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Posts de janeiro 2010

Fossati domina os baixinhos de Silas

31 de janeiro de 2010 72

Deu a lógica, deu Inter. O 1 a 0 foi apertado, mas não mostrou o jogo real em Erechim. As mais significativas chances de gol estiveram sempre nos pés colorados. Victor brilhou três vezes, duas no primeiro tempo ao defender duas cabeçadas, de Índio e de Nei, respectivamente, duas defesas de goleiro de Seleção Brasileira. Na comparação com o adversário, o Inter tem um time mais qualificado, com melhores jogadores. Sandro foi o melhor, Giuliano passou perto, Alecsandro fez o gol matador. Só que qualidade técnica não é tudo no futebol. Os vermelhos também são mais altos e mais fortes. A imposição física é quase sempre definitiva no futebol. O Gre-Nal ofereceu mais uma prova. O time de baixinhos de Silas exibiu a mesma fragilidade de outras partidas. Quando Joílson é a arma secreta, quando Ferdinando aparece como volante, quando Souza continua achando que é dono do time e tenta fazer de tudo, até tentar atravessar o corpo sólido do adversário, você sabe, os conceitos sobre futebol precisam ser revistos com alguma urgência no Olímpico. O técnico Jorge Fossati tem absoluta razão. O Grêmio está um degrau abaixo do Inter. O Grêmio está errado ao apostar num time baixo, de toque de bola, sem força e imposição. Falta ao time um bom zagueiro pelo lado direito, um volante com alguma liderança, uma melhor consistência defensiva. Silas está apenas começando. É difícil fazer uma análise mais profunda. É preciso mais algum tempo, Mas o seu começo é de um técnico que ainda não sabe consertar defesas, nem solidificar o meio campo. O Gre-Nal é o espelho desta superioridade. A vitória foi normal. O Inter mergulha na sua oitava Copa Libertadores com a confiança dos vencedores. O Grêmio, outra vez, se recolhe e tenta rearrumar casa.

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Mulheres, cocaína e futebol

30 de janeiro de 2010 1

Foto: Lorenzo Galassi, AP"Craque", dizem os fãs. "Playboy", afirmam as revistas de fofoca. "Louco", garantem os italianos. "Drogado", acusam os britânicos.

O romeno Adrian Mutu, 31 anos, camisa 10 da Fiorentina, ex-Juventus, Inter e Chelsea, é um pouco de tudo e muito mais. Ontem, ele voltou ao topo do noticiário. Seu exame antidoping de 10 de janeiro, após a partida contra o Bari, pelo Campeonato Italiano, deu positivo pelo estimulante sibutramina. A sibutramina foi banida na Europa. No Brasil, a venda é controlada.

Em 2004, quando jogava pelo Chelsea, Mutu foi punido por uso de cocaína e recebeu uma suspensão de sete meses - Jóbson, do Botafogo, ganhou dois anos por uso de crack. O Chelsea demitiu o jogador. Alegou justa causa. O Chelsea tem tolerância zero a drogas - o goleiro australiano Mark Bosnich foi banido do clube pelo mesmo motivo em 2002.

No julgamento, seis anos atrás, Mutu disse que usou cocaína para melhorava sua performance sexual com uma nova namorada, que não era viciado e nem usou a droga para render mais dentro de campo.

O Chelsea foi à Justiça, chamou a Fifa, e o jogador precisa pagar ao clube R$ 45 milhões por quebra de contrato. Com base nas regras da Agência Mundial Antidoping (AMA), Mutu corre risco de pegar entre um e quatro anos de afastamento.

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O lado esquerdo do Inter

29 de janeiro de 2010 5

Há um semana, a transferência do lateral Eltinho, 22 anos, para o Inter era "notícia plantada por empresários", segundo a direção colorada. Na quarta à noite, o próprio jogador confirmou a vinda para Porto Alegre.

