. Assina com quem quiser.

O Grêmio sonha dia e noite com Hugo. Quer tê-lo de volta em 2010.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Alecsandro e Herrera e um domingo de Gre-Nal

19 de outubro de 2009 30

A torcida do Inter ainda sonha acordada com Nilmar. Quando vê Alecsandro, pensa no ídolo e reclama. Alecsandro é bom atacante, é matador, mas nunca será outro Nilmar.

 

Alecsandro não é o culpado. Ganha um salário de seis dígitos, entra em campo e tenta jogar. O problema é trazer Alecsandro para o posto de Nilmar. O erro vive aí.

O Inter precisa buscar um atacante diferenciado em 2010. O time pede, a torcida exige, o clube quer.

Alecsandro fez 15 gols no Brasileirão. Parece que vale cinco. A torcida não o recompensa com aplauso, mesmo sendo um dos goleadores da competição. Menos por culpa do centroavante, mais por deficiência do time como um todo.

Sem Jonas, surpreendente goleador de 2009, o Grêmio depende de Maxi López, que não joga o Gre-Nal. Herrera é a opção. Era um nome no começo da temporada, é pouco mais que um jogador que entra, sai e não faz gol.

Herrera foi uma aposta convicta da direção. A torcida o adora.

Mas Herrera não está sendo o jogador que foi em anos passados. Culpa das lesões? Talvez. Culpa da falta de chances? Nunca. Herrera é uma das decepções gremistas do ano.

O que pode somar um ataque com Herrera e Perea? Pouco, quase nada.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O grito de Pato na hora do gol

18 de outubro de 2009 6

Antonio Calanni, AP

Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato marcam os gols na vitória por 2 a 1 sobre a Roma, em Milão, pela 8 rodada do Campeonato Italiano. Vitória de virada.

Pato gritou como se tivesse marcado o último gol da sua vida. Você ouviu o grito aí na frente da tevê?

A fase e Pato no Milan não é boa, assim como da equipe como um todo. O que lhe falta é o gol, que não tem aparecido com a brevidade que os milanistas esperam.

O Milan é o oitavo colocado, sete pontos atrás da Inter, o líder, com 19.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quem vai arrumar a casa depois do Gre_Nal?

18 de outubro de 2009 21

Você leitor, companheiro de viagem do Blog do Zini, na tempestade e na bonança, passa a me acompanhar agora no Blog Bola Dividida em zerohora.com e também na coluna Bola Dividida na edição impressa de Zero Hora.

 

Como serei titular da coluna Bola Dividida, que dividirei com os meus colegas da Editoria de Esportes de ZH, cada um oferecendo uma informação melhor e mais exclusiva que a outra, mudo de blog a partir de agora.

Sai o Blog do Zini, entra o Blog Bola Divida. O conteúdo não muda. Pelo contrário, a ideia é qualificar o espaço. Você vai ver.

Espero que vocês não saiam procurando outro blog nas esquinas da Internet. Fiquem comigo.

 Segunda-feira de Gre-Nal

Pegue o amigo mais chegado, o vizinho de porta, o porteiro, o colega de trabalho. Sente, peça um café e tente conversar com um deles.

Pergunte:

– E o Gre-Nal?

Será raro se um deles entrar de cabeça na conversa e insistir com o assunto. O Gre-Nal que se aproxima é o do desânimo.

Não que o clássico dos nossos clássicos seja um jogo comum. Nunca é. Mas as duas torcidas andam desanimadas. Os dois times não estão para sorrisos, tapa nas costas, nada. Não estão empolgando.

O Grêmio não consegue chegar ao G-4. O Inter parece que vai cair a cada rodada. É um drama em azul e vermelho.

O Inter, terceiro no G-4, empatou no Rio quando estava com a vitória encaixada no peito. O Grêmio, oitavo colocado, seis pontos do G-4, venceu o Coritiba sem nenhum brilho.

Claro que a vitória sempre é bom sinal, que empatar no Maracanã não pode ser considerado um desastre, especialmente se o visitante continuar na zona da Libertadores.

