Em julho de 1998, aos 11 anos de idade, Messi media 1m32cm e pesava 30kg. Três anos depois, na Espanha, mostrava 1m48cm e 39kg. No Barcelona, por quatro anos, ele recebeu injeções diárias de levotiroxina, que atua no organismo como o hormônio natural da tireoide.
Hoje, aos 22, melhor do mundo, mede 1m69cm e pesa 65kg.
Outro camisa 10 também precisou ser vigiado de perto por médicos na sua adolescência. Zico chegou na Gávea medindo 1m55cm e pesando 37kg, aos 15 anos. Por meio de uma correção de postura e de um trabalho de alongamento, o meia que brilharia no Flamengo estava, seis anos depois, 17cm mais alto e 29kg mais forte.
Isso se chama planejamento de futebol, pensar à frente. Antes de viver na Europa, aos 11 anos, Messi chegou a conversar com o River. O clube não quis arcar com o custo do tratamento ou US$ 900 mensais.
Hoje, Messi se tornou precioso como um presente natalino. Hoje, Messi tem corpo, força e talento para desbaratar defesas, tremular redes, enlouquecer goleiros. Qualidades suficientes para se antecipar a truculentos zagueiros argentinos, estufar o peito e dar um título inédito ao Barcelona.
Digno do melhor do mundo. Como Zico poderia ter sido, se houvesse tal prêmio em sua época.




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