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Posts de fevereiro 2010

Quanto vale a primeira taça da nova década

28 de fevereiro de 2010 46

O Grêmio, assim como o Inter, tem obrigação de disputar títulos. Ganhar é outra coisa. Não é obrigação, ainda mais que do outro lado sempre existe uma equipe igualmente qualificada.

O melhor exemplo é o Gre-Nal. Qualquer um pode vencer.

A derrota é normal, fora vexames ou sequências intermináveis de péssimos resultados.

Mas quando o jogo é com o Novo Hamburgo, por exemplo, quando observamos a história dos dois clubes, a obrigação de vitória é toda, absoluta, do Grêmio - sem desmerecer o NH que faz um grande trabalho e organizou um bom time.

Se o Noia vencer, a zebra correrá solta no Olímpico, depois de ter passeado pelo Beira-Rio sete dias atrás. Zebras nunca mandam avisos. O Grêmio é favorito como sempre é quando enfrenta times do Interior.

O Grêmio precisa desesperadamente de títulos.
Vive num deserto de faixas. Sua primeira década do terceiro milênio foi um desastre, seja na comparação com ele mesmo ou com o rival vermelho.

A Taça Fernando Carvalho (foto acima ) seria mais do que o recomeço. Seria um símbolo. Exibir no museu azul o troféu que leva o nome do colorado histórico pode ser um feito, uma amostra dos novos tempos, uma recuperação, uma nova vida, uma grande experiência para os mais jovens, uma certeza para os experientes – a Taça Fábio Koff vive no Beira-Rio.

O Grêmio precisa ganhar, somar, recuperar títulos. Refazer sua fama de vencedor. Ganhar o primeiro turno do Gauchão é um passo. O Gauchão seria dois, mas vai enfrentar um Inter, mais real, menos virtual mais adiante.

Há no horizonte tricolor, além do Estadual, a Copa do Brasil, o Brasileirão e a Copa Sul-Americana, quatro campeonatos reais em 2010. Três são viáveis. O Brasileirão é irreal, ao menos hoje, mirando os outros clubes, exercitando o futuro.

Foi na Sul-Americana que o Inter buscou verniz
para a sua primeira Libertadores. Foi na Sul-Americana que o Inter reaprendeu a jogar na América do Sul, conheceu a Bombonera, experimentou outras fortalezas bem guardadas. O Grêmio também precisa da Sul-Americana para voos mais longos no continente.

Uma taça observa a outra. É ímã.

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Exclusivo: Nilmar volta em cinco anos

27 de fevereiro de 2010 48

Na província espanhola de Castelló, na cidade de Villarreal, na sua nova casa, Nilmar conversou comigo por e-mail, falou da sua adaptação na Europa, do time, da Copa da África, do Inter e da saudade de Porto Alegre.


Villarreal na cabeça

“Iniciamos mal, é pura verdade. O estilo que o time foi acostumado a jogar durante muito tempo mudou bastante no início desta temporada (agosto) com o novo treinador (Ernesto Valverde, já demitido). Ao menos isto é o que os jogadores que estavam aqui sempre dizem nas nossas conversas sobre futebol. O antigo treinador, Manuel Pellegrini, que hoje dirige o Real Madrid, ficou cinco temporadas no Villarreal, jogava de uma maneira que só agora, com a mudança do treinador (Juan Carlos Garrido assumiu semanas atrás) voltamos a apresentar. Acho que estamos melhorando e vamos melhorar mais ainda.”

Treinos na Espanha

“Olha, estou me sentindo muito bem, embora no Villarreal treinemos menos que no Brasil. Mas sempre, depois dos treinamentos, eu procuro trabalhar um pouco mais por minha própria conta. Os treinamentos são diferentes, mas bons, com muita intensidade e pouco tempo. Nos jogos, sempre atuo na minha posição, o que é bom.”

Copa da África

“Acho que eu só posso me prejudicar se achar que já faço parte da lista final, que já estou lá, que minha vaga é certa. Até a convocação final ainda tem muita coisa para acontecer. Então, estou muito concentrado no meu trabalho, apesar do mau momento do time. Mas venho fazendo gols, algo que para um atacante é importante. Sei que o Dunga está acompanhando o futebol europeu com toda a atenção. Depois, quando estou na Seleção, procuro aproveitar cada minuto de treinamento e de jogos para mostrar que tenho condições de disputar um Mundial.”

