
Especialista em gramados esportivos, agrônoma por formação, a gaúcha Maristela Kuhn (foto) está atenta aos tapetes nem sempre verdes dos 16 estádios do Gauchão 2010, que se inicia em 18 dias. Ela avisa que a melhor grama do Interior é a do Estádio Alfredo Jaconi. Em cima do muro, diz que os gramados dos estádios Olímpico e Beira-Rio são iguais, donos da mesma grama, a perfeita Bermuda, e que recebem cuidados idênticos e diários.
Maristela funciona como uma consultora técnica dos times do Interior. Ela dá dicas, oferece receitas. Está sempre disponível:
– Se for para gastar, compre o adubo certo, plante a grama correta, remende com a grama ideal. Faça um investimento inteligente. Eu posso ensinar como molhar a grama, como corrigir os buracos – avisa.
Um dos maiores problemas dos carentes gramados dos estádios do interior do Rio Grande do Sul é seu desconfortável piso, sempre duro, desnivelado, lotado de calombos, o que facilita lesões, prejudica passes e o toque de bola.
Para minimizar o histórico problema, ela sugeriu que a Federação Gaúcha de Futebol alugasse um equipamento chamada Verti-Drain. A máquina ajuda a descompactar o gramado, que assim fica mais macio, mais fofo e mais apto a uma partida de futebol.
– O equipamento é holandês, custa 40 mil euros e é muito usado nos melhores estádios da Europa. Mas no Brasil só está disponível se alugado.
Hoje, Maristela vai trabalhar com a Verti-Drain na boa grama do Estádio Parque Lami, casa do Porto Alegre.
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