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Falcão volta no tempo com livro sobre o invicto Inter de 1979

12 de dezembro de 2009 31

Numa sensível e emocionante jornada literária a um dos melhores anos colorados, Paulo Roberto Falcão restaura a trajetória dos 22 heróis do título invicto do Campeonato Brasileiro de 1979 no livro O Time que Nunca Perdeu.

Ao lado você vê a foto de Carlos Edler, com produção de Fernanda Zaffari. Observa Falcão numa sala envidraçada, transparente, acomodado, solitário, numa cadeira de couro preto, telefone convencional e blackberry a postos. À frente um caderno, uma caneta. Foi sem roupa de astronauta, sem ler H.G. Wells, que ele entrou na máquina do tempo. Durante quase três meses, às vezes numa sala de quatro metros quadrados, brincando, chorando, suando, gravando, Falcão recuou e remoçou três décadas. Turbinado pelas emoções, motivado por sentimentos camuflados em antigas camadas de pele, o histórico número 5 colorado se reencontrou com os seus ex-colegas de chuteira de 1979.

Das conversas, horas e horas, nasceu O Time que Nunca Perdeu (AGE, 120 páginas, R$ 29), em parceira com o jornalista Nilson Souza, de Zero Hora, que será lançado segunda-feira, às 19h, no Estádio dos Eucaliptos (Rua Silveiro, 178) – a partir de uma ideia do presidente Vitorio Piffero, comprada pelo homem de marketing do clube, Jorge Avancini, Falcão também dá autógrafos na festa dos 100 anos do Inter, quinta, no Beira-Rio.

O livro é uma comovente lembrança, sem deixar de ser uma reverência, dos jogadores do Inter tricampeões brasileiros de 1979. Não simples campeões, você sabe, mas heróis invictos. Glória que o tempo não consegue mais engolir. Os 30 anos já os fazem ter idade indeterminada.

Não são mais camisas, fotos em preto e branco, desbotadas. São vermelhas vivas. O livro não reinventa ninguém. Não glorifica. Mata a saudade. Quem conduz o barco pelos rios de doces lágrimas dos saudosos torcedores que viveram e morreram com Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Claudio Mineiro, Batista, Falcão, Jair e Mário Sérgio, Valdomiro e Bira é o próprio capitão do time, o autor do livro. Com certos personagem do seu livro ele não conversava desde 1980.

A vida de cada um correu, se perdeu, mas bastou um alô desde Porto Alegre para que as brincadeiras de vestiário ganhassem os risos congelados do Príncipe Jajá, do gringo Bagatini, do sisudo Mauro Pastor, do centrado Bira Burro, do vesgo Mário Sérgio (foto acima). Risos altos, que sumiam em um segundo quando as lágrimas chamaram de volta Ênio Andrade, Gilberto Tim e Adilson.

Encontro Paulo Roberto Falcão, 56 anos, no bar de Zero Hora no final da chuvosa manhã de ontem. De pé, novo livro apertado sob a camisa italiana, uma generosa taça de café preto por perto, ele fala ao celular. Há 35 anos que os seus telefones não param de tocar. Jogou 14 anos. No ano que vem, completa 30 anos de televisão, 14 só de Rede Globo.

No mesmo telefone ele disse não aos japoneses que queriam lançar um álbum de figurinhas com seu nome. Repetiu o não aos italianos que sugeriram outro livro. Dizem que Falcão é chato nas suas negociações. Ele diz que é verdade. O que ele não diz é que não é um cara chato. É uma pessoa extremamente profissional nas coisas que faz. A Europa não se resumiu apenas aos gramados imaculados ou aos jogos de luvas sob a neve. Ele aproveitou a cultura, junto da fortuna. O tamanho da sua fama nos anos 1980 pode ser medido hoje, no instante da sua leitura, por uma pergunta simples e direta:

– Ele vai continuar?

Era João Paulo II.

Sim, o nosso João de Deus, indagando aos dirigentes da Roma que foram pedir graças ao time no vizinho Vaticano no começo da temporada de 1983. Falcão pegou o telefone e ligou para a mãe, Dona Azize, já falecida:

– O “Homem” quer que eu fique.

A católica senhora chorou.