Favoritos do Mundial

“Acredito que, apesar da crise financeira que afetou alguns clubes europeus, o futebol deste continente permanece com nível muito alto. A seleção da Espanha, que acompanho de perto, tem jogadores de muita qualidade. Xavi e Iniesta, no meio-campo, e Torres e Villa, no ataque, desequilibram. A Espanha é forte candidata ao título na África. A Itália, última campeã, não acompanho muito. Mas, como todos sabemos, seu futebol de muita aplicação tática vem dando resultado. Na África, acredito mais no futebol da Espanha e da Argentina, depois do Brasil, lógico.”


Cinco melhores

“Não vejo hoje na Europa, apesar dos grandes jogadores que estão espalhados por todos os países, ninguém melhor do que Messi, Iniesta, Xavi (do Barcelona) e Kaká e Cristiano Ronaldo (do Real Madrid).”

Volta ao Brasil

“No momento, não penso em voltar ao meu país, ao Inter. Estou muito feliz e bem adaptado na Espanha. É uma nova etapa na minha carreira. Quero curtir, aproveitar. Quanto ao tempo de permanência no futebol europeu, é difícil saber, antecipar. Minha vontade é de ficar, no mínimo, cinco anos, na Europa. Mas sabe como é que é, né, Zini. Fica difícil falar do futuro. Não posso antecipar nada.”

Fora de campo

“No começo é sempre mais complicado, você sabe. Tudo novo, morando em hotel, procurando casa, rodando, se informando… Pra mim, cá entre nós, que ninguém nos leia (risos), essa é sempre a parte mais chata. É preciso correr para um lado, para o outro, visitar um monte de casas e apartamentos. Agora já esta tudo arrumado, encontrei uma casa legal e assim fica bem mais fácil organizar a vida.

Na Espanha, fico muito em casa porque treinamos só pela manhã. Como moro na praia e no inverno não tem muita coisa para fazer, costumo viajar com minha mulher para Valência e Barcelona, que é aqui do lado, e fazer umas comprinhas (risos).”

Novos amigos

“Me dou muito bem com o Marcos Senna, que joga comigo e mora na Espanha desde a década passada. Conheci alguns espanhóis muito legais. Sempre assamos um churrasco gaúcho, ops, paranaense (risos). Mas sinto falta dos amigos gaúchos e de familiares. Jantares em casa em Porto Alegre eram frequentes. Tenho saudade dos organizados na casa dos meus sogros. Faz falta a gostosa rotina que criei durante dois anos aí no Sul. Ah, está batendo uma saudade danada agora…”

Saída do Inter

“Não vejo muita diferença se eu ficasse no Inter ou saísse naquele momento (julho de 2009). O que vai me levar à Copa será o meu desempenho dentro de campo. Nada mais. É difícil saber se o Inter poderia ter sido campeão de 2009 comigo. Não tem como saber. Mas, claro, eu tentaria ajudar, mas não sei se seria o suficiente para ser campeão.”

Libertadores

“Estou na torcida pela Libertadores. O Inter tem chances. Mesmo de longe, tô sempre ligado nos jogos.”

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Ideias de times para Silas e Fossati

27 de fevereiro de 2010 58

Março bate à porta. Os resultados estão surgindo na maioria dos jogos de Grêmio e Inter. Mas os titulares e os esquemas sofrem constantes críticas. O 3-5-2 de Fossati e as peças do meio-campo de Silas, por exemplo, ainda não convenceram. Alguns os reprovam por completo e no ato.

Seguem sugestões do blogueiro para os 11 iniciais da Dupla.

Um Inter mais equilibrado, num 4-4-2:

Abbondanzieri; Nei, Índio, Bolívar e Kléber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e D’Alessandro. Walter e Alecsandro.

Uma ideia de Grêmio, com um meio-de-campo mais fechado:

Victor, Mário Fernandes, Saimon, Rodrigo e Bruno Collaço; Fernando, Willian Magrão, Rochemback e Douglas; Borges e Hugo.

O trio final – Douglas, Borges e Hugo – não marca ninguém. Douglas é uma espécie do hoje cruzeirense Roger. Pode parecer pouca gente para atacar. Mas Magrão e Rochemback, quando querem, sabem jogar bola.

Você concorda? Envie seu time.

