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Posts do dia 15 março 2010

Maylson abre o caminho para a base

15 de março de 2010 26

Habitué das seleções de base da CBF, Maylson só não tinha chance no Grêmio. Quando ganhou, foi bem.
Quando pôde jogar algumas partidas, mostrou futebol superior.

Polivalente, ajuda na marcação, na criação. É capaz de marcar gols. Fez seu quarto no Gauchão.

Mais do que evidenciar seu valor pessoal, Maylson e suas boas presenças começam a reforçar uma ideia pouco lembrada no Olímpico, nos últimos meses: os guris da base precisam de sequência de jogo.

Contratações duvidosas perderam o sentido. Em vez de trazer jogadores médios, que pouco provaram (como Ozeia, Ferdinando e William) por que não aproveitar quem já está no clube?

Maylson pode estar abrindo um positivo precedente.

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D'Alessandro traz esperança da Serra

15 de março de 2010 21

D’Alessandro é um dos 11 de Jorge Fossati. Não existe opção B. O argentino oferece a qualidade técnica, o toque de bola, o lançamento, o chute forte, o gol.

Bom futebol ele tem, sobra. O que voltou no Interior foi a vontade de jogar, a disposição, a decisão para enfrentar o adversário com tudo que ele tem, a garra de outros dias mais iluminados. Seu retorno foi o melhor acontecimento da partida em Veranópolis.

Ele jogou 90 minutos depois de 46 dias e está pronto para enfrentar o Cerro.

D'Alessandro pode entrar no lugar de Edu, que não aconsegue acertar. O argentino não tem a mobilidade de um atacante, não entra na área, mas é muito mais criativo, chuta de média distância e consegue ser um fino garçom para o centroavante Alecsandro.

E você, leitor do blog, o que acha da sugestão?

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Um ponto para Silas, finalmente

15 de março de 2010 25

O Grêmio de Silas ganha, como no 3 a 0 no Inter-SM, ontem, mas ainda não convence quem se mete pelas arquibancadas, quem se aproxima da TV, quem pensa na exigência futura da Copa do Brasil. Avança sem a segurança exigida, apesar de oito vitórias seguidas no regional, que nunca é bom parâmetro. As vitórias, por outro lado, oferecem certezas. Uma: a urgente necessidade de oferecer mais oportunidades aos garotos da base.

São 68 dias de trabalho. O dedo do técnico ainda não aparece na equipe como a torcida esperava e a direção exigia, e cobrava, seja na organização do time ou nas clássicas jogadas ensaiadas. Silas continua com as suas experiências, com insistências, com Fábio Santos, Ferdinando e William. O trio impede que Fernando, Mithyuê e Bergson, por exemplo, possam jogar um maior número de partidas.

William é um centroavante sem agilidade. Perdeu dois gols antes mesmo do segundo minuto de jogo. O atacante não se dá bem com o futebol rápido de Jonas. Mas o Grêmio é quem marcas mais gols na competição. O problema é mais embaixo, na organização do meio-campo, na articulação, onde Willian Magrão pede passagem e seria o substituto natural de Ferdinando, contratação pessoal de Silas. Maylson ganhou seu lugar no meio.

As soluções defensivas (ofensivas) também passam pelas duas laterais, onde Edílson continua discreto.

Por outro lado, a defesa parece mais segura com Mário Fernandes e Rodrigo. Claro, o Inter-SM queria perder de pouco. Pouco exigiu. A dupla de zaga começa a se entender. Olha aí, ponto para Silas.

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Empate no Gauchão, efeitos na Libertadores

15 de março de 2010 17

O Inter deixou o Gauchão para depois. Fez certo, fez como o Grêmio em 2009. Faz como outros times brasileiros de outras cores que priorizam a Copa Libertadores da América. Levou, assim, um time misto à Serra. Onze jogadores que jamais haviam atuado juntos.

Futebol é repetição, você sabe. Sem sequência não há qualidade. Técnico não é santo milagreiro. É apenas um inventor.

Não se viu o coletivo em Veranópolis, no 1 a 1, mas apenas individualidades num bom jogo, duas equipes sempre em busca da vitória. O técnico Jorge Fossati mandou a campo alguns jogadores em que ele confia, opções certas aos titulares em partidas mais decisivas, como D’Alessandro, um dos destaques (ao lado do goleiro Luiz Müller), talvez Andrezinho, quem sabe Taison ou Leandro Damião.

No empate justo, pelos gols que o Inter perdeu no primeiro tempo, pelos mesmos gols que o VEC deixou de fazer no segundo, foi possível observar que Andrezinho precisa jogar o torneio continental, que Taison é opção cada vez mais distante, que Eller busca a melhor forma e que Damião precisa, com urgência, treinar conclusões. E mais: que time com só um volante de verdade não se protege, nem garante posse de bola no meio-campo. Fica frágil. O Inter fechou o jogo com três zagueiros, mais meias e atacantes.

Foi um jogo pegado, disputado, três expulsões, uma fila de cartões amarelos, Gaúchão puro sangue, mas o promissor árbitro Márcio Chagas precisa ser mais enérgico com os carrinhos. Eles correram livre, dos dois lados.

Carrinho faz mal ao futebol.

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