O Inter é uma decepção só. Empatou no Beira-Rio, onde a vitória é obrigação, especialmente se o adversário vive no interior gaúcho. O Pelotas não se entregou às estatísticas. Se defendeu muito, organizado que é, tentou o ataque, mais timidamente, e encontrou o empate. Resultado injusto. O Inter merecia mais, teve mais chances, a vitória seria resultado mais justo, mais natural pelo que vi nos 90 minutos.
Futebol, porém, nem sempre é um jogo justo. A torcida sabe. Vaiou. Não pelo jogo contra o Pelotas (mas também pelo jogo com o Pelotas). As vaias caem sobre um um time que não empolga, se aninham preferencialmente nos ouvidos do uruguaio Jorge Fossati.
Em três jogos da Libertadores, o Inter somou cinco pontos. Mais que os pontos, as performances é que não agradaram. As vaias atrasadas miraram os últimos resultados também. O Inter está devendo, você sabe tanto quanto eu, Fossati, Fernando Carvalho e o torcedor da Fronteira que viu quinta-feira passada o seu Inter pela primeira vez ao vivo e não gostou.
Penso que o esquema de Jorge Fossati não é o ideal, nem mesmo com quatro homens no meio. Mas, por outro lado, tenho certeza de que os jogadores colorados estão devendo um futebol mais qualificado – que eles têm, vice-campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão em 2009. Ninguém chega de graça nas decisões.
As individualidades não estão voando, jogando muito, atuando como nunca – e olha que é tempo de Libertadores. Falta ousadia. Falta o que D'Alessandro fez. Se o coletivo vai mal, é preciso arriscar. Ele pegou a bola na altura da grande área, fez um belo giro e soltou a canhota. Gol.
O sucesso do Inter passa por D'Alessandro, seja no Gauchão ou na Libertadores.







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