Roma, hoje, é visita obrigatória, segunda casa, uma legião de romanos ao lado. É atacado nas ruas, saudado, outra vez endeusado no Estádio Olímpico. A pergunta é uma só:

– Quando você vem treinar o nosso time?

No Brasil, ela se repete. No Rio, em São Paulo (o convidaram recentemente para um longo e suculento contrato num dos principais times, o Al-Rayyan, o mesmo de Paulo Autuori). No Rio Grande do Sul, a mesma questão se apresenta quase todos os dias no aeroporto, na piscina do clube, no trânsito, nos restaurantes:

– Quando você vem treinar o nosso time?

Falcão não sonha
com bancos de reservas (aliás, seu sonho de travesseiro nunca contempla jogos, grandes gols, passes mágicos). Não agora, não já, mas ele é todo ouvidos.

Às vezes, nas decisões, ele no topo dos estádios, ao lado de Galvão Bueno, a cabina tremendo com o pulo das torcidas, a partida pegando fogo, o ex-jogador sente que daria o dedo mínimo inteiro para estar correndo na grama outra vez. Sente a adrenalina dos 22 em campo tocar sua pele a cem metros de distância. Procura o controle. Se endurece. Respira fundo.

O comentarista mais famoso do Brasil precisa estar acima das paixões. Vê e comenta o jogo a partir do banco de reservas, claro. Precisa analisar os dois times, mas não pode dizer o que os técnicos precisam fazer. Mas ainda é um, pensa como um, como quando estava na Seleção. Ninguém pode dizer se ele ainda será um, nem ele mesmo fala. Não hoje.

Quando era treinador do América e vivia na Cidade do México, instalou um quadro negro na sala de jantar. Comia nachos, as tortilhas crocantes, olhando os botões, imaginando jogadas, o bloqueio do adversário. Agora, em casa, no arborizado bairro Santa Tereza, ele busca refúgio numa biblioteca com mais de 50 livros sobre futebol, a maioria versando sobre aspectos táticos de um jogo de futebol.

Sua vida nas últimas semanas foi dedicada ao O Time que Nunca Perdeu. Suas férias se aproximam. Sua vontade de repetir mais uma vez o feito de 1979 nunca morre. Enquanto não chega, ele recorre à sala do tempo. O passado é ilustre parceiro.

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Comentários (31)

  • Heber diz: 12 de dezembro de 2009

    TÚ É COLORADO MESMO … E NÃO ADIANTA!!!! SEJA IMPARCIAL POIS TU TRABALHA NA IMPRENSA.

  • amauri beck diz: 12 de dezembro de 2009

    AO CONTRARIO DO HEBER, ACHO QUE DEVERIA DAR A TUA OPINIÃO E NÃO O QUE O CENTRO DO PAÍS QUER ESCUTAR…MAS ANTES DE TUDO ME TORNEI MAIS INTER NAQUELES SAUDOSOS ANOS 70 , ANOS DA MINHA INFÂNCIA , NA QUAL CONVIVIA COM PARENTES NA SUA ESMAGADORA MAIORIA GREMISTAS , MAS MEU PAI E AQUELES ANOS 70 , HA OS ANOS 70 , NÃO ME DEIXARAM SEQUER PENSAR NAQUELE TIME QUE ERA NOSSO FREGUÊS. PARABÊNS PELO LIVRO, COM CERTESA COMPRAREI UM E DAREI AO MEU AMADO PAI. ABRAÇÃO.

  • cladenir augusto friebel diz: 12 de dezembro de 2009

    com certeza nunca mais existira alguem em campo como vc, e lembrar do noos glorioso time so demostra o quanto vc e colorado.

  • Maykon diz: 12 de dezembro de 2009

    Gostaria de saber (como sou gremista e não vou comprar o livro) se estara escrito que o campeonato de 79 não teve divisoes, e mais de 90 times jogaram aquela varzia, o inter jogou contra chapecoense, goytacaz, são paulo do RG, rio branco/es, caldense/mg , anapolina/go, desportiva/es, e varias outras nabas, sem falar que são paulo, corinthias e santos nao disputaram o tão referido campeonato invicto, gostaria de saber isso
    desde já obrigado!

