Primeiro adversário do Brasil na Copa, dia 15 de junho, a Coreia do Norte é uma nação isolada do mundo real pelo seu retrógrado sistema comunista. Sua seleção, 84ª no ranking da Fifa, empatou em 0 a 0 com o Atlético Sorocaba (SP), do técnico Edu Marangon, 46 anos, no mês passado, em Pyongyang. Foi o primeiro time brasileiro a jogar no país.
O contato dos jogadores locais com o Exterior é quase inexistente. Uma das exceções é o capitão e meia Hong-Yong Jo, que joga na Rússia. A revelação é o goleiro Ry-Miong Duk, do Pyongyang, um dos 11 clubes do país. Ele ficou 671 minutos sem levar gols em 2008. Seus treinadores se especializam no Japão.
Conversei com Marangon por telefone. Ontem, em Sorocaba, ele disse que o adversário tem um preparo físico extraordinário e corre por dois times.
- Eles perdem a bola no campo adversário, voltam correndo, a toda velocidade, para marcar antes da sua linha intermediária.
O ex-meia, que jogou no Torino e no Palmeiras, explicou que a Coreia do Norte, do técnico Kim Jong-Hun, atua com cinco zagueiros em linha, marcando próximo da grande área, com dois volantes de contenção, um meia cuidadoso e dois atacantes velozes.
- É um time rápido, que abusa das bolas longas e das bolas altas. Mas ataca pouco. Prefere marcar. Aliás, todos marcam.
A Coreia do Norte não verá os jogos da Copa pela TV. Seus 29 milhões de habitantes só assistirão aos melhores momentos das partidas caso a seleção consiga algum improvável triunfo. Na Inglaterra, as casas de apostas oferecem US$ 350 a cada US$ 1 investido em caso do título na África.
Foto: Divulgação







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