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Posts do dia 10 março 2010

Ronaldinho e Kaká: duas histórias, duas realidades

10 de março de 2010 31

Ronaldinho fez em Manchester o que fazia na Seleção Brasileira: nada.

Quem foi vê-lo no Estádio Old Trafford, na Inglaterra, encontrou o inglês Rooney, o melhor em campo, autor de dois gols.

O Gaúcho levou, por exemplo, 30 minutos para sair do lado esquerdo do ataque do Milan e pegar uma bola no centro de campo. Sua inércia ajudou a afundar o Milan, que levou 4 a 0 numa das piores jornadas da sua história de sete títulos da Copa dos Campeões.

Óbvio que Ronaldinho não é o único culpado da derrota, é um deles. Mas sua opaca atuação facilitou a vitória do Manchester United, que avança às quartas de final da mais importante competição do planeta depois da Copa do Mundo.

Seu futuro na Seleção não iria mudar nem com cinco gols, apenas a pressão seria maior, gigantesca. Dunga não o quer. A CBF sabe, o jogador mais ainda. Ele não estará na lista dos 23, ao contrário de Kaká, que teve outra atuação pobre no empate entre Real Madrid e Lyon.

O desastroso resultado varreu o Madrid da Copa dos Campeões. O clube, que gastou US$ 340 milhões em contratações em busca do 10º título da Copa dos Campeões, foi eliminado nas oitavas de final pelo sexto ano consecutivo.

Kaká jogou 78 minutos. Pouco fez.
A torcida local insiste em vaiar o melhor jogador do mundo de três anos atrás. Ele não repete na Espanha seu futebol italiano. Uma lesão no púbis o impede de treinar forte.

A história de Kaká na Seleção é completamente diferente das jornadas de Ronaldinho. Kaká sempre se esforçou, foi um atleta. Ronaldinho nunca ajudou Dunga, nem nos momentos que ele mais precisava, quando queriam sua demissão. Ronaldinho nunca jogou na Seleção o futebol mágico dos seus tempos de Barcelona. No clube ele é um. Na Seleção ele é outro, diferente, inferior, um jogador igual a tantos outros.

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Se Adriano não for à Copa

10 de março de 2010 104

Sem o confuso Adriano (foto), Dunga pode buscar um substituto entre Pato (Milan), Fred (Fluminense), Grafite (Wolfsburg), Diego Tardelli (Atlético-MG), Vagner Love (Flamengo), Rafael Sóbis (Al-Jazira), Hulk (Porto) e Kleber (Cruzeiro) – todos com passagens discretas pela Seleção.

Sobis tem 11 convocações, oito jogos e um gol. Dos sete acima, ele foi o mais lembrado por Dunga em quatro anos de Seleção.

Leitor do blog, qual destes oito poderia substituir Adriano caso o Imperador não vá à África?

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Os maiores goleadores gremistas dos últimos 50 anos

10 de março de 2010 33

Ontem, você só leu aqui no blog: Jonas está entre os 25 maiores goleadores do Grêmio dos últimos 50 anos. O contestado atacante já balançou a rede 38 vezes com a camisa tricolor.

Muitos leitores pediram a lista completa, na qual Alcindo (foto) está no topo. Matheus é um exemplo:

"Boa noite Zini. Você poderia informar a lista dos 25 maiores artilheiros dos últimos 50 anos do Grêmio? Um abraço".

Pedido atendido, Matheus.

Segue a relação, com 26 nomes, após uma rápida pesquisa. Lembrando: a lista conta os artilheiros a partir da década de 1960.

