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Posts de março 2010

Inter x Cerro em 140 caracteres

31 de março de 2010 11

Pessoal, uma novidade no blog em noite de decisão no Beira-Rio.

Vou acompanhar pelo Twitter, @blogdozini, Inter x Cerro, pela Libertadores, às 21h50min.  Em até 140 caracteres, comentários e informações, minuto a minuto, do jogo que define o futuro de Fossati.

Você também pode acompanhar a cobertura do clicEsportes no blog Pré-Jogo.

Bom jogo e não deixe de participar.


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Barça vacila em Londres

31 de março de 2010 3

Arsenal e Barcelona correram na tela plana da tevê de plasma da Redação de ZH. Não vi o jogo como gostaria, nos mínimos detalhes, atenção dobrada, ligação absoluta.

O telefone tocava, o celular apitava, os colegas conversavam, o ritmo da Redação depois das 16h é sempre feroz. E eu ainda preciso fechar a minha coluna diária sem repetir informações de Internet, sempre em busca de notícias exclusivas.

Pelo que vi, o Arsenal quase caiu no abismo. Nos primeiro 15 minutos, o massacre espanhol foi impressionante. Um 3 a 0 não seria uma inverdade.

O Arsenal nunca levantou uma Copa dos Campeões. Pelo que eu observei no jogo de Londres, dificilmente passará às semifinais. O Barcelona, que desembarcou favorito nas quartas de final, vai continuar favorito não só à vaga, como ao título, já que Rooney deve ficar 30 dias fora dos 11 melhores do Manchester United.

O empate não caiu do céu porque o Arsenal melhorou no segundo tempo, marcou mais e atacou bem mais. Ok, o 2 a 2 foi injusto, mas o resultado anima o Arsenal a buscar uma vitória quase impossível no dia 6, no Camp Nou.

O Barcelona é um time quase perfeito. Quando Messi vacila, joga mal, Zlatan Ibrahimovic aparece. Marcou duas vezes, foi um dos melhores em campo e mostrou que é quase impossível parar o Barcelona.

O Arsenal perderá Cesc na decisão. Puyol e Gerard Piqué desfalcam o Barcelona.

Tomara que eu tenha tempo de ver o jogo como se estivesse em casa. Será uma das decisões da temporada. Dois times que chamam a bola de você. Mas as individualidades do Barça são superiores.

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Inter recolhe pulseira da estrela azul

31 de março de 2010 12

A estrela azul na pulseira do Inter deu o que falar no blog. Tanto que ainda estou na luta para zerar os comentários. Clique aqui para ler o post.

Alguns leitores achavam que era um 1º de Abril antecipado, brincadeira de gremista, outros acreditaram que a estrela era da cor cinza.

Dou a palavra a Rafael Saling, gerente de Marcas e Franquias do Inter, para esclarecer o mistério da pulseira:

- Olá, Zini, após um levantamento com a nossa rede de lojas e também com o fornecedor, constatamos que se trata de um produto já fora de linha, um escudo utilizado no ano de 2007, e que por tal ocasião, deve ter ocorrido uma reação na alteração da cor, do cinza para um tom cinza azulado. Posso te garantir que o produto já foi recolhido do mercado imediatamente e não está mais à venda. A cor cinza já foi incorporada ao clube há muito tempo, mas com o avanço dos produtos e de materiais que estão sendo utilizados, estamos percebendo que tal utilização pode ocorrer certos riscos como este.

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Vitória depende da vontade dos jogadores

31 de março de 2010 32

O bom é o que o Inter depende dele mesmo. O melhor é que o Inter tem capacidade para vencer o modesto Cerro. O pior é que o Inter anda jogando um futebol que não mete medo nem no Zequinha.

O Inter é um mistério.

Ninguém sabe o que seus jogadores bem pagos poderão fazer na noite decisiva no Beira-Rio.

Serão os velhos guerreiros conhecidos e aplaudidos de outras grandes jornadas? Repetirão o desempenho alcançado na Serra, na derrota de 2 a 0 com o Caxias? Serão os mesmos que superaram o Grêmio (1 a 0) no clássico de Erechim?

Todas as perguntas estão no ar.

A má fase é tamanha que não é possível pedir regularidade.

O Inter é irregular, quase desconhecido. Não se sabe mais o que esperar dele, embora ninguém possa negar o potencial do grupo.

Disse e repito: Jorge Fossati não é o único responsável. Os jogadores precisam assumir sua parte na sequência de fracassos. Eles não estão jogando nada. Some a qualidade dos jogadores colorados, coloque doses de boa vontade, alguma superação, pronto, está feita a receita da vitória.

O sucesso do Inter, pelo menos hoje, depende muito mais da vontade dos 11 titulares e seus possíveis três coadjuvantes do que do esquema de Fossati.

