Desde ontem, se falou muito em Mithyuê. E com acerto. Mithyuê atuou só 26 minutos em Erechim. Jogou mais que William em quatro partidas consecutivas. O meia fez o time jogar. Já William destoa para o negativo. É um centroavante que briga com a bola. É homem de grande área, do último toque. No Grêmio, sai muito da sua zona favorita e se perde.
Sem Borges, Mithyuê deveria se somar a Jonas, que começa a ganhar um lugar especial entre os 11. Jonas não se abate com o gol perdido. Se ergue, se mobiliza, faz o gol e ainda anima os companheiros. É outro jogador. Jonas gosta da tabela, da troca de posição, ao contrário de William, adepto do posicionamento fixo. Sem William, Jonas cresce. Com ele, Jonas patina.
Douglas é outro nome que se sobressai. Sem Tcheco (no Corinthians), sem Souza (machucado), o Grêmio gastou milhões de dólares para oferecer a camisa 10 ao meia, um canhoto organizador de time. Ele tem o passe milimétrico, a certeza dos garçons, o chute forte. Ontem, não foi perfeito, nem o melhor em campo, porém, em alguns lances, mostrou que é um meia que pode fazer a diferença.
O trio Douglas, Mithyuê e Jonas desponta como uma satisfatória opção. Mas deve se dissolver quando Borges voltar. Mithyuê é guri ainda, pode esperar. O banco pode ser seu lar por mais um tempo.




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