O campeonato está tão truncando na linha do G-4 que o Inter tropeça contra o lanterna Fluminense, por exemplo, e não sai da boa faixa.

Por outro lado, a área abaixo dos inseguros quatro melhores fica cada vez mais congestionada. O Grêmio, que foi quinto durante algum tempo, hoje é superado pelo Flamengo, Goiás e até mesmo pelo Cruzeiro, dado como mero figurante algumas rodadas atrás. O Vitória tem os mesmos 44 pontos do Tricolor. Olha o perigo.

Chega o Gre-Nal, sempre reverenciado, e o que se vê é uma dificuldade gigantesca em nomear um favorito. O empate é um péssimo resultado. É o último de 2009, encontra o Beira-Rio como cenário, o centenário vermelho como marca de mais um clássico.

O Grêmio joga dinamitado pelos cartões de Maxi López e Tcheco. Perde seu ataque titular, sem Jonas, machucado desde a semana passada.

O Inter não terá Eller, Taison continua no departamento médico.

O que esperar do clássico? Eu entro na semana desconfiado, depois de zapear os jogos da Dupla, contra Coritiba (2 a 0) e Fluminense (2 a 2) e não encontrar o bom futebol em nenhuma das duas partidas. 

Onde anda? Escondido? Sobrevive ainda?

Será que teremos a volta do bom futebol no Gre-Nal?

É a chance de um dos dois, pelo menos, arrumar a casa e ganhar aceleração na reta final. O empate é péssimo.

O vitorioso, por outro lado, pode ganhar a velocidade de um Boeing.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dupla precisa desesperadamente de duas vitórias

16 de outubro de 2009 29

A Dupla tenta de novo, no mesmo domingo, nas mesmas 16h, mas em Estados distintos, inigualáveis. O Grêmio volta ao seu castelo, o Inter viaja ao Rio.

 

Um nada nas águas turvas da Copa Sul-Americana, outro vive nas águas cristalinas do G-4. Os dois com crocodilos ao alcance da vista.

A Copa Libertadores é a meta. A Sul-Americana pode ser o fim.

Outubro mostra a Dupla Gre-Nal num momento de absoluta tensão. Os fãs estão desconfiados. Vaias são ouvidas nos dois estádios.

Paulo Autuori é questionado de uma forma, Mário Sérgio, recém contratado, é atacado de outra. Técnicos e torcedores não se entendem, por aqui, agora, se entendem menos.

Os dois treinadores, tão diferentes entre si em temperamento e currículo, não conseguem animar a torcida. Fugir dos estádios aos domingos é o novo programa dos gaúchos. Não há atração especial, não existem grandes jogadores, os melhores resultados. Os dois times não empolgam, não motivam. As bilheterias nem fila apresentam.

Não vivemos numa Europa onde as pessoas gostam mais de futebol do que nós.

O ano de dois mil e nove tem sido uma enorme decepção. O torcedor sente. Deixa os clubes para depois, talvez para 2010.

A dupla precisa desesperadamente de vitórias. Empatar neste domingo é o mesmo que perder de goleada. Ganhar é olhar o horinzonte. É mandar um aviso ao torcedor, dizer "sim, nós podemos".

No futebol a última esperança renasce aos 90 minutos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quem é quem na Copa de 2010 em outubro de 2009

15 de outubro de 2009 11

O brasileiro Roger Guerreiro (D), naturalizado polonês, enfrenta a bola, a neve e a Eslováquia de Merek Hamsik. Os eslovenos venceram (1 a 0) e já sonham com o calor africano./Czarek Sokolowski, AP

 

Com a classificação de Suíça, Eslováquia, Argentina e Honduras na quarta-feira, a Copa de 2010 já tem 23 seleções garantidas.

Assim, restam apenas nove vagas em disputa, que serão decididas apenas em novembro, quando as Eliminatórias para o Mundial da África do Sul chegam ao fim.

Na América do Sul, a Argentina se juntou ao Brasil, Chile e Paraguai após ganhar do Uruguai por 1 a 0, em Montevidéu. Apesar da derrota em casa, a seleção uruguaia ainda tem chances de ir à Copa, já que disputará a repescagem contra a Costa Rica, representante da Concacaf.