Antes de dizer "sim", Eltinho foi assediado pelo Santos. Recebeu até ligação do técnico Dorival Júnior. A Libertadores 2010 pesou na decisão.

No Catarinense 2009, Eltinho se machucou, era reserva de Uendel, ex-Fluminense. No Brasileirão, recebeu apoio de Silas. Fez boas partidas e marcou gols. Exibiu qualidade no apoio, boa saída de bola, mas deficiência na marcação.

Do atual grupo do Avaí, sem dúvida, era um dos referenciais. Quarta, não atuou bem e ainda foi expulso contra o Criciúma.

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A viagem de Anderson

28 de janeiro de 2010 13

Campeão inglês, europeu e mundial pelo Manchester United, o ex-gremista Anderson está de bronca com Sir Alex Ferguson. Não concorda com o rodízio de jogadores adotado pelo técnico escocês no time titular. Ele foi multado em R$ 239 mil — o equivalente a duas semanas de seu salário.

Ele era o xodó do superexigente Ferguson. Não é mais.

No fogo dos seus 21 anos, Anderson quer atuar em todas as partidas e ainda sonha com a Seleção. Pensa em deixar o clube, mas o United não quer nem falar no assunto.

Por ter vindo ao Brasil sem licença, dias atrás, quando esteve no Rio, será multado. O camisa 8, que custou R$ 54 milhões em setembro de 2007, fez apenas nove dos 23 jogos na Premier League.

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Nome do gol

28 de janeiro de 2010 4

O maranhense Kléber Pereira, 34 anos, 1m80cm, jogou em oito clubes em 15 anos de carreira, viveu quatro anos no México. No Santos ele foi o quarto maior artilheiro da era pós-Pelé com 84 gols.

Em sete brasileirões, entre Atlético-PR e Santos, marcou 101 gols em 182 jogos. Foi goleador em 2008.

Ele era conhecido apenas como Kléber. Ganhou o Pereira porque o Santos já tinha um Kleber, hoje ala esquerda do Inter.

Ele saiu do Santos porque ficou ao lado de Luxemburgo na peleia com a nova direção.

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A força dos ricos paulistas

28 de janeiro de 2010 5

No bafo do Inter, na caça da mesma Libertadores, Corinthians e São Paulo, respectivamente o  segundo e o terceiro times mais populares do país, investiram milhões nos últimos dois meses em reforços.
O São Paulo contratou nove: os zagueiros André Luis, Xandão e Alex Silva, os meiocampistas Léo Lima, Rodrigo Souto, Cléber Santana, Carlinhos Paraíba e Marcelinho Paraíba e o atacante Fernandinho.
O Corinthians chamou sete novos jogadores, o zagueiro Leandro Castan, o lateral Roberto Carlos, os volantes Ralf, Tcheco e Moacyr, o meia Danilo e o atacante Iarley. Com a chegada de Moacir, Mano Menezes terá cinco volantes à disposição. Com as contratações de Tcheco e Danilo, ele passou a ter sete meias.
– Estamos montando o grupo. Quando você monta mal, você passa o ano todo tentando reorganizar. É muito importante fazer essa combinação dos jogadores. Estamos avançados em relação a alguns adversários – disse Mano.
– Quem estiver melhor vai jogar. Tenho de administrar isso – explicou o técnico do São Paulo, Ricardo Gomes.
No Morumbi, Cléber Santana, por exemplo, pode jogar mais recuado, disputando posição com Jean, Richarlyson, Hernanes ou Rodrigo Souto. Mais avançado, ele teria de brigar com Léo Lima,  Jorge Wagner, Carlinhos Paraíba e até com Marcelinho Paraíba, que pode atuar no ataque também.

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Poder no Olímpico

27 de janeiro de 2010 44

No gramado, Souza manda nos azuis. Ele cobra todos os escanteios e todas as faltas. Não adianta se aproximar. A bola parada tem nome e sobrenome, Willamis de Souza Silva, 30 anos, 31 verões em oito dias.

