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Posts do dia 22 dezembro 2009

Futebol nordestino em queda livre

22 de dezembro de 2009 7

O Sport deve R$ 85 milhões. O Santa Cruz e o Náutico a metade deste valor. Mesmo quitando 90 pendências judicias, o Náutico luta contra outras 130 dívidas trabalhistas. O Santa Cruz tem R$ 25 milhões pendurados em dívidas trabalhistas.

O Nordeste teve dois clubes rebaixados na Série A, três na B e dois na C. Na A só o Vitória sobreviveu, que terá a companha do Ceará, que subiu da B.

Se os clubes mais ricos do país conseguem patrocínios de R$ 32 milhões, como o Corinthians, os locais mais populares não superam os R$ 4 milhões. A Série A reúne hoje times do Sul (quatro) e do Sudeste (12), Centro-Oeste (dois), Nordeste (dois) e nenhum do Norte.

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A nova vida de Maxi López

22 de dezembro de 2009 16

A Lazio tenta Maxi López. O Grêmio deixou de vendê-lo em agosto passado por 4 milhões de euros. A proposta do Werder Bremen bateu no poste e voltou.

A próxima gera um gol. Não para o Grêmio, só para os italianos. E para o centroavante, lógico.

Aos 25 anos, com passaporte europeu no bolso da jaqueta e gols nos DVDs, Maxi López acha emprego fácil na Europa. Seus direitos federativos custam apenas 1,5 milhões de euros. Pura barbada!

Nem cosidero Maxi López um grande centroavante, está longe dos melhores do mundo, mas funciona bem na realidade brasileira. A Lazio é um clube carente de bons jogadores, 16º entre 20 na Itália de 2009/2010 e não é o melhor (nem o pior) clube para se jogar na Itália. Nem em Roma é o melhor. É, digamos, o segundo melhor.

A Lazio é uma vitrina europeia. Maxi pode encontrar novas oportunidades, quem sabe outras equipes de ponta. Ele deixa o Olímpico (só um milagre o segura em Porto Alegre), de olho no segundo melhor campeonato do mundo, num salário superior, na capital romana, na Europa. Não conheço jogador que tenha resistido aos encantos europeus.

O fá não perdoa. Sente. É apaixonado, jogador pode ser Deus, pode ser Diabo.

O torcedor menos fanático entende. Eu aceito. Viver e jogar na Europa, receber em euros, é muito melhor. Vale para Maxi López. Vale por toda uma multidão de latino americanos que buscam uma outra vida em outro continente. Nos seus melhores sonhos, o jogador de futebol sempre está marcando gols, comemorando títulos nos grandes times europeus. Não há sonho desejo superior.

Ao deixar a Argentina, Maxi saiu do River por 7 milhões de euros. Na Europa, em quatro clubes, nunca recuperou seu faro de gol. Foi reencontrá-lo no Olímpico. Outro Olímpico, o de Roma, será a sua nova arena.

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O técnico de 900 jogos

22 de dezembro de 2009 1

Não é só no Brasil que impera a dança dos homens da beira do campo. Nos últimos quatro meses, quatro técnicos, Hugo Sánchez (Almeria), Abel Resino (Atlético de Madrid), Juan Carlos Mandiá (Racing Santander) e Marcelino García Toral (Zaragoza), perderam seus cargos em clubes espanhóis.

Já no futebol inglês temos o antídoto. O escocês Alex Ferguson (foto), 68 anos, completou terça-feira 900 jogos (11 títulos) no campeonato inglês pelo Manchester United. No fim de semana, contra o Fulham, chegou ao jogo 901. Ele assumiu o comando do clube mais rico e popular da Inglaterra em 1986.

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Guiñazu e a cabeça dos jogadores

22 de dezembro de 2009 116

A direção do Inter ficou irritada com Guiñazu. Os torcedores ficaram indignados com o aplicado volante argentino. Mas é preciso entender Guinãzu.

Ele é profissional. Precisa garantir seu futuro. Está na fase final da sua carreira. Vai correr mais quanto tempo? Três? Quatro anos? Ele precisa ganhar nos próximos dois anos o que ele jamais sonhou em ganhar nos 10 passados. Uma troca de clube melhoraria a sua vida financeira. Mas nem sempre uma troca faz bem para todos os envolvidos.

A ação prova mais uma vez que jogador de futebol não tem clube. Tem bolso. Tem família, uma vida, mas nem sempre é cercado por gente decente, disposta a zelar pelo nome do atleta, pela sua carreira, pelo seu futuro. Os aproveitadores estão em cada esquina, em todas as curvas. Pare. Olhe.

O jogador pode gostar de um determinado clube, um pouco mais, um pouco menos. Pode se identificar com uma torcida, mais, menos. O que ele nunca deixa para depois é tentar um salário melhor em qualquer clube que pague mais. O torcedor não entende. Mas a vida é assim. O jogador sabe que a carreira é curta e traiçoeira. Ele jamais pode deixar para ganhar amanhã o que pode receber hoje de tarde. O clube não vai abraçá-lo mais adiante, na sua quarta década de vida. Nem a torcida que o saudou durante anos vai se preocupar com seu café da manhã ou a escola dos filhos.

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Grêmio se esquece de seu artilheiro

22 de dezembro de 2009 29

O Grêmio tenta segurar Maxi López, aguarda o ok de Borges, libera Perea e Herrera, mas se esquece de Jonas (camisa 7 na foto), 25 anos. Goleador da equipe no Brasileirão, 14 gols (24 na temporada), o atacante ainda não sabe se fica no Estádio Olímpico, se continua no Brasil, se troca de continente.

Propostas reais, por enquanto, ainda não apareceram. Só sondagens de empresários.

Jonas tem contrato com o Grêmio até dezembro de 2010. Seu irmão e empresário, o advogado Tiago Gonçalves Oliveira, 33, desembarca em Porto Alegre nos primeiros dias de janeiro. Quer tratar do futuro do irmão. Clarear a situação.

– A lesão no final do Brasileirão foi um golpe. O Jonas sentiu muito. Seu ano poderia ter se encerrado de uma maneira muito mais positiva – conta Oliveira, que passa as férias ao lado do irmão, dos pais, dos primos e dos avós em Taiúva, cerca de 400 quilômetros da capital paulista.

Se o Grêmio não renovar em janeiro, Jonas, que busca passaporte italiano, sairá de graça do clube em dezembro de 2010. O Grêmio detem 50% dos direitos federativos do atacante. A outra parte está dividida entre Jonas (30%) e Santos (20%).

Leitor do blog, o que o Grêmio deve fazer? Renovar com Jonas ou vendê-lo para ainda lucrar com o jogador?

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