  • Sidney Falcão diz: 12 de dezembro de 2009

    Lamento que tenha faltado ao Héber um pouco de sensibilidade pra mergulhar no lado lúdico do texto do Zini, muito bem escrito. Não se trata de uma simples matéria ou comentário de um fato qualquer, mas sim de um momento importante da história do futebol e de um personagem que merece todo o destaque, como o Falcão. Mesmo eu sendo gremista, reconheço a importância do Falcão. Sou defensor do bom futebol, e neste caso, as rivalidades pra mim ficam de lado.
    Gosto de matérias referentes a fatos marcantes da história do futebol, independente do clube. A história me interessa, até pra me ajudar a formar o meu conhecimento, a minha opinião e criticar o clube adversário, “baixar o pau” nele, sem correr risco de sair falando besteira e idéias sem fundamentos.
    Tem que se ter um mínimo de humildade e sensibilidade pra reconhecer o talento do outro, seja ele até mesmo o nosso adversário. E isso é tão verdadeiro que Mário Sérgio e Mauro Galvão, tornaram-se mais tarde, ídolos tricolores. Eles tinham talento.
    Parabéns ao Inter e ao Falcão. Parabéns ao Zini pelo belo texto.

  • Gilson Luiz da Silva Marques diz: 12 de dezembro de 2009

    Colorado que é colorado não precisa sair gritando que o é, basta aquele sorrisso no canto da boca, revelando a satisfação de o ser, e Você o é, se é que eu posso chamar um Rei de Roma de você, perdão se não o puder. Que Deus esteja sempre com você, me emocionei só de ler esta repostagem, e vou compar o livro para me emocionar mais um pouco, com você, sua elegancia, sua garra, e sua paixão pelo Colorado. Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Claudio Mineiro, Batista, Falcão, Jair e Mário Sérgio, Valdomiro e Bira, Saudade dói, mais Obrigado a vocês, sempre……Gilson Luiz /Porto Velho/Rondonia

  • Julio diz: 12 de dezembro de 2009

    Pura enganação. Falcão nunca foi craque, era um jogador violento, truculento, que jogou numa época em que nem cartão amarelo existia, na mesma época que os argentinos ganhavam todas as libertadores na base da força e da ameaça aos adversários. Se jogasse hoje, participava de uma partida sim e outra não, cumprindo suspensão por expulsão, sem falar que viveria no banco dos réus do STJD.

  • jorge luiz missel da silveira diz: 12 de dezembro de 2009

    diz ao Maykon, que de repente não esta o que ele quer saber, mas diz para ele que faça um livro onde o greminho foi campeão invicto alguma vez,ele que deixe a magoa de lado e seja um desportista como gaucho.

  • Cesar diz: 12 de dezembro de 2009

    Hahahaha…. os tricolinos, como sempre, estão com inveja!!!! não se preocupem, talvez um dia cheguem lá!!! acho difícel, pois usando um termo tricolete, naba sempre foram vocês!!! Orgulho é vencer a segundona, contra aqueles “grandes clubes”, e fechando com chave de ouro, lançar o DVD “A Batalha dos Aflitos”, não é?! Acho que deveríamos produzir também o livro “Inter, o clube que nunca disputou a 2ª Divisão”. Chorem invejosos!!!! Vão para o blog do Sant’ana, se querem elogios e lágrimas para teu “Imortal Tricolor”… Conselho: Todos tricolinos devem ir para a despedida do Danrlei, tomar chuva na cabeça e relachar um pouco… ah, mande uma e-mail pro Renato Portalupa, pra ver se ele escreve um livro sobre algum feito de vcs… Dá-lhe Inter!!!!

  • Luiz Carlos diz: 12 de dezembro de 2009

    Maykon,
    Tua participação com teu comentário, só me dá mais razão em agradecer a Deus por ser colorado, um clube que teve a felicidade de ter um jogador e hoje um torcedor da grandeza moral do Falcão. Como resposta, eu poderia te dizer que vários títulos do grêmio foram conquistados com a ajuda do apito mas, não faço isso porque respeito a história e, cada título conquistado por um ou por outro, fazem parte da histórioo não do clube mas do próprio futebol brasileiro, coisa que os pobres de espírito não compreendem. Falcão, parabéns pelo livro e por ainda teres a emoção da lembrança de horas tão felizes para todos nós que choramos com as vitórias e com as derrotas do glorioso Internacional,

