"Craque", dizem os fãs. "Playboy", afirmam as revistas de fofoca. "Louco", garantem os italianos. "Drogado", acusam os britânicos.
O romeno Adrian Mutu, 31 anos, camisa 10 da Fiorentina, ex-Juventus, Inter e Chelsea, é um pouco de tudo e muito mais. Ontem, ele voltou ao topo do noticiário. Seu exame antidoping de 10 de janeiro, após a partida contra o Bari, pelo Campeonato Italiano, deu positivo pelo estimulante sibutramina. A sibutramina foi banida na Europa. No Brasil, a venda é controlada.
Em 2004, quando jogava pelo Chelsea, Mutu foi punido por uso de cocaína e recebeu uma suspensão de sete meses - Jóbson, do Botafogo, ganhou dois anos por uso de crack. O Chelsea demitiu o jogador. Alegou justa causa. O Chelsea tem tolerância zero a drogas - o goleiro australiano Mark Bosnich foi banido do clube pelo mesmo motivo em 2002.
No julgamento, seis anos atrás, Mutu disse que usou cocaína para melhorava sua performance sexual com uma nova namorada, que não era viciado e nem usou a droga para render mais dentro de campo.
O Chelsea foi à Justiça, chamou a Fifa, e o jogador precisa pagar ao clube R$ 45 milhões por quebra de contrato. Com base nas regras da Agência Mundial Antidoping (AMA), Mutu corre risco de pegar entre um e quatro anos de afastamento.



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