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Grêmio: futebol decola, finanças patinam

31 de março de 2010 54

Bons resultados não apagam os gastos absurdos do Futebol. Treze vitórias em sequência e os 50 jogos sem perder no Olímpico não bancam uma folha que bate nos R$ 4 milhões todos os meses. É alta demais.

O Grêmio busca em receitas futuras os R$ 3,8 milhões necessários para pagar a folha do dia 20 do mês que vem. Todo o dinheiro do Clube dos 13 de 2010 já foi sacado. O Grêmio procura um adiantamento do seu dinheiro da televisão de 2011.

Há também a antiga saída: vender os melhores. Ao contrário de outros anos, os jovens gremistas, mais Victor (foto), valem mais de 30 milhões de euros.

O Benfica, na sua melhor fase em 15 anos, e Porto, em péssimo momento, estão pesquisando Victor e Mário Fernandes. Os dois gremistas ainda são pouco conhecidos na Europa. Os clubes pediram DVDs com jogos da dupla. O Porto tem R$ 125 milhões para investir em novos jogadores. Ficou ainda mais ligado em Mário Fernandes depois que soube do interesse da Inter, do português José Mourinho, pelo zagueiro gremista.

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Salvação colorada tem nome: Walter

31 de março de 2010 19

Em época de crise, em dia de decisão, o Inter não se agarra em nenhuma das suas grandes contratações nacionais ou estrangeiras, mas em Walter, um dos ex-garotos da base colorada.

Depois da grande crise, quase duas semanas longe do clube, Walter voltou mais maduro ao convívio do grupo principal. Dizem que é outra pessoa, que está mais disposto a ouvir, a lutar pelas oportunidades. Ele continua morando com a namorada, tem pouco contato com a mãe, que vive em Recife, quer aprender a dirigir, se habilitar e comprar um carro.

Se a cabeça melhorou, lhe falta ainda ritmo de jogo. Sequência. Ele tem reconhecidas qualidades e saiu-se muito bem jogando meio tempo em Caxias - chutou mais que todos os outros atacantes empilhados. Mas depositar todas as esperanças deste jogo decisivo em Walter, neste seu momento de transição, pode ser perigoso.

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Um café antes da noite decisiva

31 de março de 2010 1

O papo anterior foi com o Benfica e sobre Victor, do Grêmio. Hoje é dia de Libertadores e volto a conversar, No Bar da Redação, agora com meu colega Leandro Behs.

O assunto é, claro, Inter x Cerro, jogo com contornos decisivos. Para Inter. Para Fossati. E para um jovem que de sumido passou a salvação: Walter.

Assista ao bate-papo:

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A estrela azul na pulseira do Inter

30 de março de 2010 160

Esta é do leitor Vinicius Brito: hoje ele foi a uma loja oficial do Inter, no Iguatemi, para comprar uma pulseira do Inter ao seu afilhado - "colorado de quatro costados", segundo ele.

Vinicius surpreendeu-se com a estrela referente à conquista do Mundial de Clubes, que figurava soberana, mas com a cor azul.

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Arsenal tentar vingar a Inglaterra

30 de março de 2010 2

Quero ver mesmo Arsenal e Barcelona. Morava perto de Highbury, bairro histórico dos Gunners, quando vivia em Londres. Durante quatro anos não perdi jogo do Arsenal na capital inglesa. Muitas vezes me posicionei atrás dos gols, onde o ingresso era mais barato. Acompanhei o time por outros estádios locais, do Tottenham, do West Ham, do Crystal Palace, do finado Wimbledon, do Chelsea, então uma equipe pequena da capital, até os grandes jogos finais das copas nacionais em Wembley.

O azar do Arsenal é o adversário das quartas de final da Champions League, o Barcelona, talvez o melhor time da década na Europa. Um antigo técnico do Arsenal disse que os times de Arsene Wenger não jogam de olho nos títulos, nas taças, mas só no bom futebol. O jogo bonito basta, faixas de campeões não passam de detalhes.

Enquanto o grande jogo não domina minhas telas, peguei parte de Bayern de Munique e Manchester United (2 a 1). Jogaço! O empate seria mais justo. Os alemães contaram com a sorte. Têm bom time, mas jogaram com 12, a sorte como atacante.

O Bayern, atuando no espetacular Allianz Arena, venceu o jogo após sofrer um gol logo depois do primeiro minutos de jogo. Virou numa incrível falha da excelente defesa do United.

Os dois clubes são históricos e já levantaram a Copa dos Campeões. A equipe inglesa venceu a competição em 1968, 1999, 2008 e a alemã, quatro: 1974, 1975, 1976 e 2001.