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A outra decisão da família Silas

27 de fevereiro de 2010 3

Nathan, 19 anos, estreia neste domingo na lateral esquerda do SER Santo Ângelo, na Região das Missões, no Interior do Rio Grande do Sul. Seria um começo qualquer não fosse o jovem filho do técnico gremista Paulo Silas.

Nathan, ao contrário do pai, é canhoto, mas se parece muito como ele em campo. Tem a mesma corrida, o jeito de pegar na bola, a qualidade técnica, o passe certo.

Silas estava louco para assistir aos primeiros passes do filho, que enfrenta o Juventus, de Santa Rosa, grudado no alambrado do estádio. Mas, no mesmo dia, na mesma tarde, o técnico decide seu primeiro título no Estádio Olímpico. Sabe que a Taça Fernando Carvalho tem um enorme valor simbólico para o Grêmio, tão carente de títulos nos últimos 10 anos.

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Antes do Beira-Rio, uma viagem à África

26 de fevereiro de 2010 8

Vinte arquitetos das 12 cidades-sede da Copa de 2014 viajam domingo para a África do Sul. São profissionais brasileiros e estrangeiros responsáveis pelos estádios do Mundial, entre eles, Maurício Santos, um dos que assinam o novo projeto do Beira-Rio.

Eles conhecerão os estádios e outras instalações dedicadas exclusivamente ao Mundial 2010.

O país sede da Copa investiu R$ 7,97 bilhões em estruturas esportivas e infraestrutura.

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Lentidão de Paletta vetou negócio

26 de fevereiro de 2010 23

Você sabe, o Grêmio busca outro zagueiro, além de Rodrigo, que já treina entre os azuis. O Boca ofereceu Paletta ao Grêmio, que não aprovou o zagueiro. O empréstimo custaria US$ 300 mil.

O futebol de Paletta não agrada ao Grêmio. Ele é um zagueiro grande, porém lento. Ele também sofreu uma série de lesões na Argentina que atrapalharam o desenvolvimento da sua carreira. Mesmo no Boca, Paletta nunca conseguiu se firmar na defesa titular. Nunca ganhou a confiança total da torcida.

O time mais competitivo das Américas na primeira década do novo milênio está fazendo uma reformulação completa do seu elenco. Nem Riquelme é intocável. Hoje, em Buenos Aires, contra o Estudiantes, o Boca apresenta Luiz Alberto, ex-zagueiro do Inter e do Fluminense.

Por falar em zagueiro tricolor, Mário Fernandes será negociado na janela de agosto, com a Inter, de Milão. A pedido dos empresários que detêm parte dos direitos federativos do jovem zagueiro, o Grêmio alterou seu preço. Passou de 12 milhões de euros para 15 milhões de euros.

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Escândalo inglês com toque francês

26 de fevereiro de 2010 3

O lateral-esquerdo Wayne Bridge, 29 anos, que soube pelos jornais que sua ex-mulher, a modelo Vanessa Perroncel, 28, teve um caso com o zagueiro Terry, 30, desistiu de jogar a Copa da África.

Ontem, na Inglaterra, ele lançou um curto comunicado.

– Pensei muito sobre minha situação por causa das notícias publicadas pelos jornais. Sempre foi uma honra jogar pela seleção. No entanto, minha posição no time ficou insustentável, e poderá dividir o elenco. Pelo bem da equipe, decidi não servir à seleção.

Bridge, que atuou no Chelsea ao lado do ex-capitão da Inglaterra, não é mais capaz de manter uma relação profissional com o seu ex-colega. Terry, por sua vez, perdeu o respeito na seleção. Ninguém aceitou naturalmente o romance do zagueiro com a mãe de Jaydon, três anos, e filho de Bridge.

A francesa Vanessa quer vender sua história. Pede R$ 800 mil para contar as escapadas com o mulherengo Terry, casado, duas filhas, e que bebe demais.

Amanhã, em Londres, jogam o Chelsea, de Terry, contra o Manchester City, de Bridge. Um aperto de mão entre os dois no centro de campo é tão provável quanto a Terra ser invadida por naves marcianas.

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Complete a lista colorada para a LA

26 de fevereiro de 2010 17

Fernando Carvalho gastou parte da tarde de terça-feira conversando com os presidentes dos outros quatro clubes brasileiros da Libertadores 2010.

Por iniciativa do homem do futebol colorado, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro e Inter pedem que a Conmebol aplique o item do regulamento que prevê a possibilidade de aumentar o número de inscrições na Libertadores quando for ano de Copa do Mundo.

