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Messi é exemplo de que pensar à frente no futebol pode valer a pena

25 de dezembro de 2009 6

Em julho de 1998, aos 11 anos de idade, Messi media 1m32cm e pesava 30kg. Três anos depois, na Espanha, mostrava 1m48cm e 39kg. No Barcelona, por quatro anos, ele recebeu injeções diárias de levotiroxina, que atua no organismo como o hormônio natural da tireoide.

Hoje, aos 22, melhor do mundo, mede 1m69cm e pesa 65kg.

Outro camisa 10 também precisou ser vigiado de perto por médicos na sua adolescência. Zico chegou na Gávea medindo 1m55cm e pesando 37kg, aos 15 anos. Por meio de uma correção de postura e de um trabalho de alongamento, o meia que brilharia no Flamengo estava, seis anos depois, 17cm mais alto e 29kg mais forte.

Isso se chama planejamento de futebol, pensar à frente. Antes de viver na Europa, aos 11 anos, Messi chegou a conversar com o River. O clube não quis arcar com o custo do tratamento ou US$ 900 mensais.

Hoje, Messi se tornou precioso como um presente natalino. Hoje, Messi tem corpo, força e talento para desbaratar defesas, tremular redes, enlouquecer goleiros. Qualidades suficientes para se antecipar a truculentos zagueiros argentinos, estufar o peito e dar um título inédito ao Barcelona.

Digno do melhor do mundo. Como Zico poderia ter sido, se houvesse tal prêmio em sua época.

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Comentários (6)

  • Claudio Menezes diz: 25 de dezembro de 2009

    Desculpem a minha ignorância, mas isso não poderia ser considerado “dopping” ???????

  • Ronaldo Daniel Bastos diz: 25 de dezembro de 2009

    Nenhuma novidade nisso, a medicina e a intervenção humana em re-definir o corpo de muitos jogadores de futebol e outros esportes é muito antigo, estamos comentando o futebol, Zico teve que parar cedo, por problemas de joelhos e outras lesões graves, Ronaldo Nazário também foi modificado seu corpo, olha as conseqüências disso, duas lesões graves, anda super “gordo” e fora de forma, não sabemos até aonde a intervenção do homem em alterar tudo isso irá… vivem produzindo “ratos de laboratórios”, Reinaldo do Atlético Mineiro a mesma coisa, Ronaldinho Gaúcho idem, está na hora de parar com isso, mil vezes um jogador que venha ser um atleta como corpo e definições naturais, Messi é outro produto modificado por medicamentos e exercícios forçados, não irá demorar muito teremos “mutantes” ou “ciborgues” em campo, se bobear muito com controle via rádio para ordenar comandos dentro de campo, até aonde irá essa “loucura” das pessoas que adoram manipular os seres? Todos são uns bandos de “cordeirinhos”…

  • jose orlando trindade diz: 25 de dezembro de 2009

    Brilhante coluna sobre planejamento e persistência.

  • Guilherme Kreibich diz: 25 de dezembro de 2009

    D’Ale, de férias em Buenos Aires, avisou a Astrada que pretende voltar para o River.

    Todo mundo quer sair do “colorido” hehehehehe

  • Dirceu diz: 25 de dezembro de 2009

    Ai coloca uma camisa da Argentina e acabou, tal qual como Zico.
    Nao é por acaso que Maradona, Pele, Kaka, Ronaldo, Nazario sao campeoes do mundo.
    (ha este Kreibich deve estar louco pro D”Ale ir logo seria medo dos gols em grenal)
    Heheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheheeheheehehehehehehehehehehehehehehehhehehehehehhehehehehehehehhehehehehehhehehhehehehhehehhehhehehehehehehehehehehehhehehehhehehhehehhehehhehehehehehehehehehehehehheheheheeheheheheheheehehehehhehehehehehehehheeeeeeeeeeeeeeeeeeee

  • Marco diz: 25 de dezembro de 2009

    Sobre essa de que o Barcelona colheu os frutos por ter acreditado e investido no Messi desde guri seja “planejamento de futebol”, gostaria de fazer um contraponto. Quando a gente vê reportagem na TV, por exemplo, exaltando alguma “façanha” executada por alguém, certamente tal feito é motivo para que milhares copiem, na ânsia de (tentarem) fazer igual. Aí, não conseguem e esses fracassos não vêm ao conhecimento do grande público. É isso que eu queria ressaltar: para um caso que deu certo como o do Barcelona/Messi, devem ter havido trocentos casos de clubes que investiram em fulanos e beltranos e que fracassaram e a mídia, por motivos dos mais diversos, não dá publicidade. Por isso, não dá para tomar como uma lição de moral edificante querer que todo clube aposte no futuro de um jovem jogador que esteja começando a carreira, como foi o caso do Messi lá nos anos 90. Por isso, não considero que tenha havido “erro de planejamento” do River. Até porque é fácil “diagnosticar” tal erro depois do fato consumado (sucesso do Messi); isso, até a Mãe Dinah sabe.

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