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Posts de novembro 2009

Você daria a volta olímpica ao lado do seu rival?

30 de novembro de 2009 127

Nas Eliminatórias da Copa da África, em Paris, Henry ajeitou a bola com a mão, Gallas fez o gol e a França ganhou a vaga, despachou a Irlanda. O árbitro sueco Martin Hansson não viu, foi engolido pela ação de Henry, que sabe, como eu e você, que o jogador não tem ética no interior do campo de jogo/Francois Mori, AP
O dia em que e Grêmio ajudar o Inter em jogo decisivo, o mesmo vale para os colorados, estaremos vendo o fim do futebol. A morte anunciada de uma paixão.

O dia em que os fãs da Dupla esperarem a mesma coisa dos dois times, creio, o futebol voou pela janela. O futebol não vive sem a rivalidade. Ela é seu combustível, sua gasolina, puro álcool.

O futebol tem a sua ética própria. Não é como a nossa, a de tentar viver uma vida reta e decente.

Futebol é um jogo. Se os 22 jogadores entrarem em campo sem um juiz, não dá jogo, dá brigam confusão, puro pau. Com um homem de preto, um apito na boca, já é um problema, imagine sem uma autoridade legal.

Os dois times passam o tempo inteiro tentando enganar, ludibriar, o árbitro – e com o apoio de milhares de torcedores no estádio, milhões espalhados em outros estados.

No futebol se faz gol com a mão e o jogador sai vibrando como se tivesse feito um gol de bicicleta, o mais lindo do planeta e na frente do mundo inteiro.

Jogador de futebol é artista. Ele é treinado para mentir, ele cai na área e pede pênalti. Ele se joga e pede falta. Ele faz tudo o que Hollywood tenta para ajudar seu time.

Há um ditado antigo, do tempo do Nelson Rodrigues, da época do seu irmão Mário, o mesmo que batizou o Fla-Flu e que é o nome próprio do Maracanã, de que o futebol "é mais sério do que imaginamos e é menos sério do que podemos entender".

O futebol brasileiro alcança um momento inédito na sua história. A rodada final se apresenta decisiva e uma rivalidade regional, forte como um touro, pode facilitar mais um título ao Flamengo.

A ética diz que é proibido de facilitar a vitória do adversário. A paixão afirma o contrário. Jogadores não entregam jogo. Mas as direções, qualquer uma, são capazes de usar um time misto em um jogo que possa complicar vida do rival. Nós vemos ações iguais a cada temporada.

O Brasil não se espanta. Está a acostumado. O Corinthians jogou com um time da Série D contra o Flamengo, 24 horas atrás. Perdeu. O goleiro Felipe sofreu um gol de pênalti e sorriu. A torcida gritava para Felipe não segurar o chute de Léo Moura.

Entregar um jogo é crime. Ajudar o rival é outro crime contra a paixão.

De que lado você fica? Entrega? Ganha? Dá a volta olímpica ao lado do adversário? O futebol é mágico porque também nos convoca ao raciocínio. O futebol não é apenas uma bola e uma chuteira.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Um pedaço do Beira-Rio no Serra Dourada

30 de novembro de 2009 15

Fernandão e Iarley fizeram a diferença na penúltima rodada/Divulgação, Goiás
O ex-colorado Fernandão cumpriu sua promessa pública. Ajudou o Inter na penúltima rodada do Brasileirão. Marcou de cabeça o terceiro gol da vitória sobre o São Paulo. Foi um dos destaques. Foi o “velho” Fernandão.

No Estádio Serra Dourada, Iarley reviveu seus melhores momentos de Beira-Rio. Deu o passe para o primeiro gol, sofreu um pênalti não marcado. Só não foi melhor do que o goleiro Harlei.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que ficou da penúltima rodada

30 de novembro de 2009 23

O campeonato virou de cabeça para baixo, como sublinhado no post anterior. Alguns lances e resultados marcaram a penúltima rodada, que começou a apontar o campeão, bem como os clubes que amargarão a Série B. O que ficou da penúltima rodada:

A FÚRIA – O corintiano entrou pela lateral do gramado do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Queria pegar o juiz Evandro Roman. Foi contido pelo bandeirinha baiano Alessandro Rocha Matos e ainda apanhou.

A DESISTÊNCIA – Ronaldo jogou só 24 minutos em Campinas. Um minuto depois, o Flamengo abriu o placar.

A QUEDA – Náutico caiu em Santo André, levou cinco, na sua 19ª derrota em 37 rodadas. Atrás dele, só o conterrâneo Sport com as mesmas 19 derrotas.

A REPETIÇÃO –
O Galo de Celso Roth perdeu outra, desta vez em São Paulo. Foi a quarta derrota em cinco jogos, duas no Mineirão.

A OBRA-PRIMA – O gol de Diego Souza, segundo do Palmeiras, desde o círculo central, encobrindo o goleiro Carini, do Atlético-MG.