Souza é uma força no vestiário também. É o dono da chave. Desde a saída de Tcheco, ele assumiu o comando. Aliás, quando técnico do Grêmio, em 2008, Celso Roth ficou irritado com o ex-capitão Tcheco por ele ter perdido parte da liderança para o meia.

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A queda dos Elefantes

27 de janeiro de 2010 3

Jogador da Costa do Marfim, Didier Drogba

A Costa do Marfim era definida como a melhor seleção da África. Engolia nigerianos e camaroneses, outras equipes tradicionais. Perdeu pontos ao cair nas quartas de final da Copa Africana das Nações, domingo, em Angola. Decepcionou torcedores e analistas que qualificavam a seleção da ex-colônia francesa como favorita absoluta do torneio.

Adversário do Grupo G do Brasil no Mundial da África, que começa em 134 dias, a Costa do Marfim, país de 21 milhões de habitantes, ameaça agora demitir o técnico, o bósnio Vahid Halilhodzic. Em entrevista, ontem, ele se mostrou “decepcionado e abatido após dois anos de trabalho e uma série de 23 partidas de invencibilidade”. Criticou seus comandados pela “passividade em momentos cruciais” em jogos recentes e por “não conseguiram suportar a enorme pressão” de serem favoritos ao título continental.

A seleção, que teve aproveitamento de 77% nas eliminatórias, enfrenta o Brasil dia 26 de junho, às 15h30min. Sua estrela Didier Drogba (foto) fez seis gols em cinco jogos.

A Copa da Alemanha (2006) foi o seu primeiro Mundial – 19º lugar entre 32 equipes. Alem de Drogba, os melhores jogadores são Eboué (Arsenal), Yaya Touré (Barcelona), Kolo Touré (Manchester City), Zokora (Sevilla) e Kalou (Chelsea). Entre os seus, a seleção é chamada orgulhosamente de “Os Elefantes”.

O governo marfinês pediu que a comunidade internacional passe a chamar a Costa do Marfim de Côte d’ Ivoire em qualquer idioma. Ninguém atendeu. Se for bem na Copa, quem sabe...

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A despedida de Higuita

26 de janeiro de 2010 5

Vinte mil pessoas assistiram ao jogo de despedida do colombiano Higuita, 43 anos, 52 gols em 25 anos de carreira, domingo, em Medellín. O goleiro exibiu a sua clássica defesa "escorpião" (foto), saiu da área driblando e cobrou falta. Ronaldo, convidado, não apareceu.

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Ecos de Milão

26 de janeiro de 2010 4

Pato pega o jato da meia-noite, em São Paulo, e volta amanhã a Milão, depois de uma semana em Porto Alegre tratando de uma lesão muscular. O jovem atacante só volta aos gramados em fevereiro, talvez na segunda quinzena, contra o Manchester United pelas oitavas-de-final da Copa dos Campeões.

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Pato levou à sério sua recupreação no Beira-Rio, sempre em dois turnos. Domingo, assistiu à derrota do seu Milan na casa do empresário Gilmar Veloz. Sofreu como um torcedor. Disse que prefere mil vezes estar em campo do que na frente da tevê.

Pato está muito próximo de Ronaldinho na Europa. São amigos, saem juntos, trocam lembranças de Porto Alegre. Um dos lugares que eles gostam de frequentar no norte italiano é o celebrado restaurante do meia Seedorf, uma casa especializada em comida japonesa chamada Finger's.

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Negócios sem rivalidade

26 de janeiro de 2010 1

Ao telefone, desde São Paulo, Ana Silvia Stabel, consultora de projetos especiais para times de futebol, Corinthians entre eles, Fifa e eventos culturais, fala como é importante os clubes deixarem a rivalidade de lado na hora de fechar um negócio envolvendo patrocínios.