Ribery e Rooney, um gol cada um, foram dois grandes nomes do jogo. Mas nada está decidido. Ainda é impossível determinar o nome de um dos semifinalistas. Até porque o segundo jogo é em Old Trafford, estádio que tem uma atmosfera única. Qualquer time menos preparado treme ao sentir o urro unido da inacreditável torcida do United. Uma das únicas torcidas que acredita no poder de reversão do time até o último segundo do jogo, mesmo perdendo.

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A pressão da década sobre Carvalho

30 de março de 2010 24

Se depender do retrospecto do Inter em seu estádio, Jorge Fossati pode ficar tranquilo quanto à partida decisiva contra o Cerro.

Dos 19 jogos no ano, oito foram disputados no Beira-Rio, com aproveitamento de 79,1%. São seis vitórias, um empate e uma derrota (Novo Hamburgo, na Taça Fernando Carvalho) com 22 gols marcados e nove sofridos. Alecsandro, que deve ter Walter ao seu lado, foi quem mais marcou: cinco gols.

O pior é que nem uma vitória, amanhã, cala e acalma os que desejam a demissão imediata de Jorge Fossati.

Fernando Carvalho nunca se sentiu tão pressionado nos últimos 10 anos.

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Os novos amigos italianos

30 de março de 2010 1

Aproximados por Leonardo, técnico do Milan, Ronaldinho e Pato construíram uma sólida amizade em dois anos no norte da Itália.

Falam sobre tudo, discutem suas atuações, analisam adversários e falam muito sobre Seleção Brasileira.

Pato sabe que não tem chance. Mas Ronaldinho ainda acredita numa convocação aos 45 minutos do segundo tempo.

Os dois brincam muito e um dos temas preferidos das gozações é a dupla Gre-Nal. Eles jantam todas as semanas nos melhores restaurantes de Milão. O encontro é sagrado.

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Inter precisa dividir as responsabilidades

30 de março de 2010 29

Jorge Fossati é um alvo fácil. Técnico de futebol é sempre o escolhido quando tudo vai mal, as vitórias não chegam, o fundo do poço é o único cenário. Nunca vi dirigente ser derrubado e o técnico sobreviver.

O mais prático é colocar a bomba embaixo da cama do técnico. Ele explode e leva um só, às vezes o estilhaço carrega um jogador junto. O clube pode recomeçar sem que os pecados dos dirigentes possam ser confessados nas arquibancadas. Culpar o treinador afasta todos os males. É mania nacional, talvez porque todo o brasileiro que gosta de futebol pensa que é um técnico em potencial. São Felipão, Mano e Parreira, cada um no seu estilo. Todos têm solução para tudo. Se tivéssemos 200 milhões de cidadãos brasileiros não estaríamos reclamando do mínimo no Brasil, como a falta de iluminação pública nos bairros de Porto Alegre.

Fossati não está dando certo, seus esquemas não funcionam, seja o mais ofensivo ou o menos defensivo. Ele conseguiu perder do São José, depois de 40 anos, foi varrido pelo Caxias na Serra depois de muitos Gauchões. Nas duas partidas, o Inter teve os resultados nos pés. Perdeu. Não seria injusto demiti-lo, muito pelo contrário.

Fossati não é uma ilha no Beira-Rio. Seus jogadores, mesmo ao seu lado, não estão oferecendo o suporte que ele precisa. Não estão jogando bem. Eles correm, mas não produzem. Se esforçam, mas não brilham. O azar é vermelho. Uma torcedora diz que o clube atravessa o seu inferno astral – e eu não creio em astrólogas.

Pare e pense e me diga o nome de um só jogador do Inter que esteja jogando acima da média, sendo elogiado a cada partida. Então, é preciso alinhar Fossati com os jogadores. A culpa não é mais de um só. As responsabilidades precisam ser divididas. São vários. De Pato a Walter, passando pelos outros estrangeiros, pelas contratações que ainda não deram certo.

Se quem chegou no começo da temporada ainda não jogou o que pode e sabe, os dirigentes precisam assumir sua porção de culpa. O Inter contratou mal. Precisa de qualidade, não trouxe. O substituto de Nilmar ainda não apareceu. Os dois laterais somados não mostram um. D'Alessandro tem mais fama do que jogo nos nossos dias. Kleber é uma grande decepção nestes primeiros três meses. Sandro foi negociado no meio de uma Libertadores e visitou Londres na véspera de um jogo decisivo do Gauchão.

Cada vez me convenço mais que os problemas do Inter precisam ser divididos. Eles não se concentram em Fossati, só nos jogadores, nos desencontros da direção. É a soma de falhas coletivas que oferecem o atual retrato do Inter. Não procure um pecado isolado.

A vitória sobre o Cerro pode melhorar tudo, levantar o astral, escancarar sorriso, alegrar o fã. Mas não pode esconder os problemas. Eu creio na vitória, dificilmente um time do tamanho do Inter perde três jogos consecutivos. Não acredito no Cerro, que chega dizendo que vai se defender com 11. A retranca é a melhor maneira de entregar um jogo ao adversário.