A RESSUREIÇÃO –
Fluminense saiu da linha dos rebaixados depois de 26 rodadas.

A FUGA – O sofrido Atlético-PR ganhou do Botafogo, na Arena da Baixada, e escapou da degola final.

>>> Para você,
o que marcou este domingo alucinante nos gramados brasileiros?

Postado por Zini, Porto Alegre

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A paixão sempre dribla a ética no futebol

29 de novembro de 2009 203

Torcedores de Corinthians e do Flamengo assistem ao jogo fora do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas/André Penner, AP
Em 45 rapidíssimos minutos, depois das 18h, domingo de puro sol entre nós, o topo da tabela do Brasileirão virou de cabeça para baixo, tremeu os cardíacos, adicionou quilômetros de emoções em diferentes torcidas. Todos foram correndo consultar a tabela. As mudanças foram radicais.

O líder São Paulo encostou no quarto lugar.

O vice Flamengo encontrou a liderança.

O Inter ganhou uma posição, depois de vencer o Sport de virada, mesmo jogando mal, e estacionou em segundo lugar. O título não chegou. Foi adiado para a rodada final, a 37ª. Mas uma rodada altamente previsível, ao contrário da que recém terminou e que nos roubou o fôlego.

A última rodada abre uma questão delicada. O Grêmio deve enfrentar o Flamengo como o verdadeiro Grêmio ou como uma anedota do futebol?

Se vencer, ou empatar, acoplado com uma vitória colorada no Beira-Rio, o Inter dá a volta inédita e olímpica do tetracampeonato.

O fã gremista treme ao saber de uma possível, mínima, ajuda aos adversários vermelhos. A direção fica ilhada. Os jogadores não sabem o que fazer, porém sentem a rivalidade entre a Dupla, sabem onde pisam, o gramado que correm, a cor que os alimenta em 2009, possivelmente em 2010.

Como os colorados agiriam em momento semelhante?

Ninguém pode entrar no vestiário e clamar pela derrota. No dia que precisar pedir pela vitória, creia, será ridicularizado no mesmo ambiente.

Perder de propósito vai contra toda a lógica, a beleza e o propósito do futebol, mas somente quando a lógica não está embebida em paixão. Aí, o mundo troca de eixo, seja aqui, na Noruega, na Nigéria ou no interior da Inglaterra.

Que fã gremista de sã consciência pode desejar a vitória no Maracanã, sabendo que os três pontos aceleram a maior festa colorada dos últimos anos no Rio Grande do Sul? Diga, vamos. Aponte um?

No futebol, a desgraça de um não é a alegria do outro? É, eu digo.

Mas e a ética, onde entra o exemplo? Como fica a imagem do clube?

A competição é nacional, com ressonância internacional, não local. Não é daquelas, gaúchas e impermeáveis, que batem em Torres e voltam.

A situação é difícil e é inédita no Brasileirão. É errado mandar perder. É da cultura do futebol escalar os reservas para não ajudar um rival. O meio mundo que grita hoje será o mesmo que vai calar amanhã.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter, os cardíacos e o esconderijo de Hollywood

29 de novembro de 2009 16

O Inter encontra no Nordeste o mais fraco de todos os seus adversários do ano na luta final pelo título brasileiro.

 

O Sport é o pior time do Brasileirão, o adversário mais fácil. Rebaixado, sem vário titulares, como Élder Granja, que desistiu de jogar, pediu as contas e foi embora, o Inter recebe, graças a tabela do campeonato, uma barbada. Quase um presente de Natal.

Claro, junto, corre a loteria do futebol, mas aí a conversa é outra. Lógico, viaja junto a mala branca de outros interessados, mas mala branca nunca ganhou jogo, nem vai ganhar. Mala, com dinheiro, só faz perder.

Na lógica manda o Inter. Uma goleada não está longe da realidade. Fora da vitória não há nada que o Inter possa fazer.

Fora de Recife, o Inter conta com a ajuda de Fernandão e Iarley, em Goiás, que se mostraram colorados, outra vez, e prometeram ajudar o clube. Garantem que vão jogar tudo o que sabem contra o favorito São Paulo. A confiança no irregular Goiás, porém, não é das maiores.

Sem Adriano o Flamengo perde força e gols, confiança e competividade. Do outro lado, o Corinthians exibe Ronaldo.

Não creio no Flamengo, muito menos no Timão. Mas vejo um empate na grama horrorosa no estádio do Guarani, em Campinas. Fica, antes, uma pergunta: "O Corinthians vai jogar o suficiente para ajudar o rival São Paulo na corrida por mais um título?".

O Inter chega ao final da competição perto do título, não tão perto quanto o São Paulo, mas com chances. Os cardíacos devem se afastar do rádio e da tevê neste 29 de novembro de 2009. Sugiro um filme, o escuro da sala, ilhado pelos barulhos de Hollywood.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O último domingo para ver Tcheco

28 de novembro de 2009 89

Tcheco vai guardar a camisa 10 azul em casa, como um troféu/Emerson Souza, Banco de Dados

Tcheco achou melhor conversar na Redação de ZH, caminho entre a sua casa e o Estádio Olímpico. Chegou reclamando do calor e pedindo uma dose generosa de ar-condicionado. Ganhou mais, uma boa cadeira, uma sala confortável. Não quis café.

