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Posts do dia 23 março 2010

Sem Souza, Rodrigo desponta como líder

23 de março de 2010 16

Rodrigo, que é experiente e fez sucesso no São Paulo, ao menos na primeira passagem pelo clube, começa a se acertar com Mário Fernandes. A zaga com a dupla se firmou.

Ainda é cedo para dizer se eles podem ser os dois nomes da temporada. Eles ainda precisam enfrentar ataques mais poderosos, avantes superiores aos do Inter-SM, Votoraty, Porto Alegre e Ypiranga.

Mas o que se vê é que Rodrigo anda emprestando sua experiência ao grupo. Ele é uma das novas lideranças, seja em campo ou no vestiário. Ocupa parte do espaço que Souza deixou. Ainda em recuperação de uma cirurgia no joelho, Souza não vive mais, ao menos hoje, o dia a dia do vestiário, das concentrações e dos jogos.

Novas lideranças nasceram na sua ausência.

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Sai Sandro, entra Wilson Mathias

23 de março de 2010 16

Sandro é jogador do Tottenham, o que solidifica cada vez mais a parceria entre o Inter e o clube inglês. O contrato está assinado. Ele custou R$ 25 milhões, pagamento quase à vista em agosto, quando abre a janela de transferência com a Europa.

O Inter ainda fica com 10% em caso de uma futura venda. O volante, que viajou a Londres, vai morar na Inglaterra depois da Copa Libertadores.

O paulista Wilson Mathias, 26 anos, será o dono da camisa oito do Inter depois que Sandro se integrar ao Tottenham, no segundo semestre.

Se ficasse no México, onde jogou 180 vezes em quatro anos, e avançasse no seu processo de naturalização, o volante poderia ser convocado pela seleção mexicana para o Mundial da África.

Leitor do blog, o que você acha da futura substituição (sai Sandro e entra Mathias)?

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Volta de Fernandão causaria uma revolução no Sul

23 de março de 2010 98

O Inter não quer Fernandão, mas a sua torcida quer.

Normal.

Fãs sempre esperam soluções mágicas dos seus jogadores históricos.

O torcedor acha que Fernandão resolveria todos os problemas do time. Que remotivaria o grupo, que enquadraria os que precisam correr mais, que lotaria o aeroporto, que superlotaria o Estádio Beira-Rio.

Não é bem assim.

Jogadores dificilmente repetem suas trajetórias vencedoras num mesmo clube depois da sua volta. É muito difícil, a torcida cobra dobrado, o jogador histórico é o primeiro a ser vaiado. O grande Figueroa sentou no banco dos técnicos do Inter e o ouviu um estádio inteiro o chamando de burro. Ele nunca mais foi o mesmo.

Fernando quer voltar porque joga no Goiás e Goiânia não é do primeiro mundo do futebol brasileiro. Goiás não tem, hoje, qualidade para disputar qualquer grande título nacional. Talvez Fernandão possa liderar um projeto que ofereça ao Goiás a maioridade no futebol brasileiro, talvez no futuro. Hoje não se vê nada disso. Só desejo do jogador de deixar o Planalto Central. O São Paulo tentou, o Palmeiras disse que desejava o atacante.

Fernandão errou ao escolher o Goiás. Teria outro status se escolhesse São Paulo ou o Rio, quem sabe Porto Alegre. Sabe-se agora, depois de quase um ano, que o Inter não se interessou por Fernandão. Não se esforçou para ter um dos grandes jogadores da sua história de volta. Pensou, em agosto passado, que Fernandão era passado. Que o seu futuro no Beira-Rio não passava mais pelo chão verde, de meias e chuteiras, camisa vermelha.

Mais adiante, quem sabe, ele poderia buscar o seu espaço em outro área do clube, no departamento de futebol no marketing, mas depois de um período de estudos, uma especialização no estrangeiro.

Fernandão e Fernando Carvalho não conversam mais desde aquela época. Há um fosso entre os dois nomes históricos. Uma amizade rachou. Não ha cola que cole, ao menos neste momento. Um importante conselheiros do clube tentou fazer a ponte entre os dois. Não deu certo, não recebe o ok de nenhuma as duas partes.

Não acredito que Fernandão possa acrescentar algo especial ao time do Inter como jogador nos dias de hoje. Mas, por outro lado, sua volta causaria uma revolução no futebol gaúcho. Motivaria a torcida.

Mas não sei se o Inter está disposto a investir no seu passado.

Não vejo mobilização entre as pessoas que mandam no Inter.

O melhor Fernandão vive na memória do Inter. A sua volta poderia machucar o seu passado.

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Trégua no comando, sufoco na folha

23 de março de 2010 41

Luiz Onofre Meira (foto), o homem do futebol, e Irany Sant’Anna Jr., o nome das finanças, conversaram ontem à tarde numa das salas do Olímpico.

Resolveram passar uma borracha nas suas diferenças. A governabilidade exige que as relações entre dois dos nomes de frente do Grêmio sejam bem melhores.

A crise política cresceu no Grêmio nos últimos tempos. Luiz Onofre Meira, que continua com o apoio total do presidente Duda Kroeff, foi um dos alvos. Sua política de contratações passou a ser discutida, mesmo internamente. No final do ano, dois ex-presidentes procuraram Kroeff em busca de explicações.

A oposição questiona fortemente uma das mais caras folhas de pagamento da história do clube, superior a R$ 3,2 milhões. É maior que as dos anos da ISL e quase o dobro da que pagava o grupo que disputou a Libertadores 2008.

A questão não é gastar quase R$ 4 milhões a cada 30 dias. O ponto está em gastar mal, pagar absurdos para William, Ferdinando, Túlio, Joilson, Jadilson, entre outros. No caso de Túlio, por exemplo, tem-se um problema ainda insolúvel mesmo com a saída do atleta. Túlio não correspondeu no gramado e ainda sangra os cofres azuis até hoje: o volante só aceitou retornar ao Goiás porque o Grêmio paga cerca de R$ 40 mil do seu gordo salário em Goiânia.

Com borracha ou sem borracha, o fato é que o Grêmio está suando mais que volante marcador para não atrasar os salários dos jogadores. Abril está garantido. Maio é um problema.

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Ataque do Inter sob pressão

23 de março de 2010 22

Os atacantes do Inter entram em campo cada vez mais pressionados pelo torcedor. Não marcam há cinco jogos.

O ataque fez 15 dos 33 gols em 2010, menos de um gol a cada 90 minutos. Nos 17 jogos oficiais, cinco duplas diferentes foram escaladas, e por duas vezes. Fossati usou só um centroavante de referência.

Taison e Alecsandro, cinco vezes, e Edu e Alecsandro, quatro, foram as duplas mais utilizadas. Alecsandro fez sete gols em 11 partidas.

Ao meu ver, o ataque não é abastecido como deveria. Alecsandro é matador, já provou no Brasileirão passado, quando anotou 17 vezes. Quantas bolas em condicões de gol ele recebe? Raras. O Inter não cria, falta articulação.

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