– A rivalidade precisa ficar dentro de campo e entre os torcedores. Os dirigentes devem permanecer acima das paixões na hora de pensar ou concluir um negócio. Eu mesma ofereci uma sugestão de uma linha de camisas ao Palmeiras, mas seus dirigentes vetaram o projeto porque o fornecedor era o mesmo do Corinthians – diz.

Claro, o Palmeiras perdeu dinheiro. Ana acredita que o futebol brasileiro possa ser beneficiado com o  aumento do poder aquisitivo da Classe C. Ela cita as camisas oficiais alternativas do Corinthians, vendidas a R$ 50 e R$ 30.

– Foi um enorme sucesso de vendas. Favorável à construção de novos estádios no país, acreditando na Copa de 2014, Ana acha que será necessário motivar as pessoas a frequentar as arenas todos os dias e não apenas em datas de jogos.

– Cabe, assim, à s empresas promoverem espetáculos nas arenas, oferecer shows, concertos. Não podemos ficar dependentes.

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Camisa do Inter que circula pela internet é falsa

25 de janeiro de 2010 22

Conversei por telefone com o diretor de Marketing do Inter Jorge Avancini.

Logo na segunda frase, ele interrompeu:

- As camisas que circulam na Internet como sendo as novas do Inter são falsas. Mais do que falsas, são piratas - disse Avancini.

Ele acredita que as novas camisas devem ser lançadas depois do Carnaval.

Discreto, sem querer avançar no assunto, ele disse apenas que o tom de vermelho será o mesmo, mas a camisa receberá uma maior quantidade de branco.

- Nós temos um cuidado muito grande com o tom do vermelho. Ele precisa seguir a cor original do clube. O uniforme que lançamos na temporada passada teve grande aceitação.

O certo é que o Inter estréia dia 23 na Copa Libertadores com a camisa nova. Newell's Old Boys e Emelec começam a decidir amanhã (quarta) quem será o quarto integrante do grupo do Inter na Libertadores e adversário colorado na estreia do torneio. Na primeira partida, o time do coração de Messi, recebe os equatorianos no Estádio Coloso del Parque, em Rosário. O jogo de volta será no dia 10.

Em pré-temporada, com o calendário nacional sintonizado com o europeu, as duas equipes obtiveram bons resultados. O Newell's venceu a Copa Cidade de Rosário, enquanto o Emelec a Copa do Pacífico. O que será melhor para o Inter: enfrentar um time mais fraco nos 2.800 metros de Quito ou uma equipe argentina em uma viagem mais curta?

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Grêmio negocia Réver no Estádio Olímpico

25 de janeiro de 2010 52

Grêmio está negociando Réver no Estádio Olímpico. O zagueiro deve ser vendido por 5 milhões de euros. O clube deseja 7 milhões.
Como nunca foi de Seleção, embora tenha qualidades para jogar no time de Dunga, Réver não alcançaria os 10 milhões de euros sonhados pela direção.
Réver deve embarcar para a Europa nos próximos dias. O nome do futuro clube do zagueiro ainda não foi revelado.
A última proposta por Réver foi da Lazio, que ofereceu 5 milhões de euros, mas parcelados, semanas atrás. O Grêmio queria o dinheiro à vista.

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Wayne Rooney à venda

25 de janeiro de 2010 6

Rooney defendendo a seleção da InglaterraO Manchester United patina numa dívida bilionária. Uma das maneiras de tapar parte do buraco é vender Rooney ao Barcelona por R$ 238 milhões. O melhor jogador inglês ganharia R$ 23 milhões anuais na Espanha. Mas custaria R$ 43 milhões, já que o clube pagaria os impostos. Rooney marcou quatro vezes nos 4 a 0 do United sobre o Hull City, em Manchester.