– E as férias? – ele pergunta, engatando um assunto qualquer.

– Praia do Rosa – eu disse, só para descontrair, pois jogador de futebol fica tenso em volta de tantos jornalistas. Seus críticos crescem e se desenvolvem neste ambiente.

– Gosto muito de Santa Catarina. Curti a praia de Itapema em dezembro. No ano que vem ainda não sei... Bom, o que a família resolver, eu topo... (risos). Viajo muito durante o ano. Quero tranquilidade nas férias.

– Pelo menos, você pode passar as férias pensando na melhor maneira de lançar Ronaldo Fenômeno – eu brinquei.

Ele riu, mas não disse nada. Tcheco, sua família e o Brasil inteiro que se liga em futebol sabem que seu destino será o Corinthians, o desafio, a Libertadores, a meta, o título. Tcheco está deixando o Grêmio depois de três anos e meio. Será o homem de confiança de Mano Menezes no Timão:

– A direção achou que era a hora de sair. Havia um desgaste natural. É preciso deixar espaço para os meninos.

Tcheco sai de peito estufado, mas com a sensação do dever não cumprido:

– Olha, eu me esforcei ao máximo. Senti não ter erguido a Libertadores (foto) e o Brasileirão. Os títulos estiveram perto. Faltaram as taças.

– O que mais faltou? – eu questiono.

Ele levanta a cabeça, olha em volta. Pensa. Tenta falar algo. Matuta um pouco. Diz:

- Faltou grupo qualificado. Quando os titulares saíam, os reservas não alcançavam o mesmo nível. É preciso dizer. Quero ser honesto. Basta procurar os nossos reservas daqueles dois momentos. Onde estão eles? Jogam em algum clube de ponta? Claro que não. Por outro lado, conheço os problemas financeiros do Grêmio.

– Celso Roth tem culpa? – eu falo, direto.

– Claro, eu tenho, a direção tem, todos têm... Roth é um bom técnico. A imprensa o critica demais. Ele sempre faz bons trabalhos, mas não está ganhando. Qualquer hora ele vai levantar um título. Você vai ver... Mas, mesmo assim, chegamos perto, sempre disputando títulos, sempre incomodando...

– Mais algum problema? – insisto.

– Creio que a direção falhou no final de 2008. As eleições do clube nos prejudicaram. Os dirigentes ficaram muito envolvidos com o processo eleitoral e deixaram de cuidar dos bastidores. Em determinado momento, nos fecharam numa concentração 48 horas antes do tempo para que nós jogadores ficássemos afastados do clima de eleição. Pode?

– E o Paulo Autuori?

– Outro momento. O Paulo é uma grande pessoa. Nas vitórias, às vezes, ele nos criticava. Nas derrotas, elogiava nosso posicionamento tático. Seu estilo é diferente... Até hoje não consigo explicar os motivos de tantas derrotas fora de casa. Não entendo...

– Você prefere um cara que berre à beira do campo, estilo Roth, ou um tranquilo, tipo Autuori?

– Eu sei a razão da pergunta. O Grêmio ganhou títulos com técnicos enérgicos, sanguíneos, como o Felipão. Agora, os torcedores acham que o técnico precisa gritar no seu reservado para vencer. Eu não tenho preferência. Uns jogadores
aceitam bem o treinador sereno. Outros precisam do grito para acordar.

O celular toca, Tcheco olha o relógio. É hora do treino. Ele dispõe de mais um tempo. Gasta quatro minutos para elogiar Marcelo Rospide:

– Se eu tivesse poder contrataria o Rospide. Hoje, agora. Ele conhece futebol, entende o jogador, sabe passar ensinamentos táticos, trabalha bem no quadro e nos vídeos. O cara tá pronto. Imagina! Ele teve o Mano (Menezes), o Roth e o Autuori como professores. Ele é o novo Mano Menezes. A direção quer contratar um nome de peso para acalmar a torcida.

Tcheco teve altos e baixos com a torcida azul. Frequentou os dois extremos. Diz que sabe quando jogou bem, quando atuou mal:

– Vejo a crítica com naturalidade. Não temo os críticos. É o trabalho dos caras. Só não admito perseguição, injustiças, pegação de pé.


Fotos: Jefferson Botega e Valdir Friolin

O paranaense se confessa gremista, como o filho Leonardo, oito anos, “canhoto e de chute forte”, se derrete o pai.

– Olha, estou indo embora com o coração na mão. Minha alma é gaúcha. Mais três anos encerro a carreira e, pode me cobrar, a cada decisão do Grêmio tomo um jato em Curitiba, boto o Leonardo no banco do lado, e desembarco em Porto Alegre usando uma camisa azul – ele garante, meio emocionado.