  • joao diz: 12 de dezembro de 2009

    Falar no falcão ceguinifica horgulho di cer gaucho,pois esta acima de nossa revalidade.apesar di cer gremista.sou fã deste hidolo.gaucho

  • Luiz Carlos diz: 12 de dezembro de 2009

    Julio,

    Fosfosol para ti. Estás misturando tudo e todos. O que dizes, é referente ao Ortunho, um dos orgulhos gremistas e não tem nada a ver com o Falcão que era um jogador elegante em suas jogadas; que sabia erguer a cabeça e fazer os passes perfeitos e encantou a todos que tiveram a sorte de vê-lo jogar e não é a toa que foi chamado o rei de Roma. Como vês os orgulhos gremiostas são bem diferentes dos orgulhos colorados. Não só em termos de jogadores mas também de jogos e titulos. Não somos e nunca vamos ser campeões da Segunda Divisão, pois, nunca iremos para lá e nunca corrermos o risco de voltar para a Primeira Divisão por meio de canetaço como vocês. Só para saberes, o futebol de Falcão encantou o mundo e não sei de onde tiras um arsenal de besteira desses. Os gremistas verdadeiros amantes do futebol estão se manifestando também. Lê e aprende antes de ofender.

  • fred diz: 12 de dezembro de 2009

    Putz, quantos gremistas com dor de cotovelo.. Não se preocupem, um dia o tal Anderson, aquele que nem fala direito mais o português, voltará dos gramados europeus e escreverá um livro sobre a batalha dos aflitos, aquele jogo final da 2ª divisão …
    PARABÉNS FALCÃO!! Tanto pelo livro como pela iniciativa de doar parte das receitas para os projetos sociais do INTER.
    Será mais um artigo do INTER que virá para a minha estante.

  • wilson diz: 12 de dezembro de 2009

    Sinceramente, cada mais vez acho que os blogs deveriam ter censura . Quanta bobagem, quanta inveja. Só poderia vir de torcedores ignorantes em relação a historia do futebol. Falcão violento ????? BenzaDeus….
    Violento é o racismo de certos torcedores …..Isso sim é que é violência.
    Violenta é a ignorancia de pseudos torcedores de futebol….Que só falam bobagens e não tem um pingo de respeito pelas pessoas….

  • omar lima de souza diz: 12 de dezembro de 2009

    se eu fosse ,mas nao sou presidente do inter a camisa numero05 seria eternizada pra ninguem usar,pois apos o falcão jogar com ela ninguem mais poderia usar,nunca mais surgira outro atleta igual ao bola bola,sou feliz por ter visto ele jogar,sou um previlegiado.

  • HELIO diz: 12 de dezembro de 2009

    Parabens Falcão,tu fizeste por merecer.E AO POVO GAUCHO DIGO,APRENDAM COM O CENTRO DO PAIS,ELES SE UNEM PARA QUE, “TITULOS E MAIS TITULOS” FIQUEM POR LÁ.VEJAM O QUE UM COMENTARISTA DE SAO PAULO FALOU “VAMOS DISPUTAR MAIS UM PAULISTINHA” REFERINDO-SE AO CAMPEONATO BRASILEIRO E QUANTOS TIMES TEM SAO PAULO NA 1ª DIVISÃO.E VOCES POBRES GAUCHOS SE DEGLADIANDO ,ALEM DE REDICULO É MOTIVO DE CHACOTA.

  • Rogério diz: 12 de dezembro de 2009

    Mais um grande feito do Internacional: Campeão Brasileiro INVICTO e o único. Falcão nos da ainda mais orgulho de sermos Colorados e Campeõres DE TUDO, DE TUDO!!

  • oscar diz: 13 de dezembro de 2009

    Torço para que um dia o Falcao treine o Inter.

  • jackson oliveira diz: 13 de dezembro de 2009

    so nos colorados temos essa gloria de sermos campeoes em victo, era e sempre sera um time magnifico com jogadores que tinham amor au seu trabalho ,quanta saudade

  • Louis Schroder diz: 13 de dezembro de 2009

    Julio

    Tu so pode ser um imbecil pra falar que Falcão era Violento e não era craque. Eu vi Falcão jogar e tu não tem a minima ideia do que esta falando. Deixa teu Gremismo sujo pro lado. Eu vi teu Idolo Renato Portalupi jogar e admito que tinha muito talento…não vou tentar mudar a historia so porque nao torço por um time.