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O melhor e o pior da rodada do Gauchão

25 de janeiro de 2010 9

INCERTEZAS
Em três jogos, o frágil Grêmio sofreu cinco gols de Pelotas, Caxias e Veranópolis. Certo, Silas recém chegou, é começo de temporada, mas sua insistência com jogadores como Túlio e Fábio Santos, por exemplo, mostra que, no mínimo, as dicas do departamento de futebol sobre 2009 não foram claras. A desorganização tática do novo time foi punida com as primeiras vaias de 2010 no Olímpico.

OLHO NELE
Gaúcho de Erechim, Agenor, 20 anos, 1m87cm, mostra a cada jogo, como o de ontem, em Santa Maria, que é goleiro de futuro. Ele estreou no Inter em 2008, ainda junior. Colegas o classificam como frio e seguro. Ele também cobra pênalti. A comissão técnica o elogia sempre que pode.

ESQUEMA
Uma semana antes do Gre-Nal raros arriscam escalar os dois times - menos ainda apostar nos sistemas táticos de Jorge Fossati e Silas. Os dois treinadores são novos na aldeia, mas sabem bem o peso de um clássico.

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A história secreta

23 de janeiro de 2010 189

O Estádio Olímpico foi cenário de uma crônica do futebol globalizado unindo um goleador argentino, sua mulher famosa, agentes estrangeiros de diferentes sotaques, milhões de reais e dirigentes brasileiros

Foto Mauro Vieira

Uma champanha, duas champanhas.

– Sim – ele dizia.

– Não – ela retrucava.

Maxi López tentou. Wanda Nara não aceitou a sedução. Ele receberia US$ 1,4 milhões nesta temporada, US$ 1,5 milhões na segunda e US$ 1,6 milhões em 2012 no novo contrato com o Grêmio. Nada.

No Natal, em Buenos Aires, o mais festejado centroavante do Grêmio da primeira década do terceiro milênio entendeu que o seu futuro imediato passava a milhas e milhas da Azenha.

Porto Alegre nunca mais, Moscou nem pensar. Nada contra os gaúchos, muito menos a favor dos moscovitas. O problema não eram os estrangeiros. Era ela, deslocada do seu meio ambiente, do seu habitat natural, do nicho das celebridades argentinas.

Em Buenos Aires, os paparazzi deslizavam nos seus calcanhares desde o dia que associaram a sua figura, vistosa vedete e modelo, com Maradona. Dom Diego negou, ela também – tarde demais para que as revistas de fofocas esquecessem o “caso”, para que os programas de celebridades não a riscassem do seu cast de beldades. Tudo que envolve Maradona vira ouro no país. Ela aproveitou.

Então, conheceu Maxi. Seu mundo deu outras voltas imprevisíveis.

Em Porto Alegre, ela podia passear com o pequeno Valentino no Parcão e ninguém movia uma sobrancelha, deslocava um fotógrafo. Não ostentava luz própria, estava associada ao marido. No marido podia mandar. E mandava sem parar no apartamento de três quartos e de R$ 12 mil de aluguel mensal no bairro Moinhos de Vento, no carro, na rua. Pelo celular.

– Maxi é Wanda Nara dependente – dizem pessoas próximas.

Wanda não queria mais voltar à sua cidade favorita, uma das capitais do planeta, ocupando a ponte-aérea Salgado Filho/Ezeiza. Preferia desembarcar em outro portão, o que abriga os jatos que saem da Europa, como os que trazem e levam a sua irmã Zaira Nara, 20 anos, namorada do uruguaio Diego Forlan, do Atlético de Madrid – com uma conta bancária que supera os 10 milhões de euros.

A Europa garantiria novo status ao casal. Maxi não concordava. Nunca havia recebido tanto carinho de uma torcida em sete anos de carreira. Era um dos raros que tinha direito de errar. O atacante sabia da importância do Grêmio após 11 meses de casa.

Ele estava emparedado na Rússia. O clube gaúcho o devolveu à vitrina. Era feliz em Porto Alegre. Sua mulher não era. Maxi não queria dividir a família. Desistiu do Brasil.