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Armando morreu numa segunda-feira

29 de março de 2010 13

Armando Nogueira, 83 anos, morreu numa segunda-feira. Jamais poderia ter fechado os olhos num domingo. Domingo é dia de futebol. Armando jamais perdia um só gol.

O gol era a sua paixão. É a paixão que nos move, não o oxigênio.

Ninguém descrevia a jogada de gol, antes, durante, depois, como Armando Nogueira.

Ele sentia a poesia do drible, do passe de três dedos, do lançamento perfeito, da janelinha, da meia lua, do drible da vaca. Ele sentia e criava. Armando Nogueira  via o torcedor na arquibancada, pensava como ele, escrevia o que ele gostaria de escrever. Sua poesia ajudou Garrincha, melhorou ainda mais seu drible. Seu texto viu tudo em Pelé e algo mais, um Deus dos gramados.

Sobre Pelé, Armando criou a frase que todos nós, jornalistas, torcedores ou simples admiradores e mortais, gostaríamos de ter inventado:

"Se Pelé não tivesse nascido gente teria nascido bola".

Armando foi o grande cronista do futebol brasileiro da segunda metade do século 20. Armando foi um dos primeiros jornalistas brasileiros a colocar o futebol em livros e a acreditar que estes livros poderiam gerar ainda mais leitores.

Ele esteve em 15 Copas do Mundo. Nas suas conversas, sempre carinhoso, gostava de pegar no braço do interlocutor. Segurava o braço enquanto pensava uns segundos. O toque parecia trazer de volta a seu cérebro lembranças de grandes jogos, das melhores jogadas, dos craques inesquecíveis de meio século.

A grande tribuna de Armando Nogueira foi o Maracanã. No seu palco preferido, reverenciou o futebol. Armando não pensava em títulos ou em taças. Pedia apenas bom futebol. Queria banir o carrinho, queria premiar o drible. Sempre foi um crítico das retrancas, dos sistemas defensivos. Sua ideia era bola para a frente, que o gol está mais perto de quem ataca do que de quem defende.

Armando Nogueira foi um dos românticos do futebol. Numa segunda-feira, dia em que o futebol fala do ontem e respira o amanhã, ele foi embora. Morreu numa segunda-feira o último romântico do futebol brasileiro.

Vai, Armando, vai fazer um gol no Céu.

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Invencibilidade esconde dúvidas no Grêmio

28 de março de 2010 112

Vencer, o Grêmio vence. Bateu o Esportivo (2 a 0), alcançado seu 50º jogo sem perder no Olímpico. Façanha, partida histórica que merecia mais que as 10 mil pessoas que se acomodaram no estádio no final da tarde do domingo chuvoso.

O fã não entendeu assim. Tratou o Esportivo como um adversário qualquer.  Imaginou ingenuamente que 50 jogos invictos se conseguem em todas as temporadas.

Ao vencer mais uma no Gauchão, o Grêmio prova que anda sobrando na competição. Faz a melhor campanha, os números estão ao seu lado. É o grande líder.

O Esportivo exigiu pouco, quase nada, é um dos times mais fracos do campeonato. O Grêmio é que não jogou nada de especial. Ficou no básico. Jogou bem menos do que na quarta passada, quando o Novo Hamburgo sentiu o melhor Grêmio da temporada. Jogou o suficiente para superar Esportivo, onde o goleiro Caio brilhou. O time de Silas ainda deve exibições mais qualificadas, resultados mais sólidos, capazes de oferecer ao torcedor uma confiança superior na Copa do Brasil.

Gauchão engana, não é norte, nem parâmetro.
Mas Gauchão ajuda a organizar um time para competições superiores se o técnico souber trabalhar, olhar o futuro com os olhos de hoje.

Silas carrega o mérito de ter organizado um time em três meses. Seu time hoje tem cara e coragem. Tem um esquema definido, mas eu não vejo, por exemplo, jogadas ensaiadas e a equipe não marca mais gols de cabeça. A força aérea tricolor não sai do chão.

Mas o que Silas precisa entender, e a prática vai provar, é que alguns jogadores não serão de grande utilidade na atual temporada, como não tiveram na passada. Começo por Fábio Santos, Rafa Marques e Rochemback, que ganham chances importantes desde 2009 e não conseguem qualificar os titulares. Lembro de Ferdinando, Edilson e William, que a cada partida mostram que não somam nada de especial aos 11.

Ao insistir com os seus, Silas rouba espaço dos mais jovens. Lembro que Maylson, o melhor em campo, e Mithyuê, outro destaque, só ganharam oportunidades porque os titulares e os reservas imediatos se machucaram. Não é possível pensar num meio-campo sem Willim Magrão e Adilson, hoje suspenso.

