Ronaldinho fez em Manchester o que fazia na Seleção Brasileira: nada.
Quem foi vê-lo no Estádio Old Trafford, na Inglaterra, encontrou o inglês Rooney, o melhor em campo, autor de dois gols.
O Gaúcho levou, por exemplo, 30 minutos para sair do lado esquerdo do ataque do Milan e pegar uma bola no centro de campo. Sua inércia ajudou a afundar o Milan, que levou 4 a 0 numa das piores jornadas da sua história de sete títulos da Copa dos Campeões.
Óbvio que Ronaldinho não é o único culpado da derrota, é um deles. Mas sua opaca atuação facilitou a vitória do Manchester United, que avança às quartas de final da mais importante competição do planeta depois da Copa do Mundo.
Seu futuro na Seleção não iria mudar nem com cinco gols, apenas a pressão seria maior, gigantesca. Dunga não o quer. A CBF sabe, o jogador mais ainda. Ele não estará na lista dos 23, ao contrário de Kaká, que teve outra atuação pobre no empate entre Real Madrid e Lyon.
O desastroso resultado varreu o Madrid da Copa dos Campeões. O clube, que gastou US$ 340 milhões em contratações em busca do 10º título da Copa dos Campeões, foi eliminado nas oitavas de final pelo sexto ano consecutivo.
Kaká jogou 78 minutos. Pouco fez. A torcida local insiste em vaiar o melhor jogador do mundo de três anos atrás. Ele não repete na Espanha seu futebol italiano. Uma lesão no púbis o impede de treinar forte.
A história de Kaká na Seleção é completamente diferente das jornadas de Ronaldinho. Kaká sempre se esforçou, foi um atleta. Ronaldinho nunca ajudou Dunga, nem nos momentos que ele mais precisava, quando queriam sua demissão. Ronaldinho nunca jogou na Seleção o futebol mágico dos seus tempos de Barcelona. No clube ele é um. Na Seleção ele é outro, diferente, inferior, um jogador igual a tantos outros.










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