– E a torcida, Tcheco? – eu insisto. Vai deixar saudade?

– Ah, muito...

Ele coça o olho direito e engata:

– Quando a Geral estava unida, fazia a diferença. Os jogadores adversários falavam que era terrível jogar no Olímpico. O clima que a torcida criava, mais a aplicação do time, tornavam o Grêmio quase imbatível em casa. Hoje, a divisão da torcida mudou o cenário. Um lado canta uma música, o outro lado entoa uma diferente. Em 2007, quem levou o Grêmio à final da Libertadores foi a torcida. A do Grêmio é especialíssima...

Tcheco levanta. Vê o David Coimbra e o Luís Henrique Benfica e acena de longe. Perto do elevador, diz, tocado:

– Eu fiz tudo que pude pelo Grêmio. Valeu cada gota de suor derramado.

– Agora, com o Ronaldo vai ser tudo mais fácil – eu arrisco outra piada.

Tcheco abre o sorriso, estende a mão, baixa a guarda por um segundo e fala:

– Nem sei se vou ser titular...

Domingo, 29 de novembro de 2009, será a última chance de vê-lo com a camisa tricolor:

– A número 10 irá para a parede da minha casa. É um troféu – fala, já dentro do elevador.

Tcheco, 33 anos, o Grêmio ainda não sabe o que perdeu.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mano Menezes elogia Rospide e aposta no São Paulo

28 de novembro de 2009 17

Mano esteve em Porto Alegre para celebrar os quatro anos da Batalha dos Aflitos/Divulgação, Corinthians
Mano Menezes, 47 anos, passou algumas horas em Porto Alegre. Chegou no final da tarde de quinta, viajou às 6h de ontem. Às 9h30min, estava de apito na boca no treino do Corinthians. Veio celebrar com ex-dirigentes do Grêmio os quatro anos da Batalha dos Aflitos.

No começo da festa, me reservou alguns minutos. Estava alegre, feliz. Ficou sério quando o assunto tocou no futebol, quando ele afirmou que o São Paulo será o campeão de 2009: “Simplesmente porque chega melhor na reta final. É time de chegada, acostumado às decisões. Tem um grupo que nunca se acomoda, que sabe o que quer”. Mano, que vive em São Paulo desde 2008, depois de trabalhar três anos no Grêmio, faz elogios a Marcelo Rospide, que foi seu auxiliar. Mas não o recomendaria ao cargo de técnico gremista em 2010 porque não é a sua função sugerir o nome de ninguém. “Eu sou técnico de futebol. Só”.

Ao trocar a Capital por São Paulo, Mano ganhou milhares de pontos na sua carreira, ergueu a Copa do Brasil, vai tentar a Libertadores no centenário do Corinthians: “É tudo muito rápido no futebol, na subida, mas pode ser na descida também. É preciso trabalhar muito, olhar a frente”.

Mano lembra do amigo Muricy Ramalho: “Ele é tricampeão brasileiro e, menos de um ano depois, está sendo questionado. A cobrança no futebol é enorme. Não dá nem para respirar”.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Arbitragem gaúcha: de excelência à interrogação

27 de novembro de 2009 4


O ano começou perfeito para os três melhores árbitros gaúchos, Carlos Simon, 44 anos, Leonardo Gaciba, 38, e Leandro Vuadem, 34. Foram escolhidos os três melhores do país. Quase temporada inteira depois, a perfeição se transformou em interrogação. Simon foi suspenso pela CBF, Gaciba perdeu o escudo da Fifa. Vuaden está fora da lista dos três melhores de 2009 que, por sua vez, contempla Gaciba.

Membro da Comissão de Árbitros da CBF, Luiz Cunha Martins, 58 anos, socorre o trio SGV. Lembra que Simon vai para a terceira Copa, que Gaciba pode voltar a Fifa em 2011 e que Vuaden, com o seu estilo europeu, mostra competência a cada jogo, mas não é mais a novidade que foi em 2008. Cunha Martins lamenta a perda de duas vagas na Fifa pela arbitragem gaúcha, depois que Gaciba rodou nos testes físicos, em Montevidéu, e pelos 45 anos que Simon completa em setembro.

Cunha Martins acha muito difícil que o Rio Grande do Sul volte a contar com três árbitros entre os 10 brasileiros da Fifa no próximos anos. Hoje, por exemplo, não há nenhum árbitro gaúcho nas categorias dos Aspirantes à Fifa. Gaciba, sem poder usar o escudo da Fifa a partir de janeiro, entra na categoria dos Especiais, que podem apitar grandes clássicos brasileiros, mas não partidas continentais. Dos novos, Cunha Martins lembra de Márcio Chagas (“bom tecnicamente”) e de Jean Pierre Lima (“enérgico, disciplinador”), mas ainda verdes demais para alcançar logo o distintivo máximo da Fifa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Méndez, da LDU, já esteve nos planos colorados

27 de novembro de 2009 37

Bieler (E) e Méndez são os artilheiros da Copa Sul-Americana/EFE
Herói da LDU, três estufadas de rede contra o Fluminense, quarta, Edison Méndez, 30 anos, foi sonho de Fernando Carvalho pós-Libertadores 2006. Os euros do PSV falaram mais alto e o equatoriano jogou por três anos na Holanda. Voltou ao Equador em agosto.