    E ao outro cara que falou que 79 era uma varzea. E tu acha que times atuais como America-RN, Brasileiranse, Sport, Santo Andres sao melhores que times de 79? Times ruins existem todos os anos.

    Mas o Inter chegou ao titulo passando por e nessa ordem..Gremio… com golaço de Jair…Cruzeiro…Palmerias em 2 jogos e Vasco em 2 jogos. Um time de cada estado grande.

    Ganhamod do Cruzeiro em MInas 3 a 2…..do Palmeira em SP..3 a 2 e do Vasco no Rio 2 a 0. Alem disso nao perdemos pra ninguem.

  • Gabriel Lopes diz: 13 de dezembro de 2009

    Falcão e todo aquele elenco são fruto de uma época em que os bons jogadores ficavam muito tempo no Brasil antes de se aventurarem na Europa. E eram poucos os que saíam daqui. O futebol brasileiro era muito mais rico em grandes jogadores, o que fazia a qualidade técnica dos jogos, em média, ser muito melhor do que hoje. Além disso, a preparação física e a fisioterapia não eram tão altamente desenvolvidas como hoje, o que não permitia se jogar com uma marcação fortíssima pelo campo todo, como se faz atualmente, além de trazer também muitos problemas físicos e clínicos aos jogadores (Falcão foi um dos que teve a sua carreira abreviada por esses problemas). Seja como for, eram campeonatos de nível técnico bem melhor do que os atuais, em que nós, os antigos, torcemos por sermos torcedores, mas chegamos a ficar chateados de ver jogos tão ruins (o Brasileirão deste ano foi só isso: não venceu o melhor… venceu o menos ruim!). Realmente, quem não teve a oportunidade de vivenciar os jogos daquele tempo, não faz idéia do que era o tal futebol-arte. Ele não existe mais. Foi substituído pelo jogo de trombadinhas dos dias de hoje. Triste. Que pena!

  • miro diz: 13 de dezembro de 2009

    Conheci está figuraça em Veranópolis Rs,quando na opurtunidade assinou um contrato para fabricação de calçados com sua marca,certamente comprarei seu livro,abraços.

  • Cristiano diz: 13 de dezembro de 2009

    Eu só tô pela final da libertadores do ano que vem, inter X qualquer um, pra ver o sorriso novamente na cara do Falcão.
    Grande Rei de Roma e nosso eterno ídolo, sabemos que sua profissão o faz se afastar de “ser” colorado!

  • Mateus Carpes Souza diz: 13 de dezembro de 2009

    Maykon, espere que vão lançar o glorioso livro da batalha dos aflitos ou coisas do genero underground… tipo Varzea mesmo.. como vc se referiu na opinião furada que fez sobre o livro do Colorado Falcão.. se vc realmente souber ler.. verifique na historia que o inter sempre teve times técnicos e com craques que fizeram historia pelo mundo…não tivemos o desgosto de passar 2 anos na segunda-divisão..do futebol brasilieiro…. então quero dizer para vc fazer o seguinte: não compre livros que falam da historia.. compre livros que falem sobre o seu time..

  • Marcelo diz: 13 de dezembro de 2009

    Meu Deus, as pessoas realmente têm problemas.

    Dizer que o Falcão era violento e que aquele campeonato foi uma enganação é assinar um atestado de burrice.

    Além do colorado ter vencido o grenal, ganhou todos os jogos fora das finais, contra Cruzeiro, Palmeiras e Vasco.

  • cereal killer diz: 13 de dezembro de 2009

    Zini, muito boa reportagem. Aliás, uma incomum combinação de uma boa reportagem com um texto coloquial e elegante, o que é dificílimo. Particularmente, eu achei muito ácida uma crítica que, uma vez, vc fez ao Mário Sérgio, qdo ele disse, com razão, que jornalistas dizem tudo o que querem do outros, mas se ofendem por qualquer coisa, que os outros digam deles, mas dessa vez vc acertou em cheio, o que é uma rara felicidade na crítica esportiva gaúcha, que é simplesmente linear. Parabéns!

