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Posts do dia 5 março 2010

O trio intocável do Olímpico

05 de março de 2010 34

A relação de Paulo Silas com o alto escalão tricolor é a melhor possível. Ao contrário de seus antecessores, Celso Roth e Paulo Autuori, Silas é um técnico que ouve. Dá atenção às ideias dos dirigentes, mesmo as que não aproveita.

Os cartolas azuis também estão satisfeitos com o trabalho de Anderson Paixão. Quanto ao pai do preparador físico, Paulo Paixão, dizem que os seus gritos motivacionais de homem de Seleção Brasileira fazem toda a diferença no vestiário.

Em contrapartida, Silas ainda não conquistou o torcedor por completo. Longe disso. Pudera: 60 dias depois, uma certeza absoluta. Silas, que ouve os dirigentes, não sabe armar a defesa e ainda contrata zagueiros errados.

No último jogo, o Grêmio melhorou com a ausência de Rochemback em Santa Cruz. Você viu? Eu vi. Uma grandeza. Roca só joga no nome e devido ao tamanho do salário. Mário Fernandes é o oposto. Não tem o nome nem a vaga assegurada no time. Mas é o melhor zagueiro do Olímpico.

Nesta arrancada de 2010, o Grêmio tem apenas três titulares absolutos: Victor (foto acima), Mário Fernandes e Borges. Os outros oito ainda precisam jogar. Convencer.

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Palmeiras quer passar Inter em número de sócios. Será que consegue?

05 de março de 2010 24

O Palmeiras lançou em novembro um projeto de sócio-torcedor, o Avanti.

A meta era superar os 100 mil sócios que o líder Internacional conseguiu nessa modalidade. Os dirigentes imaginaram 200 mil seguidores em dois anos.

Até a semana passada apenas 1.844 torcedores haviam se tornado sócios-torcedores do terceiro clube mais popular de São Paulo. Talvez um reflexo do mau momento do time alviverde. Por enquanto, Inter na frente.

Por falar em torcida, o marketing do Inter está aplaudindo de pé os fãs vermelhos. A nova camisa já vendeu mais de 15 mil unidades em fevereiro, mês de lançamento. Um outro modelo especial, que saúda Escurinho, vendeu 4 mil camisas desde dezembro.

A próxima aposta é uma camisa retrô com o histórico número 9 do goleador Flávio Bicudo, ídolo dos anos 1970.

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Mário Fernandes: “Meu futuro é na zaga”

05 de março de 2010 47

Mário Fernandes ainda é alto e magro. De perto, parece ter menos que o seus 1m87cm, sustentado em 79 quilos. Ele ri como um menino. Brinca o tempo inteiro.

Parece um garoto do bem.

Seu alvo, dois minutos depois que eles tomaram assento numa sala da Redação de ZH, é o melhor amigo, Saimon, convocado ontem para a seleção sub-19. Mário não parece tenso por estar no meio de mais de cem barulhentos jornalistas desconhecidos às 14h de uma quinta-feira de trabalho diferente do seu.

– Ainda consagro esse cara, o Saimon (risos). Nos rachões (treinos) eu vivo colocando o guri (risos) na cara do gol.

Com os mesmos 19 anos, Saimon, antes sério, experimenta um sorriso. A sala do jornal passa a ser a sala da casa da dupla.

Mário Fernandes é o melhor zagueiro do Grêmio
, custa 13 milhões de euros e seu futuro é a Europa, talvez na concorrida janela de agosto, e a Seleção, depois da Copa da África. O promissor Saimon ainda aguarda a sua chance. Há os que acham (eu entre eles) que os dois deveriam jogar juntos no meio da zaga dos azuis neste começo de temporada. Mas técnico não confia em zagueiro jovem. Só nos imberbes que jogam no meio ou no ataque.

A zaga central é o ímã de Mário.
A lateral (ala) onde jogou nos últimos oito meses, como uma das grandes revelações do Brasileirão 2009, não interessa mais:

– Eu falei com o Silas. Fui procurá-lo. Disse que a lateral não me interessava mais. Quero jogar na zaga.

– E o técnico Silas? – eu questiono.

– Ele entendeu. Mas disse que eu preciso disputar a posição com os outros zagueiros, que o Grêmio contratou um lateral.

– O que significa que você pode ser reserva. Ok? Você está preparado para enfrentar um banco, se for o caso?

– Claro. Mas eu tenho capacidade para ser titular no meio da zaga. Preciso de mais experiência, claro, e sequência de jogos na posição. Necessito corrigir meu posicionamento, melhorar a impulsão, mas sei que tudo se resolve nos treinos.

– Dizem que você não tem corpo de zagueiro. Que precisa de mais massa.

– Ok, sou magro, mas não vou bater de frente com o Adriano. Ele me jogaria lá no fosso. Posso antecipar. Sei me antecipar.

Saimon, todo sério, com ar de capitão, atalha a conversa e diz:

– O Mário sabe antecipar. É uma das suas melhores características. Parece que ele pressente o lance no jogo. Vê a jogada antes do atacante.

Mário Fernandes tem um ano e meio como profissional. Antes foi lateral, zagueiro, meio-campo, centroavante e, na várzea, goleiro. Foi ainda pivô no futsal.

Você jogaria como volante?

– Jogo – ele ri, alto – Jogo em qualquer uma, mas prefiro ser zagueiro. É onde posso render mais. É o meu chão. Vou brigar pela posição.

– Mas zagueiro precisa tomar café da manhã – eu rio (Silas falou que Mário precisa se alimentar melhor, que sempre pula uma das principais refeições do dia).

– Quando eu estou em casa, não tomo mesmo. Moro sozinho e acordo tarde. Mas nas concentrações, hotéis ou nas viagens, sempre gosto de um bom café da manhã.

– E a sua família? Tudo bem?

– Meus pais são separados. Tenho duas irmãs e um irmão. Meu irmão, Jonatam, mora em São Paulo e é centroavante das categorias de base do Corinthians.

– Bom de bola?

– Melhor do que eu (risos)...

Mário não se alonga na conversa sobre a família, nem quer falar da confusão que o fez fugir do Estádio Olímpico e voltar a São Paulo em março do ano passado:

– Passou. Acabou. Foi uma lição de vida.

Pergunto sobre Walter, que abandonou o Beira-Rio, se trancou em casa e não quer voltar. Ele pensa. Fala:

– Vai ver ele precisa de um tempo para ele mesmo...

Mudo de assunto, pergunto sobre as propostas europeias:

– Não sei de nada. Não há nada concreto.

– Você vale mesmo R$ 30 milhões?

– É muito dinheiro. Não sei... Nunca pensei na quantia. Um zagueiro...

– Mas o José Mourinho (técnico da Inter, de Milão) gosta de você, viu uns DVDs.

– Tô sabendo... Na Inter joga o Lúcio, de quem eu gosto muito.

Sem namorada, sem falar inglês, Mário gosta de jogar boliche, de um McDonald’s, (porque não vem de outro planeta), e de passear na Calçada da Fama. Mas gosta mesmo é de jogar de zagueiro:

– Meu futuro é na zaga.

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Veja os bastidores da entrevista:

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