A Costa Rica esteve perto de garantir a vaga direta na Copa, mas empatou na quarta-feira com os Estados Unidos, por 2 a 2, e caiu para a repescagem. O último classificado da Concacaf foi Honduras, que ganhou de El Salvador por 1 a 0 e terminou em terceiro lugar, atrás de México e EUA.

Na Europa, Suíça e Eslováquia se classificaram na quarta-feira, juntando-se a Dinamarca, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Sérvia, Itália e Holanda, que já tinham garantido vaga antecipada. Os eslovacos venceram a Polônia por 1 a 0, enquanto os suíços ficaram no 0 a 0 com Israel.

Também na quarta-feira, foram definidos os oito classificados para a repescagem das Eliminatórias Europeias: Portugal, Grécia, Bósnia, Ucrânia, França, Irlanda, Rússia e Eslovênia. Eles se enfrentam nos dias 14 e 18 de novembro, em confrontos que serão sorteados na próxima segunda-feira.

Além da Europa e da Concacaf/América do Sul, ainda resta uma repescagem envolvendo Ásia e Oceania. Enquanto o Bahrain tenta se juntar à Austrália, Japão, Coreia do Sul e Coreia do Norte como o quinto representante asiático na Copa, a Nova Zelândia busca ser o único da Oceania.

As outras vagas em disputa estão nas Eliminatórias Africanas, cuja última rodada será no dia 14 de novembro, quando se classificam mais três seleções. Por enquanto, apenas Gana e Costa do Marfim estão confirmadas, além da África do Sul, que tem presença garantida por ser a sede da Copa.

Na África, as vagas na Copa ficam apenas com os primeiros colocados dos cinco grupos existentes. Assim, Camarões, Tunísia e Argélia são os favoritos para ser os últimos três classificados, pois lideram suas chaves. Mas Gabão, Nigéria e Egito ainda estão na disputa para ir ao Mundial.

As 23 seleções classificadas:

África do Sul

Costa do Marfim

Gana

Austrália

Japão

Coreia do Norte

Coreia do Sul

Dinamarca

Alemanha

Holanda

Eslováquia

Suíça

Inglaterra

Itália

Sérvia

Espanha

Brasil

Chile

Paraguai

Argentina

Estados Unidos

México

Honduras

Postado por Zini, Porto Alegre

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Argentina deve mais uma vida para Maradona

14 de outubro de 2009 21

Os 22 e um só grito no Centenário mudo, /Natacha Pisarenko, AP
Desisti do Brasil. Eu e meio mundo. Uruguai e Argentina foram ímã noturno. Onde você estava no começo da noite do dia 14 de outubro de 2009?

Seus olhos, com ou sem lentes, não poderiam estar em Campo Grande, você fã de futebol? Estavam?

Ficou o Uruguai, remando na repescagem, imaginando que a África do Sul não é logo ali, como eu mesmo cheguei a pensar.

Entrou a Argentina, velha raposa de decisões. Ganhou de 1 a 0 no Estádio Centenário, os uruguaios gritando como loucos no começo e no meio, depois chorando como poucos no final.

Os argentinos sofreram como um condenado rumo ao cadafalso, esperando o perdão real no último segundo. Se viam mortos, se é que pode. Pode?

Maradona, Deus de chuteiras, mortal dos mais simples com o abrigo de técnico, foi salvo por um zagueiro e meio campista do Huracán denominado Bolatti, descendente de italiano como eu, talvez você.

Um dos melhores jogadores da história, capaz de hipnotizar a bola, Maradona ganhou vaga na África 2010 através dos benditos pés de um volante desconhecido aos 40 minutos do segundo tempo. Pés que devem entrar na calçada da fama da memória do fã argentino.

Meus amigos portenhos devem estar celebrando no El Obrero, no coração da Boca, uma carne, um Malbéc, outra noite de risadas estrondosas.

O nome do jogo foi Verón, com ele os outros 10 se mostraram mais confiantes, decididos. Verón é a luz do time. Ele se movimentou como um senhor feudal por diferentes partes do campo. Mandou em seu território.

