
Silas ainda está em fase de testes. Ele se exibe, ao mesmo tempo que apresenta seu grupo. Há certezas. Há mais incertezas que certezas apesar da Taça Fernando Carvalho, que vive no museu do Olímpico – assim como uma legítima Fábio Koff dorme no Beira-Rio desde a temporada passada.
Quem quiser se enganar pode esquecer que a decisão do primeiro turno foi contra o Novo Hamburgo, no Olímpico, e que o 1 a 0 azul foi um placar injusto.
Com dois meses de ação se pode crer que Silas não sabe arrumar defesa, ajustar meio-campo. Seu ataque, comandado por Borges, porém, merece aplausos.
Se Victor e Mário Fernandes são titulares certos, os outros três da zaga são enormes pontos de interrogação. Rafa Marques não aprova. A venda de Réver levou o clube às compras. Trouxe Maurício, Rodrigo e Ozeia. Não confio neles.
Vi Rodrigo, em Santa Cruz, e observei um zagueiro comum, amigo do chutão. Prefiro o garoto Saimon aos três. Como acho que Fábio Santos já ganhou todas as chances possíveis e jamais conseguiu jogar três boas partidas em sequência. Bruno Collaço é ainda muito jovem, mas merece novas oportunidades. Ninguém sabe o que Collaço pode fazer. Todos sabem o que Fábio Santos não pode fazer.
O meio-campo ainda é terra de ninguém. O time tem sete volantes. Os que jogaram mais, e não aprovaram, chamam-se Ferdinando e Rochemback. O segundo é um mistério. Um dos cinco maiores salários do clube não consegue marcar como um volante, nem criar como um meia. Ainda não sei o que ele faz em campo. Seu nome, seu salário, sua experiência pressionam Silas e ele continua errando mais do que acertando.
Adilson sabe marcar, tem mobilidade, mas erra todos os passes. Foi um jogador que não evoluiu de uma temporada para a outra. Precisa trabalhar mais com bola, assim como Willian Magrão ainda deve melhorar a sua condição física.
O menino Fernando, a grande revelação, não recebe as chances que merece porque Ferdinando foi escolha pessoal de Silas. Maylson quando entra vai bem, mas ainda não ganhou uma sequência de jogos, a mesma de Rochemback, por exemplo. Eu acho que Rochemback não vai jogar mais do que estamos observando a cada 90 minutos.
Eu formaria um trio com Adilson, Fernando e William Magrão, com Douglas, Jonas (Hugo) e Borges mais adiante. Na zaga, Victor, Mário Fernandes, Saimon, Rodrigo e Collaço.
Gostei da estreia de Edilson. Parece mais ala, mais atacante, mais bola no pé, menos marcador, menos concentrado na defesa. É preciso observar.
O que fica é que o Grêmio ainda precisa do grande zagueiro e do volante diferenciado. Ou aposta nos garotos, faz em casa, ou sai atrás de um Battaglia, do Boca, para patrulhar a zaga. Um experiente e qualificado volante funciona como professor também.
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