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Posts do dia 1 março 2010

Forças estranhas agem sobre Walter

01 de março de 2010 38

Você leu aqui no blog na última quinta-feira: Walter não se empenhava 100% nos treinos. A direção notou. O atacante que ajudou o Inter a vencer o Emelec está incomunicável justamente desde aquele dia.

A direção colorada está indignada com Walter, que tem um potencial tremendo. Mas seu comportamento é um problema sério, não faz bem ao grupo.

No meio de tanto mistério, há uma certeza no Beira-Rio: há forças estranhas fazendo a cabeça de Walter. Tem gente de fora querendo jogar o avante contra o clube e acelerar a sua venda ao Exterior.

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Momento para Silas repensar

01 de março de 2010 30

O Grêmio vive um jejum de títulos. Os primeiros 10 anos do novo milênio foram perversos com os azuis, seja na comparação com ele mesmo ou com o Inter. A nova década chega com uma nova taça depois de 58 noites e 59 dias. É primeiro turno de Gauchão, claro, e é preciso medir o seu tamanho. Seria um troféu tímido se não levasse cravado no seu dourado o nome do presidente histórico do Inter. Vencer a Taça Fernando Carvalho é quase um feito em ano colorado na Copa Libertadores. É um sinal, um símbolo, um alerta. A vibração no Estádio Olímpico exibe toda a importância do troféu inédito – o Inter tem um legítimo Fábio Koff em casa.

O Grêmio precisa reencontrar o caminho dos títulos com a urgência de um pronto-socorro – e terá mais quatro oportunidades na temporada, no Estado, no Brasil (duas vezes) e na América. Se o time não agradou integralmente, se algumas individualidades naufragaram, se o esquema não é o ideal, se o goleador foi abatido por uma lesão muscular, o título apagou tudo na longa tarde azul. Mas a vida recomeça hoje e é preciso chamar Paulo Silas e conversar mais e mais – mesmo que uma derrota seja resultado desconhecido no Olímpico desde 2008. Silas continua com a ideia clara de jogar com um time aberto, desatento na defesa, frágil no meio-campo.

O sistema tático do Grêmio não agradou. Dois marcadores não conseguem dar conta, especialmente quando se movimentam atrás de quatro jogadores com características ofensivas, como Hugo, Douglas, Jonas e Borges.

A torcida do Grêmio (e os defensores também) tem certeza de que Ferdinando não é o número cinco dos seus sonhos. Na decisão, ele não foi o melhor. Foi o herói do jogo. Fez um belo gol de falta e garantiu ao Grêmio a Taça Fernando Carvalho. Ferdinando nunca deixou de lutar, correr e marcar. Mas, ao lado de Rochemback, foi dominado pelos adversários.

Douglas não criou nem marcou na decisão.
Fez um jogo bem abaixo das suas possibilidades. Ele foi contratado como um jogador que pode fazer a diferença. Ontem, foi um canhoto comum.

Jonas e Hugo decepcionaram. Um pela falta de criatividade, o outro pela ausência de gols. Sem Borges, eles deveriam ser decisivos. Não foram. Ficaram cercados na boa defesa do Novo Hamburgo.

Mas a torcida deu show: mais de 34 mil gremistas foram cantar no Olímpico em nome do primeiro título de 2010. Tarde de conquista ninguém esquece, faz bem ao futebol, reanima as torcidas.

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A Taça e suas realidades

01 de março de 2010 31

Título se comemora, não se pergunta. As maiores questões ficam para o dia seguinte, depois da festa, dos foguetes, das buzinas, da sequência de chopes.

Como foi?

O que foi?

A simbólica Taça Fernando Carvalho é do Grêmio. O tricolor superou o Novo Hamburgo. Fez 1 a 0 num belo gol de falta de Ferdinando, o volante que a torcida não gosta muito. Foi o gol salvador.

– Para mim o Grêmio está em primeiro lugar, é uma emoção muito grande vestir essa camisa e fazer um gol na final – disse o volante.

O NH jogou melhor. Creio que o empate seria um resultado mais justo, mais de acordo com o futebol das duas equipes.

Mas quem é que disse que futebol se faz com justiça?

Quem?

Os pênaltis deveriam decidir tudo em nome do jogo final. Não da campanha. Na soma total, o Grêmio dá de relho no Novo Hamburgo.

Vi no Grêmio os mesmos problemas de sempre
(no estádio, o murmúrio de descontentamento dos torcedores viu coisa parecida). Uma defesa vulnerável, um meio-campo sem a qualidade que o Grêmio merece, um Douglas com quase zero de criatividade, um Hugo desatento, um Jonas sumido. Fábio Santos, desta vez, foi bem, assim como Mário Fernandes, embora ele esteja segurando demais a bola em alguns movimentos ofensivos.

Victor foi outra vez o nome do jogo, salvou tudo nos 90 minutos contra o bom NH montado por Gilmar Iser. No final, Silas colocou quatro volantes em campo, numa linha absurda, que não impediu que o Noia criasse situações de gol.

O toque de bola do Grêmio é pobre, não observei jogadas ensaiadas, nâo vi jogadas de aproximação, ultrapassagens, jogadas fortes pelas laterais, cruzamentos de linha de fundo.

O NH exigiu o Grêmio, foi o time que mais exigiu depois do Inter, no primeiro clássico do ano. Apesar do título, o Grêmio continua pisando em falso na temporada. A Copa do Brasil, meta do ano, é quase impossível. É preciso crescer muito, mais do que você imagina. E um bom time começa por uma defesa firme e organizada e por um meio-campo que saiba marcar e jogar.

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