Estranho a falta de gols de Jonas, tenho certeza de que William não será um goleador porque nunca foi um artilheiro na sua carreira. Silas não pode depender da dupla Jonas e William. Eles foram testados. Não superaram as expectativas. Jonas precisa de um novo companheiro enquanto Borges não volta.

Bergson merece uma oportunidade.
Não na meia, como nesse jogo. No ataque, mas aí vive William, que desceu no Olímpico conduzido pela mão de Silas.

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Inter precisa sacudir o vestiário inteiro

28 de março de 2010 73

Jorge Fossati continua. Fernando Carvalho segura o técnico.

O torcedor vaia o primeiro, pede a sua demissão, reclama do segundo, exige providências.

Em campo, os jogadores oferecem uma certeza ao fã. O Inter está à deriva. Perdeu em Caxias (2 a 0), depois de levar três do modesto São José no meio da semana. São seis jogos em série sem vitória. O bom futebol não aparece, o time competitivo da Libertadores sumiu.

O colorado é um grande ponto de interrogação. Ninguém sabe mais o que esperar, em quem confiar. Os problemas se sucedem. O esquema tático não dá certo, as individualidades não parecem. Fossati não consegue fazer o time jogar e o time não joga com Fossati.

Os dirigentes querem tirar o foco do Gauchão. Acenam com a Libertadores. Imaginam que em três dias, numa ação mágica, o Inter pode mostrar o que não está conseguindo em campo nas últimas semanas. Mais do que insatisfeito, o torcedor parece resignado com a má fase do time. Poucos acreditam que possa haver uma mudança radical em apenas 72 horas. A lógica diz que o futebol não vai aparecer. Mas o futebol é menos lógico do que eu imagino. Uma partida pode mudar tudo. O modesto Cerro uruguaio tem nome de vítima?

Fossati usou outra vez seu 3-5-2 na Serra. Perdeu. Mudou o esquema e perdeu de novo. O Caxias venceu com justiça, confiança e segurança. Jogou mais. Jogou como se fosse o time grande, mandou na partida, atacou e defendeu como e quando bem entendeu.

Entre os dois esquemas, o Inter mostrou jogadores dispostos, ninguém se escondeu, mas a má fase de alguns colorados espanta, assusta, não recomenda.

Kleber não acerta na lateral ou na ala, Bolívar está fora de forma, Sorondo, lento. Wilson Mathias não tem nada de espetacular, Nei e Bruno se equivalem na mesmice, Kléber Pereira não se parece mais com o centroavante matador que costumava ser. Guiñazu corre o campo inteiro sem orientação. Abbondanzieri joga perigosamente fora da grande área.

O Inter foi envolvido tática e tecnicamente pelo Caxias. Sua derrota não deixou dúvidas. A fase colorada é uma das piores dos últimos anos. Perder é do jogo. Mas levar cinco gols em 180 minutos de São José e Caxias é um sinal de que uma mudança será bem-vinda. Não parece que a culpa é apenas do técnico. Não é.

O Inter precisa sacudir o vestiário inteiro. Saber quem está muito interessado em jogar e quem está mais ou menos interessado em jogar. Quem vestiu a camisa do projeto da Libertadores, quem usa a camisa apenas como ornamento. O jogo com o Cerro é um recomeço, mas uma possível (e até provável) vitória não pode esconder todo esta jamanta de problemas.

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Sala de Domingo (28/03)

28 de março de 2010 0

Junto comigo hoje, no Sala de Domingo, estiveram Nando Gross, Luis Henrique Benfica, José Alberto Andrade, Diogo Olivier, Leonardo Oliveira e Francisco Garcia.

Falamos sobre a rodada, com um jogo típico de Gauchão entre Caxias e Inter, e sobre Grêmio x Esportivo, com contornos menos decisivos que o desafio do time de Fossati. A semana passada a limpo e o que vem por aí.

Ouça abaixo:

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Edu procura seu futebol europeu

27 de março de 2010 46

Luís Eduardo Schmidt, 31 anos, puxa a cadeira estofada e ocupa uma das mesas de um café localizado num dos largos corredores do BarraShoppingSul. Pede um In Love, café com leite condensado, no começo da tarde de sexta-feira. O vaivém das compras começou.

Os porto-alegrenses passam, à esquerda, à direita, e não o reconhecem.

Deveriam?

Camisa preta, óculos escuros, pendurados num dos botões de cima, ele espicha as pernas e acomoda os tênis de grife, tamanho 41, sob a mesa. Luís seria outro Luiz qualquer, como eu, não fosse ele o Edu, atacante do Inter – um paulista do Interior formado entre os garotos do São Paulo, companheiro de Ronaldinho nas seleções de base da CBF e nos Jogos Olímpicos de Sidney, que atuou nove anos na Espanha, entre o Celta e o Betis, com 250 partidas no currículo europeu e 60 gols.