Não pense que Wanda Nara é a vilã na torta saída de Maxi do Estádio Olímpico na virada do ano, um curto mês atrás. Não há vilões no tempestuoso caso, muito menos mocinhos. Há cifras no largo horizonte do negócio, (R$ 3,8 milhões, preço dos 50% dos valores federativos do jogador), comissões, guerra de beleza, ciúmes, antipatia, discussões e um final atrapalhado para os envolvidos.

Wanda é uma peça, os empresários são uma segunda, os dirigentes outra no valioso jogo de xadrez da bola. Um futebol que não se encerra mais no Rio Grande do Sul. É global, se mede em euros. Neste caso, une Rússia, Argentina e Brasil. Une (e afasta) o jogador (não um craque), a mulher, empresários e dirigentes.

Foto Diego Vara

Fazia calor de alto verão na primavera de Porto Alegre, um dezembro úmido, as paredes suavam como alas e meias. Na sala do departamento de futebol do Olímpico, na goleira à direita das sociais, o termômetro subia. Três empresários discutiam asperamente. Gritavam.

Na mesa, o futuro do portenho Maximiliano Gastón López, 25 anos. No ar, todas as incertezas. Nas ruas, uma só verdade: os gremistas aguardava um “sim, eu fico”.

Os empresários, um argentino, dois gaúchos, discutiam por comissão. O alvo era 200 mil euros e outros desacordos sobre a percentagem de cada um numa futura venda. Cada um exibia suas verdades. O bate-boca saiu da sala, desceu pelas arquibancadas, atravessou o portão e terminou no estacionamento do estádio. Acabou a parceria. Desde aquele momento, os agentes gaúchos saíram de cena. A bola ficou com o argentino. Hoje, ninguém quer voltar ao caso.

Antes do Natal, outro empresário, o uruguaio Mario Paglioni, alcançou o casal em férias em Paris e acenou com a Lazio. Apresentou Roma, e os deixou deslumbrados. A proposta com o carimbo do clube nunca apareceu. A fantasia Lazio/Roma rodou em vão a cabeça dos dois por duas semanas.

É certo que os empresários, que são sérios, não prejudicaram o negócio, mas também não ajudaram.

A decisão final foi do jogador – aliás uma acertada aposta pessoal do presidente Duda Kroeff. O centroavante entrou pela porta da presidência no terceiro andar. Não foi cria do departamento de futebol. Quando ele começou a fazer gols surgiu uma série de padrinhos. Kroeff é o real.

O relacionamento de Maxi com o assessor Luiz Onofre Meira não era bom. Nem com Mauro Galvão.

– Ele parece ter um gravador na cabeça. Sempre diz a mesma coisa aos jogadores – queixou-se ao falar de Meira, que não moveu um dedo para ficar com o atacante.

Enigmático, Meira diria depois:

– Ele não é um jogador diferenciado. Nunca foi tratado assim.

Maxi não gostava de Souza, e Souza também não falava “bom dia”.

– Coisas do futebol – ele pensava, enfrentando a antipatia mútua como mais um problema natural do meio e não levando adiante a questão.

Ele se considerava prejudicado por Souza nos 90 minutos. Achava que podia ser mais acionado. Que, assim, conseguiria dobrar seus gols. Reclamou por não bater pênaltis. Disse que a lesão na coxa, em agosto, prejudicou radicalmente a sua temporada.

Terça-feira, 24 horas antes de assinar com o Catania, Maxi contatou Porto Alegre. Estava em Madrid, na casa do concunhado Forlan, meio perdido. Ouviu que talvez tudo pudesse ser rearranjado no Olímpico.

Disse que era tarde demais, mas que desejava voltar, em outra ocasião, e se despedir dos saudosos azuis.