O Uruguai teve mais chances de gol no começo. A Argentina equilibrou. Talvez o 1 a 1 fosse um resultado mais justo, mais de acordo com os 90 minutos. Um 3 a 3 seria ótimo. As melhores partidas, ás vezes, são jogadas antes da bola rolar. Só na nossa cabeça viciada em futebol.

Como todos foram avisados do gol do Chile (de El Loco Bielsa) ao sete minutos, que minava o Equador, os dois times arriscaram mais no segundo tempo. Todos sabiam que ainda teriam mais uma chance. Que o mundo não acabaria no apito final. A respescagem seria o tiro final.

A Argentina deve mais uma vida para Maradona. Segundos antes da tragédia, natural combustível argentino, ele atravessou o oceano. Agora, ele pode entregar o cargo. Deixar a tarefa da Copa para um técnico de verdade, que sabe Carlos Bilardo.

Ok, ele ganhou. Mas precisava testar o pobre e sofrido coração argentino de uma maneira tão radical.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Argentina dividida enfrenta Uruguai favorito

14 de outubro de 2009 6

Diego Forlán, esperança celeste contra o estropiado exército de Maradona/Martin Mejia, AP
Na Copa do Mundo de 1930, no começo de tudo, a Celeste, então Olímpica, goleou os vizinhos argentinos. Enfiou quatro gols no que seria conhecido oito décadas depois o clássico mais antigo do futebol sul-americano.

O mais importante é Brasil e Argentina.

Uruguai nunca perdeu um jogo em casa para a Argentina em Eliminatórias. O pessimismo é moeda corrente em Buenos Aires e suas provícias.

A volta do clássico, turbinado por uma vaga na Copa do Mundo de 2010, é uma novidade. O enfrentamento andava esquecido, abandonado pela ineficiência uruguaia. Seus futuros jogadores deixam o país bem antes dos 20 anos. Nas eliminatórias da Copa da Alemanha, o país foi eliminado num mata-mata pela Austrália.

A volta do Uruguai, e como favorito, deve ser saudado. Aplaudida de pé. Penharol e Nacional foram dois dos maiores times da América, do mundo, no último século do milênio passado.

A Argentina ainda ostenta os melhores jogadores. Messi é o melhor e mais caro entre todos os de outras nações. Mas é um time desestruturado, desorganizado, sem comando.

Maradona tenta fazer o papel de técnico. Sua inteligência e experiência tática não permitem.

A Argentina perdeu suas três partidas fora do país nas Eliminatórias. Caiu na Bolívia, no Equador e no Paraguai. Sofreu nove gols, fez um.

O valor da Argentina está no seu grupo. A diferença está nos pés de Messi, um Maradona renascido. A certeza do Uruguai está na mão do técnico Oscar Tabárez, que usa tanto o 3-5-2, com sucesso em Quito, quanto o 4-4-2. Seu time não tem mistérios: Muslera; Scotti, Lugano e Cáceres; Maxi Pereira, Diego Pérez, Gargano, Jorge Rodríguez e Álvaro Pereira; Luis Suárez e Forlán.

O vencedor entra
direto na Copa. O perdedor poderá ver a Copa da TV se o Equador ganhar do Chile em Santiago. Se pintar um empate, Uruguai e Argentina dependerão do resultados dos equatorianos.

Maradona convocou 78 jogadores nas Eliminatórias. Escalou 35 em sete partidas. Não tem nem um time titular. Talvez seja por isto que 84% dos argentinos o querem longe da Seleção, na África ou vergonhosamente fora dela.

O clássico renasce e será comentado durante gerações. Maradona vai para o tudo ou nada. Se perder, será a derrota da sua vida. Será como a tatuagem de Che Guevara que carrega num dos seus braços. Não sai mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Brasileirão exibe falta de competência da Dupla

12 de outubro de 2009 52

Dos últimos 12 pontos disputados nas últimas quatro rodadas do imprevisível Brasileirão, o Inter venceu apenas cinco, nove deles disputados no Estádio Beira-Rio.