  • João Fernando diz: 14 de dezembro de 2009

    Parabéns ao Zini pelo brilhantismo do texto. Parabéns ao Falcão pelo seu sucesso.
    Sou gremista. Cursei a faculdade de direito ao lado do Amoretty, recentemente falecido no desastre aéreo da TAM. Como poderia ser “inimigo” de uma pessoa como aquela?Como poderia deixar de reconhecer o talento do Falcão, só porque sou gremista? Assim como amigos meus colorados reconhecem que o Airton- o Pelicano- o Pavilhão- foi o mair “beque” do mundo!
    Essa rivalidade irracional é que está acabando com o Rio Grande, pois não temos a grandeza de reconhecer o mérito e o talento alheio. Veja-se o estado de abandono em que está mergulhado o nosso Rio Grande, fruto do ódio político, cego e estúpido. Sou gremista. Hoje estarei na fila para dar um abraço no Falcão. Pelas alegrias que deu ao Brasil quando vestiu a camiseta da seleção. Pelo atleta exemplar que sempre foi. Pelo modelo de cidadão que é. Pelo jogador que era, no tempo que não havia o CARRINHO MUTILANTE, que aleijou tanto bom jogador. Fica aqui a minha sugestão: FALCÃO, escreva outro livro. Sobre o ROLO COMPRESSOR. E disponibilize a venda de seu livro pela INTERNET, via RBS. Só do Mato Grosso tenho um monte de pedidos de amigos meus, colorados roxos, que gostariam de ter o livro autografado.

  • Paulo Henrique diz: 14 de dezembro de 2009

    Me aflige enormemente ver para que lado tem pendido a histórica rivalidade gre-nal. Infelizmente tem pendido para o lado da intransigência cega, para o lado da intolerância ao que torce para outras cores, para o lado da ignorância desmedida. Que mal há em um gremista, como eu, amante do futebol como muitos, admirar um profissional, independentemente da cor da camisa que o mesmo vestiu? Ora, queria eu que ele tivesse vestido a mais bela camisa do mundo, a do tricolor. Quis o destino que ele vestisse a mais feia do mundo, a colorada, mas, pergunto: e daí? Tenho certeza que os colorados mais conscientes nutrem o mesmo respeito por muitos ídolos gremistas. Tenho convicção de que o bando de celerados, que se julgam os únicos torcedores fiéis, abominarão o que escrevo. Por outro lado, esses não tem jeito mesmo, educação e cultura não é coisa que se adquira da noite para o dia, ou seja, estão fadados a permanecerem assim por muito tempo. Em relação ao texto do Zini, resta-me nada mais, nada menos, que parabenizá-lo.

  • Catimba diz: 15 de dezembro de 2009

    ” O time que nunca perdeu”???? Porque ele não colocou o titulo certo “O time que não perdeu no Brasileiro de 1979″. Pois foi só no Brasileiro já que no Gauchão o “time que nunca perdeu” ficou 10 pontos atrás do Campeão Grêmio num Gauchão que tinha uma fase final todos contra todos, e nem vice foi, ficando em 3º. Esses jogos do Campeonato Gaucho não eram oficiais?

  • Bola Dividida » Blog Archive » Um time que não perde nem nas bancas diz: 23 de dezembro de 2009

    [...] quiser saber mais sobre a obra, você, leitor do blog, pode clicar aqui e conferir texto com [...]

  • FERNANDO diz: 23 de dezembro de 2009

    Parabéns Zini, não só pela reportagem mas também pela forma como conduziu o texto, fazendo com que eu retornasse no tempo. Como sou de MG, e não vivo a rivalidade GRE-NAL e até com o passar dos anos, apesar de Cruzeirense, não fomento a rivalidade com o Galo, posso relembrar com entusiasmo aqueles jogadores maravilhosos dos anos 70, 80, como Falcão, batista, Valdomiro, Escurinho, Manga, Renato Gaúcho, Mazzaropi, André Luis, Ancheta, Dirceu Lopes, Nelinho, Wilson Piazza, Zé Carlos, Reinaldo, Paulo Isidoro, Toninho Cerezo, Zico, Andrade, Adílio e cia Ltda. Ver um Falcão desfilar elegância pelos campos, assim como ver aqueles dribles de início do Renato Gaúcho no Grêmio, as defesas do Manga e do “baixinho” Mazaroppi, transcende a rivalidade entre clubes. E benditos são os gaúchos que preservam a memória de seus craques, por isso estão sempre no topo do futebol nacional.

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