Jogador de futebol sofre enorme discriminação quando entra na terceira década de vida. Nos nossos dias, onde o choque físico supera o futebol habilidoso, onde a marcação anula a técnica, os mais de 30 são muitas vezes afastados, anulados pelos mais jovens.
Contrariando as teses, passando por cima dos preconceitos, Petkovic, 37 anos, foi eleito um dos destaques de 2009.
– A Libertadores não é para meninos, não é um torneio para fazer experiências – diz o técnico Mano Menezes.
O Timão chamou um quinteto rodado para conquistar sua primeira taça no continente latino: Roberto Carlos, 36 anos, Iarley, 35, Tcheco, 33, e Danilo, 30.
Já exibia Ronaldo Fenômeno (foto), 34, Alessandro (31), Edu (31), e o ex-gremista William, 33. A média do time titular será 31,1 anos, diante de 27,2 de 2009 e 25,2 de 2008.
O São Paulo tem Rogério Ceni, 37 anos em janeiro. Seu reserva é Bosco, 35. Jorge Wagner, 31, e Washington, 34, seguem na equipe. Depois de atuar na Alemanha, Turquia e voltar ao Brasil, Marcelinho Paraíba volta ao São Paulo aos 34 anos. Fernandão, 32 em março, é opção.
Os outros clubes da Libertadores também exibem seus trintões, como Gilberto, 33, do Cruzeiro, Angelin, 34, do Flamengo, e Índio, 34, e Fabiano Eller, 33, do Inter. Nada se ganha no futebol sem aliar os mais de 30 com os jovens.
Nada.






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