Méndez marcou sete gols na Sul-Americana. O artilheiro do torneio é o seu companheiro Bieler, com oito anotações.

Após a goleada nas alturas, o novo carrasco do Flu revelou seu sonho de jogar no Brasil.

>>> Torcedor, chegou a hora de Carvalho voltar a sonhar com Méndez?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Grêmio já tem um terço do valor de Maxi López

27 de novembro de 2009 20

Mauro Vieira, Banco de Dados
O Grêmio já tem disponível um terço dos 1,5 milhão de euros que o FC Moscou exige pelos direitos federativos de Maxi López. O resto precisa ser coberto pelos investidores.

A ideia é ficar com o jogador até o final do ano que vem, negociá-lo na janela de janeiro de 2011. O centroavante concorda. A Europa faz parte do seu projeto de vida.

>>> O argentino que caiu nas graças da torcida azul disputou 40 jogos com a camiseta tricolor. Tem em seu currículo 17 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. O argentino marcou 16 gols, sendo um no Gauchão (em sete jogos), quatro na Libertadores (em nove jogos) e 11 no Brasileiro (disputando 24 partidas).

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dorival sempre teve as cifras na ponta da língua

26 de novembro de 2009 28

A milionária pedida não espantou quem conhecia Dorival dos seus tempos de volante/Divulgação, Vasco
O Vasco entrou em crise no começo da temporada após a demissão do vice de Marketing, José Henrique Coelho. Ele saiu criticando o salário do treinador Dorival Jr., R$ 280 mil mensais, mais um prêmio, R$ 1,2 milhão, caso levasse o Vasco à Série A.

Seis anos como técnico, 10 clubes, cinco títulos, Dorival atuou no Grêmio em 1993. Dirigentes que o conheciam lembram que o ex-volante, líder do grupo, sempre tinha cifras na ponta da língua, pedindo aumento de prêmios, reivindicando bichos. A milionária pedida não os espantou. Dorival exigiu mais de R$ 4 milhões por ano só em salários. Mais prêmios.

Mas deve ter espantado, pelo menos, os comandantes do clube. Tanto que Nelsinho Baptista teve seu nome cogitado logo depois de conhecidas as exigências de Dorival.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Muricy e cartolas palmeirenses não se entendem

26 de novembro de 2009 25

Segundo os dirigentes, a relação do técnico com os jogadores é muito distante/Mauro Vieira, Banco de Dados
Jornalistas que passam parte do dia no Parque Antártica dizem que o momento de Muricy Ramalho é instável. Ele parece deslocado. O Morumbi ainda não saiu de dentro dele. O mínimo que Muricy, R$ 450 mil mensais de salário, pode dar ao clube é o título. Longe da taça, sua imagem se deteriora aos poucos.

Muricy não queria punir Maurício e Obina, que trocaram sopapos no Olímpico. Ficou ao lado deles, contra os cartolas. A direção cobra mais trabalhos táticos e coletivos e pede pulso mais forte ao comandante. Segundo os dirigentes, a relação do técnico com os jogadores é muito distante.

Em 22 jogos com Muricy, o Palmeiras tem oito vitórias, contra sete empates e sete derrotas. Enquetes oferecem mais votos à sua continuidade no clube.

Pelo que se viu nos comentários de post anterior, o Beira-Rio receberia Muricy de braços abertos, bem diferente do clima negativo instalado pelos lados do Parque Antártica.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Mourinho pediu a contratação de Mário Fernandes

26 de novembro de 2009 38

Mourinho assistiu a quatro DVDs de Mário Fernandes no Brasileirão/EFE
A Inter de Milão afunda na Copa dos Campeões. Levou dois do Barcelona (veja aqui), gols de dentro da grande área, desatenções da defesa. Foram sete gols sofridos em cinco jogos.

Lúcio é alvo de críticas.
Os outros zagueiros merecem tratamento igual. A zaga é veterana. A renovação é urgente. Um dos novos nomes sugeridos ao clube é o de Mário Fernandes, 19 anos, do Grêmio. O espanhol Alberto Argibay e o americano Douglas Wiesenthal são donos de 50% do passe do garoto.

O português José Mourinho
assistiu a quatro DVDs de Mário no Brasileirão e gostou. O técnico da Inter observou Mário na lateral e na zaga. Gostou do estilo, da firmeza, da saída de bola, do biotipo e da maneira fria como se comporta. Pediu sua contratação.

