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Posts do dia 16 março 2010

Xingou o juiz e foi torcer na galera

16 de março de 2010 5

O argentino Mauro Zárate (detalhe ao lado) foi supenso por dois jogos e multado em R$ 25 mil por insultar um árbitro na Itália.

Domingo, como um fã qualquer, de cachecol azul, ele assistiu ao jogo do seu time no meio da mais radical torcida da Lazio, a Curva Nord, muitas vezes classificada como fascista.

Foi ovacionado, mas a Lazio perdeu do Bari, 2 a 0.

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A nova máquina do tempo vermelha

16 de março de 2010 72

O centroavante Bira Burro avisou que ainda guarda uma das bolas utilizadas no dia 23 de dezembro de 1979, na partida final do tricampeonato invicto do Inter (na foto, lance na decisão contra o Vasco).

Assim como Bira, outros ex-jogadores, antigos dirigentes e até torcedores começam a oferecer outras relíquias ao novo museu do clube, que será inaugurado dia 6 do mês que vem. Três dias depois estará aberto ao público.

Totalmente interativo e digital, com investimentos que superaram os R$ 3 milhões, o museu será o mais moderno do país, podendo ser comparado aos do Milan, Barcelona e Real Madrid.

Numa das salas, o torcedor poderá assistir aos grandes gols do time, escolher o seu favorito e pedir para que seu rosto seja inserido no meio da torcida festejando o gol histórico. Pode comprar o CD com as imagens e levar para casa como suvenir.

Quem espera encontrar apenas um lugar cheio de troféus, vai se espantar com a interatividade das salas. O museu trata, por exemplo, da história do Bairro Menino Deus, onde o Inter cresceu, da evolução do futebol gaúcho, explica as mudanças nas regras do jogo, dos torneios e dos campeonatos. Será referência nacional.

A propósito, por falar em história:
O São Paulo, de Rio Grande, não aceitou negociar com o Inter uma carta datada do começo do século passado que trata da fundação do clube em Porto Alegre, cem anos atrás. O colorado vai insistir.

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Jovens salvam a pele de Silas

16 de março de 2010 39

Jogo vai, jogo vem, a bola rola e cada dia/noite eu me convenço mais que a política de futebol do Grêmio está errada. O clube ainda insiste em contratar jogadores em bloco. Jogadores médios, atletas conhecidos, sem a qualidade exigida.

Você sabe, eu sei, que eles não oferecerão resultados a curto ou médio prazo – muito menos a longo.

Ao sair correndo no mercado, o Grêmio paga mais, gasta o que não tem, estaciona a sua folha de pagamento em mais de R$ 3,2 milhões mensais. É a maior folha de pagamento desde os ainda mal explicados dias da ISL, uma das maiores do país. Herrera, hoje no Botafogo, leva R$ 20 mil todos os meses como complemento do seu salário que os cariocas não aceitaram pagar.

Ao trazer jogadores como Maurício e Ozeia, Leandro e William, Rochemback e Fábio Santos, o Grêmio dinamita a ponte que existe entre os jovens e o time principal. Atrapalha a ligação, complica, atrasa.

O volante Fernando (foto acima) é um exemplo. Ficou navegando em volta de Rochemback e Ferdinando. Silas insistia com os dois. Retirava o espaço do jovem que, mesmo com 17 anos, já tem talento para jogar entre os mais de 20 ou 30. Rafael Carioca, aos 19, tomou conta do meio-campo e foi o melhor volante do Brasileirão 2008.

Meu colega Wianey Carlet tem absoluta razão quando escreve que os técnicos que trabalham no Rio Grande do Sul não gostam de apostar nas revelações da base. Eu vou mais adiante, conheço os motivos dos treinadores. Os técnicos são muito pressionados em solo gaúcho. Não têm tranquilidade nem tempo para testar a gurizada. Todo mundo exige vitórias imediatas e todos os jovens, por sua vez, precisampassar por períodos de adaptação.

O futuro do Tricolor, e de outros clubes brasileiros, está nas suas divisões de base.

Pergunto:

– O que é melhor, buscar Maurício no Palmeiras ou apostar em Saimon?

Eu mesmo respondo:

– Saimon.

E o que o Grêmio faz? Busca Maurício. Não contente vai atrás de Ozeia.

Outra pergunta, que eu não consigo responder, não hoje:

– Por que a sequência de contratações duvidosas nunca param?

Não param, nem quando os jovens estão salvando a pele de Silas.

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