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Alcindo (1964–1971, 1977)     264 gols

Tarciso (1973–1986)     222

Baltazar (1979–1982)     130

Osvaldo (1983–1986)     106

Loivo (1968–1973)     74

Renato Portaluppi (1982–1986, 1991)     74

Paulo Nunes (1995–1997, 2000)     73

André Catimba (1977–1979)     67

Volmir (1965–1975)     67

Éder (1977–1979)     66

Jardel (1995–1996)     65

Cuca (1987–1990)     64

Yúra (1971–1980)     64

Lima (1986–1989)     63

Ronaldinho (1999–2001)     61

Neca (1975–1976)     60

Paulo Isidoro (1980–1982)     50

Caio (1983–1985)     48

Zé Alcino (1996–1999)     48

Rodrigo Mendes (1998, 2000–2002, 2008)     44

Zinho (2000–2002)     43

Guilherme (1997–1999)     39

Gilson (1993–1994)     38

Jonas (2007, 2008-2010) 38

Rodrigo Fabri (2001–2002)     33

Nilson (1990–1991)     33

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Entre Silas e Fossati e suas defesas

10 de março de 2010 14

Um é paulista, o outro estrangeiro. Um é emergente, o outro é experiente. Um era meia, o outro jogava no gol.

Na soma, os dois são completamente diferentes. Suas principais preferências táticas não batem. Suas ideias ofensivas e defensivas não são as mesmas. Nem pensam seus times de maneira similar.

Mesmo atuando em mundos distintos, Silas e Fossati ainda não ganharam a unanimidade dos fãs. Vivem no Rio Grande do Sul desde janeiro passado, mas não receberem os elogios que todos sempre gostam de fazer aos técnicos dos dois maiores clubes locais - sempre sedentos de vitórias, sempre exigentes, sempre querendo o melhor desde o primeiro treino.

Silas foi campeão da Taça Fernando Carvalho, mesmo perdendo seu primeiro Gre-Nal. Nem o caneco dourado mudou a cabeça dos gremistas. Ele é sempre questionado.

No jogo de sábado passado, na magra vitória sobre o Porto Alegre, Silas conheceu as mais estridentes vaias desde o primeiro dia que se disse gremista, ao menos nesta temporada. A torcida reclamou do insosso futebol da equipe. Viu um time desorganizado, sem uma defesa firme, sem um meio-campo consistente, sem uma jogada forte de ataque, sem uma só jogada ensaiada. Quem vê o Grêmio não vê uma ideia de futebol em campo. Observa 11 jogadores, nota a vitória pessoal deles sobre os adversários do Interior em determinados lances. Vê pouco mais.

Com Fossati acontece justamente o contrário, apesar das críticas diárias que o pressionam. Se o Inter da Libertadores, o Gauchão é detalhe (como foi para o Grêmio em 2009), não agradou na estreia, pelo menos Fossati mostrou uma ideia de futebol. Você pode reclamar, questionar, sugerir, bater o pé, mas ele tem uma maneira própria de jogar e a repete, seja na equipe A ou na B. Fossati parte de uma defesa forte e muito protegida por um meio-campo formado por vários jogadores e um atacante isolado, que deverá ser ajudado pelos meias, alas etc.

Fossati acha que se arma um time a partir de uma defesa fortalecida, adota uma variação do 3-5-2. Silas parece, de longe, sem muita certeza, adepto do 4-4-2 e suas variações, mas muito mais ofensivo, com dois volantes de chegada e de mobilidade, laterais mais presos e uma dupla de atacantes de mobilidade e velocidade.

O que sobre em Fossati, a organização da defesa, falta em Silas. Um time começa a partida da sua zaga. Sem uma defesa forte, não existe meio-campo qualificado, muito menos um ataque goleador. Não contra equipes mais fortes, longe das limitações do Gauchão velho de guerra.

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O Inter e as suas camisas da Reebok: qual a mais legal?

10 de março de 2010 60

Ao contrário do Grêmio, o Inter é mais conservador no desenho das suas camisas. Se fixa no mesmo vermelho, manera no branco, e deixa a sua camisa com um design já clássico.

Manda o vermelho e ninguém toca.

Acho legal as ideias de Reebok, que segue as orientações básicas do clube. O Inter aposta igualmente numa série de camisas retrô que fazem muito bem à memória do clube e agradam demais aos torcedores, sempre dispostos a reverenciar antigos e saudosos ídolos, como Escurinho e Claudiomiro, por exemplo.

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Com o colega Lucas Rizzatti, separei alguns modelos de camisas usadas nas últimas temporadas.

Queria que você escolhesse a mais bacana.

Comente. O comentário mais legal vai ganhar um espaço no meu blog.

Confira as fotos no post e clique aqui para votar:

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