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Posts do dia 10 dezembro 2009

Ronaldinho Gaúcho é o jogador da década para a revista "World Soccer"

10 de dezembro de 2009 10

A primeira impressão é a que fica. Pelo menos para a revista britânica "World Soccer" e para a sorte do futebol gaúcho. Ela elegeu Ronaldinho como o jogador da década.

Pode causar espanto Ronaldinho figurar em primeiro.  O gaúcho não vinha passando por bom momento, está se reerguendo no Milan de Leonardo. Mas é bom lembrar da sua excelente fase no Barcelona. Lá ganhou tudo. De 2004 a 2006, Ronaldinho encantou nos gramados europeus. Na Copa de 2002, ofuscado pelo brilho de Ronaldo e Rivaldo, mesmo assim, foi importante na caminhada do penta.

Como num certame de pontos corridos, o que importou foi a trajetória (a revista contou os votos recebidos por um jogador entre 2000 e 2009).

Os dez primeiros, segundo a publicação:

1 Ronaldinho            781
2 Lionel Messi                759
3 Cristiano Ronaldo       708
4 Thierry Henry              619
5 Kaka                            567
6 Fabio Cannavaro         401
7 Pavel Nedved              394
8 Michael Owen             330
9 Luis Figo                     290
10 Zinedine Zidane        270

No ano de 2009, o Barcelona dominou as votações da revista inglesa. Além de ser eleito o time do ano, o clube catalão teve Messi como o jogador do ano e Guardiola como melhor técnico.

Confira aqui os rankings completos.

E você, leitor do blog, acha que Ronaldinho merece a lembrança da revista?

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Contratação de Paixão não assusta colorados. Eles confiam em Mahseredjian

10 de dezembro de 2009 20

Uma das muitas razões do desacerto entre Inter e Wanderley Luxemburgo foi o preparador físico Fábio Mahseredjian. Luxa traria o seu antigo escudeiro, Antônio Mello. O Inter não abria mão de Mahseredjian, auxiliar de Paulo Paixão na Seleção de Dunga.

A questão sobre o hábito de Luxa de mandar em tudo, do campo às contratações, não se encaixou no perfil desejado pelo Inter.

No Beira-Rio, ao menos nos gabinetes refrigerados, a contratação de Paulo Paixão pelo Grêmio não assusta. Pelo contrário. Os dirigentes acham que Mahseredjian tem a mesma capacidade de trabalho e motivação que Paixão. Falta ao colorado, 40 anos, apenas os títulos que Paixão, 58, exibe. O que, dizem eles, virão em breve.

Foto: Carlos Rodrigues

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Saimon pode ajudar na volta de Rafael Carioca

10 de dezembro de 2009 9

Valerie Karpin e Dimitri Popov, dirigentes do Spartak, chegam hoje ao Rio com a ideia de passar 10 dias, tomar um sol na praia, vasculhar o mercado e contratar. A ficha 1 do clube é o zagueiro Saimon, 18 anos, do Grêmio. Os russos ainda querem acertar o futuro de Rafael Carioca (foto), que deseja sair da gelada Moscou, voltar aos trópicos. O Vasco tenta o volante, mas um negócio entre os russos e Saimon, convocado para a Seleção Sub-20, poderia facilitar a volta de Rafael à Capital, ao Olímpico que tanta falta sente do volante.

Numa sala refrigerada do Hotel Sheraton, um cinco estrelas da Barra da Tijuca, o empresário Jorge Machado encontra hoje empresários do norte da Itália. O assunto é um só: a negociação do zagueiro Mário Fernandes. A ordem dos europeus é importar o jogador agora mesmo, na janela de janeiro.

O Grêmio só aceita negociá-lo por 15 milhões de euros. Caso contrário, o presidente Duda Kroeff nem convoca seu Conselho de Administração.

Foto: Daniel Marenco

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As raízes de Fernando Carvalho em livro

10 de dezembro de 2009 39

Fernando Carvalho fez aquilo que todo o bom e sensato dirigente deve fazer um dia depois de saborear grandes títulos. Colocar suas memórias no papel. Deixar a própria versão dos melhores (e dos difíceis) momentos da sempre polêmica vida de um apaixonado dirigente e do seu amado clube de futebol. Alimentar a história.

De Belém a Yokohama (G7 Books, 266 pág., R$ 34,90), escrito com a estreita colaboração do professor Luís Augusto Fischer, exibe o homem atrás do dirigente, mas mostra, antes, o líder colorado que ajudou a conduzir seu time ao topo do mundo. Há a angustia, a dúvida, a paixão, a derrota e a vitória. A alegria.

Fischer e Carvalho se encontraram 12 vezes, sempre no confortável escritório do dirigente, no bairro Cidade Baixa. Foram gravadas 10 horas de conversas.

Ontem, no Aeroporto do Galeão, no Rio, antes de subir num Boeing que o traria de volta a Porto Alegre, Fischer falou do livro que ajudou a escrever com emoção, a mesma que tocou Carvalho em diferentes momentos na hora das lembranças na frente do gravador: quando encarou um motim no vestiário, quando peitou a máfia do apito pró-Corinthians, quando o sonho impossível se tornou real no Japão.

Uma das conversas que sensibilizou o dirigente foi voltar no tempo em que o filho, Martin, tinha 14 anos, na década de 1990. Ele decidiu aí que queria ser dirigente. Viu um grupo da base do Grêmio chegar todo uniformizado, enquanto os garotos do Inter usavam diferentes tipos de camisa. Neste dia, ele soube, certo, que, desorganizado, o Inter jamais sairia do mesmo lugar. Com Carvalho, saiu. Chamou o mundo de seu. Terça, às 19h, o livro será lançado na Saraiva do Praia de Belas Shopping.

Foto: Mauro Vieira

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