Há os que acham que o Grêmio vacilou, os que culpam Wanda, os que crucificam os empresários, os que dizem que Maxi já foi tarde.

Só Borges, dois jogos, dois gols, é capaz de enterrar a história rapidamente. Só os centroavantes são capazes de mudar a realidade do futebol.

Arquivo Pessoal

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Na pressão

23 de janeiro de 2010 8

Jogador Kaká

A seleção de 2009 da Uefa ficou assim: Casillas (Real Madrid); Daniel Alves (Barcelona), Terry (Chelsea), Puyol (Barcelona) e Evra (Manchester United); Xavi (Barcelona), Iniesta (Barcelona), Kaká (Real Madrid) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid); Messi (Barcelona) e Ibrahimovich (Barcelona).
Kaká e Daniel Alves foram os únicos brasileiros escolhidos numa eleição patrocinada pelo site da Uefa. Seis dos 11 integrantes são do Barça, assim como o técnico. O Real Madrid foi o segundo com mais jogadores na milionária lista (três integrantes).
Desde 2001, só em duas ocasiões os brasileiros ficaram fora das seleções. Mesmo entre os melhores dos melhores, Kaká (foto) tem sofrido críticas duras na Espanha. Em Madri, desde agosto, o meia não é o mesmo jogador do que foi em Milão, onde atuou sete brilhantes anos. O Real Madrid,  cinco pontos longe do líder Barcelona, enfrenta amanhã o Málaga.

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Passaporte para a Série A?

22 de janeiro de 2010 2

O francês Christophe Maillol, vice-presidente do Universidade, ex-Ulbra, viajou ontem aos EUA em busca de novos investidores. Maillol estuda uma parceria com Jean Marc Goiran, ex-jogador do Monaco, que administra a carreira de 16 atletas da Seleção de Honduras, umas das 32 seleções da Copa, e tem negócios no futebol inglês.

Se Goiran desembarcar com os seus euros em Canoas, o Universidade sonha muito alto. Um dos mais doces é disputar a Série A do Brasileirão em meia década.

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Promessa do Beira-Rio

22 de janeiro de 2010 10

Walter destacou-se nas partidas pelo GauchãoEm março, o Inter recusou R$ 16 milhões por Walter, 19 anos. A oferta era do Manchester United, segundo o jornal Daily Mirror, editado em Londres. Oito meses depois, com uma Libertadores no horizonte, uma das maiores promessas do Beira-Rio nos últimos anos pode mostrar se vale mais ou menos.

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Maradona elege Messi

22 de janeiro de 2010 2

Johann Hattingh, APDeus na Argentina, santo de altar, Maradona, 49 anos, é o Pelé local. Como nós, os hermanos estão sempre em busca de alguma divindade da bola capaz de frequentar o mesmo altar.

Eles tem o pequeno Leo Messi no começo do terceiro milênio, um fantástico canhoto que, aos 22 anos, faz mais o que o próprio Dom Diego fazia com os mesmos 22. Maradona foi gênio. Messi busca a sua lâmpada mágica.

Na África do Sul, ontem, numa entrevista no Estádio Soccer City, em Johannesburgo, palco da abertura e da final do Mundial, ele lembrou do jogador número 1 do mundo.
– Acho que Messi tem tudo para ser a estrela do Mundial, e vamos ajudá-lo. Espero que ele saia como o grande jogador que é, e que possamos abraçálo na final.

Fã confesso de Ronaldinho, o 10 celestial dos argentinos, comparou os dois.
– Ronaldinho faz a bola sorrir, mas Messi é o melhor do mundo, sem dúvida. Para deixar Cristiano Ronaldo em segundo, tem de ser muito bom.

Maradona completa hoje a sua semana africana. Terça-feira, em San Juan, enfrenta a seleção da Costa Rica. Chamou 18, entre eles dois novos meias, Razzotti e Erviti.