Eles desejam 30 jogadores inscritos, contra os 25 de hoje.

Leitor do blog, caso o pedido seja aceito, quais devem ser os cinco contemplados do grupo colorado?

Para ajudar, segue a lista de quem já está na LA 2010: Lauro, Muriel e Pato Abondanzieri, Bolívar, Índio, Fabiano Eller, Sorondo, Danilo Silva (negociado) e Juan; Nei, Bruno Silva e Kleber; Sandro, Guiñazu, Wilson Mathias e Glaydson; Andrezinho, D’Alessandro e Giuliano; Taison, Edu, Alecsandro, Kléber Pereira, Walter e Leandro Damião.

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Pato farda, mas não joga

25 de fevereiro de 2010 12

Assim como Dunga, a Nike não estava planejando convocar Alexandre Pato. Tentou Luís Fabiano e Daniel Alves. Os clubes não liberaram.

O atacante do Milan virou a bola da vez para apresentar a nova camisa amarela da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, nesta quinta-feira, em Londres. A azul já fora mostrada no Carnaval.

Situação paradoxal esta, uma vez que Pato não tem a mínima chance de ir à África. A última partida do ex-colorado pela Seleção foi num sofrido 4 a 3 sobre o Egito, pela Copa das Confederações, num distante 15 de junho. Pato também não figura na última lista, para o amistoso do dia 2, contra a Irlanda. Ronaldinho, outro que está fora da Copa, foi descartado como opção de modelo no evento. Evita-se, assim, um constragimento devido à pressão sobre Dunga para convocar o gaúcho.

Se a dupla do time milanês não agrada ao técnico brasileiro, Kaká e Robinho seguem em alta. Na África do Sul, onde participou de um encontro de treinadores das seleções que disputarão a Copa do Mundo, Dunga defendeu Kaká e elogiou Robinho. Os dois são titulares da sua Seleção. O treinador gaúcho ficou surpreso pelas recentes críticas feitas ao seu melhor jogador:

– Há alguns meses Kaká era candidato a melhor do mundo e agora não serve para o Real Madrid. Há três meses ele era o jogador que todos queriam ter. Agora ele já começa a ser questionado. Kaká é muito profissional, sabe sua responsabilidade e é importantíssimo para o Brasil na Copa – disse Dunga.

Dunga também falou sobre Robinho:

– Estranho… O Robinho, quando estava jogando na Inglaterra, estava sendo questionado. Quando pegou o avião, já não era mais questionado. Melhorou dentro do avião? – perguntou.

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Antigos rivais da Dupla, Ancheta e Escurinho se unem pela música

25 de fevereiro de 2010 1

Adversários nos anos 1970, Ancheta e Escurinho preparam um CD com canções românticas. A música sempre foi a segunda paixão dos dois.

– Sofri muito com ele dentro de campo. Fora, eu e o Escuro somos grandes amigos – diz Ancheta, 61 anos, um a mais do que Escurinho.

Além do CD, a dupla quer reunir cantores e músicos gaúchos, fazer uma grande festa e gravar um DVD ao vivo. Sonha com o Gigantinho lotado como palco.

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Edu tem preferência sobre avantes da base

25 de fevereiro de 2010 13

A direção colorada repatriou Edu (ao chão, na foto) e apontou o jogador como o grande diferencial do seu ataque para a Libertadores 2010.

Bom jogador, com nome na Espanha, o ex-companheiro de Rafael Sobis no Betis ainda não se achou no Beira-Rio, oito meses depois. Nem caiu no gosto da torcida.

Mas é uma das apostas da direção, tem a preferência na briga com Taison, e ainda atrasa a titularidade de Walter que, aliás, não anda se aplicando 100% nos treinamentos.

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Novo produto pode ajudar a liquidar dívida histórica do Grêmio

25 de fevereiro de 2010 46

Grêmio e Banrisul prometem lançar no mês que vem um novo produto destinado aos torcedores azuis. Por algo como R$ 20 por mês, o fã concorre a uma série de prêmios, como carros, camisas oficiais e novos produtos com a grife tricolor.

Depois de 24 meses, o torcedor pode recuperar o dinheiro investido em prêmios. O clube quer faturar mais de R$ 15 milhões com a promoção só neste ano. Com o projeto, os mais otimistas imaginam que será possível liquidar a dívida histórica do clube após alguns anos.