Com nove pontos, três vitórias em casa, poderia estar liderando o Brasileirão ou talvez colado na nuca do Palmeiras.

Dos mesmos 12, nove jogados longe do Olímpico, o Grêmio lavantou apenas dois. Tivesse vencido duas, empatado uma, por exemplo, poderia se ver no espelho colado ao Galo, na última posição do G-4.

O Brasileirão corre, a velocidade aumenta e os gaúchos observam a falta de competência das suas duas equipes, ainda mais depois dos tropeços do Palmeiras, que não joga futebol de campeão, São Paulo, muito menos e Atlético MG, que cai aos poucos.

O Palmeiras anda louco para entregar o título. Basta alguém apertar um pouco na reta final. Levar 3 a 0 do Náutico é pedir o pior, esperar a decadência.

O Inter ainda se segura no G-4, porém a sua meta era o título, cantado por dirigentes, jogadores, torcedores. O Colorado pisou na competição como um dos favoritos. Nunca jogou como um. Vive hoje em terceiro lugar, 48 pontos, seis distantes do líder

Mais modesto em tudo, mas com uma senhora folha de pagamento de R$ 3 milhões, uma das seis maiores do país, o Grêmio nunca falou abertamente no título. Sempre mirou uma vaga no G-4, uma volta ao oásis da Libertadores. Habita hoje a faixa da Copa Sul-Americana, 41 pontos, seis atrás do Atlético MG.

Entre o Galo (47 pontos) e o Grêmio (41), ainda circulam perigosamente e com fome de pontos, em casa e fora, Goiás (46), Flamengo (45) e Cruzeiro (42) – o Corinthians (42) não conta.

A rodada beneficiou os gaúchos. Mas os gaúchos não se ajudam. Jogam como se fossem convidados cativos ao lugar nenhum da Copa Sul-Americana.

Seus problemas são comuns. Passam pela direção, explodem nos técnicos, afloram nos jogadores. Da falta de qualidade aos problemas de gestão, seja na hora das compras dos jogadores, das vendas, das escolhas dos treinadores.

Os fãs vermelhos e azuis estão revoltados e sentem que o ano está se perdendo lentamente. O vazio nas arquibancadas dos nossos estádios é real.

A indignação local aumenta ao ver os outros adversários dispostos ao título e sem grande competência. Eles não têm nada de mais. Nada que a Dupla Gre-Nal não tenha.

O que falta? Falta um pouco de vergonha na cara, antes de tudo. Falta vontade, dedicação, organização, inteligência. Falta um pouco de garra, determinação, alma.

Nunca se perdeu tanto e tão facilmente como no desbotado Rio Grande do Sul de 2009 onde a ética não brota na casa da governadora. Pelo contrário, é podada.

Perder é nossa bandeira no futebol brasileiro. Nós não nos ajudamos. Quem vai nos ajudar? Ninguém, um só.

O Brasil da tevê adoraria ver uma Libertadores com Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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A cara e a alma de um gol impossível

12 de outubro de 2009 18

Jorge Araujo, AP
Os argentinos o estão chamando de Martín Fierro.

Mas seu nome é Martín Palermo.

Ele é um dos grandes goleadores argentinos do nosso tempo.

No Boca multicampeão sempre foi uma máquina de fazer gols.

Na Seleção Argentina nem tanto.

O que ele fez sábado, nos 2 a 1 ante a Seleção do Peru, aos 47 minutos do segundo tempo, vale por por milhões gols.

Com Palermo, a Argentina ainda sonha com a África 2010.

Vida longa aos centroavantes goleadores, o idioma do gol não tem importância.

–Tengo un ángel desde el cielo que también me está ayudando (en referencia a su hijo muerto poco después de nacer) y un Dios aparte. Siempre que lo necesito, me responde – disse Martín Palermo ao diário esportivo Olé.

Palermo, de 36 años, voltou com a camisa da seleção após uma década de ausência. Em 1999, ele errou três pênalitis num mesmo jogo e a Argentina caiu na Copa América. Desde então seu nome era maldito na seleção, bendito no Boca.

Hoje é nome e sobrenome da esperança argentina.

Postado por Zini, Porto Alegre

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