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Esperança para Ronaldinho

21 de janeiro de 2010 10

Ronaldinho marcou três na última partida pelo MilanEm 19 dias, o Brasil vai saber o que Dunga pensa da nova fase de Ronaldinho. Dia 9 de fevereiro, o técnico escolhe os jogadores que enfrentam a Irlanda (2 de março), no Estádio Emirates, em Londres, no último amistoso antes da convocação para a Copa da África.

Ronaldinho está fora da Seleção desde abril passado.

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Primeira entrevista de Maxi López na Itália

21 de janeiro de 2010 18

Maxi López treina no CataniaO atacante Maxi López foi apresentado nesta quinta-feira no Catania, da Itália, e já treinou com o grupo. Segundo o site oficial do clube, o clima era de grande entusiasmo na chegada do jogador que vestirá a camisa 11.

Veja a primeira entrevista do ex-gremista Maxi López no Catania

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Dono de tudo

21 de janeiro de 2010 74

Os distintivos do Inter, do SC Ivoti original e o novo proposto pela diretoriaAtravés de uma notificação extrajudicial, o Inter exigiu que o SC Ivoti, 57 anos de vida, mudasse seu distintivo. Não quis nem saber que os fundadores do clube eram colorados (e gremistas) e que o distintivo igual ao do Inter, mas com fundo azul, foi uma homenagem antiga e sincera aos dois maiores times do Estado.

Segunda-feira, o conselho do Ivoti apresenta aos sócios a sugestão de novo distintivo (acima, à direita).

Com o distintivo original, o Ivoti disputa campeonatos amadores desde 1953.

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Libertadores na Fronteira

21 de janeiro de 2010 7

Estádio Atilio Paiva, em RiveraPresidente do Cerro, Miguel Sejas esfrega as mãos. Topa enfrentar o Inter dia 18 de março, às 19h15min, no Estádio Atilio Paiva, em Rivera, e não no Centenário ou no Parque Central, em Montevidéu, como manda a tabela da 51ª edição da Copa Libertadores.

Em troca, ele quer estadia e alimentação para o grupo de jogadores e mais 25 ônibus para rodar com seus torcedores os mil quilômetros, ida e volta, que separam a capital do Uruguai e Rivera. Como a renda é do mandante, Sejas acredita que o jogo em Rivera pode gerar mais de US$ 600 mil.

A sugestão da troca de endereço do encontro, pela terceira rodada, teria partido da Associação Comercial de Rivera. Mas Sejas ainda espera o convite oficial. O Inter precisa ser consultado, mas sabe que seus torcedores transformarão o estádio de 30 mil lugares do outro lado da fronteira num vermelho só.

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África com 80% do mundo a seus pés

20 de janeiro de 2010 0

A Copa do Mundo da África do Sul será a competição de 2010. Cerca de 80% da população mundial será tocada pelos 64 jogos de alguma forma.

A audiência média de cada partida do Mundial da Alemanha, quatro anos atrás, encostou nos 93 milhões de telespectadores por jogo.

– Mais de 5,9 bilhões de pessoas, quase a totalidade da população do Planeta, assistiram ao vivo às partidas, em 54 mercados globais, totalizando, em um mês, o equivalente à audiência de 64 edições do Super Bowl (cerca de 100 milhões de pessoas, 90% concentrada nos EUA), a finalíssima do campeonato de futebol americano profissional dos Estados Unidos – diz Fernando Trevisan, diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios, com sede em São Paulo.

Os direitos comerciais do evento, que começa em 141 dias, acomodou nos cofres suíços da Fifa R$ 6,66 bilhões. Na Copa de 2014, a Fifa projeta receita de R$ 7,25 bilhões.

No Brasil, o esporte, completamente dominado pelo futebol, gira 3% do PIB nacional e emprega mais de 300 mil pessoas. O crescimento anual está estimado entre 6,5% e 7,1% no período compreendido entre 2009 e 2014.

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