O Banrisul paga R$ 7 milhões para usar seu nome na camisa. No final de 2009 a Samsung tentou negociar o seu logo no mesmo espaço. Num primeiro momento, o valor investido seria de R$ 13 milhões. Depois, lápis no papel, o negócio não fechou – bem como as negociações entre Inter e LG.

O Grêmio tem quatro patrocinadores: Banrisul, Tramontina, Unimed e Midea, o que significa R$ 10 milhões por ano.

O contrato com a Midea já foi assinado e prevê o pagamento de R$ 1,2 milhões pelos próximos 10 meses. O logo da empresa vai ocupar o ombro das novas camisas, quase um outdoor ambulante com quatro marcas.

NOTA: Dada a grande quantidade de comentários (e aqui todos são lidos) dando conta de outro valor para o contrato com o Midea, cabem o esclarecimento e a ratificação no post, em vez de fazê-lo em cada comentário, individualmente: o valor correto é de fato R$ 1,2 milhões, como o texto acima explicita, não os R$ 5 milhões lembrados pela audiência. Continuem trazendo dúvidas e sugestões, enfim, participem sempre.

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A novela dos zagueiros gremistas

24 de fevereiro de 2010 52

Silas errou ao não fixar Mário Fernandes e Saimon no começo da temporada. Insistiu com Rafa Marques e Maurício, que não tem a qualidade que um zagueiro gremista deve ter.

Com a saída de Réver, faltou qualidade,
sobrou inexperiência. Claro, Mário e Saimon não puderam jogar juntos. Falam em juventude em demasia. Como? Se o goleiro, os dois laterais, mesmo o irregular Fábio Santos, e os volantes são jogadores experientes.

Rodrigo, ex-São Paulo, é bom zagueiro, mas se machuca demais. Gabriel Paletta foi oferecido. O Boca pediu US$ 300 mil pelo empréstimo. O Grêmio examinou o zagueiro e não aprovou.

Ele jogou na seleção sub-20 da Argentina e passou pelo Liverpool. Ele teve duas lesões graves, uma de joelho que o deixou fora dos gramados por seis meses e que atrapalhou sua afirmação. Também pegou um Boca ruim, veterano e decadente…

Ex-São Paulo, Lugano quer voltar ao Brasil, mas o Grêmio não tem dinheiro para bancar seu regresso. É caro demais para a atual realidade financeira do clube. O novo zagueiro não pode ser caro. O caixa do clube está raspado.

A direção pesquisa o mercado nacional e internacional e examina DVDs. Procura um barbada, um bom zagueiro disponível, interessado num contrato longo e com possibilidade de crescer no clube e ser recompensando mais tarde.

E você, leitor do blog, tem algum zagueiro em mente para dar um fim à novela?

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Exército Gremista mostra sua força

24 de fevereiro de 2010 14

O Exército Gremista, projeto do Grêmio para conhecer melhor o seu torcedor e que apresenta hoje 170.971 inscritos, está mostrando onde vibram os tricolores no Estado e fora dele.

No Rio Grande do Sul
, as cinco cidades proporcionalmente com mais inscritos são:

1º) Poço das Antas

2º) Salto do Jacuí

3º) Teutônia

4º) Sarandi

5º) Porto Alegre

Nos outros Estados
, até o momento, os municípios mais azuis são:

1º) Curitiba e Florianópolis

3º) São Paulo

4º) Chapecó

A propósito
As novas camisetas do Grêmio, nos modelos tricolor e branca, estão em pré-lançamento. A novidade vale só para quem está alistado no já referido Exército Gremista. O torcedor tem até o dia 5 de março para encomendar o manto de sua preferência com desconto. Essa é a vantagem, uma vez que, mesmo encomendada, a face da camiseta continuará misteriosa.

No site www.gremiomania.com, ela surge como um gigante ponto de interrogação.

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França dá o exemplo na revisão de datas

24 de fevereiro de 2010 9

A sensibilidade que faltou para a FGF na hora de ajudar o Inter e antecipar o jogo da semifinal da Taça Fernando Carvalho sobrou para a Federação Francesa.

Bordeaux e Auxerre, (25ª rodada do Campeonato Francês), marcado para o último domingo, foi transferido para que o Bourdeaux se concentrasse no jogo de ontem (foto), contra o Olympiacos, na Grécia, pela Liga dos Campeões.