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“N
unca me escondi. Sei que posso colaborar”

Mas o Edu do Inter não é referência para a torcida vermelha, nem um dos rostos mais conhecidos do clube, que esgrima uma das suas mais graves crises dos últimos anos. Desde agosto do ano passado no Estádio Beira-Rio, Edu fez 20 jogos, marcou três gols. A média não é boa, é fraca, e o jogador concorda. Se ele tivesse vindo direto da sua Jaú natal, tudo bem, mas ele chegou sem escalas do Primeiro Mundo.

A cobrança, assim, regula com o tamanho das exigências do Gigante da Beira-Rio. Edu sacode a cabeça e diz:

– A readaptação de um brasileiro na volta é difícil. Não conheço ninguém que tenha voltado e jogado seu verdadeiro futebol de cara. É preciso um tempo.

– E por que você não está jogando o que pode e sabe? – eu questiono.

– A temporada 2008/2009 foi muito difícil. Sofri uma lesão. Joguei pouco, perdi a sequência, oito meses sem usar uma chuteira. Cheguei ao Inter em agosto de 2009, não fiz pré-temporada. Depois sofri nova lesão muscular. Parei um tempo, voltei aos poucos e ainda não consegui ser o jogador importante que fui nos outros clubes. Sempre tive o reconhecimento das torcidas. Nunca me escondi.

– Que tipo de jogador você é? – pergunto.

– Alguém útil ao grupo, capaz de fazer gols, mas de oferecer assistências também. Gosto de passar. Eu me alegro com o passe.

– Você está feliz?

– Não, claro que não. Ninguém pode estar legal quando o time não ganha. Jogador de futebol só está bem quando as vitórias acontecem. Mas não posso perder a confiança. Todo mundo está ciente de que as coisas não estão dando certo. Estamos tentando. Eu tento.

– Por que não está dando certo?

– Que pergunta... O conjunto não está respondendo bem.

– E você?

– Eu acho que fui bem no jogo com o Cerro. Em Quito, apesar da altitude, entendo que não fui mal. Na derrota para o São José, é difícil falar. É a sequência que eu falo... Não adianta jogar só uma, duas, quatro partidas... Sei o que posso fazer, sei que posso colaborar.

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"A
torcida precisa entender: eu não sou um Nilmar"

Em pouco mais de 200 dias com a camisa do Inter, Edu encontrou três treinadores diferentes, Tite, que não o conhecia bem, Mário Sérgio, que trabalhou com ele rapidamente no São Paulo, e Jorge Fossati, que o acompanhava na Espanha. Aos três precisou se apresentar, explicar as funções táticas que poderia fazer e as que “gostava” de fazer.

Na Europa, ele foi centroavante em raras ocasiões. Sempre jogou como um atacante aberto pelo lado esquerdo (em certas partidas Rafael Sobis era quem corria pelo lado direito), um jogador que entrava na grande área com facilidade, batia bem de pé direito, marcava gols de cabeça e servia de garçom.

– Eu atuava num sistema 4-2-3-1. Jogávamos com dois atacantes abertos, que voltavam, e abasteciam o centroavante. Muita gente diz que eu não posso jogar ao lado do Alecsandro, que nós somos jogadores com as mesmas características. Não é verdade. Sou um jogador de movimentação. Mas a torcida precisa entender, antes, que eu não sou um Nilmar. Comparações são injustas.

Alecsandro, Taison, Walter, Marquinhos, Damião e Kléber Pereira são os que precisam chamar o gol de seu. Edu está entre eles, mas a crise técnica do time embaralhou os nomes. Ninguém sabe quem é titular, reserva. A única pista é que Walter se transformou no cara da vez. Os outros seis atacantes giram em torno dele.

– Ainda não exibi no Rio Grande do Sul o mesmo futebol que mostrei na Europa.

Edu vive numa panela de pressão. Sabe que joga mais, mas sabe também que a torcida está desconfiada, os dirigentes incomodados, o técnico indeciso. Ele entende. A vida de jogador de futebol é um recomeço diário. No Inter, ele precisa começar de uma vez por todas.

O tempo está se esgotando.

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Argel, entre o jogador e o técnico

27 de março de 2010 11

Aos mais chegados, Argel confessa que seu temperamento é um mix de Felipão e Leão, dois de seus ídolos. Na beira do gramado, no entanto, ele se parece muito com o jogador temperamental que foi no Brasil e na Europa.

Argel é um técnico emergente. Sabe organizar um time. Seu conhecimento tático é evidente. Mas o seu comportamento na beira de campo é o de um jogador nervoso e instável. Argel ainda não consegue controlar suas emoções.