O Grêmio sabe, mas não conversa com menos de 13 milhões de euros sobre a mesa de reuniões do Olímpico. O empresário Jorge Machado espera a chegada da missão italiana a qualquer momento, talvez ainda hoje.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A ironia de Duda Kroeff

25 de novembro de 2009 120

Tatiana Lopes, Banco de Dados
O presidente Duda Kroeff fez uma leve ironia a Rodrigo Caetano, ex-diretor executivo de futebol do clube (2005 – 2008), quando explicou por que algumas contratações fracassaram no Grêmio.

– Rodrigo me disse: ‘Jadilson é excelente, pode trazer, é um grande lateral. O Diogo (ex-Figueirense) também é muito bom, já o observo há dois anos’.

> E, para você, torcedor, quais contratações tricolores vingaram e quais não deram certo, em 2009?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Balotelli era o alvo dos torcedores da Juve

25 de novembro de 2009 2

O time de Balotelli (E, ao lado de Materazzi) nem estava em campo quando a torcida da Juventus entoou cânticos racistas/EFE
A Juventus foi multada em R$ 52 mil por cânticos racistas dos seus ultras.

O jogo era contra a Udinese, mas os fãs atacavam Mario Barwua Balotelli, 19 anos, nascido em Palermo, filho de imigrantes ganeses, adotado por uma família italiana.

Detalhe: Balotelli é da rival Inter.

A Juventus escapou de jogar com portões fechados.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A última esperança de Ivo Wortmann

25 de novembro de 2009 11

Esta é a quarta passagem de Ivo pelo Ju/Porthus Junior, Banco de Dados
Gaúcho de Quaraí, Ivo Wortmann, 60 anos, testa os nervos, o coração, o futuro em Campinas, sábado.

À frente do Juventude, quase meio século de futebol, ex-volante, 27 anos como técnico, ele enfrenta o desafio da carreira. Segurar o Juventude na Série B quando o time da Serra não depende mais dele, mas de resultados paralelos.

Depois da derrota por 3 a 1 (Atlético-GO), a torcida mais radical, irada, gritava no Jaconi:

– Terceira divisão, terceira divisão.

A palavra causa arrepios em Ivo e nos verdes. Ele estreou em julho, quarta vez no Ju. Cinco meses depois, o trabalho não deu liga. Vê o grupo abatido, mais ainda pela morte do filho do goleiro Fernando.

Ivo levou 20 jogadores para Campinas, casa do Guarani. Vai motivar os jogadores usando o Fluminense: “Dado como morto, renasceu”. Em seis jogos decisivos, ele repetiu: “É hoje”. Não foi. “Às vezes quando ninguém acredita na gente, nós renascemos”, diz.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Muricy é o técnico preferido de Piffero para 2010

25 de novembro de 2009 72

A queda do Palmeiras pode transformar Muricy em plano A para o Inter/Marcos Nagelstein, Banco de Dados
O Inter torce pela queda acelerada do Palmeiras, quarto colocado no Brasileirão.

Mira Muricy Ramalho,
velho conhecido da cúpula de poder do Inter, paixão do presidente Vitorio Piffero. Wanderley Luxemburgo não é mais a unanimidade que era no Beira-Rio 30 dias atrás.

Mas Muricy tem contrato até dezembro de 2010. Chegou a exigir R$ 700 mil mensais, fechou por R$ 450 mil no dia 21 de julho com o Palmeiras.

O Inter precisa
abrir a carteira.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Perder e ser feliz é uma anomalia do futebol

24 de novembro de 2009 60

Manu Fernandez, AP

O mundo se transforma a cada segundo. Nem todos enxergam. Nossa cabeça não assimila.

Thierry Henry usou a mão para ajudar a marcar o gol em Paris que levou os seus tricolores ao Mundial da África. O mundo caiu. Pediu ética.

Maradona usou o punho e tirou a Inglaterra de uma Copa mais remota, ainda nos anos 1980. Todos riram, menos os ingleses.

Hoje, a ética está presente atrás de qualquer gesto. Os políticos, a imensa maioria, não a tem. O fumante que sai da sala e liga seu cigarro na rua é dono de uma.

A ética no futebol é um problema. Ela fere uma cultura centenária. O jogador é um artista. Ele finge. Se joga na grama, reclama de falta. Ninguém confia num jogador dentro de campo.

O final do Brasileirão revela um pouco da nossa triste e questionada realidade. Paixão acima de tudo, o torcedor perde o rumo quando o seu time, sem chances de brigar pelo topo, precisa perder para que o rival perca junto.

Não é da lei do futebol. É da paixão. É da rivalidade.

É a pior das situações. Querer que o time da sua vida perca um jogo. A ação foge da realidade, da normalidade e aniquila o fã. Torna o futebol surreal.

Entrar no vestiário e dizer "corram menos, precisamos perder" seria um suicídio. Como o mesmo personagem faria em uma ocasião mais definitiva "corram mais, precisamos vencer"? O jogador não entenderia. Não confiaria mais no homem do futebol.