Ah, o Bordeaux ganhou.

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Kléber Pereira frustra cartolas vermelhos

24 de fevereiro de 2010 31

A frustração do alto escalão colorado com a má forma física/técnica e a falta de gols do centroavante Kléber Pereira é do tamanho do Beira-Rio. A contratação do atacante não foi um pedido do técnico Jorge Fossati, mas sugestão da diretoria, que não conseguiu repatriar Rafael Sobis.

Aliás, ontem, de volta ao Al-Jazira, de Abel Braga, Sobis marcou seu primeiro gol oficial após a grave lesão no joelho direito. Mas seu time perdeu para o Al-Gharafa (2 a 1).

Menos mal que, na noite passada, Alecsandro guardou o seu, diante do Emelec.

A propósito, leitor do blog, com ambos 100% fisicamente, quem você prefere: Alecsandro ou Kléber Pereira?

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Aos 42, nasce a Libertadores para o Inter

24 de fevereiro de 2010 83

A estreia na chuvosa noite porto-alegrense não animou. A vitória salvou as lágrimas e os murmúrios. É bom ficar atento. A falta de criatividade e os raros lances de gol apontam que o 3-5-2 não é o ideal.

Não sou contra nenhum sistema tático. Todos são bons. Basta ter os jogadores para tal. Porém, no sistema vigente, sobraram peças na defesa e faltaram ousadia e criatividade ao setor de frente. E, pisando em seu terreno, o Inter precisa de qualidade além do meio-de-campo.

Fossati escalou mal. Mudou bem. Taison, Walter e Andrezinho animaram um time sem força e brilho. Fizeram o que Edu, fora de ritmo, jamais conseguira na noite de ontem. Vi Edu em grandes jornadas na Espanha. Por enquanto, não é o mesmo do Inter. Taison deu nova luz ao ataque vermelho. Mesmo ainda sem o passe qualificado, a tabela perfeita, ele desestruturou a zaga com sua velocidade. Andrezinho deve ser alçado aos 11 iniciais. Walter idem. A propósito, não vejo um só motivo para não encostar Walter em Alecsandro desde o início - você vê, leitor?

O melhor jogador do Inter foi Danilo Silva. O pior, Giuliano. Alecsandro, sempre na mira da desconfiança, salvou. Quem tem centroavante tem tudo. Alecsandro liquidou o Emelec. O camisa nove é assim. Pode não jogar nada, absolutamente nada, e marcar o gol da vitória.

Na soma dos graves problemas, na multiplicação dos acertos, o que fica, acima de tudo, é a vitória na estreia, os três pontos. Nasceu a Libertadores no horizonte colorado.

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Gols de Borges enchem a bola de Meira

24 de fevereiro de 2010 3

Luiz Onofre Meira somou pontos junto a Duda Kroeff depois da série de gols de Borges nos últimos 40 dias – foram 11 tentos em 11 jogos.

Como se sabe, Maxi López foi uma indicação do presidente, que fez todo o esforço possível para ficar com o atacante argentino em 2010.

Raros no Olímpico apostavam no sucesso imediato de Borges.

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Inter estreia para curar arranhão

23 de fevereiro de 2010 29

Voltando ao blog em dia de estreia colorada na Libertadores.

Emelec, 18 participações na Copa, não é o incipiente Cerro, outro oponente no grupo 5. Conta com técnico argentino, bons jogadores, mas não tem bola para superar o Inter em sua casa, com o calor dos 40 mil vermelhos que a diretoria aguarda logo mais. Deve se esvair a sina de empates e derrotas em estreias na Libertadores.

Fontes no Beira-Rio dizem que a mobilização é total. O Inter está ligadíssimo na Libertadores. A queda no Estadual não passou de um arranhão. O planejamento colorado se assemelha ao gremista, em 2009. À época, o Grêmio optou pela Libertadores, deixou o Gauchão para depois. Fez certo. Mas perdeu os dois, coisas do futebol.

Não há como rivalizar com um torneio como a Libertadores. Os regionais estão mortos.

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Ronaldinho não faz falta a Dunga

13 de fevereiro de 2010 88

Dunga não cedeu às pressões exteriores. Ronaldinho permanece respirando o ar de Milão. Não acompanhará a delegação brasileira no amistoso de 2 de maio, em Londres, contra a Irlanda.

Seus bons jogos no time italiano ainda não foram suficientes para convencer o treinador. A Liga dos Campeões pode ser a última esperança do irmão de Assis.