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Se depender de Carvalho, Fossati não sai

27 de março de 2010 17

A confiança que os mais graduados nomes do Beira-Rio tinham em Jorge Fossati se desmancha aos poucos. Conselheiros influentes começam a criticar abertamente o técnico uruguaio.

Um dos pontos em análise é o esquema, sua predileção pela defesa. Se Jorge Fossati chamasse uma votação interna, o 4-4-2 venceria. É o sistema tático preferido pela maioria dos jogadores colorados.

Antes da contratação de Fossati, em dezembro, quando o nome de Wanderley Luxemburgo era o preferido entre os dirigentes mais bem ranqueados do Inter, Muricy Ramalho foi descartado por uma única razão: não se dar bem em mata-mata. Agora, o nome de Muricy volta à tona.

Mas Fernando Carvalho vai segurar Jorge Fossati no cargo até onde puder. O jogo com o Cerro, dia 31, será o dia da verdade no Gigante da Beira-Rio.

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Um nome para o novo estádio do Grêmio

26 de março de 2010 205

O complexo residencial que a OAS quer erguer no Bairro Humaitá, acompanhando o complexo Arena, está orçado em R$ 450 milhões – ou R$ 50 milhões mais cara que a própria Arena, que não vai se chamar Arena do Grêmio. O nome do novo estádio será comercializado, assim como foi o do Emirates Stadium, do Arsenal, que ganhou o nome de uma companha aérea que patrocina o clube mais popular de Londres.

Liverpool e Manchester United, outros grandes da Inglaterra, optaram por não vender o nome de suas casas. No Brasil, há o famoso case da Arena da Baixada, que levou o nome do patrocinador, Kyocera, de 2005 a 2008.

Se o nome não for comercializado, como deve se chamar o novo lar tricolor? Poderá atender por Arena do Grêmio ou outro nome cai melhor? Deixe a sua opinião no blog.

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Fúria à beira do campo também na Europa

26 de março de 2010 3

Em São José e Inter (3 a 0), um treinador (Argel) e um jogador (D’Alessandro) bateram boca. Na Inglaterra, na mesma quarta-feira, o entrevero envolveu dois técnicos, Roberto Mancini (Manchester City, de costas na foto) e David Moyes (Everton), da Premier League...

Mancini avançou sobre Moyes, que segurou a bola no meio do jogo. Os dois discutiram, se empurram, e o árbitro Peter Walton expulsou a dupla encrenqueira.

Moyes pediu desculpas, procurou o italiano e o convidou para uma boa cerveja depois do jogo. Mancini aceitou e ficou tudo ok.

Veja o vídeo:

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A "caneta" que enfureceu D'Alessandro

26 de março de 2010 71

A relação entre a direção colorada e D’Alessandro não é mais a mesma. Os dirigentes acham que ele se mete em confusões e se desgasta demais. Sua média de atuações não condiz com o seu talento.

O último distúrbio se deu no 3 a 0 da quarta-feira. Ex-Inter, Pedro Carmona, 21 anos, foi o abusado meia que deu uma janelinha em D’Alessandro. Enfureceu o colorado e serviu de gozação para os reservas do São José, o que gerou a confusão entre o argentino e o técnico Argel (foto).

Carmona disse que a “caneta” foi improviso, a única opção no momento.

No jogo, D’Alessandro estava irritado. Depois, os dois conversaram e D’Ale, um especialista em janelinhas, falou com Carmona, elogiou a atuação e disse que lembrava dele dos tempos de Inter.

O Coritiba pediu o DVD da partida. O Goiás também mostrou interesse no meia do Zequinha.

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Uruguaios não acertam times no RS

26 de março de 2010 26

Em 1987, o Grêmio chamou um técnico uruguaio, Juan Martin Mujica, especialista em Libertadores. Ele veio depois de Valdir Espinosa e antes da era Felipão. O clube fez o mesmo com ex-zagueiro Hugo de León, em 2005.

Experiências desastrosas, nenhum dos dois durou mais do que cem dias.

Vinte e três anos depois de Mujica, o Inter repete a experiência com outro uruguaio, Jorge Fossati. Antes do final do seu terceiro e trepidante mês, Fossati não acertou o time.

Jorge Fossati está ilhado no Beira-Rio. Sabe que perdeu a confiança dos dirigentes e que pode ser demitido a qualquer momento.

Sua relação com os jogadores, por outro lado, é boa. O grupo tem total abertura com o técnico, pode falar e até opinar. Mas seus esquemas táticos não agradam a grande maioria.

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Grêmio aguarda jogo histórico domingo

25 de março de 2010 42

O 49º foi aplaudido, especialmente pelo bom primeiro tempo. O 50º jogo vem aí, acelerado.

O 49º foi a melhor partida da ainda jovem temporada 2010.