A paixão pelo futebol, não, melhor, por determinado clube, alcança extremos que estraçalham a realidade. O futebol dos nossos dias, ancorado em tanto dinheiro, fonte de tantas paixões, não pode mais manobrar em caminhos escusos. Não pode perder a credibilidade. Não pode afugentar seus patrocinadores, muito pelo contrário. Não deve fazer o fã desconfiar. Não pode afastar o torcedor do estádio, destruir o seu amor por determinado clube.

Quando manobras de bastidores começam a ferir o torcedor, creia, o erro está no interior do clube, nunca nas arquibancadas. O trabalho não foi feito. Houve falhas. Nada resolve, fora mudanças radicais. Não deixe o torcedor pagar com o dinheiro da sua paixão a dívida dos maus dirigentes. É crime.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Copa da África muito além das quatro linhas

24 de novembro de 2009 1

A Fifa investirá R$ 121 milhões em projetos para o desenvolvimento do futebol no continente africano graças à Copa do Mundo de 2010. O programa “Vencer na África com a África” inclui um investimento de R$ 65,7 milhões para a construção de 53 campos de futebol em 52 países, além de apoio no fornecimento de equipamentos, consultoria e administração para os diferentes campeonatos nacionais.

A Fifa promete cursos para executivos ligados ao futebol africano, realizará seminários sobre medicina esportiva e formará mais de 4 mil jornalistas esportivos.

Uma das prioridades da Fifa é o desenvolvimento do futebol feminino na África, ao qual pretende dedicar algo como R$ 17,3 milhões anuais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Holandeses do PSV marcam presença no Gauchão 2010

24 de novembro de 2009 11

Ex-clube de Romário e Ronaldo, o PSV vai entregar as faixas ao campeão gaúcho de 2010 no dia cinco de maio. Receberá US$ 30 mil.

O negócio está quase fechando
entre o presidente da FGF, Francisco Novelletto e os holandeses. O PSV aproveita o Brasil e ainda faz amistosos contra Vasco e Corinthians.

No campeonato holandês, o PSV está em segundo lugar, com 36 pontos, perseguindo o Twente, que tem dois pontos a mais.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Dunga não esquece a Copa de 1990

24 de novembro de 2009 27

EFE
O trabalho social do cidadão Dunga é uma joia, o trabalho do técnico Dunga na Seleção é uma beleza, mas as relações do profissional Dunga com a imprensa brasileira estão cada vez piores.

Ele só conversa com jornalistas nas obrigatórias entrevistas coletivas antes e depois dos jogos (ou como hoje, quando anunciou os candidatos ao prêmio de Craque do Brasileirão). Nos aeroportos, nos aviões, nos saguões dos hotéis e nos estádios sequer olha para os jornalistas. Não os cumprimenta, nem alô, bom dia ou boa noite. Vira a cara quando pode.

Comportamento que não segue os civilizados integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira, como Paulo Paixão e Jorginho. Dunga ainda exibe profunda mágoa da Copa de 1990, quando foi acusado pelo fracasso do grupo comandado
por Sebastião Lazaroni.

Nada o faz
esquecer o passado.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Rebaixado, Sport ainda é protagonista na série A

24 de novembro de 2009 0

No primeiro turno, o Sport, de Magrão, levou 3 a 0 no Beira-Rio/Valdir Friolin, Banco de Dados
Os 9.362 fãs que ocuparam as arquibancadas da Ilha do Retiro não se importaram com os três gols do Fluminense, domingo passado. Não houve reclamações, protestos. Nada. Eles estavam mais preocupados com o rival Náutico, que vencera o Corinthians (3 a 2), sábado. O Sport já caiu. Quer levar junto o Náutico. Contra o Inter, domingo, jogo que não interessa ao Náutico, a desmobilização é quase total.

Quatro titulares estão fora do jogo. A melhor dupla de atacantes não joga. Mas o zagueiro Durval e o goleiro Magrão voltam. O técnico Levir Gomes, que trabalhava na base e é o quarto treinador em seis meses, pensa em chamar juniores. Pretende usar um 3-5-2 num time que ainda não jogou junto. O garoto Isael, emprestado pelo Grêmio, será escalado no lugar da revelação Adriano Pimenta, machucado no joelho.

Em Recife, as lembranças sobre a mala branca são diárias. Um assessor do clube disse, ontem, que lhe contaram que um agente do Coritiba esteve na cidade, sábado, para oferecer algo ao Sport. Nada se comprovou. “Ainda é muito cedo para saber se alguém vai oferecer algo contra o Inter. É só segunda-feira”, disse. Antes Inter, depois São Paulo, o Sport volta a ser protagonista do campeonato. Mesmo na Série B.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Autuori seria demitido caso não pedisse para sair

24 de novembro de 2009 48

Valdir Friolin, Banco de Dados
Definitivamente, a casa de Paulo Autuori em 2010 não seria o Estádio Olímpico. O Grêmio iria demitir Autuori caso este não pedisse para sair. A revelação é do presidente Duda Kroeff.