Na Seleção, sempre foi coadjuvante. São raras, raríssimas, as suas partidas de exceção. Cita-se Brasil e Inglaterra, em 2002 (você indica outra?). Nunca fez falta, nem fez a diferença com o manto amarelo.

Ronaldinho viveu nas mãos de Dunga durante quase quatro anos. Nada fez, nem quando Dunga mais precisou dele, como nas Olimpíadas.

Agora, quer voltar na Copa?

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Araguaia vem de vitória histórica

10 de fevereiro de 2010 19

O adversário do Grêmio pela primeira rodada da Copa do Brasil mira com esperança o confronto com os de hoje à noite. E não só por jogar contra um clube grande do cenário nacional. O Araguaia Atlético Clube venceu o Mixto por 3 a 0 no meio da semana passada e é líder isolado do Grupo Sul do Campeonato Mato-Grossense.

A vitória foi saudada como uma das melhores na curta história de dois anos de vida do time da cidade de Alto Araguaia, com 15 mil habitantes. Os poucos mais de 500 torcedores presentes ao campo encenaram até “olé” pelas arquibancadas. Pudera: golearam um clube de 24 campeonatos estaduais nas costas e que contavam com a presença de ex-colorados no banco, os inesquecíveis Adriano Gabiru e Perdigão.

Se você for conferir o confronto de logo mais, às 19h30min, fique de olho em Verona, considerado o craque do time.

A propósito
A euforia com o duelo de hoje rendeu algumas gafes ao clube mato-grossense em seu site oficial: o então zagueiro do Grêmio Réver foi chamado de “Réves”. Maxi López, há tempos longe do Olímpico, ainda era tratado como opção para Silas. Mas o texto já foi corrigido. Bola ao centro, recomeça o jogo.

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O novo (rico) futebol brasileiro

07 de fevereiro de 2010 32

Você pode escolher um número, dois, três, ou somar os oito.

1 – Crise econômica na Europa.

2 – Valorização do real na comparação com o dólar, o euro e a libra.

3 – Bancos europeus reduziram financiamentos para a contratação de jogadores de futebol.

4 – Os clubes brasileiros estão explorando bem suas fontes de receita.

5 – O saudável momento da economia brasileira.

6 – O desejo de voltar à Seleção.

7 – Metade dos grandes clubes da Europa opera com prejuízo.

8 – A redução nos salários dos grandes jogadores na Europa.

Escolheu? Somou?

Então você pode ter a certeza de que a volta de grandes jogadores ao futebol brasileiro não é um presente divino, nem obra do acaso, muito menos amor à pátria ou paixão confessa a determinada cor local.

Eles retornaram porque perceberam na Europa a existência de um novo Brasil. Observaram que o ambiente é bom e que vai melhorar ainda mais depois da Copa da África, assim que a Copa de 2014 estiver mais próxima do nosso horizonte.

O gaúcho Renan esteve perto do Estádio Beira-Rio na janela de janeiro. Com o negócio fechado, o goleiro poderia completar a seleção dos jogadores que retornaram ao futebol brasileiro nos últimos 14 meses. Renan atuaria ao lado de Maldonado (Flamengo), Alex Silva (São Paulo) e Roberto Carlos (Corinthians); Cléber Santana (São Paulo), Fernandão (Goiás), Corrêa (Atlético-MG) e Robinho (Santos), Fred (Fluminense), Adriano (Flamengo) e Ronaldo (Corinthians), com Roger (Cruzeiro) e Vagner Love (Flamengo).

Ronaldo foi o grande ímã. O ex-número 1 da Fifa (três vezes) abriu as portas no ano passado. Inovou, se transformou em quase um sócio do Corinthians. Na folha salarial, seu contracheque anuncia R$ 400 mil mensais. No contrato, o mais letal atacante do Brasil dos últimos 20 anos receberá R$ 13 milhões – 30% a mais do que na temporada passada. Com o Fenômeno, o Corinthians anunciou o maior patrocínio de camisa do Brasil em 2010: R$ 38 milhões. Sem ele, caem os valores para 2011, e os R$ 38 milhões podem se transformar em R$ 25 milhões.

– A dívida do Corinthians é de R$ 100 milhões. A diferença é que antes o clube faturava R$ 70 milhões por ano. Agora, vai ganhar R$ 160 milhões. É o efeito Ronaldo e Roberto Carlos – garante o presidente do clube, Andrés Sanchez.

