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Posts do dia 13 março 2010

A revolução começou no futebol: torcida do Manchester quer o clube de volta

13 de março de 2010 22

O Brasil começa a deixar agora a pré-história do futebol fora de campo, em parte orientado por alguns visionários profissionais de marketing – como os do Corinthians e do Inter. Na Europa, o futuro corre em campo desde os anos 1990. Na Inglaterra, porém, o terceiro milênio não parece tão feliz como os grandes investidores anunciavam ao atrair os maiores clubes para a Bolsa de Valores de Londres.

Em Manchester, por exemplo, uma revolução promete oferecer ao futebol profissional um caminho distinto dos atuais. Fãs declarados do Manchester United e o atual dono do clube, o bilionário americano Malcolm Glazer, 81 anos, lutam abertamente pelo controle do United, fundado em 1878.

Setenta e oito mil fiéis seguidores, entre eles milionários e empresas de outros milionários, do clube mais popular das ilhas britânicas estão por trás dos Red Knights (Cavaleiros Vermelhos) que, por sua vez, controlam o fundo financeiro Must (Manchester United Supporters Trust). É o Must, com a assessoria financeira do banco japonês Nomura, que pretende comprar o United da família Glazer. A sede do grupo fica ao lado da casa de 75.769 lugares do time, o Estádio Old Trafford – que os locais denominam “Teatro dos Sonhos”.

O problema é um só. Os Glazers tiram fortunas do clube e investem em outros negócios. O Must quer que dinheiro permaneça no clube e que os investimentos sejam feitos também em novos jogadores. Já levantou R$ 2,6 bilhões. Os Glazers não conhecem e não gostam de futebol, preferem o futebol americano e enxergam no clube uma maneira de engordar a fortuna de cerca de R$ 3,5 bilhões da família.

A família Glazer adquiriu o United em 2005 por R$ 3 bilhões e não quer vender as suas ações. Na época, parecia tudo bem. Mas hoje sabe-se que as libras brotaram de discutíveis empréstimos bancários. As dívidas, mais juros, foram passadas ao clube. Cresceram.

O United é o clube mais rentável da Inglaterra, mas os R$ 140 milhões anuais do lucro são gastos no pagamento dos juros das dívidas (R$ 2,18 bilhões). Cristiano Ronaldo foi vendido por R$ 213 milhões no ano passado. Nem o total, nem parte do dinheiro, foi destinada a um novo craque. Os fãs protestam pelo custo dos ingressos dos jogos. Um bilhete médio anual em Old Trafford pulou de R$ 1,3 mil para R$ 1,9 mil.

O advogado Eduardo Carlezzo, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, acompanha o caso de perto. Ficou surpreso com a mobilização dos torcedores, mas não acredita na venda:

– A família Glazer fechou o capital, depois de comprar 100% das ações do clube. Qualquer negócio passa por eles. Acho que só vendem se a pressão dos ingleses for insuportável – explicou.

Quando você vê cachecóis, bandeiras, chapéus e camisas verde e amarelo entre os vermelhos do United nos jogos saiba que é um protesto. O Newton Heath que deu origem ao United, usava as mesmas cores. O protesto é simbólico. Os fãs buscam os valores tradicionais do clube.

Veja no vídeo:

O adesivo “Ame United deteste os Glazers” está em todos os lugares em Manchester, no noroeste do país. A Grande Manchester tem 2, 5 milhões de habitantes.

O United soma 330 milhões de torcedores no planeta. Vende 6 milhões de camisetas por ano. No Brasil, é o terceiro time estrangeiro no gosto da torcida, depois do Milan e do Barcelona (pesquisa da TNT Sports). Sua nova patrocinadora, AON, pagou R$ 60 milhões para ver o nome na camisa a partir de agosto.

A revolução começou.

O fã quer o clube de volta. Deseja no comando alguém que saiba o real significado de um grito de gol.

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Desperdiça-se Mário, no banco ou na zaga

13 de março de 2010 28

Será que um jovem como Mário Fernandes, uma das revelações do Brasileirão 2009, jogador avaliado em 13 milhões de euros, vai esquentar o banco de reservas do Grêmio de Silas?

No Olímpico diziam, semanas atrás, que o time tinha três titulares, Victor, Mário Fernandes e Borges. Os outros oito disputam posição.

Outra questão a ser revista nos bastidores azuis: fixar Mário Fernandes na zaga do Grêmio, apesar do desejo dele, é puro desperdício. Com a sua qualidade técnica é um crime amarrá-lo como defensor.

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