
O Inter deixou o Gauchão para depois. Fez certo, fez como o Grêmio em 2009. Faz como outros times brasileiros de outras cores que priorizam a Copa Libertadores da América. Levou, assim, um time misto à Serra. Onze jogadores que jamais haviam atuado juntos.
Futebol é repetição, você sabe. Sem sequência não há qualidade. Técnico não é santo milagreiro. É apenas um inventor.
Não se viu o coletivo em Veranópolis, no 1 a 1, mas apenas individualidades num bom jogo, duas equipes sempre em busca da vitória. O técnico Jorge Fossati mandou a campo alguns jogadores em que ele confia, opções certas aos titulares em partidas mais decisivas, como D’Alessandro, um dos destaques (ao lado do goleiro Luiz Müller), talvez Andrezinho, quem sabe Taison ou Leandro Damião.
No empate justo, pelos gols que o Inter perdeu no primeiro tempo, pelos mesmos gols que o VEC deixou de fazer no segundo, foi possível observar que Andrezinho precisa jogar o torneio continental, que Taison é opção cada vez mais distante, que Eller busca a melhor forma e que Damião precisa, com urgência, treinar conclusões. E mais: que time com só um volante de verdade não se protege, nem garante posse de bola no meio-campo. Fica frágil. O Inter fechou o jogo com três zagueiros, mais meias e atacantes.
Foi um jogo pegado, disputado, três expulsões, uma fila de cartões amarelos, Gaúchão puro sangue, mas o promissor árbitro Márcio Chagas precisa ser mais enérgico com os carrinhos. Eles correram livre, dos dois lados.
Carrinho faz mal ao futebol.
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