– Ele não dava o resultado que esperávamos. E futebol é resultado – disse Duda.

Após 36 partidas no comando do time, os números foram aquém das expectativas: 13 vitórias, 12 derrotas e 11 empates. Além, claro, da eliminação na Libertadores e da tentativa frustrada de ingressar no G-4, no Brasileirão.

O aproveitamento de Autuori em 2009 no Grêmio foi de 46,3%.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A mais emocionante das rodadas

23 de novembro de 2009 25

Tropeços de São Paulo e Flamengo fizeram o Inter, de Giuliano, renascer no Brasileirão/Vipcomm, Divulgação
Duas rodadas antes da final, a 36º foi uma das mais espetaculares da temporada: o sobe e desce, as incertezas no topo e no pé.

Começou quarta com a queda do Palmeiras no Olímpico, com a troca de sopapos entre os paulistas.

Sábado, o Cruzeiro empatou aos 44 do segundo tempo em Curitiba.

Ontem, o Botafogo
virou sobre o São Paulo nos mesmos 44. O Avaí deu adeus ao fugaz sonho da Libertadores. O Fluminense se nega a cair. Os dois de Curitiba roçam o rebaixamento. O Inter renasceu no Mineirão. O Flamengo marcou passo no Maracanã. Quer mais?

A TRAPALHADA - Alício Pena Júnior expulsou Bruno Mineiro, do Náutico, aos 17min do segundo tempo por falta em Elias (Corinthians). Ele apenas escorregou no lance na lateral.

O DESATINO – Jobson (Botafogo) fez o terceiro contra o São Paulo (tinha feito outro), tirou a camisa, festejou e ganhou o cartão vermelho.

A QUEDA –
O São Paulo perdeu aos 44min do segundo tempo. Cedeu a virada para os botafoguenses (3 a 2).

O VACILO –
Mádson (Santos) cobrou a falta da lateral, a bola atravessou a área, quicou e Vanderlei (Coritiba) deixou passar.

A VIRADA - Aos 40min do segundo tempo, Carlinhos Bala empatou. Aos 47min, Ailton fez de pênalti, 3 a 2. Os 14.124 corintianos que foram ao Pacaembu viram seu time, em ritmo de férias, perder do Náutico, com 10 homens e ainda de virada.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Inter corta esporas do Galo, avança e vê a taça

22 de novembro de 2009 34

Giuliano fez o único gol da partida, logo aos 15 minutos/Vipcomm, Divulgação

Seis pontos em dois jogos sempre fazem a alavanca. O salto é natural e qualificado. O Inter chegou aos 59 pontos depois de vencer o Galo no Mineirão (1 a 0), antes patrolou o Santos (3 a 0), em Porto Alegre. Posicionou-se em terceiro lugar, vê o título por perto, como uma possibilidade distante, mas a Copa Libertadores é o destino mais provável.

Para tocar na taça, o Inter depende de terceiros. Para o torneio continental, depende de si mesmo. O São Paulo pode ser campeão se vencer, o Flamengo perder e Inter e Palmeiras empatarem. O São Paulo abriria, assim, quatro pontos antes da última rodada, dia 6 de dezembro.

Celso Roth caiu em casa, somou a terceira derrota seguida no campeonato com seu indeciso Atlético-MG. Deu adeus ao título. Ficou em quinto, olhando de perto a Libertadores. Quem conhece Roth sabe que ele não conseguirá.

Mário Sérgio adotou a estratégia certa para a decisão. Se encolheu, tocou a bola, espichou-se no contra-ataque. Fez um gol aos 15 minutos do primeiro tempo e se recolheu mais. Passou a contra-atacar com ainda mais velocidade.

A tática do treinador, desta vez, foi perfeita. Ele pensou certo o jogo, os jogadores também. Tudo funcionou.

O Galo pressionou, mas não teve chances de gol. Pressionar o adversário, mas não fazer o gol salvador é uma das características dos times de Roth. Eles rondam a área, mas não entram. Cercam, mas não invadem. Falta estratégia.

Diante desse cenário, o Internacional segurou a pressão atleticana e deixou o Mineirão com a vitória, a mais importante da temporada.

Agora, o Atlético-MG fará confronto direto com o Palmeiras na próxima rodada, no Palestra Itália, para ver quem vai à Libertadores. E o time gaúcho passa a sonhar com o título diante do rebaixado Sport, em Recife. Depois decide em casa com o Santo André.

Seis pontos que parecem mais do que possíveis. Parecem prováveis. A LIbertadores, olhando os dois adversários do Inter, é real. É quase certo. O susto passou. O Inter está no G-4. Em 36 rodadas, ficou apenas quatro fora da zona da Libertadores. É o time que mais estacionou no G-4.  

Postado por Zini, Porto Alegre

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