Deus na Argentina, santo de altar, Maradona, 49 anos, é o Pelé local. Como nós, os hermanos estão sempre em busca de alguma divindade da bola capaz de frequentar o mesmo altar.
Eles tem o pequeno Leo Messi no começo do terceiro milênio, um fantástico canhoto que, aos 22 anos, faz mais o que o próprio Dom Diego fazia com os mesmos 22. Maradona foi gênio. Messi busca a sua lâmpada mágica.
Na África do Sul, ontem, numa entrevista no Estádio Soccer City, em Johannesburgo, palco da abertura e da final do Mundial, ele lembrou do jogador número 1 do mundo.
– Acho que Messi tem tudo para ser a estrela do Mundial, e vamos ajudá-lo. Espero que ele saia como o grande jogador que é, e que possamos abraçálo na final.
Fã confesso de Ronaldinho, o 10 celestial dos argentinos, comparou os dois.
– Ronaldinho faz a bola sorrir, mas Messi é o melhor do mundo, sem dúvida. Para deixar Cristiano Ronaldo em segundo, tem de ser muito bom.
Maradona completa hoje a sua semana africana. Terça-feira, em San Juan, enfrenta a seleção da Costa Rica. Chamou 18, entre eles dois novos meias, Razzotti e Erviti.
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