Roberto Carlos seguiu projeto idêntico ao de Ronaldo, ideia do mesmo empresário, Eduardo Farah. O lateral está procurando parceiros para o Corinthians. Ganhará uma parte da quantia que arrecadar, algo como 50% se a empresa for brasileira, 80% se o contrato for fechado em dólares.

As parcerias de Fred e Adriano seguem outros modelos. Empresas privadas pagam parte dos salários dos jogadores. Eles não se comprometeram (ainda) em colocar dinheiro nos clubes através de novos contratos.

O caso de Robinho é único. O Manchester City fez um péssimo negócio ao contratá-lo por 42 milhões de euros junto ao Real Madrid. Em agosto, o Barcelona ofereceu 50 milhões de euros. O City não quis, imaginou que seu novo time começaria por Robinho. O engano foi tamanho que o clube inglês, propriedade de um bilionário árabe, emprestou o jogador de graça ao Santos, desde que os brasileiros pagassem seu salário de R$ 1 milhão.

O Palmeiras conseguiu até patrocínio para o uniforme do técnico Muricy Ramalho. O clube vai receber R$ 1,3 milhão por ano. Sem uma estratégica de marketing como as que trouxeram Ronaldo, Roberto Carlos e Robinho, o Palmeiras vê os rivais faturando:

– O Valdivia seria um cara que dá para fazermos marketing. Temos um flerte antigo com ele. O problema é tirar o meia dos Emirados Árabes Unidos – explicou o diretor de marketing palmeirense, Rogério Dezembro.

Os jogadores querem dinheiro.
Os clubes não têm, mas com a ajuda dos ídolos podem atrair patrocinadores. Não são salários europeus, mas são suficientes para aumentar (ou começar) uma fortuna. A Copa de 2014 será outra atração. Vai ser bom jogar no Brasil nos próximos quatro anos.

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Volto logo

06 de fevereiro de 2010 5

Aos que me seguem e gostam um pouco, aos que me criticam, mas não me ofendem (porque, afinal, tudo não passa de um jogo de futebol), aviso que vou entrar em férias, sair de circulação, desaparecer do meu veloz dia a dia na Capital.

A coluna em ZH descansa um pouco de mim até o próximo dia 23.

O blog deve continuar respirando com postagens, não tão periódicas, da beira da praia – com um laptop não há distância inalcançável.

A equipe de Esportes da Zero também tem o seu ingresso reservado neste espaço, aqui na web, sempre que preciso for.

Até breve!

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Estádios respiram 2014 a partir de março

05 de fevereiro de 2010 18

As obras dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 precisam começar em 1º de março e terminar em 31 de dezembro de 2012. O Ministério do Esporte prêve gastos de R$ 5,4 bilhões nas praças de jogos.

As 12 sedes já podem usar a linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco federal emprestará cerca de R$ 3,42 bilhões dos R$ 4,8 bilhões disponibilizados. O prazo de pagamento do empréstimo é de 12 anos.

Ainda lutando com São Paulo e Minas Gerais pelo jogo de abertura da Copa, Brasília terá o estádio mais caro entre todos – R$ 745,3 milhões e com o maior investimento do setor público. O governo distrital bancará R$ 345,3 milhões.

Entre os estádios privados, só o Beira-Rio não utilizará recursos públicos oferecidos pelo governo. O São Paulo vai usar recursos federais no Morumbi.

O Inter garante que bancará sozinho os R$ 130 milhões necessários para as obras de adequação, previstas para acabar em agosto de 2012, quatro meses antes do prazo final.

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Grêmio perde o mapa do mercado da bola

05 de fevereiro de 2010 126

O Grêmio mostra e prova a cada 24 horas sua incapacidade de ir além na hora de contratar. O mercado da bola soa como um local hermético para os dirigentes tricolores, incapazes de inovar.

O clube não acha a porta de entrada. Não descobre nada. Busca os óbvios, como os reforços oriundos do Morumbi.

Um outro exemplo da dificuldade da diretoria azul em contratar está na defesa. Ou do que restou do forte sistema defensivo de temporadas passadas.

Léo saiu em dezembro. Réver deixou o Olímpico no mês seguinte. Sessenta dias depois, o Grêmio ainda não encontrou no mercado uma das suas principais carências, um zagueiro experiente.

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