O Grêmio se aproxima de uma marca histórica: meia centena de jogos sem perder na sua casa. Será no domingo, contra o Esportivo, será num Estádio Olímpico com um público acima da média.

Jogo para levar os filhos, a famílias, o amigo e o vizinho. Jogo para o Marketing entrar em campo também.

O Grêmio não perde na sua casa desde o dia 13 de setembro de 2008.

Na quinta-feira, noite agradável, o Grêmio superou o bom time do Novo Hamburgo (2 a 1) ainda no primeiro tempo do jogo pela Taça Fábio Koff. Marcou dois gols (Maylson e William), definiu o jogo antes dos primeiros 30 minutos de ação. O gol de William é discutível, parecia impedido, mas é difícil de avaliar. Se nem a TV consegue tirar as dúvidas, imagina o juiz em campo.

O Grêmio enfrentou um dos melhores times do Gauchão, embora o Gauchão, você sabem mais do que eu, não serve como parâmetro para outras competições.

O time de Silas foi rápido, insinuante
, buscou o gol desde o início. Foi uma equipe que mostrou alguma virtudes, a solidez da dupla de área, o posicionamento de meio-campo, a mobilidade de Maylson, os passes de Douglas, os deslocamentos de Jonas. Silas manteve seu 4-4-2, com algumas variações, tipo 4-3-1 (Douglas)-2.

A grande novidade é Maylson, que faz a ligação entre o meio-campo e ataque e ainda ajuda na marcação. Douglas fez a sua melhor partida com a camisa 10 tricolor e foi o melhor em campo. Tem visão de jogo, o passe, o deslocamento, a velocidade. É bom jogador e ainda busca a sua melhor forma, depois de ficar meio ano no futebol árabe.

Silas mudou o time no segundo tempo. Tirou o centroavante de um gol e mais nada, usou Rafa Marques no lugar de Mário Fernandes, o que piorou a defesa, mas manteve Fábio Santos e Edilson, insistiu com Ferdinando. Jonas perdeu gols incríveis. Estava desatento e desorientado. Desligado no jogo.

No segundo tempo, o Grêmio abusou do toque a mais, relaxou no final, deixou o Novo Hamburgo marcar e quase se complicou. Levou um sufoco no final. Quase levou o empate, antes Victor defendeu um pênalti. Quem não fica atento nos 90 minutos arrisca qualquer resultado.

Mas o Grêmio de Silas melhorou em relação ao mesmo Grêmio de Silas dos últimos jogos. Ainda não descobriu seus melhores 11. Mas está perto.

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Fossati não é o único culpado

25 de março de 2010 72

Jorge Fossati é culpado, mas não é o único. Talvez seja o principal, porém ninguém pode esquecer os jogadores, isentar os dirigentes.

Se quando um time ganha todos saúdam o grupo, todos correm para fazer a foto no meio de campo, taça erguida, papel picado e foguetes, quando perde não se pode eleger um só nome. Não é possível escolher apenas um nome como o vilão da rodada.

Fossati precisa sair? Claro, acho que sim.

Muricy Ramalho é o nome mais óbvio. Lembre-se, Muricy nunca conseguiu fazer do São Paulo um time competitivo na Libertadores. Muricy não tem o cacoete do mata-mata. Ao menos é o que fala seu currículo, espetacular quando se trata de Brasileirão.

Mas Fossati fica. Ganhará uma sobrevida, talvez até o jogo com o Cerro, em seis dias, no Beira-Rio. O treinador uruguaio tem seus pecados porque não definiu o time, mudou demais, não ofereceu uma padrão de jogo, usou radicais esquemas defensivos. Cortou o bom toque de bola que o Inter exibiu no final de 2009.

Mudar o técnico é sempre uma decisão de emergência. É um movimento arriscado. Nunca se sabe se o sucessor pode fazer algo superior, se o grande problema era realmente o técnico deposto ou se existe outros problemas enterrados no centro de campo, no ataque ou na defesa.

O que me espanta no Inter é o momento técnico da maioria dos jogadores. Nem parece que eles estão disputando uma Libertadores, a competição mais importante do continente. Não há um só, um atleta jogando no seu máximo. A defesa patina, Sorondo e Eller não se acertam, Kleber não é mais o jogador que foi da Seleção, Giuliano decepciona, Alecsandro não faz gol, Edu não acerta, Andrezinho está sumido, Walter está fora de forma.

Querem uma sugestão de time, uma equipe de emergência, um teste em Caxias, domingo:

Abbondanzieri; Nei, Índio e Bolívar e Kleber; Sandro, Guiñazu, Andrezinho e D'Alessandro; Marquinhos e Walter.

Aliás, D'Alessandro foi o jogador mais esforçado do Inter na incrível derrota no Passo D'Areia.

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