
Título se comemora, não se pergunta. As maiores questões ficam para o dia seguinte, depois da festa, dos foguetes, das buzinas, da sequência de chopes.
Como foi?
O que foi?
A simbólica Taça Fernando Carvalho é do Grêmio. O tricolor superou o Novo Hamburgo. Fez 1 a 0 num belo gol de falta de Ferdinando, o volante que a torcida não gosta muito. Foi o gol salvador.
– Para mim o Grêmio está em primeiro lugar, é uma emoção muito grande vestir essa camisa e fazer um gol na final – disse o volante.
O NH jogou melhor. Creio que o empate seria um resultado mais justo, mais de acordo com o futebol das duas equipes.
Mas quem é que disse que futebol se faz com justiça?
Quem?
Os pênaltis deveriam decidir tudo em nome do jogo final. Não da campanha. Na soma total, o Grêmio dá de relho no Novo Hamburgo.
Vi no Grêmio os mesmos problemas de sempre (no estádio, o murmúrio de descontentamento dos torcedores viu coisa parecida). Uma defesa vulnerável, um meio-campo sem a qualidade que o Grêmio merece, um Douglas com quase zero de criatividade, um Hugo desatento, um Jonas sumido. Fábio Santos, desta vez, foi bem, assim como Mário Fernandes, embora ele esteja segurando demais a bola em alguns movimentos ofensivos.
Victor foi outra vez o nome do jogo, salvou tudo nos 90 minutos contra o bom NH montado por Gilmar Iser. No final, Silas colocou quatro volantes em campo, numa linha absurda, que não impediu que o Noia criasse situações de gol.
O toque de bola do Grêmio é pobre, não observei jogadas ensaiadas, nâo vi jogadas de aproximação, ultrapassagens, jogadas fortes pelas laterais, cruzamentos de linha de fundo.
O NH exigiu o Grêmio, foi o time que mais exigiu depois do Inter, no primeiro clássico do ano. Apesar do título, o Grêmio continua pisando em falso na temporada. A Copa do Brasil, meta do ano, é quase impossível. É preciso crescer muito, mais do que você imagina. E um bom time começa por uma defesa firme e organizada e por um meio-campo que saiba marcar e jogar.
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